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20101117

Web ainda é um território não explorado, diz Mark Zuckerberg

 CEO do Facebook encerrou o segundo dia do Web 2.0 Summit, em São Francisco, e saiu admirado por presidentes e CEOs presentes no evento. / Foto: Reprodução
Rafael Maia

Uma máquina que poderá redefinir a maneira como o usuário lida com a web daqui para frente. Pelo menos é como metade dos presidentes de companhias online, dos veteranos BlackBerry ao Yahoo!, definem o calouro do mundo virtual, o Facebook. O CEO da empresa, Mark Zuckerberg, bastante sutil, para não dizer humilde, encerrou a segunda noite do Web 2.0 Summit, em São Francisco, na Califórnia, na madrugada desta quarta-feira, horário de Brasília. E deixou uma certeza no ar: a web ainda é um território não explorado.
Um pouco espalhafatoso, bem à moda Zuckerberg, o garoto fundador da companhia online vista com mais bons olhos atualmente, o Facebook, foi logo bombardeado com uma série de perguntas que iam das novas pretensões da rede social às velhas questões de privacidade.
O assunto do momento é a nova função Facebook Messages, que, ao mesmo tempo que cria um e-mail para o membro da rede social, integra uma dezena de serviços dentro de uma única página. Se isso é uma ideia inovadora? Como lembra a presidente do Yahoo! Carol Bartz, a sua companhia nasceu, no meio dos anos 90, com esse objetivo. Mas, como a recente história do universo online, a empresa de Bartz foi pouco a pouco sendo "engolida" por outras iniciativas.

A questão é que o Facebook não brinca em serviço. Mesmo. A razão para que três de cada três companhias online levantem as orelhas quando o brinquedo de Zuckerberg anuncia um lançamento é porque sua empresa alia, hoje, dois pilares básicos para uma explosão de medo entre os concorrentes: uma enorme plataforma de usuários e personalidade. E, aqui, os louros vão todos para o empresário "celebridade" Mark Zuckerberg. "No Facebook, nós temos cinco frases que nos motivam diariamente e nos fazem lembrar da nossa missão. Duas delas são: corra e seja ousado", declarou.

A ousadia do americano vai além da frase de efeito. Ao explicar a intenção do novo e-mail, ele fala que a ideia surgiu ao conversar com as amigas e com os parentes de sua namorada, em um final de semana. De acordo com ele, quando ele perguntava sobre que e-mail usavam e o que achavam do serviço, as respostas variaram de "Gmail", a "Yahoo!", a "Hotmail". No entanto, todas elas eram seguidas pelo mesmo complemento: "eles são lentos".

Ele, então, decidiu criar uma ferramenta para correio online que não era bem assim um "e-mail" convencional. A intenção do CEO ao integrar este serviço ao Facebook era tornar o "e-mail" uma comunicação informal. Estranho, à primeira vista, mas faz sentido. "Facilita para muita gente enviar mensagens como 'oi, mãe, eu estou chegando em casa' sem ter que enfrentar toda a burocracia e lentidão de uma caixa convencional de e-mail para uma mensagem tão... informal", concluiu. Vindo de Zuckerberg, não se podia esperar nada menos do que isso.

É lógico, também, que, criada a nova função, um velho companheiro voltou para tirar o sono do fundador do Facebook: o problema da privacidade. Quem terá acesso aos e-mails? Só os amigos? Só os amigos dos amigos? Um usuário aleatório poderia ver o e-mail de outro e encher sua caixa de entrada com e-mails sem sentido? Mais uma vez ele joga, inteligentemente, a responsabilidade para o usuário. "Ser amigo significa compartilhar coisas, mas a informação é sua. A minha preocupação, que é a mesma dos usuários, é se as minhas informações estarão seguras", compartilhou.

Pode parecer vago, um pouco escorregadio, da parte de Zuckerberg. Mas a intenção, segundo ele mesmo, é dar mais poder ao usuário, aquele velho "user control" de que tanto se fala na internet, mas que muito pouco se é capaz de aplicar. É, no final das contas, o próprio usuário quem deve possuir a responsabilidade das informações que dizem respeito a ele e aos seus amigos. "São discussões como esta que mantêm a graça de fazer parte de uma rede social como o Facebook", brinca o CEO.
Para além das brincadeiras, o Facebook, como Zuckerberg planeja, é a plataforma online mais completa e mais bem executada no sentido de servir de base para uma série de outras iniciativas que possam se inspirar na experiência da rede social. Não são poucos os dados que contribuem para esta afirmação. Em pouco tempo de existência, segundo o CEO, o sistema de armazenamento de fotos da rede social já é o mais importante da internet de todo o planeta. Também há uma série de iniciativas, dentro do QG da empresa, no sentido de aplicativos que possam ser usados na educação de pessoas. Em outras palavras, ele quer tornar o "negócio" da educação social.

Zuckerberg parece claramente um peixe fora d'água. Da maneira desajeitada de se expressar ao modo tímido e megalomaníaco de responder as perguntas, tudo se torna mais palpável quando ele mostra a ideia que o norteia. "A internet é um campo aberto, muito pouco explorado. É preciso arriscar, o espaço aqui é livre. Não é necessário roubar o espaço de nenhum outra companhia", afirmou. Para ele, o Facebook precisa ser uma máquina infalível e impossível de parar. E, por enquanto, é exatamente isso que ele tem conseguido criar.

Fonte: Portal Terra

20100830

Como ver emoticons e colocar caracteres especiais no Twitter

É possível ver emoticons no Twitter, no entanto, essa não é uma nova funcionalidade que o Twitter implementou. Para começar a ver as “carinhas” precisamos fazer uma “gambiarra” e instalar um script no Firefox.

No Twitter existem duas formas de colocar imagens em suas mensagens. A primeira é através de caracteres especiais e a segunda é através de emoticons.
Twitterkeys: Caracteres especiais no Twitter
Para colocar caracteres especiais no Twitter é bem simples.
1 – Acesse o Twitterkeys;
2 – Escolha um dos caracteres disponíveis e clique duas vezes sobre ele;
3 – Dê ctrl + c;
4 – Acesse o seu Twitter;
5 – Dê ctrl + v.

Veja um exemplo de como utilizar caracteres especiais no Twitter;

Como colocar emoticons no Twitter
O procedimento para colocar emoticons no Twitter não é tão simples como o TwitterKeys, mas também não é nenhum bicho de 7 cabeças. Para começar a ver os emoticons você deve utilizar o navegador Firefox.

1 – Abra seu Firefox (Você pode baixá-lo no site do Mozila Firefox);
2 – Instale o add-on para Firefox Greasemonkey;
3 – Terminada a instalação reinicie o Firefox;
4 – Acesse o site do “Twitter Emoticons Script”;
5 – Clique em “Install”;
6 – Reinicie o Firefox novamente;

Perto do relógio você pode ver o ícone de um “macaquinho”. Clicando com o botão direito do mouse você visualizará o “Twitter Emoticons from Yahoo!” habilitado.
Veja os tipos de emoticons do Yahoo! que você pode utilizar.

A partir de agora você pode ver as “carinhas” ao invés de simples “: )”.

Veja um exemplo de como utilizar emoticons no Twitter (Para visualizar os emoticons você deve ter executado o procedimento descrito acima);

Importante: Só visualizarão os emoticons as pessoas que estiverem usando o Firefox, com o Greasemonkey instalado e o script Twitter Emoticons from Yahoo! ativado!
Fonte: Design Tecnológico

20100730

Facebook apresenta o "Questions": novo serviço de perguntas e respostas

Por Emily Price

Recurso permite que usuários façam perguntas que poderão ser respondidas por qualquer integrante da rede social.
Caso você tenha alguma dúvida, basta perguntar. O Facebook tem a resposta. Com essa intenção, a rede social apresentou ontem (29/7) uma versão beta de seu novo serviço, chamado de “Facebook Questions”.
O recurso  permite que usuários façam perguntas que poderão ser respondidas por qualquer integrante da rede social.
O serviço pode ser usado a partir do novo botão "Ask Question", localizado no item perfil, sendo visível para todos os seus amigos e para qualquer um dos cerca de 500 milhões de usuários cadastrados. Junto com as perguntas, ainda é possível incluir uma foto ou uma enquete, o que torna mais fácil obter uma opinião sobre qualquer assunto, desde qual cor é a melhor para a pintura do seu banheiro ou para o seu próximo penteado.


 Nova ferramenta "Ask Question"

As questões também podem ser marcadas dentro de um tópico específico, de acordo com o assunto abordado, e, em seguida, serão exibidas para todos que manifestem interesse. Por exemplo, se você é um apreciador de vinhos, a partir de agora pode procurar pelo tópico "vinho" e responder as dúvidas.

As perguntas podem ser pesquisadas, respondidas e lidas por todos, o que ajuda a obter mais informações sobre assuntos de fora do Facebook. Por exemplo, caso o usuário vá viajar, ele pode pedir um conselho sobre onde comer e o que fazer diretamente para os moradores do local; ou, se precisar de ajuda com o carro, obter uma dica de um mecânico, ao invés de pedir auxílio ao amigo que acredita conhecer tudo sobre o assunto.

 
 As perguntas podem incluir imagens

A nova ferramenta coloca-se em concorrência com outros sites equivalentes de perguntas e respostas, como Ask.com e Yahoo Respostas. 
Por enquanto, o botão “Ask Question” está disponível apenas para um pequeno número de usuários, embora o Facebook tenha planos de lançar o serviço o mais rápido possível, em toda sua comunidade.

Fonte: IDG Now

20100719

Redes sociais prejudicam as notas escolares? Parece que não

Há algum tempo um estudo da Universidade Estadual de Ohio apontou que a rede social Facebook era a grande culpada pelas notas baixas dos estudantes norte-americanos. De acordo com o estudo, os jovens que passavam tempo navegando pela rede social tinham menos disposição para estudar. No entanto, um novo estudo surgiu afirmando que a rede social não influencia nas notas escolares.

A conclusão foi de pesquisadores da Universidade Northwestern, com um estudo chamado "Preditores e consequências de diferentes práticas em sites de redes sociais". De acordo com eles, o uso sem medidas de redes sociais como Facebook e MySpace por estudantes não afeta as notas escolares. Outros pontos como etnia, sexo e nível educacional dos pais são mais decisivos nas notas.

Segundo o estudo, garotas tendem a ter notas melhores que garotos durante a idade escolar. Além disso, alunos cujos pais possuem diploma universitário apresentam melhor rendimento na escola.

Os pesquisadores também incluíram no estudo dados sobre o uso da internet em geral comparado ao uso de redes sociais, apontando que não há diferenças significativas no rendimento escolar.

Ainda de acordo com o estudo, o uso da internet e redes sociais melhora as habilidades dos estudantes e até auxilia no desempenho escolar. Além disso, os pesquisadores apontam que os estudantes são perfeitamente capazes de diferenciar o momento escolar do tempo livre dedicado à internet.
Fonte: Olhar Digital

20100618

Brasileiro é líder mundial no uso de redes sociais

Levantamento atribui liderança ao Orkut, que hoje tem cerca de 24 milhões de usuários ativos no país.
De acordo com um estudo divulgado nesta terça-feira, 15/06, pela empresa de pesquisas Nielsen, o Brasil liderou o número de visitas em redes sociais em abril deste ano.

O levantamento apontou que 86% dos usuários ativos de internet no País acessaram redes sociais. A Itália ocupou o segundo lugar no número de acessos (78%), seguida da Espanha (77%). Japão (75%), Estados Unidos (74%), Inglaterra (74%), França (73%), Austrália (72%), Alemanha (63%) e Suíça (59%) completam a lista.

Entre os dez primeiros, quem lidera o ranking em tempo de visitação, no entanto, é a Austrália, com 7h19min de conexão por mês. Já no Brasil, o tempo estimado é de  5h03min.

O levantamento atribui todo esse sucesso das redes sociais no Brasil ao Orkut, que veio para o País em 2004 e hoje tem cerca de 24 milhões de usuários ativos.

Já o Facebook é mais popular na Itália. No estudo do uso global da rede, o país aparece em primeiro lugar, com 66% de usuários ativos. Austrália (63%) e Estados Unidos (62%) surgem em seguida. O Brasil ocupa o 9.º lugar,  com cerca de 26% dos internautas visitando a rede social.

O número de visitas em redes sociais em todo o mundo aumentou 24% em comparação com o ano passado e os internautas gastam em média 66% mais tempo nesses sites do que há um ano.

No ranking de destinos online mais populares, o Google sai na frente, com 82% dos internautas visitando o buscador. Em seguida vêm o MSN/Windows Live/Bing (62%), Facebook (54%), Yahoo! (53%), Microsoft (48%) e YouTube (47%).
Fonte: Olhar Digital

20100111

O papel da internet na crise do papel jornal

Declaração de Hamburgo coloca agregadores de conteúdo, como Google News e Yahoo News, na posição de vilões da crise do jornal impresso. Além de errar o alvo, não citam a total falta de estratégia desses jornais em monetizar oportunidades.
A Declaração de Hamburgo é um documento escrito por um grupo de jornais com objetivo declarado de defender os direitos autorais na internet. Se parasse por aí, seria compreensível e sob certos pontos de vista, até louvável.

O problema começa quando o documento ataca algo que denomina genericamente como “agregadores de conteúdo”, em clara referência a serviços como Google News, Yahoo! News e o Mahalo.

O documento busca se legitimar defendendo que os agregadores seriam os responsáveis pela crise no jornalismo impresso em papel jornal, uma suposição no mínimo superficial e ingênua, se é que podemos esperar ingenuidade da classe.

Ao contrário do Brasil, onde os jornais impressos apresentaram aumento de circulação nos últimos anos, apesar de eventualmente alegarem queda nas receitas, a situação no mundo tende a ser o contrário: queda de circulação e de receitas.

Sem tentar estender muito a discussão nesse ponto específico, a queda de circulação pode ser explicada por uma enorme variedade de fatores, entre eles a internet:

Com o barateamento das tecnologias de publicação (tanto as digitais quanto as impressas), tornou-se muito mais simples produzir um veículo de mídia (revista, jornal de bairro ou outras publicações impressas) e monetizar o negócio, de forma que o volume aumentou muito dos anos 90 até hoje, mas a qualidade ganhou mais graus de separação entre o péssimo, o razoável e o ótimo;

Excesso de informações à disposição de qualquer pessoa, em qualquer classe social, com conseqüências como a “Ansiedade de Informação” e o “Paradoxo da Escolha” – fica difícil selecionar o que ler em meio a tantas opções;

Aumento exponencial dos gastos em famílias de classe média, nas quais o orçamento é disponível, mas limitado (vale para o Brasil e para a classe média americana também). Anos atrás, gastos como telefonia celular, TV a cabo e conexão à internet eram inexistentes. O dinheiro que hoje é utilizado nestas contas provavelmente migrou de outros lugares, entre eles a assinatura de jornais e revistas;

Enfim, a disponibilidade de acesso a jornais pela internet, o que – em tese – permitiria ler um jornal online. Este ponto é bastante controverso, uma vez que são poucos os jornais que publicam todo o material do impresso na internet e os que o fazem ainda não encontraram uma solução de navegação para uma boa experiência do usuário e permite ler online todo o jornal como se faz no papel. Aqui se abre outro imenso foco de debate:

qualidade da leitura na tela x papel

praticidade de manuseio do papel x interface

agrupamento do conteúdo online x no papel

capacidade de atualização do conteúdo ao longo do dia

Por fim, a questão do imediatismo. Ninguém compra o jornal do dia seguinte para saber que Michael Jackson morreu. O jornal deve assumir outro papel neste caso, o de agregar informações extras, reflexões e desmembramentos do fato jornalístico. Sobre este aspecto, vale a pena ver a entrevista que Celso Freitas concedeu ao Vitrine da TV Cultura abordando o futuro do jornalismo. Se não fizer isso de forma bem feita, muitos blogs e sites o farão. Caberá ao leitor decidir pagar pelo jornal ou ler a fonte que preferir.

Prolongar as discussões acima não cabem neste texto, mas servem para ilustrar o tamanho do problema que os jornais enfrentam, dizendo respeito muito mais ao modelo de negócio do que ao direito autoral em si.

O próprio conceito da distribuição livre de conteúdo é uma noção própria da internet, que levou ao surgimento de iniciativas como o Creative Commons e de movimentos como o Copyleft. Anos depois, com a explosão dos blogs, vieram as discussões sobre o papel do jornalismo e debates sérios sobre o papel dos blogs e do jornalismo no acesso a informação.

Vários outros modelos surgiram, seja pela imprensa tradicional ou alternativa, mas até hoje nenhum se mostrou viável para resolver o buraco da remuneração de conteúdo criado.

Logo, podemos pensar que o argumento fundamental no qual se baseia a Declaração de Hamburgo é válido e lícito. O direito autoral é uma questão central da sociedade contemporânea e quem produz alguma coisa de valor deve ter o direito de decidir se deseja distribuir a criação livremente ou cobrar por ela, salvo exceções (novamente, exceções cujo debate não cabe aqui).

Quando o autor (ou proprietário do direito autoral, no caso dos jornais) escolhe proteger seu conteúdo e cobrar pelo acesso, esta opção ainda gera muita controvérsia e críticas ao modelo escolhido. As críticas incluem questões ideológicas, mercadológicas e éticas, como no Manifesto Internet, escrito por 15 jornalistas e blogueiros alemães em resposta à Declaração de Hamburgo.

Em 2007, o New York Times abriu o acesso ao seu conteúdo online para não-assinantes, sinalizando que esta tendência seria um caminho sem volta, até que Rupert Murdoch (proprietário da News Corp., controladora do New York Times, do Wall Street Journal, da rede de televisão Fox e do tablóide britânico The Sun) decidiu voltar sua atenção aos agregadores de conteúdo, especialmente o Google, através do Google News.

O problema está no alvo. A Declaração de Hamburgo elege um alvo fácil, um bode expiatório para um problema que ainda não sabe como resolver. Se os agregadores de notícias fossem os grandes responsáveis pela queda de circulação e receitas no negócio dos jornais, imediatamente a má administração, o comodismo, o tradicionalismo editorial e outros problemas estariam resolvidos.

A Associated Press afirmou que moveria uma ação junto com alguns jornais impressos contra sites que usassem seu conteúdo de forma inapropriada. Em resposta, o CEO do Google, Eric Schmidt, escreveu um editorial no Wall Street Journal (jornal de propriedade de Rupert Murdoch) afirmando que tem ciência do problema no negócio dos jornais, mas que o Google não é o responsável pelo problema.

Schmidt comentou dados de um post no blog de Políticas Públicas do Google em resposta à Associated Press afirmando que os sites do Google enviam mais de um bilhão de leitores por mês para sites de jornais e que cabe a eles monetizar este conteúdo.

Agora, o serviço Google News permitirá outra funcionalidade: os editores dos sites poderão escolher quantas páginas gratuitas os leitores poderão acessar por dia. A partir daí, o conteúdo será pago. Desta forma, o Google lava as mãos e tenta se retirar do centro da discussão.
Uma matéria do O Estado de São Paulo destacou uma frase do diretor-executivo da ANJ (Associação Nacional de Jornais), Ricardo Pedreira: “Em relação ao Google, o jornal que quiser pode pedir que tenha seu conteúdo retirado”.

O fato é que esta possibilidade já existia antes da Declaração de Hamburgo. Todo este cenário que se desenvolveu nos últimos meses mostra que estamos longe de uma compreensão mais aprofundada da Economia da Atenção e só vem provar que os negócios estão sendo afetados pelas mudanças no mundo mais rapidamente do que conseguem reagir a estas mudanças.

Tiago Dória comenta em seu blog: “Mesmo num blog gratuito, o leitor paga de forma não monetária ao ceder tempo e atenção para lê-lo. Coisas até hoje escassas e que estão se tornando quase moedas.”

Este deveria ser o ponto de atenção na Declaração de Hamburgo: o que os noticiários impressos estão fazendo para conquistar o tempo e a atenção de seus leitores?
O dinheiro será consequência.

Proteger os direitos autorais é uma medida que pode ter duas consequências bem distintas: demonstrar que de fato as pessoas valorizam o jornalismo da forma como vem sendo feito nas últimas décadas e se dispõe a pagar por ele; ou acelerar o processo de ruptura com a notícia impressa por uma grande massa de leitores que já vêem adotando novas fontes de informação.

Aderir à Declaração de Hamburgo é só mais uma demonstração de que existe uma miopia no negócio da notícia impressa. Ao mesmo tempo em que tenta evoluir e se adaptar, não vê os novos comportamentos como oportunidades, mas como ameaças.

Foca em prolongar o status quo ao invés de buscar soluções que perpetuem o bom jornalismo.

Mesmo quando há operações online bem estruturadas, como é o caso de alguns portais de jornais brasileiros, ainda faltam estratégias para lidar com o jornalismo na internet de forma a atender os melhores interesses dos leitores sem ferir os interesses comerciais do proprietário do jornal.

E neste problema a Declaração de Hamburgo nem tocou.

Por Rafael Oliveira (Wally) | Webinsider