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20100730

Número de internautas cresce 20% no país em um ano


Relatório do Ibope Nielsen também revela que o interesse pelos sites de esportes cresceu 21% em junho, em relação ao mês anterior.

O número de internautas no Brasil cresceu 20% entre junho de 2009 e junho deste ano, chegando a quase 40 milhões de usuários ativos em casa e no trabalho. Os números foram divulgados na tarde desta quinta (29/07) pelo Ibope Nielsen.

O destaque do relatório, referente ao mês de junho, foi o crescimento do interesse por sites esportivos – turbinado, obviamente, pela Copa do Mundo. No total, 59% dos internautas ativos no país, ou 23,5 milhões, visitaram páginas sobre o tema – evolução de 21% em relação ao mês anterior e de 54% na comparação com junho de 2009.

Em uma lista de 10 países em que a medição é feita, o Brasil foi o que demonstrou maior interesse pelos esportes no mês da Copa. Em segundo, veio a França, onde 51% dos internautas acessaram sites esportivos, seguido de Reino Unido (48%), Espanha (45%) e EUA, com 42%. 

Já o tempo de acesso por pessoa caiu. Considerando-se aplicativos (e-mail e Messenger, por exemplo), o internauta brasileiro passou 64h55 min online em junho, queda de 6% em relação a maio. Excetuando-se o aplicativos, foram 43h31 min (-7%).

Fonte: IDG Now

20100721

Na Copa, uns descansam e outros dão duro. Que o digam Google e Twitter

Todos sabem que o mundo gira mais devagar quando ocorre uma Copa do Mundo – em alguns países mais, noutros menos. Mas quanto? Essa foi a questão que os engenheiros da Google Jeffrey Oldhan e Robert Snedegar tentaram responder. Para tanto, a empresa comparou o volume de pesquisas enviadas para o site de buscas num dia normal com o dos dias em que houve jogos.

E o primeiro dos jogos analisados pela gigante de buscas não poderia ser outro: Brasil x Coreia do Norte. Dentro de campo, nossa estreia na Copa em 15/6 pode não ter sido tão empolgante quanto esperado. Mesmo assim, o volume de pesquisas submetido à Google diminuiu em 60%, aproximadamente, durante a partida, como mostra o gráfico (note que há um pico de acessos justamente entre o primeiro e o segundo tempos).

Como chegamos aos 60%, se a Google não deu números absolutos? Bem, usamos uma aproximação com base em proporções geométricas (ver figura abaixo). Medimos, com uma régua comum, os lados dos retângulos amarelo e verde, e a base e altura do triângulo azul. Calculamos as respectivas áreas (a área amarela será o total de queries em dias normais) e somamos as áreas verde e azul (que representam, juntas, o total de queries no dia do jogo).

A divisão desse número pela área amarela nos dá o quanto ela representa no todo – o Numeralia encontrou 0,415, ou 41,5%. A diferença entre 100% e 41,5%, ou 58,5%, foi a queda em pesquisas que encontramos. Mas lembre-se, é apenas uma aproximação; portanto, 60% surge como uma boa estimativa.
Embora não tenha revelado seus números, a Google se empenhou em ilustrar seu ponto de vista: elaborou um gráfico onde compara essa queda nos acessos em 32 países. O resultado, nas palavras da Google: “O Brasil ficou no topo do gráfico, com uma queda de 50% no número médio de consultas durante as partidas de sua seleção, em comparação com o volume habitual”.

Para quem pensa que parar para a Copa é coisa tipicamente brasileira, uma surpresa: o segundo lugar no gráfico coube à Alemanha e o terceiro, à Holanda – que, não por acaso, tiveram um bom desempenho na Copa, chegando às semifinais. A surpresa do gráfico é a Coreia do Sul, que ocupou o quarto lugar em queda de volume de buscas – e isso apesar do fuso horário que fazia alguns jogos serem transmitidos às três e meia da manhã (hora local).

E o Twitter? Ao contrário da Google, foi durante os jogos que o microblog enfrentou seus maiores picos de audiência – e que colocaram seus servidores várias vezes à prova, especialmente na última partida, Espanha x Holanda, em 11/7. “A final da Copa do Mundo representou o mais longo período de atividade permanente sobre um único evento em toda a história do Twitter”, admitiu a empresa em seu blog.

Durante a partida que deu o primeiro título mundial à Espanha, a atividade no Twitter foi muito maior que a média, afirmou a empresa. “Nos 15 minutos finais do jogo, tivemos mais de 2 mil tweets por segundo (TPS); no gol espanhol que decidiu a partida, chegou-se a 3.051 TPS.
Para ilustrar o impacto dos tweets durante os jogos, o Twitter criou um gráfico engenhoso, que mistura as variações em TPS com a quantidade de tweets publicados – a nacionalidade dos tweets foi identificada pelo uso de “hashflags” (como #bra). O gráfico revela que o jogo contra a Holanda que eliminou o Brasil da Copa também ultrapassou a barreira de 3 mil TPS; Brasil x Chile passou de 2,5 mil TPS; Brasil x Gana, pouco mais de 2 mil; e Brasil x Coreia do Norte, mais de 2,5 mil. Para um mês em que o Twitter admitiu apelar para soluções temporárias como forma de combater as diversas panes que assolavam o serviço, não é pouca coisa.
Fonte: IDG NOW

20100630

Como usar a Inteligência para vencer a Copa ... da sua Vida

Em época de Copa do Mundo, consultor fala sobre um tipo de inteligência necessária para se vencer um torneio como este: a inteligência de Pelé, a Corporal-Cinestésica.

Por Robert Wong 
 
A palavra Inteligência é composta de três palavras, quais sejam, Inter - de interno -ência de ciência; e a raiz leg- do verbo latim lego, - ere, quer dizer ligar, agrupar, juntar ou conectar (lembra do brinquedo Lego?). Em outras palavras Inteligência significa a ciência ou capacidade de ligar internamente o que é captado externamente.

O Professor Howard Gardner, psicólogo e pesquisador da Universidade de Harvard, vem desafiando a tese da inteligência única e propôs a existência de inteligências múltiplas, conforme segue abaixo. Para ele, o conceito de inteligência é a capacidade para resolver problemas ou elaborar serviços e produtos que sejam úteis e valorizados pela comunidade.

Reconhecer a sua inteligência principal, dentre todas as outras que possuímos, vai ser muito útil para ajudá-lo a acertar na escolha da sua profissão ou encaixar-se na ocupação preferencialmente mais adequada. As oito inteligências identificadas pelo professor Howard Gardner são:

• Inteligência Lingüística ou verbal (a facilidade no uso das linguagens verbal e escrita).

• Inteligência Lógico-matemática (o raciocínio matemático e lógico).

• Inteligência Musical (o dom do talento musical).

• Inteligência Corporal-Cinestésica (a capacidade e coordenação motora do corpo).

• Inteligência Espacial ou Visual (a capacidade de compreender o mundo visual e utilizar-se destas imagens).

• Inteligência Naturalista Ecológica (a sensibilidade para compreender os padrões da natureza e fazer bom uso do meio ambiente).

• Inteligência Interpessoal (a compreensão das outras pessoas e suas motivações, bem como a habilidade de se relacionar socialmente).

• Inteligência Intrapessoal (a capacidade de formar um conceito verídico sobre si mesmo, ou seja, ter o auto-conhecimento com doses de intuição, aspirações, emoções e, essencialmente, atitude para alcançar os objetivos pessoais e, assim, influenciar os outros). 

Como estamos em plena Copa do Mundo na África do Sul, gostaria de citar o nosso Pelé como exemplo, pois ninguém duvida que ele foi e é o melhor jogador de todas as épocas, a fim de ilustrar a importância de se conhecer suas inteligências para vencer a Copa da sua Vida.

• Pelé tinha como inteligência predominante a Corporal-Cinestésica. Ele fazia coisas com a bola que poucos mortais conseguiam fazer. Sua habilidade de jogar futebol era incontestável, tanto que foi escolhido por merecimento o “Atleta do Século”. Tinha, também, a Verbal e a Interpessoal. Falava bem, transmitindo seus pensamentos com clareza, e dava-se bem com todos os níveis de pessoas, de reis e papas ao mais simples torcedor da geral. Possuía também uma inteligência Visual incomum, pois enxergava o lance antes da mesma acontecer e “viu” o Carlos Alberto chegar para lançar-lhe a bola açucaradamente naquele gol antológico na final da Copa de 1970 na vitória do Brasil sobre a Itália.

• Porém, o que fez Pelé ser “o Pelé” foi sua Inteligência Intrapessoal, que o capacitou a separar o ídolo Pelé da pessoa física Edson Arantes do Nascimento, e, deu-lhe o discernimento de inclusive pendurar as chuteiras na hora certa. Quantos ídolos – ou mesmo para não dizer qualquer profissional – souberam, e sabem tomar esta difícil decisão de parar ou mudar em suas respectivas áreas de atuação na hora certa?

• Pelé conhecia a si mesmo a tal ponto que sabia os seus próprios limites como atleta. Reinventou-se e atua agora como “embaixador” da boa vontade e promotor da prática esportiva. Tem o conhecimento de si próprio, ou seja, a inteligência Intrapessoal ou o próprio autoconhecimento, que é o conhecimento mais importante para chegar lá!

• Conclusão: O autoconhecimento ou inteligência intrapessoal é o traço comum entre todas as pessoas que atingiram o verdadeiro sucesso, entre as quais podemos citar Lao Tsé, Sócrates, Leonardo Da Vinci, Abraham Lincoln, Mahatma Gandhi, Madre Tereza de Calcutá, Antonio Ermírio de Moraes, Ayrton Senna, Bill Gates, entre outras.

Em resumo, conheça-se, pois a Inteligência Intrapessoal, que lhe dá a auto-confiança e a sabedoria, é a principal chave para vencer a Copa da sua Vida.
Fonte: HSM Online

O que os líderes precisam ouvir?

Por Jose Luiz Tejon  


“Não são nossos genes em si que nos diferenciam um do outro, mas sim nossas diferenças exclusivas e a capacitação imunológica”

Talvez não haja nada que líderes precisem ouvir e que ainda não tenha sido dito. No “Google”, a palavra “líder” tem quase 60 milhões de registros. Existem quatro fundamentos atuais para o exercício da liderança. E, já, curiosamente, ao digitarmos a palavra “ liderança”, ainda no mesmo “Google”, os registros já caem para cerca de 5 milhões. 

As quatro pernas da nova liderança estão assentadas na: 

1) sensorialidade
2) sensibilidade
3) responsividade
4) sensitividade. 

Isto quer dizer que temos no mundo de hoje uma enxurrada de sensores que varrem o planeta de uma ponta à outra, rastreando, mensurando, informando o que seria inimaginável há poucos anos atrás. Nesta copa do mundo da África do Sul, passamos a saber, através de sensores modernos, a mancha de calor ocupada por um específico atleta, o que nos revela como ocupou o espaço físico do gramado, ao longo de uma partida. 

Nesta copa do mundo sabemos o que um técnico vocifera sozinho através da precisão da leitura labial, e estamos “online” com o twitter do Kaka. Esta sensorialidade que invade e irá ser exponencialmente amplificada, amplia a nossa sensibilidade como seres humanos e corporações. Passamos a ver o que não víamos, escutar o que não escutávamos e sentir o que não percebíamos. Toda esta gigantesca interatividade macro e microscópica exige “responsividade”. 

Isto quer dizer altíssima velocidade de resposta. Ficamos irritados com um email não atendido em poucos minutos. Perdemos negócios e oportunidades de ouro por não respondermos prontamente àquilo que os sensores internalizam do entorno para dentro das nossas organizações, e constatamos que aproximadamente 97% das empresas que tiram vantagens das inovações não são aquelas, ou aqueles que as criam, são os que imitam velozmente e adaptam inteligentemente esses inventos, ou um novo mix de inventos.

Por isso, voltando à copa do mundo, sentimos cansaço com a lentidão do nosso Dunga para mudar, interferir, trocar e responder. Essas três pernas anteriores nos exercitam para o 4º aspecto da nova liderança: sensitividade. Isto quer dizer capacitação objetivando a intuição. A antevisão, o “feeling” de onde o “acaso” estará para contarmos com ele. A não dúvida da imprevisibilidade, para atrairmos o que ainda não conseguimos decifrar como “sorte”. O futebol e a Copa do Mundo são lições gigantescas do encontro desse preparo com as leis do “acaso”. 

As decisões terminam por ocorrer no imprevisto de um “drible”, no esconderijo camuflado de um toque de mão não percebido pelo árbitro, numa intuição de arriscar um chute da intermediária que conta com um raspar da cabeça de um defensor, que altera em um centímetro o direcionamento da bola e que termina por alojar-se no ângulo das traves. Os líderes do lado de fora do campo são vitais para o sucesso do lado de dentro dos gramados. E assim é também em toda a vida. Nas carreiras, empresas e na pessoalidade de cada um.

No universo corporativo somos cada vez mais “scorecard organizations”.

Métricas e mensurações. E isso clama por “take action organizations”. Gente que age e reage em altíssima velocidade. Na Copa do Mundo gostaria que a lentidão do Dunga, como um robusto e bom jeep Engesa 1986, o melhor jeep militar à sua época, perfeito para “off Road”, não defina o nosso insucesso. 

Agora, precisamos ser fortes para o terreno fora de estrada e impecáveis nas pistas de corrida. O líder lento tem pouca chance de êxito. Nesta Copa do Mundo, o líder “Sol”, mais importante do que a equipe, termina cedo ou tarde por destruí-la. A França revelou esse “case” mal sucedido. Resta a incógnita da emotividade á flor da pele e de um carisma poderoso como de um Maradona, para demonstrar qual é a condição superadora que a “alma”, a paixão, por si só, conseguem fazer. A seu favor, Maradona é veloz. Sempre foi. Contra este estilo “speedy overplay”, os momentos de fúria contra as leis do destino podem significar a ruptura e a desgraça de toda a equipe. Prometeu sempre desafiará os deuses.

O que os líderes talvez ainda precisem ouvir é o que os geneticistas já sabem: não são nossos genes em si que nos diferenciam um do outro. Nossas diferenças exclusivas estão na nossa capacitação “imunológica”. Ou seja, como dialogamos com o entorno, e o que fazemos com as forças externas que atuam sobre nós. Traduzindo, isto seria a resiliência, as crenças, os valores, a alta capacitação operacional em si, a consciência superior com a obra, a causa – colocando-a acima de tudo e de todos, inclusive do seu próprio ego. É o drible. Talvez o que os lideres precisassem ouvir é que o seu maior inimigo é o seu próprio ego distraído, aquilo que o faz canalizar energias para o foco errado. Voltando ao “Google”, sistema imunológico tem apenas algo como  355 mil registros.

Assistiremos cada vez mais neste novíssimo mundo a vitória dos líderes que implementam liderança, convictos de que toda liderança é uma arte “fêmea”; e que desenvolvam competências imunológicas para interagir, escolher e manterem a si mesmos e às suas organizações, protegidos contra  vírus, fungos e ataques de um entorno cada vez mais arquitetônico e entrelaçadamente complexos.

A consciência da luta generosa e ética, com significados e sentidos evolutivos não é nenhum conselho novo. Porém talvez seja um dos poucos que continuarão eternos.
Fonte: HSM online

Fifa: falta inteligência para fidelizar os apaixonados

Por Carlos Alberto Júlio

Entre gols e vuvuzelas, torcedor sofre na África do Sul com falta de logística para assistir aos jogos. Está faltando, por acaso, cuidado e um olhar especial ao cliente?

Como já estive presente em cinco Copas do Mundo, posso afirmar: a FIFA é mais marketing e arrogância do que gestão e logística. Como não sou sãopaulino, e sim santista, saiba que essa observação não se constitui em vingança pelo corte do Morumbi do torneio de 2014. Portanto, coloco aqui meu olhar de administrador e homem de negócios sobre as ações que envolvem a organização dos eventos do esporte mais popular do mundo.

Passemos a lupa sobre o tema. No Brasil, por exemplo, apenas uma empresa pode negociar os pacotes da FIFA, o que elimina a possibilidade de escolha, seja de hotéis, voos e datas. Que livre mercado é esse? Além disso, essas empresas selecionadas geralmente cobram caro e entregam pouco, muito pouco. Equívoco gravíssimo da FIFA. O ideal seria permitir que essas companhias disputassem a clientela, cada uma procurando oferecer melhor atendimento e serviço aos torcedores.

Ahhhhhh, para que, né? Afinal, já tem tanta competição entre as seleções. E, acredite se quiser, a FIFA também define toda a logística do acompanhamento da competição, ou seja, a escala de jogos e até onde cada torcida será acomodada. Essa autoridade se estende ao agendamento dos voos entre cidades, segundo informa o agente oficial da entidade no Brasil. 

Acompanhe comigo no replay:

- os dois primeiros jogos do Brasil foram disputados em Johanesburgo. Mas a torcida brasileira estava em Cape Town, a “apenas” 1.387 quilômetros dali. Alguns grupos saíram do hotel às 4h45 da matina. Embarcaram às 7h30, voaram duas horas, chegaram a Johanesburgo às 10h, ficaram num shopping-cassino (epa, será que era para tudo isso?) até as 15h, chegaram ao estádio às 17h e esperaram três horas e meia pelo início da partida.

Se alguém ainda tinha alguma energia, perdeu-a no retorno a Cape Town. O povo chegou ao hotel às 6h do dia seguinte. Tudo isso sem descanso, sem banho, sem nada, como se os torcedores compusessem um grupo de refugiados de guerra. Será ausência de uma inteligência de logística? Será falta de respeito aos clientes-torcedores? Ou será falta dos dois?

E são esses iluminados que se julgam capazes de nos ensinar a organizar uma Copa do Mundo. Acreditem: tem muito mais chantilly do que bolo nesse negócio da FIFA. Portanto, nós, apaixonados pelo esporte bretão, precisamos assestar nossas vuvuzelas críticas contra os ouvidos das autoridades da FIFA. Se não for assim, esses erros, abusos e trapalhadas tendem a se repetir no Brasil. Torcedor não é gado!
Fonte: HSM Online

20100624

O que a comunicação na Copa ensina às empresas

A TV na Copa do Mundo desta vez traz um saudável choque de gerações, onde jovens e experientes batem bola em tom mais aberto e natural. Bom modelo para comunicação digital das empresas. 
Por Raphael Lacerda

A Copa de 2010 trouxe alguns movimentos interessantes para a comunicação, por exemplo: o efeito do Twitter, da mobilização social, o acesso ao stream e outros. 

Entre todos estes, um que tenho observado com atenção é o “jogo” de gerações entre a equipe da Globo de transmissão. Se não notaram, a emissora está bem mais “interativa” nesta Copa. 

Não é uma interação forçada, disfarçada ou regrada como notamos em outros episódios. A começar pelo stream de qualidade na íntegra, também nota-se uma abertura maior para o diálogo e uma descontração jovem e amiga linkando redes sociais e mídias de massa.

Uma das tarefas mais difíceis das empresas que querem ser “sociais”, “digitais” ou “interativas” não é a de criar canais. Cadastrar, montar ou produzir conteúdo é algo simples. Agora, ser realmente relevante, interessante ou cool e chamar para o diálogo é o que realmente gera o movimento na rede e se brincar nem 5% fazem. 

E não é por nada não, mas a Globo está chegando bem perto com esta equipe da Copa. Não sei o que houve, mas nota-se a presença forte de personagens que são realmente nativos digitais trabalhando em conjunto com os migrantes digitais que estamos acostumados.

O Tadeu Schmidt já fazia um excelente trabalho no Fantástico tentando levantar um programa que tinha um modelo antigo e contando com um dos quadros mais comentados, começou a investir em duas linhas: uma é a diversão / descontração e a outra é a participação do telespectador. 

Ele consegue passar daquela narração de gols dura e mecânica para uma cheia de opiniões pessoais, entonação humorada e uso de palavras mais comuns no dia-a-dia, que acabam chamando quem assiste para se identificar e interagir com a informação. 

Uma prova viva daquela velha história que ninguém gosta de se relacionar com robô. Frase que vale para muitas empresas ditas sociais que criam Twitter para ficar noticiando que fizeram isto ou aquilo, não seguem ninguém e quando alguém faz uma reclamação fingem que não escutaram… #fail.

Voltando para a Globo, outro personagem que está dando #show é o Tiago Leifert. O jogo de comentários entre o Galvão Bueno e ele durante as transmissões da Copa tem gerado uma nova dinâmica no que estávamos acostumados. Ali, você percebe claramente o choque de gerações funcionando para deixar algo mais criativo. 

O caso do “Cala Boca” que eles deram uma bela resposta, chegando a mostrar o vídeo e fazer graça deles mesmos, é um ótimo exemplo. Eles estão oferecendo mais opinião, mais graça e mais personificação da mensagem para um novo tipo de telespectador. 

Para as empresas, ser mais pessoal e mais divertido na internet não irá diminuir vendas, pelo contrário irá mostrar que existe uma pessoa ali por detrás. Pense nisto. 

Pra fechar, outro ponto chave é que os personagens são importantes, mas a equipe tem que estar disposta a ouvir e repensar seus modelos. 

Hoje no final do jogo, um dos jornalistas, em link , falou para o Tiago – “Olha aqui, como você sempre fala, tem torcedor filmando a nossa equipe, isto é interatividade” (mais ou menos isto).

Há realmente alguém na equipe colocando novas ideias e para que elas realmente aconteçam todos precisam estar animados com a mudança.  
Fonte: Webinsider

A fúria do Twitter

O locutor esportivo mais conhecido do Brasil foi alvo da campanha "Cala boca Galvão" no Twitter, que mostrou até onde a rede de 140 caracteres pode levar um assunto: o mundo!

Por Jadyr Pavão Júnior e Rafael Sbarai

Foto: Joel Silva/Folhapress
 
"SALVEM O GALVÃO"
Imagem do vídeo que se seguiu à frase do Twitter: grandes jornais e sites de notícias se interessaram pelo assunto

Ferir com palavras, pondo para circular histórias falsas com o objetivo de irritar ou destruir alguém, é uma prática tão antiga quanto a história humana. A humanidade viajava ainda à velocidade de 16 quilômetros por hora das carroças, mas as notícias ruins e fofocas já pareciam ter asas. As línguas de trapo mal esperavam o conquistador romano Júlio César, talvez o mais celebrado general e estadista de todos os tempos, sair de Roma para começar seu trabalho de intriga e destruição. Conforme registrou o historiador Gaius Suetonius Tranquillus, morto por volta do ano 122 da era cristã, o patriciado "punha para circular histórias" dando conta de que César arrancava todos os pelos do corpo com pinças e era chamado de "marido de todas as esposas e esposa de todos os maridos". Foi assim antes com gregos, macedônios e egípcios. As maledicências continuaram viajando mais rápido na Idade Média, durante e depois da Revolução Industrial. O que há de novo nesse campo? A internet. Se já voavam de ouvido em ouvido, as fofocas e falsidades ganharam o dom da instantaneidade com os milhões de computadores, celulares e tablets de todo o planeta interconectados por uma rede em que, pela primeira vez na história, todas as máquinas se comunicam na mesma linguagem, sem incompatibilidades nem fronteiras. 

A fofoca digital pode criar verdadeiros tsunamis que chicoteiam o globo jogando as opiniões de milhões de pessoas de um lado para o outro. Antes que alguém possa verificar a verdade de um fato, sua versão ou versões já se tornaram o fenômeno. O caso que engolfou o locutor Galvão Bueno, a voz oficial das Copas do Mundo e das Olimpíadas nas transmissões da Rede Globo, é uma amostra do poder dessas novas correntes de pensamento criadas na internet. "Cala a boca, Galvão" era uma tirada que já circulava por aí fazia anos. Há pouco mais de uma semana, contudo, ela ganhou o mundo. Postada por usuários no Twitter, a rede social de troca de mensagens de até 140 caracteres, a frase CALA BOCA GALVAO - assim mesmo, em letras maiúsculas, sem vírgula e sem acento - virou hit e se manteve entre os dez assuntos mais comentados do serviço da internet durante toda a semana. Os brasileiros aumentaram a fervura, atribuindo sentidos absurdos à frase: segundo uma das versões, em português, cala boca significaria salve, e galvão, o nome de um pássaro em extinção. Alguns dos maiores sites e jornais do mundo, como o The New York Times, tentaram decifrar a brincadeira, e assim a difundiram ainda mais. 

Foto: Justin Sullivan/Getty Images

O CONCORRENTE
Mark Zuckerberg, do Facebook: empate com o Twitter no Brasil em número de visitantes únicos.

Nascido em 2006 como ferramenta para facilitar a troca de mensagens de trabalho via celular, o Twitter teve uma vida discreta por aproximadamente um ano, até que, durante um festival de música americano, percebeu-se que ele não precisava ficar restrito às empresas. Durante o evento, o número de posts diários saltou de 20 000, em média, para 60 000. Uma luz se acendeu na cabeça de seus criadores - jovens empreendedores do Vale do Silício, na Califórnia, com o programador Biz Stone à frente. A ideia das mensagens curtas não era propriamente uma novidade: os torpedos de celular (SMS) já permitiam apenas 160 caracteres. Mas ao adotar o slogan "O que você está fazendo?" o Twitter se apresentou como uma ferramenta que oferecia algo diferente: um canal para as pessoas dizerem ao mundo o que sentem, pensam ou fazem no exato momento em que teclam. A outra característica crucial do Twitter era permitir que aqueles que de outra forma jamais se aproximariam se ligassem numa rede de seguidos e seguidores. Inicialmente, o esforço para acumular seguidores tinha ares de brincadeira. Ostentar um grande número de fãs era um galardão vazio. Mas, no começo de 2009, quando o ator Ashton Kutcher e a rede de TV CNN disputaram tweet a tweet quem atingiria antes a marca de 1 milhão de seguidores (ele venceu), já estava claro que o Twitter não precisava ser apenas um amplificador de vaidades e irrelevâncias. 

Atualmente, há 105 milhões de usuários do Twitter espalhados pelo mundo. Todos os dias, 600 milhões de buscas e 65 milhões de mensagens movimentam a rede. Por mês, são 190 milhões de visitas únicas. Esses números fazem do Twitter a segunda maior rede social do planeta, atrás do Facebook, com mais de 400 milhões de pessoas (a rede Qzone tem 310 milhões de usuários, mas só na China, em mandarim). No Brasil, a ferramenta é vice-campeã em número de acessos, ao lado do Facebook, com 10,7 milhões de visitantes únicos ao mês, atrás do Orkut, com 26,9 milhões.
A sede do Twitter, em São Francisco, reúne um pequeno corpo de funcionários: 175. Como tantas iniciativas revolucionárias da internet, o modelo de negócio da empresa ainda não está claro. Gigantes da web já tentaram "abocanhar o passarinho", símbolo do Twitter. Em 2008, o Facebook teria posto sobre a mesa de seus donos uma oferta de meio bilhão de dólares. Um ano depois, foi a vez do Google. Biz Stone explicou por que as ofertas foram recusadas: "O Twitter está focado em desenvolver novas funcionalidades e em permanecer independente". Em 2009, a empresa fechou as contas no azul graças a uma parceria com Microsoft e Google. Pelo acordo, avaliado em 25 milhões de dólares, as gigantes passaram a incluir tweets nos seus resultados de buscas na web. 

Foto: AFP

DESAFIO AOS AIATOLÁS

A iraniana Neda Agha-Soltan é baleada durante protesto em Teerã: o Twitter ajudou os manifestantes a expor a repressão

Em quatro anos, o Twitter já provocou impactos na política, nos negócios, na cultura do entretenimento. O exemplo mais extraordinário de suas potencialidades deu-se há um ano, nas eleições iranianas. Em repúdio à reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad, alinhado com o regime ditatorial dos aiatolás, uma fatia da população recorreu à rede para denunciar fraudes na apuração, organizar protestos nas ruas de Teerã e divulgar imagens da repressão policial. O movimento chegou a ser saudado como "revolução do Twitter". "Numa rede como essa, a voz das pessoas comuns ganha enfim dimensão pública", diz Tim Hwang, do Web Ecology Project, centro de estudos sobre a internet da Universidade Harvard. 
O Twitter também se mostrou eficaz num contexto político democrático. Nas eleições americanas de 2008, o então candidato democrata Barack Obama fez uso da ferramenta para mobilizar a militância, arrecadar fundos e conquistar novos eleitores. No Brasil, os três principais candidados à Presidência - José Serra, Dilma Rousseff e Marina Silva - tuítam. "Todos os políticos brasileiros vão querer ser o Obama da eleição deste ano", vaticina Alex Primo, pesquisador de redes sociais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Com base nos dados do IBGE e do Comitê Gestor da Internet no Brasil, o consultor em marketing digital Cláudio Torres calcula que 18% do eleitorado é formado por jovens entre 18 e 24 anos com acesso à internet - e, portanto, expostos às campanhas on-line. 

O mundo empresarial já abraça o Twitter, uma ferramenta poderosa para anunciar e interagir com os consumidores. Uma pesquisa realizada em fevereiro com companhias americanas reflete a tendência. Segundo a Society for New Communications Research, mais de um terço das 500 maiores empresas listadas pela revista Fortune usa o Twitter de forma consistente. Companhias de diversos segmentos utilizam a rede para se relacionar com o seu público de forma mais íntima e instantânea, além de oferecer promoções exclusivas aos seus seguidores. O ator Ashton Kutcher, que, antes de bater a CNN, era mais conhecido como o namorado bonitão da atriz Demi Moore, foi outro que aprendeu a fazer negócios no Twitter. Ele dominou tão bem a arte de falar com seguidores em 140 caracteres que se tornou uma espécie de guru. Abriu uma consultoria, a Katalyst, voltada às novas mídias. 

No campo do entretenimento, o Twitter transforma anônimos em famosos e abre novos horizontes para os célebres. No Brasil, quem despontou graças aos microposts foi Tessália Serighelli de Castro, que até adotou o apelido Twittess em homenagem à mãozinha recebida do Twitter. Colecionadora de 60 000 fãs quando ainda era anônima, ela foi convidada pela Globo para participar do Big Brother Brasil 10. O âncora do Jornal Nacional, William Bonner, está no segundo time, dos usuários que, já célebres, abriram uma nova seara na rede. Ele aumentou sua claque de seguidores à base de comentários fortuitos sobre o noticiário, recados para a mulher, Fátima Bernardes, e consultas como: "Que gravata usar na próxima edição do Jornal Nacional?". As mensagens curtas se mostraram propícias a bate-bocas inusitados. Na semana passada, em um de seus monólogos radiofônicos, o ditador venezuelano Hugo Chávez jurou que Ricky Martin era um chavista. O cantor acionou imediatamente seu 1,2 milhão de seguidores para desmentir o coronel. O ex-menudo ainda emendou, usando uma hashtag, marcação típica do Twitter: "# free Venezuela". ("Libertem a Venezuela").

Em boa parte do tempo, o Twitter é uma espécie de vuvuzela da internet, que apenas amplifica o nada. Mas, por sua velocidade, mobilidade e alcance, é uma plataforma que, em certas circunstâncias, parece "dar poder ao homem comum", como gostam de dizer alguns teóricos. "É como se cada indivíduo tivesse seu próprio meio de comunicação", diz o sociólogo francês Michel Maffesoli. Empresas e celebridades já se viram em apuros por causa do Twitter. Formou-se um certo conhecimento sobre como agir nessas situações. No episódio do CALA BOCA, a Globo mobilizou artistas de seu elenco acostumados a usar a rede para que defendessem Galvão Bueno. Na terça-feira, dia da estreia do Brasil na Copa, a emissora fez com que Galvão falasse do episódio numa entrevista. Ele disse aceitar tudo como brincadeira, e isso minimizou os danos à sua imagem. Mas o passarinho do Twitter deixou sua marca no ombro do locutor.

Bem, amigos...

A VOZ DO BRASIL
Com façanhas marcantes e gafes inesquecíveis, Galvão Bueno é, há mais de trinta anos, o narrador esportivo número 1 do país

Desde 1978, quase todas as glórias e tristezas do esporte brasileiro chegaram aos olhos, ouvidos e corações dos telespectadores pela narração rascante, emocionada e ufanista do locutor carioca Carlos Eduardo dos Santos Galvão Bueno, que está às vésperas de completar 60 anos. Fosse a conquista do pentacampeonato mundial de futebol de 2002 - quando transmitia os gols de Ronaldo, Ronaldinho e Rivaldo multiplicando os erres até não poder mais, uma de suas marcas registradas -, a morte na pista, em 1994, de seu amigo Ayrton Senna, cujos 41 triunfos ele anunciava ao som do Tema da Vitória, ou as medalhas olímpicas do vôlei, lá estava no ar a voz mais ouvida do país.

Dono de uma audiência cativa, Galvão Bueno é tão admirado que em qualquer estádio em que esteja presente são desfraldadas faixas nas arquibancadas com seu nome. E ao mesmo tempo tão achincalhado - nos jogos, na imprensa, nos programas humorísticos, na internet - que teria todos os motivos do mundo para andar de mau humor. Ele acha graça de tudo, sempre sorridente, falando sem parar, cheio de si, dono da verdade, a começar pelo episódio da campanha "Cala boca Galvão". 

Capaz de narrar com precisão qualquer esporte, dono de timbre impecável e raciocínio rápido, Galvão é autor de façanhas como a de pedir aos telespectadores que piscassem as luzes de casa durante os jogos que passavam de madrugada na Copa de 2002, realizada na Coreia do Sul e no Japão. O país inteiro virava um vaga-lume. Só um personagem com seu poder, em uma emissora como a Globo, poderia provocar uma reação desse tamanho. Mas, da mesma forma que se orgulha disso, ele lamenta alguns momentos constrangedores que protagonizou. Dois ficaram para a história. Um foi seu grito esganiçado, quase histérico, "é tetra, é tetra!" em 1994, ao lado de Pelé e do comentarista de arbitragem Arnaldo Cézar Coelho. O outro aconteceu na Copa de 1974, quando narrou por um pool de três emissoras paulistas, diretamente de um estúdio brasileiro, a partida entre Alemanha Oriental e Austrália pensando que estivessem jogando Bulgária e Sué-cia. Só percebeu o desastre depois que as imagens transmitidas da Alemanha mostraram no placar do estádio quais seleções de fato estavam em campo. Apreciador de vinhos de qualidade, lançará em agosto um tinto e um espumante gaúchos com seu nome. Com um salário estimado em 1 milhão de reais por mês, Galvão mora a maior parte do tempo em Mônaco, mas tem também endereços no Rio de Janeiro e em Londrina (PR), cidade de sua segunda mulher. Acusado de ufanismo, tira a referência de letra, como fez no caso do Twitter. "Sou um torcedor-narrador, e daí?", responde. "Meu trabalho é passar emoção a quem está em casa." Bem, amigos, o homem é mesmo um prodígio.
Fonte: Veja.com

20100611

Torcida geolocalizada

Se você é daqueles que comemoram o gol primeiro em 140 caracteres e só depois soltam o berro, vai gostar do mashup que a agência de publicidade MZ Click criou para a Copa do Mundo: um mapa com comentários da torcida brasileira, cruzando Google Maps e Twitter.


O site varre a ferramenta de microblogging atrás da hashtags #copa, #seleção_argentina e #dunga. As informações geolocalizadas vêm da API do próprio Twitter e mostra apenas os usuários que ativaram o serviço.

Além do mapa, o aplicativo ainda conta com um widget do site da Fifa, que fornece notícias e resultados em tempo real.
Fonte: Estadão | Link

20100608

Shakira dança em estilo africano em clipe de 'Waka Waka', a música oficial da Copa

Prepare-se para ouvir Waka Waka (This Time for Africa), a música oficial da Copa do Mundo, muitas e muitas vezes a partir de quinta-feira. Sua intérprete, Shakira, vai exibi-la ao vivo, junto com o grupo sul-africano Freshlyground, pela primeira vez no dia 10, quando acontece o show de abertura do evento.

No clipe, que você pode assistir abaixo, a cantora colombiana aparece vestida com as cores da bandeira da África do Sul, país que sedia a Copa. A coreografia remete a danças de tribos africanas e o vídeo ainda traz imagens de grandes jogadores em momentos históricos - Maradona, Pelé e Beckham são alguns deles.

O refrão da letra, em dialeto africano, é feito de frases de incentivo. Tente acompanhar:

Tsamina mina eh, eh
Waka waka eh, eh
Tsamina mina zangalewa



 
Fonte: Veja.com

Como tirar vantagem substancial com a Copa do Mundo?

Por João Paulo Lara de Siqueira

Usando a criatividade e um bom conhecimento de seu público-alvo, qualquer segmento pode se valer deste megaevento.
 
Entre os integrantes do composto de marketing – os famosos 4 Ps, o composto promocional é o que deve receber mais atenção das empresas com a aproximação da Copa do Mundo de Futebol. A proximidade da Copa altera substancialmente o ambiente de marketing em pelo menos duas frentes: em uma delas, os consumidores tendem a ficar mais sujeitos aos apelos da emoção e a concentrar sua atenção no futebol em detrimento de assuntos mais racionais, como a avaliação da real necessidade de uma compra ou a capacidade de poder pagar um financiamento. Por outro lado, as empresas concorrentes costumam aumentar seus gastos em comunicação e se não houver uma reação, há o risco de se algumas ficarem para trás.

Porém, a grande pergunta para as empresas é: como tirar vantagem substancial com a Copa do Mundo? Para alguns pode parecer que apenas segmentos específicos são beneficiados, como é o caso dos fabricantes de televisões, que têm um enorme aumento de demanda. Mas, na verdade, qualquer empresa ou produto pode se valer deste megaevento esportivo – e de outros semelhantes – para aumentar suas vendas, usando a criatividade e um bom conhecimento de seu público-alvo.

Vejamos alguns exemplos: um varejista pode atender os interessados em televisores oferecendo pacotes que incluam aparelhos de DVD Blu-Ray ou de TV a cabo. Produtos de compra repetitiva, como sabonetes ou determinados alimentos, podem oferecer dentro de suas embalagens figurinhas de jogadores que completam um álbum. E postos de gasolina podem dispor de bandeirinhas com as cores da seleção para quem encher o tanque. 

Mesmo produtos supostamente sisudos, como um computador, podem entrar no espírito das promoções, como bem mostrou a empresa Dell, que colocou à venda um modelo de notebook com uma antena de TV digital e um adesivo com as cores nacionais na tampa, que pode ser removido após a Copa.

Há outras promoções, como o caso das figurinhas, que, por envolverem nomes de jogadores ou a própria CBF, necessitam de contratos, que naturalmente têm um custo. Mas outras, como as bandeirinhas ou o adesivo no computador, que, por não se referirem a ninguém especificamente, podem ser comercializadas de forma mais livre.

E se algumas promoções visam diretamente a aumentar a venda, como todos os exemplos mencionados, outras buscam trazer benefícios para imagem da empresa ou instituição, como faz a Gillete patrocinando a seleção brasileira. Em todos os casos, entretanto, o importante é lembrar que deve haver um alinhamento entre o produto (ou empresa), o público-alvo e o conteúdo da promoção. Um fabricante de vídeo games pode promover o lançamento de um novo jogo de futebol para crianças. Já uma revista esportiva, dirigida ao público adulto, pode lançar um conjunto de pôsteres com garotas-símbolo de cada seleção.

E finalmente, com relação à preocupação – justificável é claro – do Brasil não ser campeão, deve-se lembrar, em primeiro lugar, que quanto mais longe a seleção canarinho chegar na Copa, mais terá durado a promoção e seus efeitos. E, em segundo lugar, que uma associação dos torcedores dos produtos da empresa com um eventual mau resultado pode ser resolvida por meio de um plano de comunicação pré-definido, que pode tanto buscar valorizar aspectos positivos da campanha de 2010, como preparar o terreno para a Copa de 2014.
Fonte: HSM Online

20100529

A seleção canarinho e as marcas corporativas

Por Jaime Troiano


Como no caso da Seleção, as marcas corporativas foram feitas para durar muito. Se possível, quase para sempre.
 
Pode parecer apenas uma metáfora ingênua e oportunista. Afinal, não se fala de outra coisa nestes meses. Mas não é nem oportunista e muito menos ingênua. A relação entre a nossa Seleção e as marcas corporativas é total. 

Nós sabemos como as marcas corporativas, transcendendo as marcas de produto, deixaram de ser somente figurantes, passaram a ser fortes coadjuvantes e hoje são protagonistas nas comunicações e relações das organizações com seu mercado e stakeholders.

Aí vão algumas razões para demonstrar a autencidade desse paralelo entre as marcas corporativas e nossa Seleção.

1. Longevidade - Como no caso da Seleção, as marcas corporativas foram feitas para durar muito. Se possível, quase para sempre. Elas presenciam a entrada e saída de marcas de produto, que têm uma existência normalmente muito mais curta. Nossos craques também. Há muito tempo o Bellini levantou nossa primeira taça. Depois Mauro, Carlos Alberto, Dunga e Cafú. Ao longo desse período, a Seleção continuou nos orgulhando com outros craques.

2. Paternidade - As marcas corporativas dão “paternidade” e orgulho para os produtos que operam sua bandeira. Não é à toa que cresceu tanto a expressão das marcas corporativas nas comunicações de produto. Há muitos exemplos disso. Talvez o da Unilever seja o mais paradigmático nos últimos tempos. Como um produto que recebe o U corporativo em sua embalagem, os jogadores que são chamados para a seleção também são apadrinhados pela camiseta canarinho. Quando perguntaram uma vez a um jogador menos conhecido na época se gostaria de jogar na seleção, ele respondeu: “Mas quanto  eu vou ter que pagar?”

3. Individualidade - As marcas corporativas não eliminam a individualidade das marcas de produto. Em qualquer portfólio de produtos, dentro de uma empresa, é a coisa mais natural e desejável do mundo que os produtos tenham sua própria personalidade e contribuam de forma planejada para os resultados do conjunto. A última coisa que se  espera de um portfólio de produtos e marcas é uma desastrosa canibalização entre eles. Com a nossa Seleção é exatamente a mesma coisa. Robinho e Lúcio sabem que um não é capaz de fazer tão bem o que o outro faz. Acomodar as habilidades desses garotos num todo harmônico sempre foi a principal virtude dos grandes técnicos. O saudoso Telê Santana talvez tenha sido o grande mestre nessa virtude, mesmo sem ter ganho a Copa de 82.

4. Qualidade - Alguém conhece alguma marca corporativa que desfrute de prestígio, porém com um portfólio de produtos de qualidade questionável ou ruim? Eu não! É uma contradição em termos. Nos estudos que realizamos anualmente para a revista Época Negócios, as marcas corporativas de maior prestígio têm sido: Nestlé, Natura, Correios, Petrobrás, J&J, Volkswagen entre outras. A qualidade dos produtos e serviços é o pressuposto de empresas com marcas corporativas com reputação. Seleções não vão a lugar nenhum com jogadores pernas-de-pau. Mesmo grandes técnicos não conseguem essa milagrosa transmutação. Ou seja, qualidade é o price-of-entry de qualquer marca corporativa respeitada. Não há comunicação que cure a falta de qualidade de seus produtos. 

5. Humildade - Quantas e quantas organizações não têm caído na armadilha das disputas internas entre unidades de negócios, entre as marcas de mais brilho versus as menos expressivas no mercado? Não é nada estranho que batalhas internas drenem a força do conjunto e o resultado final da empresa, representada pela marca corporativa como um todo. Isso os faz lembrar de algo semelhante em nossa Seleção? Quantas e quantas vezes não ouvimos coisas do tipo: temos um grupo de grandes craques, mas eles não constituem uma equipe. As “marcas” individuais, os jogadores manifestam seu brilho próprio mas precisam se submeter a estratégia do portfólio, isto é, da Seleção. 

Longe de mim ignorar o peso fundamental das marcas de produto! Aliás, há dois meses, eu discuti nesta coluna como elas não podem ser substituídas pelas marcas corporativas. Todavia, mais importante do que qualquer uma das duas instâncias (marca de produto e marca corporativa) individualmente é a química entre elas. Como no caso da Seleção, somente a camiseta canarinho não ganha o jogo. Assusta o adversário, mas não ganha. E o inverso também: só um amontoado de craques não cria uma Seleção e nem levanta a taça.
Fonte: HSM Online

A difícil arte de tomar decisões e as escolhas de Dunga

Por Sandro Magaldi


O “professor” Dunga, líder do selecionado canarinho, optou pela zona de conforto montando uma equipe que se caracteriza por atletas disciplinados, focados e comprometidos com sua “cartilha.
 
Como não poderia ser diferente, o grande tema de discussões em todos os bares, programas de televisão, rodas de discussões e afins é  a convocação da seleção brasileira. O “professor” Dunga, líder do selecionado canarinho, optou pela zona de conforto montando uma equipe que se caracteriza por atletas disciplinados, focados e comprometidos com sua “cartilha”. 

É só dar uma olhada na lista dos convocados para perceber que quase inexistem profissionais de perfil mais criativo, inconformista, capaz de mudar um panorama de jogo com sua genialidade (de primeira só enxergo essas características no Robinho, pois até nossa maior esperança, o Kaká, se destaca mais por sua aplicação e determinação do que, exatamente, por sua criatividade). 

Naturalmente a mania nacional é “cair de pau” no treinador cujo estilo faz com que vire presa fácil para os críticos e os mais de 190 milhões de “treinadores” brasileiros. Pois, será que essa opção do líder é tão insensata assim? Será que ele está tão errado? Vamos fazer um paralelo da atitude do Dunga com o mercado corporativo para procurar algumas pistas para essa resposta.

É natural que um líder busque construir um time que tenha absoluta confiança. Gosto da metáfora do paraquedas para tangebilizar a importância da confiança nessas relações. Imagine que você está preparado para saltar de paraquedas em um penhasco. Você não teve tempo para dobrar seu equipamento e pede para um companheiro fazer isso enquanto se prepara para o salto. A pergunta é: você daria seu paraquedas para ser dobrado por qualquer componente de sua equipe em uma situação como essas? 

Se houver dúvidas quanto a essa simples pergunta é importante refletir sobre os motivos. Sua insegurança tem como origem a dúvida quanto à competência deste componente da equipe para desenvolver sua atividade ou é proveniente de falta de confiança quanto ao alinhamento dessa pessoa com seus valores?  Em qualquer circunstância é necessário adotar uma medida proativa antes que chegue o momento do salto. Pois nesse aspecto o Dunga acertou, pois tem uma equipe que está em suas mãos, tem habilidades reconhecidas e, claramente, estabeleceu-se uma relação de confiança entre o grupo e seu comandante que estão alinhados em prol de um objetivo comum.

Por outro lado a complexidade do atual ambiente corporativo demanda muita flexibilidade. O comprometimento pelo comprometimento não é mais diferencial competitivo. É pressuposto básico. É necessário ter em uma equipe profissionais que aliem a seu envolvimento com o negócio um olhar diferenciado, um toque mágico que permitirá uma melhor adequação aos percalços que surgem diariamente. Uma das características mais claras do atual ambiente de negócios é a imprevisibilidade.

Ambientes imprevisíveis requerem profissionais adaptáveis, resilientes que consigam ter uma leitura rápida do contexto e responder com a mesma agilidade (tal qual o Ronaldinho, Paulo Henrique Ganzo, Neimar e companhia). Nesse sentido criatividade, inovação são competências para lá de requeridas. Aqui temos um ponto a menos para o Dunga, pois como já comentado, essa habilidade não está presente na convocação como poderia. 

Como podemos perceber o tema é para lá de polêmico. Existe um divisor de águas que será o ponto de inflexão para respondermos se realmente o líder da seleção acertou ou não. Você já deve ter adivinhado. Pois bem, se ele trouxer o caneco, todas às críticas serão revistas e talvez Dunga volte como herói (ou pelo menos a reedição do clássico “vocês vão ter de me engolir” do caricato Zagalo). Se ocorrer o contrário você já deve imaginar como esses mesmos críticos irão se regozijar e execrar o treinador talvez enterrando mais uma vez a 2ª “Era Dunga”. 

Muito parecido com nosso ambiente corporativo, não é? A vitória e a derrota são faces da mesma moeda. Quando estamos vencendo somos alçados ao Olimpo. Quando perdemos somos instantaneamente jogados no Inferno (sem escrúpulos). Por isso que a saída, como no caso da seleção, é escolher um caminho que acreditamos e sermos coerentes em sua execução. Talvez optemos por estruturar uma equipe como Dunga. Talvez busquemos em nosso grupo craques diferenciados. O fato fundamental: de qualquer forma, é que, no final das contas, seremos avaliados pelo nosso resultado final. Inapelavelmente. 

A responsabilidade sempre recai nas costas de quem está no comando. Por isso que a posição do crítico é muito confortável e tem muito menos riscos do que quem está com a mão na massa. As críticas devem ser vistas criteriosamente como parte do aprendizado. Existem críticos que estão comprometidos legitimamente com sua evolução, porém existem outros que não tem esse compromisso. Distinguir as visões que têm validade das que não fazem sentido é uma arte que pode fazer toda diferença do mundo em sua auto-avaliação. Em geral a verdade está nas medianas.

Tomar decisões é uma das principais responsabilidades do líder. Abster-se dessa atitude equivale a abrir mão do exercício de liderança. Sempre haverá críticas. Faz parte do jogo. Estar seguro sobre as escolhas e buscar sua execução de forma impecável diferencia os profissionais excepcionais dos medianos. No final do dia, como no caso da seleção, o que vale são nossos resultados. E que venha o Hexa (apesar do Dunga)!
Fonte: HSM Online

20100528

Vira 5 e acaba 10!

Por Gil Giardelli
 
As vésperas da Copa do Mundo, Gil Giardelli compara o futebol com a democracia das redes sociais. Confira!

Em tempos de copa do mundo, vou ousar e comparar o futebol com a democracia das redes sociais! Pode criticar ou aplaudir. Só não vale xingar a mãe do técnico! Neste caso, eu! Seria o futebol na nossa tenra infância, com seus passes, dribles e abraços a cada gol, a nossa primeira rede social coletiva? Para alguém como eu, que cresceu em uma megalópole, no centro da locomotiva paulistana? Nosso campinho de futebol era espremido entre prédios. Durante a semana, era um estacionamento sem graça! Nos finais de semana, nosso Maracanã, Morumbi, nosso templo futebolístico. 

Gol, Gol! Todos se abraçavam! Ninguém se preocupava, se o amigo era o filho do zelador, do pedreiro ou do empresário bem sucedido! Lá, éramos garotos sonhadores! Todos iguais. Enxergo a similaridade entre nosso campinho e a internet de hoje - Cosmopolita, universalista, não sectária e não monopolizadora. Era só chegar e jogar. Sempre cabia mais um. O golzinho era feito de dois tijolinhos ou latinhas, a releitura da inteligência universal, na qual todas as mensagens do Twitter ganharam um arquivo na biblioteca do Congresso USA! Geniais ou medíocres! Todos estarão lá! 

Quando vinha o guarda do estacionamento e nos despejava do “nosso” campinho, seria uma releitura da ACTA, apelidada de Lei Global Sarkozy? Uma lei que pretende por fim a liberdade, negociada em segredo durante dois anos por dezenas de países e se aprovada nos proibirá de ter blogs ou simplesmente twittar!

Os patrocinadores desta lei global são os mesmos que se propagam por aí! A internet enlouqueceu este mundo – Pais colecionam figurinhas da Copa do Mundo e crianças pulseiras de sexo.

Voltemos ao jogo. “Divide os times. Cinco para cada lado. Sem camisa contra o resto.” Enxergou a democracia digital que fez o Dalai Lama sorrir novamente, que depois de 50 anos conversou via Twitter com pessoas na China? 

Se o seu campinho era em uma rua sem saída ou em uma ladeirinha, não tem problema. É como na web, que com criatividade e inovação faz todo mundo participar. No projeto #doepalavras você ”Tweeta” uma frase de ajuda e ela é enviada para uma das 30 TVs, confortando pessoas internadas em um hospital.

O jogo sempre vira 5 e acaba 10 e todo mundo joga. Como na internet, onde uma doce menina passa por um problema de saúde e quase se vai! Quando ela se recupera chama todos os amigos para jogarem no #Veiasocial, um local que une quem deseja receber ou doar sangue. Na Copa do Mundo “são homens e mulheres, de todas as latitudes e conectados” de olho nas grandes jogadas! Seria como as 600 mil Lan houses no Brasil, ensinando e conectando pobres e ricos na maior plataforma de relações que a humanidade já conheceu?

O futebol da molecada é como a internet na era das redes sociais, na qual um leva a bola e todos jogam compartilhando abundância e gratuidade. Como a Academia Real de Shakespeare acaba de lançar Romeu e Julieta em 4.000 Tweets e todo mundo pode palpitar na vida do casal secular.

Quando a torcida grita aperta, rouba a bola! Lembre-se do site propublica, ganhador este ano do maior prêmio de jornalismo – O Pullitzer – onde seu mantra é: roubem nossas histórias e espalhem por aí.

Para os países da África, Ásia, Oriente Médio e Oceania que não estão jogando a Copa, estas pessoas deixam sua nacionalidade de lado, e entram na rede social de torcedores canarinhos! Avante Brasil!

A lenda urbana diz que nos dias de jogos do Brasil as guerras param! Na internet, é igualzinho, em Índios online dezenas de etnias indígenas deixaram suas guerras milenares de lado e se conectaram. No projeto 6 milhões de vozes do Goodplanet.org, vale a pena assistir o que milhares de anônimos em 192 países acham sobre esporte, política e religião. 

Enxergou! No futebol e na Internet, a violência não é mais possível! Se não, você leva cartão vermelho. Nossas partidas acabavam com todos sorrindo e com um refrescante mergulho nos chafarizes da Praça da Sé! A cada jogo de futebol na rua, eu sem saber, na tenra inocência da minha infância estava aprendendo sobre a profissão que amo!

Hoje, olhei para as minhas doces lembranças e percebi que precisamos olhar para o passado e não podemos usar velhos mapas para descobrir novas terras sem olhar para o futuro. No futuro, somos a soma de cada passe e clicada que compartilhamos! 

Boa Copa!
Fonte: HSM Online