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20101124
A Rede Social (Social Network) - Trailer Legendado HD
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20101117
Roteiros de cinema na Amazon
Site Amazon Studios vai premiar em US$ 3 milhões os melhores roteiros.
FOTO: REPRODUÇÃO
A Amazon.com está fazendo uma incursão à produção de cinema, com um site que permite aos aspirantes a cineasta enviar roteiros e filmes que podem terminar na telona.
A Amazon Studios, em parceria com a Warner Bros., do grupo Time Warner, anunciou na quarta-feira, 17, que oferecerá quase 3 milhões de dólares aos melhores roteiros e filmes piloto inscritos até 31 de dezembro de 2011. A companhia também planeja desenvolver os projetos como filmes comerciais de longa metragem.
Os filmes serão testados junto ao público para obter reações desde o início do processo. A Warner Bros. terá primeiro direito sobre todos os filmes, mas a Amazon poderá procurar outros estúdios caso a parceira rejeite projetos.
A Time Warner não comentou o assunto.
A Amazon, que vende grande variedade de produtos e oferece um serviço de filmes e programas de TV online em formato streaming, enfrenta intensa competição de rivais como a Netflix, que está tentando dominar o mercado de locação online de filmes.
Enquanto isso, a Apple TV, que oferece locações via Amazon, e o Google TV lutam para obter acesso a programas originais.
Em agosto, por exemplo, a Netflix fechou acordo exclusivo no valor de 1 bilhão de dólares com o canal de TV paga Epix, pelos direitos online aos filmes de três estúdios — Paramount, da Viacom; Metro-Goldwyn-Mayer Studios; e Lions Gate Entertainment, a proprietária do Epix.
A experiência da Amazon na venda de produtos físicos como livros e discos, apontou Colin Gillis, analista da BGC Partners, “não se repete na distribuição digital. Precisam começar a recuperar o terreno perdido. Oferecer conteúdo original é um caminho”.
Fonte: REUTERS / Estadão
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Filme de Harry Potter já caiu em sites de torrent
Por Fernando Martines
A estreia mundial do penúltimo filme da saga Harry Potter é apenas no dia 19, sexta-feira. Só que, como está acontecendo com muitos blockbusters de Hollywood, a primeira parte do fim da série (o último livro, Harry Potter e as Relíquias da Morte, será retratado em dois filmes), vazou e já se encontra na internet. Mas não o longa todo. Apenas seus 36 minutos iniciais estão em diversos sites de torrent web afora.
A relação da obra J. K Rowling com donwloads ilegais não é de agora. O penúltimo filme da série, Harry Potter e o Enigma do Príncipe, foi baixado mais de oito milhões de vezes em sites de torrent. Além disso, o último livro, Harry Potter e as Relíquias da Morte, também vazou na internet antes de seu lançamento oficial em 2007.
O vazamento ocorreu um dia após a Warner Bros ter realizado uma premiere do longa em Nova York. O Torrent Freak, site com notícias sobre arquivos para download, acredita que a empresa, com medo que o filme todo caísse na web, apresentou apenas os 36 iniciais.
Fonte: Estadão
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20100928
As lições que Nanny McPhee pode ensinar ao seu filho
Por Laura Lopes
“Nanny McPhee”, com “c” minúsculo e “p” maiúsculo. É assim que a babá com cara de bruxa se apresenta. Ela aparece quando as crianças precisam de seus poderes disciplinadores, mas afastam sua presença. E vai embora quando as crianças já estão devidamente educadas, mas anseiam por sua companhia. Ela está de volta aos cinemas em Nanny McPhee e as lições mágicas, que estreou na sexta-feira passada (19).
A babá, que num primeiro momento assusta, é carregada de significados. À medida que as crianças vão aprendendo suas lições, ela fica mais bela. Depois da lição 1: ela perde as verrugas; depois da 2, a “monocelha” se separa em duas sombrancelhas bem desenhadas… E assim vai. No fim do filme, ela está mais elegante e as crianças a adoram. Parece até aquele ditado “a quem ama o feio, bonito ele parece”. É mais prudente dizer que sua mágica é ensinar amor, generosidade, companheirismo e valores aos pequenos. Do ponto de vista das crianças (e dos adultos também), é mais fácil gostar de alguém quando todas essas lições foram aprendidas.
O roteiro de Nanny McPhee e as lições mágicas começou a ser criado quando o primeiro filme – o sucesso de bilheteria Nanny McPhee – A babá encantada, lançado em 2005 – estava em produção. Emma Thompson é a protagonista e também roteirista dos dois longas. O filme de estreia foi baseado nas histórias da Babá Matilda, personagem de três obras da escritora inglesa Christianna Brand, que imortalizou em livro os contos da babá sobrenatural que escutava quando menina. Já o segundo roteiro foi de livre inspiração de Emma, ainda que preservando o espírito original das histórias de Brand.
Agora, em vez de um viúvo cheio de filhos, McPhee vai ajudar Isabel Green (Maggie Gyllenhaal), que se vê sozinha com três filhos em uma fazenda no interior da Inglaterra depois que o marido (Ewan McGregor) viajou para lutar em uma guerra – que não é citada, mas tem todo o jeito de II GM. Ela recebe a visita de dois sobrinhos que vivem em Londres, Celia e Cyril Gray, arrogantes e mimados. Os pais das duas crianças, à beira de um divórcio, resolvem afastá-los do convívio familiar. São cinco crianças de mundos completamente diferentes (fazenda versus cidade), com valores diversos (natureza versus luxo) e que não param de brigar. Sra. Green já não sabe mais o que fazer quando recebe um aviso insólito. Deve chamar pela babá McPhee. Além de leitõezinhos que praticam nado sincronizado e uma moto que voa, a babá irá surpreender as crianças com seus ensinamentos. Seu filho já sabe todas elas?
1. Parar de brigar
2. Saber compartilhar
3. Trabalhar em equipe
4. Ser corajoso
5. Ter fé
Além do óbvio caminho moral, o filme tem humor – grande parte dele envolvendo os veteranos Maggie Smith (que já ganhou Oscar de atriz coadjuvante e atriz e é presença fixa na série Harry Potter), como a Sra. Docherty, e Sam kelly, como seu marido.
Fonte: Revista Época
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20100922
Ashton Kutcher: o Twitter já era suficiente
Por Danilo Venticinque
A história é digna de Hollywood: um jovem boa-pinta é recrutado por olheiros e larga a faculdade para trabalhar como modelo. Descoberto pelos grandes estúdios, atua em algumas comédias românticas e se casa com uma das atrizes mais desejadas do planeta. De quebra, seus comentários bem-humorados sobre o cotidiano viram hit e ele se torna uma das maiores celebridades da internet mundial, com mais de 5 milhões de seguidores no Twitter. O roteiro seria perfeito, se não fosse por um detalhe: Ashton Kutcher decidiu continuar a fazer filmes.
A história é digna de Hollywood: um jovem boa-pinta é recrutado por olheiros e larga a faculdade para trabalhar como modelo. Descoberto pelos grandes estúdios, atua em algumas comédias românticas e se casa com uma das atrizes mais desejadas do planeta. De quebra, seus comentários bem-humorados sobre o cotidiano viram hit e ele se torna uma das maiores celebridades da internet mundial, com mais de 5 milhões de seguidores no Twitter. O roteiro seria perfeito, se não fosse por um detalhe: Ashton Kutcher decidiu continuar a fazer filmes.
Par perfeito, que estreia no Brasil nesta semana, é a mais nova empreitada cinematográfica do ator, e um de seus maiores fracassos. Lançado em junho nos Estados Unidos, arrecadou apenas US$ 47 milhões no país, embora tenha custado mais de US$ 75 milhões, de acordo com os produtores. Como costuma ocorrer em casos como esse, as vendas de ingressos no mercado internacional diminuíram o prejuízo e devem levar a um lucro de cerca de US$ 10 milhões. É melhor do que o desastre anunciado há dois meses, mas uma ninharia para os padrões de Hollywood.
É difícil não culpar Kutcher pelo mau desempenho do filme. Em Par perfeito, ele interpreta Spencer, um agente secreto responsável por eliminar inimigos do governo. No meio de uma de suas missões, apaixona-se pela bela Jen (Katherine Heigl) e decide trocar a vida de matador pela rotina de homem casado. O plano funciona bem por alguns anos, até que seu ex-chefe volta à cena e põe em risco a vida e o casamento de Spencer. Nas mãos de outro ator, a mistura de romance, comédia e ação poderia render momentos impagáveis. A interpretação de Kutcher, porém, não convence em nenhum dos gêneros – e piora quando os três se misturam. Não importa se o personagem está explodindo um helicóptero, fugindo de seus vizinhos, flertando embaixo da mesa ou andando de sunga no elevador do hotel: a julgar pelas inalteradas expressões faciais do ator, não há nenhuma diferença entre todas essas situações. Com tanto charme, não há público que resista.
Para quem ainda acha que as mensagens curtas do Twitter são insuficientes para a comunicação, Ashton Kutcher é a refutação definitiva: o ator consegue ser mais expressivo em 140 caracteres de texto do que em 93 minutos de filme. Se você quiser se divertir com Kutcher, siga o perfil @aplusk no Twitter – e fique longe dos cinemas.
Fonte: Revista Época
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20100728
A vida em um dia
Por Fred Leal
Fotos: Reprodução
O último sábado, 24 de julho, já entrou para a história, mesmo que nada demais tenha acontecido ao longo do dia. O motivo é a escolha da data pelo cineasta Kevin MacDonald para servir de retrato vivo do nosso tempo, no documentário Life in a Day.
O projeto tem bênção do YouTube, que patrocina e oferece todo o suporte tecnológico necessário para a realização do documentário. O processo vai funcionar assim: usuários do YouTube tinham 24 horas para filmar seu cotidiano no sábado – vale tudo, desde crianças brincando no quintal até buzinaço no engarrafamento. O que importa são as diferentes perspectivas que devem dar coesão ao registro.
O prazo para envio dos vídeos vai até o dia 31 de julho, mas não adianta tentar enganar o sistema: somente gravações feitas no dia 24 de julho terão validade para o documentário. O envio é feito dentro do próprio canal do filme, em youtube.com e os 20 usuários com as melhores imagens selecionadas ganharão uma viagem a os Estados Unidos, para assistir à estreia do filme no Festival de Sundance.
Todas as colaborações selecionadas para o corte final do filme garantem o crédito de codiretor, e o material que não for aproveitado no longa-metragem será exibido no canal oficial do filme. O canal, aliás, já conta com vídeo-tutoriais para ajudar os cineastas amadores a obterem melhores resultados com suas câmeras, além de entrevistas com o diretor Kevin MacDonald e o produtor Ridley Scott.
Para catalogar todo material bruto enviado, o cineasta conta com uma equipe de 15 pessoas onde todos falam diferentes línguas. As imagens serão então listadas de acordo com o conteúdo exibido – de forma não muito diferente de como funcionam as tags no próprio YouTube.
“É um novo tipo de documentário”, afirmou MacDonald. “Sabemos que será um filme experimental, mas a experiência está apenas começando.” O cineasta terá o trabalho de dar uma ordem lógica e um sentido ao grande volume de material bruto esperado – cerca de 20 horas de vídeos são disponibilizadas no YouTube a cada minuto.
“Espero não estar sendo presunçoso, mas imagino que teremos alguns milhares de horas filmadas para trabalhar”, disse MacDonald. “É um tipo de projeto que só se tornou possível graças à internet.” A ideia é que o resultado final seja um documento sobre “como era um dia na vida do mundo em 2010”. MacDonald ainda espera que as imagens sejam “íntimas e honestas”, pedindo que as pessoas não tentem atuar, que apenas “abram suas vidas e segredos”.
Parte da inspiração estética de Life in a Day vem de três documentários (ver abaixo), tendo em comum uma forte dose de experimentalismo e liberdade formal. O filme não tem verba de grandes estúdios, apenas produção da empresa Scott Free (dos irmãos cineastas Ridley e Tony Scott) e patrocínio do Google.
“É libertador poder criar sem imperativos comerciais”, diz MacDonald. Seria o retorno do mecenato? “Certamente, o patrocínio está fazendo um retorno”, disse.
“É libertador poder criar sem imperativos comerciais”, diz MacDonald. Seria o retorno do mecenato? “Certamente, o patrocínio está fazendo um retorno”, disse.
Life in a Day terá trilha sonora do produtor Matthew Herbert e promete estrear em janeiro o primeiro mosaico colaborativo do século 21 no cinema.
Fonte de inspiração:
ANNA: 6 AOS 18
DIRETOR: Nikita Mikhalkov
PAÍS: Rússia/França
DATA: 1993
SINOPSE: Documento da passagem do tempo na Rússia através da perspectiva da menina Anna, que responde às mesmas perguntas todo ano.
DIRETOR: Nikita Mikhalkov
PAÍS: Rússia/França
DATA: 1993
SINOPSE: Documento da passagem do tempo na Rússia através da perspectiva da menina Anna, que responde às mesmas perguntas todo ano.
LISTEN TO BRITAIN
DIRETOR: Humphrey Jennings e Stewart McAllister
PAÍS: Reino Unido
DATA: 1942
SINOPSE: A vida na Inglaterra durante a Segunda Guerra Mundial em documentário pontuado pelo som ambiente.
DIRETOR: Humphrey Jennings e Stewart McAllister
PAÍS: Reino Unido
DATA: 1942
SINOPSE: A vida na Inglaterra durante a Segunda Guerra Mundial em documentário pontuado pelo som ambiente.
KOYAANISQATSI
DIRETOR: Godfrey Reggio
PAÍS: Estados Unidos
DATA: 1982
SINOPSE: Documentário experimental musicado por Philip Glass que apresenta a passagem do tempo através de imagens em time-lapse.
DIRETOR: Godfrey Reggio
PAÍS: Estados Unidos
DATA: 1982
SINOPSE: Documentário experimental musicado por Philip Glass que apresenta a passagem do tempo através de imagens em time-lapse.
Fonte: Link | Estadão
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20100614
'O Segredo dos seus Olhos': uma obra comovente
Ítalo Campos*
Poucas vezes tenho vontade de voltar a ver um filme assim que saio do cinema. Com “O Segredo dos seus Olhos” (Cine Jardins) foi diferente. Quando suspeitei que estivesse chegando ao final, que é surpreendente, já estava com vontade de vê-lo de novo, pela inteligência do roteiro, pela montagem e edição delicada e sutil e pela interpretação exata, densa; pela direção sensível e segura. Assim, todos os ingredientes de um bom filme, inclusive a música, estão nesta película argentina ganhadora do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2010, com direção de Juan José Campanella e, como atores principais, Ricardo Darin, Soledad Villanil, Javier Godino, entre outros.
Um trem parte da estação, um casal se separa em desespero. Como naquela música, “a dor estampada no rosto” é intensa. A cena é dramática, mas também sutil e envolvente. Como nuvem de fumaça, esvanecem-se os personagens e a noção de realidade. O espectador inicia também sua viagem particular nesta bem traçada trama que envolve dois amores, com seus diferentes destinos. O adiamento da realização de um amor, cada um por sua razão, traz à tona as profundezas e turbulências do sentimento humano.
Neste filme, um personagem, aparentemente coadjuvante, que representa um burocrata bêbado, é quem apresenta a agudeza da inteligência, a fina sensibilidade para interpretar os enigmas. E é também o mais fiel amigo. Esse personagem se parece às milhares de pessoas que andam por aí. Às vezes, é nosso colega de trabalho a quem não damos um grande valor; ele é o sábio e o verdadeiro amigo. O trem se afasta da estação, o tempo corre. O tempo não obedece à linearidade dos trilhos, nem corresponde à concretude da locomotiva que nos carrega; ele tem o estatuto do mito que é inventado apenas para nos organizar, para nos oferecer um sentido, que não é único.
Esse personagem bêbado nos ensina que somos dirigidos pelas nossas grandes paixões, e que estas, sim, definem nosso destino. A paixão que nos orienta e que alimenta nossa vida também nos aprisiona, se não pudermos vivê-la, diz o filme. Um apaixonado no filme é preso à vingança e, portanto, ao amor perdido. O outro é preso numa paixão por medo de assumi-la e a ela fica preso até reescrevê-la com todas as letras.
Em flashbacks, em que passado, presente e futuro se misturam, o filme faz também uma reflexão sobre a vida, sobre a angústia de escrever, que parece ser sempre reescrever. Escrever é a chance de reviver e, ao reviver, pode-se escrever a vida de um outro e novo jeito. A angústia e a libertação são, muitas vezes, para nós, sujeitos humanos, como o filme sugere, encontrar a letra que falta, a letra que recalcamos, a letra que não queremos ver. E que, quando encontrada, faz com que o texto e a vida deslizem e prossigam, explodam, e floresçam. Como num romance.
Como nos contos de Edgar Alan Poe, há um entrecruzamento de vidas e efeitos de gestos humanos. Às vezes, uma influência se origina de um acontecimento discreto, mas avassalador. Outras vezes essa influência surge de uma realidade crua, monolítica, de um terremoto que soterra, arrasa e, ao mesmo tempo, revela o que estava nas profundezas, a outra face oculta da mente e do desejo .” Tudo isso é humano”, poderia ter dito o burocrata bêbado e bem-humorado, que merecia muito mais do que teve, mas não quis. Amargo destino!
É um filme rico, brilhante, bem lapidado. Não há excessos, imagens ao acaso, diálogos inúteis. O filme faz sutilmente críticas aos poderes constituídos, revela a crueldade e ilegalidade de instituições governamentais, faz críticas de costumes sem cair em discurso de vanguarda ou panfletário. É capaz de ser erótico sem ter nenhuma cena de sexo, nem beijo. É capaz de ter momentos de humor sem ter um diálogo para isso, de ser denso sem ser sufocante.
Embora à primeira vista possa não parecer, é o filme do ideal romântico: o mal é punido e encarcerado e o amor triunfa sobre o tempo e as dificuldades, como diz a heroína do filme. Um grande filme, um ótimo programa.
*Ítalo Campos é psicanalista e poeta
Fonte: A Gazeta
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20100202
Reparação Trailer oficial do documentário longa-metragem estréia em 2010
Documentário conta história de vítima da violência da guerrilha durante o regime militar.
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