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20100805

Novos Tempos

Heródoto Barbeiro

As eleições deste ano podem ser um divisor de águas na construção da democracia brasileira com uma participação maior da cidadania e a diminuição dos antigos vícios que enriquecem e felicitam alguns e infelicitam e empobrecem muitos. A sociedade está mais atenta, participativa e formando opinião em quem escolher para gerir os diversos níveis do Estado. Não deve estar fácil pedir votos seja para que cargo for. As pessoas estão mais aparelhadas para contestar, perguntar, debater, e decidir se apóiam ou não um candidato. Ninguém está com pressa de decidir, aprenderam no passado que essa correria só favorece os que desenvolveram técnicas, geralmente não éticas, para se perpetuar no poder. Há candidatos que fogem de determinados temas como o gato escaldado de água fria, não quer se comprometer porque sabe que para agradar uns é preciso desagradar outros e essas raposas querem os votos de todo o galinheiro. Assim, respondem com uma generalidade estonteante a perguntas como aborto, pena de morte, fim do bolsa família, casamento gay, criação de novos estados no Brasil, política externa, privatização, aparelhamento da máquina estatal com cabos eleitorais, combate ao desmatamento e outros temas chamados de sensíveis. Para isso treinam e treinam com suas assessorias respostas para qualquer pergunta que possa ser embaraçosa. Todos os dias, antes de fazer a peregrinação se exercitam na arte de falar o óbvio ululante e não se posicionar claramente diante dos desafios nacionais. Por que não se comprometem pelo a submeter esses temas polêmicos a uma consulta popular como o plebiscito ou o referendo? Podem desagradar a bancada religiosa, ruralista, industrialista, desenvolvimentista, esquerdista, direitista, atéia, conservacionista ou qualquer outra. Uma decisão popular não é fácil de manipular, por isso é preferível que os grande temas sejam decididos nos petits comitês nos escritórios reservados ou nos restaurantes da moda durante a madruga,

Não interessa para os que pretendem deter o poder em benefício próprio, ou ao grupo a que pertencem a participação popular direta nas decisões governamentais. Isso tiraria o poder de barganha que os torna os intermediários entre o poder e a realização da ação do Estado , ou seja a democracia representativa. A democracia direta os enfraquece e se começa a questionar porque se gasta tanto com eles. Membros do executivo e do legislativo se tornam verdadeiros tutores da população como se esta fosse uma incapaz e por isso precisa de suas atuações. Os mecanismos hoje existentes foram urdidos ao longo dos últimos 25 anos para impedir uma participação do cidadão nos destinos nacionais. Ele vota e pronto. Assina um cheque em branco que os detentores dos poderes usam e abusam ao longo de 4 anos e o saldo não termina nunca, uma vez que são criativos e inventivos. Embaralham de uma tal forma as coisas que mesmo os que se esforçam para acompanhar as decisões desses poderes se perdem em um cipoal sem saída. Com o tempo alguns desistem e a grande maioria não se lembra nem do nome da pessoa para que assinou o cheque em branco. Não é má vontade, falta de cidadania, incapacidade intelectual, mas a forma que o poder está estabelecido que conduz a esse marasmo, onde o cidadão é um mero expectador do desenrolar de uma tragicomédia e sua obrigação é pagar a conta através dos impostos.

Há alguma coisa diferente desta vez. Temas como corrupção, desperdício de dinheiro público, grandes escândalos e grandes obras estão na boca de muita gente que antes não se envolvia. Já se pensa inclusive na escolha de membros para os parlamentos que redirecionem os legislativos como fiscalizadores do executivo e não em um bando de vendidos e tranbiqueiros que participam do poder decisório para mordiscar propinas habilmente enfunadas em paraísos fiscais, ou favores materiais que não constem das declarações de imposto de renda. O eleitor está ressabiado, cansado de ser enganado e querer agir de boa fé com quem não tem o menor parâmetro ético e moral. As pessoas estão se falando mais, agora tem a internet, e é possível, que o Brasil emirja melhor no final do ano. Há esperança no ar.
Fonte: Blog do Barbeiro

20100723

Cabelos e negócios - Cada corte revela a personalidade e pode definir a imagem de um profissional

O penteado revela a personalidade e pode definir a imagem de um profissional. Veja o que cada corte transmite e confira o que é mais adequado ao seu estilo.
O estilo dos cabelos revela muito sobre a personalidade das pessoas, podendo determinar a postura de um profissional dentro de seu emprego. A afi rmação é do artista plástico Philip Hallawell, de São Paulo, autor do livro Visagismo Integrado: Identidade, Estilo e Beleza (Ed. Senac SP).

O segredo, diz ele, está nas linhas que compõem o corte — retas, inclinadas ou curvas —, que definem uma imagem pessoal. "Cortes retos estão ligados a determinação e liderança, linhas inclinadas são associadas à criatividade, e as curvas são de suavidade, indicadas para médicos e enfermeiras", afirma Philip.

Quanto ao comprimento, ele aconselha: no mundo corporativo, os fios longos devem ser evitados ou presos. "O cabelo longo é sinal de sensualidade. Prender demonstra comprometimento", diz. A consultora da Ricardo Xavier, Neli Barboza, sugere que os funcionários tentem se alinhar ao perfil de cada empresa. Se o ambiente for formal, assim deve ser a aparência do funcionário. Veja algumas dicas.

OS CORTES MASCULINOS
 
TRADICIONAL
Cortes retos e curtos são ideais para homens de negócio que ocupam cargos de alta gerência, como Roberto Justus. Podese usar gel ou pomada modelando para trás, criando um aspecto molhado ou um topete. Exige uma passada mensal no salão.
 
 
CASUAL
Cortes irregulares denotam dinamismo de empreendedores e publicitários. Podem ser modelados com pomadas. Corte a cada dois meses. "Esse homem tem o cabelo bem cortado, tipo Brad Pitt e George Clooney", diz o cabeleireiro Marco Antonio Di Biaggi.
 
 
CRIATIVO
Mais espetados ou cacheados, usados ao natural, como os do ator Eriberto Leão. Os fios mais longos devem chegar ao máximo até a nuca. "Evite exageros, porque quem tem contato com clientes deve ter boa aparência", diz Ligia Marques, consultora de etiqueta.

 
 OS CORTES FEMININOS
 
TRADICIONAL
Comprimento no máximo na altura dos ombros, misturando linhas retas e curvas. Marco Antonio indica o uso de chapinha para manter o cabelo alinhado, visitas semanais ao salão para fazer escova e corte a cada 45 dias. "O ideal é o chanel, à la Kate Holmes, levemente repicado."
 
CASUAL
Frente repicada abaixo do queixo e os fios mais longos modelados com escova, como o look da atriz Jennifer Aniston, dona de um corte popular em salões. Curtos bem repicados e com pontas irregulares demonstram iniciativa. Aspecto mais natural. Cortar a cada dois meses.

CRIATIVO
Estilo mais ousado com cortes e cores, cachos mais soltos e até o black power. O estilo Kate Moss, com um visual propositadamente largado, é o eleito de Marco Antonio: repicado com pontas mais desarrumadas. A manutenção do corte depende do estilo, mas varia de dois a três meses.
 
Fonte: Você S/A