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20100928

As lições que Nanny McPhee pode ensinar ao seu filho

Por Laura Lopes
“Nanny McPhee”, com “c” minúsculo e “p” maiúsculo. É assim que a babá com cara de bruxa se apresenta. Ela aparece quando as crianças precisam de seus poderes disciplinadores, mas afastam sua presença. E vai embora quando as crianças já estão devidamente educadas, mas anseiam por sua companhia. Ela está de volta aos cinemas em Nanny McPhee e as lições mágicas, que estreou na sexta-feira passada (19).

A babá, que num primeiro momento assusta, é carregada de significados. À medida que as crianças vão aprendendo suas lições, ela fica mais bela. Depois da lição 1: ela perde as verrugas; depois da 2, a “monocelha” se separa em duas sombrancelhas bem desenhadas… E assim vai. No fim do filme, ela está mais elegante e as crianças a adoram. Parece até aquele ditado “a quem ama o feio, bonito ele parece”. É mais prudente dizer que sua mágica é ensinar amor, generosidade, companheirismo e valores aos pequenos. Do ponto de vista das crianças (e dos adultos também), é mais fácil gostar de alguém quando todas essas lições foram aprendidas.

O roteiro de Nanny McPhee e as lições mágicas começou a ser criado quando o primeiro filme – o sucesso de bilheteria Nanny McPhee – A babá encantada, lançado em 2005 – estava em produção. Emma Thompson é a protagonista e também roteirista dos dois longas. O filme de estreia foi baseado nas histórias da Babá Matilda, personagem de três obras da escritora inglesa Christianna Brand, que imortalizou em livro os contos da babá sobrenatural que escutava quando menina. Já o segundo roteiro foi de livre inspiração de Emma, ainda que preservando o espírito original das histórias de Brand.

Agora, em vez de um viúvo cheio de filhos, McPhee vai ajudar Isabel Green (Maggie Gyllenhaal), que se vê sozinha com três filhos em uma fazenda no interior da Inglaterra depois que o marido (Ewan McGregor) viajou para lutar em uma guerra – que não é citada, mas tem todo o jeito de II GM. Ela recebe a visita de dois sobrinhos que vivem em Londres, Celia e Cyril Gray, arrogantes e mimados. Os pais das duas crianças, à beira de um divórcio, resolvem afastá-los do convívio familiar. São cinco crianças de mundos completamente diferentes (fazenda versus cidade), com valores diversos (natureza versus luxo) e que não param de brigar. Sra. Green já não sabe mais o que fazer quando recebe um aviso insólito. Deve chamar pela babá McPhee. Além de leitõezinhos que praticam nado sincronizado e uma moto que voa, a babá irá surpreender as crianças com seus ensinamentos. Seu filho já sabe todas elas?

1. Parar de brigar
2. Saber compartilhar
3. Trabalhar em equipe
4. Ser corajoso
5. Ter fé

Além do óbvio caminho moral, o filme tem humor – grande parte dele envolvendo os veteranos Maggie Smith (que já ganhou Oscar de atriz coadjuvante e atriz e é presença fixa na série Harry Potter), como a Sra. Docherty, e Sam kelly, como seu marido.

Fonte: Revista Época

Quem são os piadistas do Twitter

@MussumAlive
59.541 seguidores

Bio O inspetor paulistano Leandro Santos lançou o fake do trapalhão Mussum, com “is” ao fim das palavras

MELHORES TWEETS
- A Cachaça é o cupido engarrafds!

- Procurei no Google: “Acordar Cedo” e o botão “Estou com Sorte” sumiuzis!

- Vocês conhecem a Cerveja de Rato? A MouseBeerzis!

O paulistano Leandro Santos, de 27 anos, sempre gostou de humor, mas nunca foi o palhaço da turma. No ano passado abriu uma conta no Twitter. Queria contar casos presenciados nos “bares da vida”, segundo sua definição. Como não quis se identificar – nem os amigos –, optou por criar um personagem. “Percebi que Mussum era perfeito”, diz. Assumindo as características do comediante dos Trapalhões (1941-1994), suas frases sempre terminavam com o tradicional “is”. Cachacis, cervejis, amiguis. Muitos amiguis, aliás – hoje, o falso Mussum já tem 57 mil seguidores. Bem menos que o de humoristas famosos como Danilo Gentili, do CQC (671 mil), ou Bruno Mazzeo (226 mil), mas bastante para gente desconhecida.


O humor que nasce no Twitter, sem apoio de outros meios de comunicação, veio para ficar. É feito por gente comum, que aproveitou o espaço da internet e a agilidade do microblog para ganhar visibilidade. Leandro, do @MussumAlive, trabalha na cidade de São Paulo como inspetor de segurança veicular e estuda engenharia de produção. E há outros como ele. Disputam a atenção de uma audiência de quase 10 milhões de pessoas no Brasil, um público predominantemente jovem, entre 18 e 24 anos, que se acostumou a rir com o humor rápido e visceral do Twitter. Em 140 toques não há espaço para construir uma piada convencional. Cabe apenas uma ideia e uma formulação feliz. Quando essa combinação dá certo, é muito bom.

@Cleycianne
26.905 seguidores

Bio O funcionário público Thiago Henrique Ferreira é o homem por trás da evangélica que escorrega na religião, mas não na irreverência

MELHORES TWEETS
- Depois que eu me converti, até os meu gases ficaram mais cheirosos!! É que a podridão saiu de minha alma!! #Gloria3xGloria

- Bom dia!!! Dia ensolarado, ótimo dia para você mulher de bem lavar um ungido tanque de roupa!! #gloria3xgloria

- Ontem as irmãs da Igreja ficaram passadas em Cristo quando eu disse que Jesus em inglês é Jesus mesmo! Adoro passar conhecimento!

O publicitário catarinense Dino Cantelli, de 25 anos, chegou a ter uma coluna de humor num jornal do interior. Até que conheceu o Twitter e criou o @TioDino. Colocou um avatar de Abraham Lincoln e saiu escrevendo o que lhe viesse à cabeça, com o deboche e o azedume que marcam seu estilo até hoje. A inspiração? Tudo. A vida, a política, celebridades – e os próprios tuiteiros. História parecida tem o assistente administrativo carioca Leonardo Lanna, de 31 anos. Fã de programas de humor do mundo inteiro, ele entrou no Twitter no ano passado com um amigo para fazer microcontos de 140 caracteres. Aos poucos, porém, as observações ácidas sobre o cotidiano tomaram conta de seu espaço. Hoje, o @microcontoscos já tem 20 mil seguidores, entre eles alguns nomes da nova geração do humor, como o redator Fábio Porchat e o ator Gregório Duvivier. “Até então eu desconhecia meu potencial para fazer graça”, afirma. Como Lanna e Cantelli, o funcionário público paulistano Thiago Henrique Ferreira, de 26 anos, entrou no Twitter sem grandes ambições. Para “espantar o tédio”, inventou a personagem @Cleycianne, uma evangélica fervorosa que comenta seu dia a dia e a vida das celebridades. Tudo é inspiração para Cleycianne. “Desde o óbvio, como a programação evangélica da TV, até conversas que escuto diariamente no ônibus”, diz.

Tuiteiro assíduo, com 168 mil seguidores, o casseta Hélio de La Peña se diz fã do humor que nasce no microblog. “É uma vitrine para talentos que, em outra época, você nem perceberia”, afirma. Na lista de humor de sua conta, convivem os consagrados e os novatos, sem hierarquia. Outro famoso do mundo do humor, o redator e ator carioca Marcius Melhem (128 mil seguidores) elogia a liberdade de fazer graça no microblog. “Esse humor experimental, sem patrão, é genial”, afirma. “Resisti muito antes de entrar no Twitter. Muito de minha decisão de participar veio desse clima de experimentação e troca”, diz. O fenômeno do humor no Twitter é parecido com o dos blogs, que revelou nomes como Kibeloco e Mr. Manson, do Cocadaboa. Mas é mais ágil e diversificado, reflexo da natureza dessa nova rede social.

@TioDino
19.577 seguidores

Bio O publicitário catarinense mistura humor e notícias

MElHORES TWEETS
- Tenho alguns amigos imaginários. Quando imagino que posso
contar com eles, me ferro

- Você reclama que não teve uma infância feliz. Mas pelo menos não foi batizado pela Baby Consuelo

- A vida sorriu pra mim. E não tinha os dois dentes da frente



Nem todos os humoristas que nasceram no Twitter querem se identificar. Pelo menos por enquanto. Alguns temem a reação de seus chefes e colegas – já que têm empregos “sérios”. Outros acham que a graça está no mistério. O dono do Twitter @NairBello não conta seu nome nem de onde é. E ainda responde aos e-mails como uma confusa e simpática “nonna”, inspirada na comediante que morreu em 2007. “Oi, Bella, depois eu respondo que agora está na hora da novela do Manoel Carlos. Ma che!”, diz.

Levando em conta que ainda é de manhã e que Viver a vida já havia terminado, pode-se perceber que ela (ou ele) não tem hora para fazer piadas. Não à toa tem 46 mil seguidores. Outro que protege sua identidade secreta é @OCriador, o maior dos “tuiteiros-de-raiz” – como eles próprios se batizaram. São 278 mil pessoas que acompanharam diariamente os conselhos e pitos que descem diretamente do Céu. Desconfiado, “o Pai” mandou sua fotografia para a revista – sem que seu rosto aparecesse. Conta que é alagoano, solteiro e tem 24 anos. “Muitos conhecidos meus desconfiam que eu sou O Criador. Mas eu nego até a morte!”, afirma.

O sucesso já levou alguns para fora das fronteiras do Twitter. Thiago Ferreira negocia levar Cleycianne, a “serva do Senhor no mundo da internet”, para a televisão. O Criador já tem um quadro na Rádio Mix, no qual suas frases são interpretadas com voz grave. Um dos maiores exemplos dessa migração de mídias é o publicitário Bruno Rocha. Brasiliense, ele criou o Twitter @HugoGloss, um personagem que ironiza o mundo das celebridades. Apesar das críticas, caiu no gosto de gente famosa e foi convidado por Luciano Huck para ser redator do Caldeirão. “O Twitter me abriu portas, mas é preciso saber por qual delas você pode entrar”, afirma. “Brilhar em 140 caracteres não significa que você fará bem qualquer coisa.” Um raro momento de seriedade.

@OCriador
279.638 seguidores

Bio Formado em Direito, o alagoano assume a voz de Deus e dá conselhos e pitos a seus “filhos”

MELHORES TWEETS
- Newton, diferentemente de Adão, entendeu Meu recado sobre a gravidade da maçã

- A frase “encontrei Jesus” foi dita pela primeira vez por uma criança em Nazaré, durante uma brincadeira de pique-esconde

- Se Moisés houvesse ouvido sua esposa e parado para pedir informação, não teria vagado 40 anos perdido pelo deserto.


Por Martha Mendonça.
Fonte: Revista Época

20100913

Tome cuidado com o "maltweetment"

Falar mal do chefe é um dos passatempos preferidos do mundo corporativo. Pouco importa se o sujeito é boa praça ou se é encarnação de Mr. Burns, o detestável manda-chuva da série “Os Simpsons”: cedo ou tarde, quem tem a responsabilidade de liderar equipes tende a se tornar alvo das línguas mais afiadas da companhia. A novidade é que, com a popularidade das redes sociais, o alcance da rádio-corredor está se tornando cada vez maior. Hoje, as fofocas e maledicências do trabalho não ficam mais restritas aos corredores da empresa. Elas se estendem para a internet e ganham visibilidade em comunidades virtuais do Orkut, nas redes de amigos no Twitter e do Facebook e até em blogs especializados em malhar chefes – que espalham as informações na velocidade de um clique.

Um dos canais mais utilizados é o Twitter. Hoje, é comum ver pessoas postando microdesabafos – o máximo são 140 caracteres – sobre más condições de trabalho ou situações desagradáveis envolvendo o chefe. A maioria dos posts, claro, são polidos e se resumem a reclamações genéricas ou anônimas: um pedido de folga negado, uma descompostura em um colega, uma tarde com trabalho demais a ser feito etc. Mas alguns usuários vão mais longe e colocam a imagem de suas empresas em xeque.

AMANHÃ monitorou o Twitter durante o mês de junho, em plena Copa do Mundo, e pinçou algumas pérolas nas vésperas dos jogos do Brasil – quando muitos funcionários tentavam encontrar uma maneira de tirar folga. “Quero uma vuvuzela para assoprar na orelha do meu chefe”; “Aguentar meu chefe amanhã, ter de ver aquela careca dele...”; “Receber um e-mail do chefe com trocentas coisas a serem feitas em pleno Brasil x Chile: curto muito”; “Quarta-feira é o dia preferido do meu chefe: ele já teve dois dias pra me f**** e sabe que ainda tem mais dois pela frente”. Foram apenas alguns exemplos colhidos e, evidentemente, todos eles são de pessoas que têm nome e fotos visíveis no Twitter.

Um caso que ficou famoso foi de uma jovem britânica que se identificava somente como Lindsay. No final do ano passado, em um acesso de fúria virtual, ela postou para seus seguidores no Facebook uma mensagem aterradora: “Oh, meu Deus, eu odeio meu emprego! Meu chefe é um pervertido que passa o tempo todo me mandando fazer m**** só para encher o saco”. O detalhe é que entre as centenas de internautas que leram o desabafo estava o próprio chefe de Lindsay, de nome Brian. Conforme o jornal London Evening Standard, que deu ampla repercussão ao assunto, Lindsay acabou sendo demitida por Brian pelo próprio sistema de mensagens do Facebook, minutos depois.

O Twitter e o Facebook são os espaços mais visíveis do “maltweetment” – como vem sendo chamado o ato de maltratar chefes, colegas de trabalho e até mesmo empresas por meio de tweets em redes sociais. Mas há outros canais que proporcionam o “serviço” com mais requinte. O portal Bossrater.com, por exemplo, permite que o internauta avalie o próprio chefe em 50 atributos diferentes, desde o respeito com que trata a equipe até a capacidade de “tornar o trabalho divertido”. A avaliação é anônima e os nomes avaliados são mantidos em sigilo. Mas as notas podem ser enviadas a cada chefe através do próprio site, sem revelar quem atribuiu as notas – o que, em tese, cumpre o objetivo de ajudar os internautas a dar um feedback qualificado aos seus líderes.

Já o portal Ebosswatch.com vai mais longe: mantém um ranking aberto com os 25 piores chefes dos Estados Unidos, todos eles devidamente eleitos por voto popular. Tal como no Bossrater.com, as avaliações são permitidas. A diferença é que os resultados ficam à disposição para todo mundo ver, com nome e sobrenome dos chefes ranqueados, bem como a empresa em que eles trabalham. Até agora, só têm aparecido na lista personagens envolvidos em acusações de assédio sexual. Mesmo companhias reconhecidas por proporcionar bons ambientes de trabalho, como a Basf e o banco HSBC, acabam aparecendo de lambuja nesse ranking indesejável.

Posts inofensivos

Mas, afinal, o que está por trás do “maltweetment”? O que leva as pessoas a utilizar as redes sociais como válvula de escape para as frustrações cotidianas do trabalho? As respostas começam por uma constatação básica a respeito das redes sociais virtuais: para muitos, elas são meras extensões das redes convencionais – que já existiam muito tempo antes de haver internet. “Falar mal do chefe em uma rede social equivale a fazê-lo em um papo de cafezinho. É um comportamento bem conhecido nas empresas. Não há nada de novo aí”, sustenta a consultora Simoni Missel, sócia diretora da Missel Capacitação Empresarial, especializada em gestão de pessoas.

O problema, nesses casos, é que um desabafo virtual não fica restrito à roda de amigos. Ele fica registrado na rede e ao alcance de todos – clientes, fornecedores, acionistas e, é claro, o próprio chefe. Uma pesquisa feita pelo site britânico MyJobGroup, especializado em recolocação profissional, mostra que 70% dos profissionais sequer cogita a possibilidade de ter suas mensagens virtuais monitoradas pelo chefe ou por qualquer outra pessoa da empresa em que trabalham. Para 40% deles, falar sobre o trabalho no Twitter ou em qualquer outra comunidade virtual é uma atitude simplesmente “inofensiva”. Publicado no final de maio, o estudo avaliou as opiniões de mil funcionários do Reino Unido e chegou a uma conclusão interessante: um em cada quatro entrevistados se sentia absolutamente seguro para criticar o chefe na internet.

No Brasil, ainda não há pesquisas muito abrangentes sobre o assunto. Mas os especialistas garantem que o quadro não deve ser muito diferente daquele encontrado em outras partes do mundo. “O brasileiro, de um modo geral, utiliza bastante as redes sociais para aumentar suas conexões, mas muitas vezes o faz com pouca preocupação em relação à privacidade”, atesta Raquel Recuero, doutora em Comunicação e pesquisadora na área de redes sociais da Universidade Federal de Pelotas (UFPel).

A profusão de brasileiros na rede, aliás, faz com que alguns casos de “maltweetment” passem despercebidos. Recentemente, o consultor de recursos humanos Álvaro Mello, sócio da Carvalho & Mello, de São Paulo, acompanhou a história de um funcionário que falava mal do chefe no Twitter. Ao descobrir o problema, o chefe adotou uma solução pitoresca: em vez de chamar o funcionário para esclarecer as coisas, decidiu acompanhá-lo anonimamente na rede. “Mas o twitteiro descobriu que estava sendo seguido e então criou outro perfil para despistar. Que eu saiba, não aconteceu nada de grave com ele”, conta Álvaro, que prefere não revelar os nomes envolvidos.

Um dos fatores que motivam o falatório virtual é a falta de um ambiente propício ao diálogo. Companhias fechadas, com códigos de conduta opressores demais, sem espaço para o feedback e para o bom relacionamento entre chefes e subordinados, tendem a ser as primeiras vítimas do “maltweetment”. “Pode ser um alerta de que algo está errado na empresa. Cabe ao líder da área ouvir o que o funcionário tem a dizer. Mas não adianta somente ouvir e não tomar medidas práticas para resolver o problema apresentado”, alerta Ruy Shiozawa, presidente do capítulo brasileiro do Great Place To Work (GPTW), consultoria responsável pelos rankings das melhores empresas para se trabalhar.

A necessidade de falar (e ser ouvido) é característica padrão dos executivos mais jovens, nascidos no início dos anos 80 e que, hoje, começam a bater às portas das grandes empresas. Também conhecidos como Geração Y, eles rejeitam as velhas relações hierárquicas e a lei do “manda quem pode, obedece quem tem juízo”. O que vale, para eles, é o poder do diálogo, que tem de ser aberto, franco e, de preferência, informal.

Quando a empresa é incapaz de proporcionar esse tipo de interação, crescem as chances de eles buscarem apoio nas redes de amigos das comunidades virtuais – não necessariamente com mensagens elogiosas. “Antigamente, um funcionário insatisfeito, que não recebia atenção, só tinha a opção de ficar incomodado – até o momento em que acabava indo embora. Hoje é diferente: quando necessário, ele busca outros canais para extravasar a insatisfação”, explica Simoni Missel.

Paredão virtual

Há vezes, porém, em que um ambiente aberto e comunicativo é incapaz de conter o “maltweetment”. Um caso emblemático é o do HSBC, reconhecido pela excelência nos processos de comunicação interna. A rede de intranet do banco é mais do que um mero banco de dados. É uma verdadeira central de relacionamento onde todos os funcionários encontram notícias atualizadas, comunicados internos, sistemas de treinamento e até programas de TV. A empresa estima que 97% dos seus funcionários – o equivalente a mais de 23 mil pessoas só no Brasil – utilizam a intranet diariamente. Isso sem contar o “Blog do Presidente”, um diário virtual em que Conrado Engel, principal líder do banco no Brasil, compartilha visões e abre espaço para o diálogo informal com todos os funcionários. Mesmo com esses procedimentos, que se repetem no mundo todo, o HSBC teve três executivos dos Estados Unidos colocados no paredão do Ebosswatch.com.

O HSBC não impõe restrições ao diálogo interno. Cada funcionário tem liberdade para falar o que bem entende – inclusive formular críticas – para seus superiores imediatos. Os executivos americanos do banco foram citados pelos internautas devido a problemas pessoais de conduta que não tinham relação com o sistema de gestão. “Talvez tenhamos pecado ao não ter uma política para redes sociais. Mas mostramos aos funcionários que estamos dispostos a melhorar o que não estiver bom aqui dentro”, aponta Juliana Marques, superintendente de comunicação interna do HSBC. Ela explica que a instituição ainda busca diretrizes mais claras sobre o uso interno de redes sociais – que, em alguns departamentos, é proibido.

Em fevereiro deste ano, a Basf lançou um “manual de diretrizes de mídia social on-line”. Gislaine Rossetti, diretora de comunicação para a América do Sul, garante que a iniciativa não tem nada a ver com o fato de a empresa ter sido citada no Ebosswatch.com. “Esse assunto sequer teve repercussão aqui dentro”, diz. De qualquer forma, Gislaine acredita que é necessário orientar os funcionários na forma de lidar com as redes sociais – e o manual foi criado justamente com esse objetivo.

Até porque algumas dessas redes podem ser úteis para quem trabalha com vendas e outras atividades que demandam agilidade no contato com um grande número de pessoas. “Os funcionários têm opiniões próprias e nós temos de respeitá-las. Mas acredito que é bom ter um direcionador, até para que tenhamos um código de conduta. É preciso ficar claro que, quando estão na internet, eles são porta-vozes da nossa empresa”, sustenta Gislaine.

Repercussão real

Não se sabe, ainda, como as empresas vão reagir ao “maltweetment”. Para muitas, o fenômenos das redes sociais em si ainda é um mistério – tal como mostrava AMANHÃ na reportagem “Perdidas no Ciberespaço”, que foi capa da edição 262 (março/2010). Outras ainda esbarram em uma dificuldade tipicamente brasileira: a de dar e receber feedbacks internos. Aqui, os traços culturais básicos do Brasil, como a descontração, o bom humor e a sociabilidade, não ajudam em nada. Ao contrário: atrapalham. Em linhas gerais, dizem os especialistas, o brasileiro se apega demais aos laços de amizade no local de trabalho – e, por isso, evita comentários mais contundentes sobre seus pares. Portanto receber uma crítica é mais do que uma tarefa indigesta: muitas vezes, é algo que suscita sentimentos de deslealdade e traição. “A qualidade e a quantidade de feedbacks nas empresas brasileiras são muito baixas. Existe, ainda, uma grande margem de intolerância”, atesta o consultor Álvaro Mello.

Se quiserem se manter livres dos detratores virtuais, porém, as companhias brasileiras terão de solucionar esse tipo de problema. A receita é estimular os funcionários a abrir o coração para que suas frustrações apareçam – e sejam tratadas – dentro dos domínios da empresa, e não nos trendtopics do Twitter. Outra medida que também ajuda é estabelecer regras claras de conduta.

“É preciso mostrar que a reputação do funcionário está diretamente ligada à reputação da empresa”, argumenta Andrea Huggard-Caine, membro do comitê de criação do Congresso Nacional de Gestão de Pessoas (Conarh), evento que é realizado anualmente pela Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH). Andrea ressalta que essas regras têm de ser comunicadas e reforçadas sistematicamente. Sempre com o objetivo de estabelecer um senso de justiça. Se um funcionário prega mentiras ou difunde acusações levianas à empresa ou ao chefe, tem de ser exemplarmente punido. Mas se a crítica é procedente e revela oportunidades de melhoria, vale a pena ser considerada. “O gestor tem de analisar a situação de seus funcionários pelos olhos deles”, destaca Andrea.

A pressão do “maltweetment” serve de estímulo para que as empresas se aprimorem na gestão dos feedbacks, o que também atende a uma reivindicação inerente da Geração Y. Para Andrea, os executivos mais jovens não se satisfazem mais com as velhas pesquisas de clima e nem com as possibilidades abertas pelos sistemas de avaliação 360º. As respostas têm de ser imediatas. “É como se eles quisessem um ‘backtwitter’, uma resposta rápida e imediata para suas frustrações”, compara ela. Para Ruy Shiozawa, do Great Place To Work, as grandes empresas já se deram conta de que é preciso diminuir a distância entre os períodos de pesquisa de clima. Muitos bancos, diz ele, já não fazem mais pesquisas de clima bianuais, como manda a cartilha. “Hoje, alguns preferem fazer avaliações menos espaçadas, de ano em ano e até com acompanhamento trimestral”, garante.

“Bemtweetment”

Para as empresas que já cumprem todos os requisitos do diálogo interno, a dica é explorar o caminho da cumplicidade. Isto é: utilizar a boa relação entre chefes e subordinados para que a exposição da empresa nas redes sociais aconteça de forma positiva. Pelo menos é essa a receita adotada pela Serasa Experian, empresa especializada em análise de crédito. O RH da companhia – que é conhecido como “Departamento de Desenvolvimento Humano” – não restringe o acesso a redes sociais. Ao contrário: estimula os funcionários a explorá-las de forma positiva e segura. Uma das ênfases está em zelar pela privacidade. A Serasa recomenda que os empregados não exponham na internet o nome da escola dos filhos, por exemplo, e que mantenham em sigilo qualquer pista sobre o lugar em que moram, o trajeto que costumam fazer até a empresa etc. Para reforçar a mensagem, a companhia busca referências de posturas inadequadas no YouTube.

“Mostramos que um post, por exemplo, pode prejudicar a imagem do funcionário no mercado e, por isso, defendemos que ele se preserve de possíveis danos”, conta Marília Lomonaco, coordenadora de desenvolvimento humano da Serasa Experian. Também em fevereiro, a Serasa lançou seu manual de instruções para a utilização de redes sociais – chamado internamente de “Política de Orientação ao Ser Serasa Experian nas Redes Sociais”. O livro foi feito em conjunto com as equipes de marketing, TI e segurança da empresa.

A interação não se dá somente na internet. A política de comunicação da Serasa também contempla a premissa de que o líder deve ser o ponto de partida do processo e que todas as informações sejam devidamente comunicadas aos funcionários – mais de 3 mil, no total. Ao assumir a presidência da empresa, em janeiro, Ricardo Loureiro colocou em sua agenda encontros com os gerentes do Brasil e da América Latina.

Durante cinco meses, cerca de 300 executivos se encontraram com ele, alternadamente, em diversas ocasiões – cafés da manhã, almoços, reuniões informais etc. Hoje, Loureiro mantém encontros mensais com cerca de 50 executivos para discutir temas estratégicos que depois são repassados para todos os funcionários. “Nosso propósito é fazer uma comunicação colaborativa, ágil, consistente e transparente. Tudo bem ao estilo da Geração Y”, conta Marília.

“A relação construtiva faz com que o funcionário se comprometa em não malhar seu chefe abertamente. Ele terá uma atitude mais séria, com certeza”, aposta a diretora executiva da consultoria Human Capital, Selma Paschini. Com o devido cuidado, é possível converter o fenômeno em “bemtweetment” – e evitar que os chefes da empresa fiquem com fama de Mr. Burns.

A CARTILHA DO "BEMTWEETMENT"
O que os especialistas recomendam para evitar desgastes nas redes sociais

O que os funcionários devem fazer:

Mesmo que expresse opiniões meramente pessoais, tenha em mente que você representa a empresa na qual trabalha.

Se não tiver certeza de uma informação, solicite orientação superior.

Certifique-se de que a informação é pública e pode ser noticiada.

Seja honesto e transparente no conteúdo que publica.

Escreva apenas sobre o que você realmente sabe.

Associe-se a posicionamentos oficiais da empresa até mesmo indicando links.

Seja cuidadoso ao fornecer informações sobre sua vida pessoal e profissional.

O que os funcionários não devem fazer:

Violar direitos autorais.

Divulgar informações confidenciais.

Comentar assuntos ou rumores de alçada do departamento jurídico.

Falar a respeito de assuntos financeiros, preços e previsões.

Escrever sobre a empresa de forma anônima.

Confiar em termos de responsabilidade – eles não evitam problemas jurídicos.

O que as empresas devem fazer:

Ter uma política clara de comunicação.

Oferecer manuais de conduta em redes sociais.

Manter um clima sempre aberto ao diálogo e às críticas.

Usar as redes sociais de forma positiva – inclusive para os funcionários.

Responsabilizar funcionários que mentirem ou expuserem a marca a constrangimentos.

Diminuir o intervalo das aplicações dos sistemas internos de avaliação.

AS PESQUISAS DE CLIMA FICARAM MAIS VELOZES

As redes sociais não servem apenas como válvula de escape para os maus ambientes de trabalho. Elas também podem ser utilizadas para aprimorar o clima organizacional – com mais agilidade e rapidez que qualquer outro tipo de ferramenta. Essa é a proposta de uma nova ferramenta que o Great Place to Work (GPTW) está desenvolvendo. Responsável por elaborar os famosos rankings das melhores empresas para se trabalhar, a empresa pretende lançar a solução em até um ano. A pesquisa não será tão detalhista quanto as tradicionais avaliações 360º, por exemplo. Mas Ruy Shiozawa, presidente do GPTW no Brasil, garante que a menor profundidade será compensada pela velocidade com que os resultados serão gerados. “Hoje, todos na empresa têm pressa em obter as avaliações. Ninguém quer esperar um longo período para ler os relatórios”, conta.

Usar redes sociais para avaliar funcionários não chega a ser uma revolução. A própria GPTW já usou a intranet de uma empresa para fazer pesquisas sobre determinados assuntos. Obviamente, a maior velocidade das respostas sobre o clima organizacional permitirá que as empresas tenham maior agilidade para tomar decisões e solucionar possíveis problemas internos.
Fonte: Amanhã

20100830

E-mails em demasia, irritação para a freguesia

Seja sincero consigo mesmo. Você lê todos os e-mails que chegam à sua caixa de entrada? Tenho certeza que a maioria das pessoas responderá que não, afinal, a quantidade de informação que recebemos diariamente pelos diversos tipos de canais de comunicação é assombrosa. São e-mails profissionais, pessoais, piadas, pedidos, correntes religiosas, protestos e uma infinidade de outros assuntos – nem sempre relevantes ao interlocutor.

Isso sem contar todas as outras formas possíveis de nos encontrar: telefones, sites de relacionamento (pessoal e profissional), celulares, bips etc. Mesmo assim, pelo que vejo diariamente acontecer com as pessoas à minha volta, me arrisco a dizer que o celular e o e-mail caminham lado a lado no ranking de ferramentas mais utilizadas para as pessoas nos contatarem.

No entanto, existe uma diferença muito grande entre os dois meios. No celular, normalmente as pessoas nos procuram quando realmente têm algo a dizer. Pode ser algo importante (ou nem tanto), mas o que tem para ser dito é dito e ponto final (não estou falando de namoricos por telefone, que se estendem horas a fio). Já por e-mail as pessoas tendem a ser mais prolixas. E pior, algumas usufruem tanto dessa ferramenta que enchem a caixa dos outros com textos e mais textos nem sempre pertinentes. Sem contar a chuva de spams que lotam nosso e-mail sem pudores.

Reparei nos últimos tempos uma grande dependência das pessoas em utilizar o e-mail para se expressar. Nas empresas, por exemplo, vejo pessoas que sentam lado a lado se comunicarem através de e-mails e, no final do dia, somarem quantidades exorbitantes de mensagens – umas lidas, outras não. Isso acontece por vários motivos.

Os mais preocupados, utilizam o e-mail como forma de documentar pedidos e avisos que, posteriormente, podem gerar algum tipo de problema. Os mais políticos acreditam que por e-mail conseguem manter uma proximidade maior com pessoas que não dão tanta abertura para um contato mais contíguo. Há quem utilize o e-mail por timidez. E outros, ainda, preferem o e-mail por acreditar que se expressam melhor pela via escrita.

Por conta disso, muitas informações realmente relevantes acabam se perdendo em meio a tanta baboseira. Pense comigo: se há uma pessoa que sempre envia mensagens supérfluas, chegará uma hora em que não darei mais atenção a suas mensagens. Mas quando ela me mandar algo realmente fundamental, pelo costume, vou ignorar a mensagens e não terei acesso àquele e-mail ou àquelas informações importantes.

É aí que chego ao ponto em que queria. É preciso ter uma maior consciência ao enviarmos e-mails para nossos contatos. As ferramentas de comunicação têm sido banalizadas por todos, fazendo com que informações importantes não cheguem ao destino corretamente. Veja bem: se você tem o costume de expedir muitos e-mails, sugiro que antes de enviar pense se é realmente necessário.

Existem casos em que você poderá optar por falar pessoalmente ou esperar até que haja uma oportunidade mais adequada. Se for realmente necessário, tente colocar todas as informações numa mensagem só. Assim, evitará que a pessoa retorne aquele e-mail com perguntas que você poderia ter respondido na primeira mensagem. Afinal, a falta de informação gera problemas sérios de entendimento para o interlocutor, assim como pode aumentar exponencialmente o troca troca de mensagens pelo mesmo assunto. A máxima na comunicação não muda: expresse-se de forma clara, concisa e precisa.
Fonte: Revista Amanhã

Uso excessivo de redes socais pode gerar conflitos de identidade

Acordar pela manhã, escovar os dentes, tomar um café rápido e sentar-se à frente do computador, que, naturalmente, já estava ligado desde a madrugada anterior. E-mail aberto, MSN e Gtalk em status “ocupado”, mostrando frases longas para declarar o novo dia. “O que você está fazendo?/O que está rolando?”, pergunta o Twitter, enquanto o upload daquela nova foto é finalizado no Orkut — e no Facebook. É assim até anoitecer, quando os “amigos” mais velhos estão chegando do trabalho para reclamar do trânsito, do chefe e da namorada que foi embora, para comentar as novas atualizações no perfil de uma personalidade qualquer ou para conferir os vídeos mais votados no YouTube.

Se a história é familiar, não fique assustado. A geração de usuários da internet nascida depois de 1990, década em que a rede mundial de computadores se tornou popular, está crescendo com uma necessidade cada vez maior de estar conectada e afirmar sua identidade de forma on-line. “Quanto mais uma pessoa tem informação, debates e conversas pela internet, mais ela precisa ter para se informar e mostrar ao mundo quem ela é”, explica o psicólogo e terapeuta do comportamento Gilberto Godoy.

O estudante de publicidade Filyppe Saraiva, 23 anos, conta que se sente mal quando passa mais de um dia sem entrar na internet. “Uma semana off-line? Acho que fico maluco. É muita coisa para ler e comentar.” Filyppe está conectado atualmente a 17 redes sociais e passa todo o tempo on-line em alguma delas, seja pelo computador ou pelo celular. “Preciso acompanhar as notícias que chegam ao meu e-mail por serviços de reader, comento em alguns blogs, respondo vários e-mails. Passo o dia acompanhando o Twitter pelo celular e sempre que tenho tempo livre posto em um dos meus três blogs — um sobre poesias e música, um site de conteúdo geek (direcionado apenas a coisas tecnológicas) e um blog onde comento temas do dia a dia.”

Exagero? Ele explica que já se sentiu sufocado pelo número de redes sociais que usa, mas que hoje consegue lidar bem com todas. “Chega uma hora em que você perde todo o tempo livre para ler todos os assuntos que te interessam, conversar com os seus amigos que estão no MSN ou adicionar todo mundo que aparece no Orkut. Precisei desistir de várias dessas redes para amenizar essa necessidade de acompanhar tudo. Algumas pessoas que conheci não souberam lidar com isso da mesma forma”, comenta.

A bancária Kate Saraiva, 22 anos, não tem os mesmos hábitos que o primo Filyppe. “Leio meus e-mails e tweets pelo celular. E só. Mal consigo manter conversas muito longas pela internet. Já tentei e cheguei a fazer amizades importantes pela web, mas nada substitui o contato que tenho com meus amigos, mesmo que por telefone, em cidades diferentes. De certa forma, viver nesse mundo cibernético nos mantém distantes, nada é muito real. Acho estranho quem consegue passar o dia na frente do computador. Não dá certo para mim”, explica Kate.

Esconderijo
Gilberto Godoy explica que essa necessidade de estar conectado deve ser observada com cuidado pelo internauta. Segundo ele, há pessoas que se tornam tão intimamente ligadas àquilo que postam e leem na web que passam a viver essa realidade em horário integral. “Os amigos são todos virtuais. Essa pessoa só se sente à vontade para se expressar pela internet. Aos poucos, ela não precisa se relacionar com alguém pessoalmente, já que é mais seguro se `esconder` atrás de um perfil.”

O psicólogo ainda chama atenção para a falta que os relacionamentos interpessoais podem causar. “O indivíduo se encontra em uma busca incessante por complementação. Ele quer se sentir aprovado, quer que gostem da imagem criada na web, se autoafirmar. Essas pessoas sofrem de alguma forma com seus autoconceitos”, explica Godoy. Autoconceito diz respeito à forma com que o indivíduo se percebe no mundo e como acredita que as outras pessoas a veem. “Quem passa o dia navegando na internet passa a formar seu autoconceito também a partir da aceitação que tem dos amigos virtuais. O que eles comentam sobre suas fotos, sobre seus gostos e sobre aquilo que é dito vai influenciar de alguma forma a maneira com que o indivíduo se aceita”, avalia.

Filyppe acredita que vários dos amigos virtuais que conheceu gostam de exaltar suas características principais, criando espécies de personagens, para que serem melhor aceitos. “Todo mundo tem aquele amigo no Orkut ou segue um perfil no Twitter que se apresenta como ‘a bonita’, ‘o nerd’, ‘o depressivo’ ou ‘o inconformado’. Conheci gente que passava o dia comentando coisas absurdas sobre a própria vida para ter um retorno. A qualquer momento do dia, eles estavam on-line, falando de tudo, o tempo todo. Isso é impossível para mim.”

Godoy afirma que o excesso de redes sociais e a dependência da conexão podem gerar conflitos de identidade. “Essa relação com a internet começa a ficar nociva quando o usuário passa a viver e precisar desse personagem que criou para si. Será que alguém é mais feliz porque tem mais seguidores, mais comentários, mais fotos publicadas? Algumas pessoas podem acreditar que sim”, explica.

Criatividade
Especialista em educação na web da Universidade de Brasília (UnB), o professor Luis Teles afirma que a internet e as múltiplas opções de sociabilidade que ela oferece podem ser usadas de forma positiva. “A identidade on-line deve ser usada a favor do internauta, como espaço para a exaltação da criatividade e das qualidades diversas que esse indivíduo tem. Não há nada mais gratificante do que a comunicação presencial. Por outro lado, a comunicação pela web vem para somar valor ao indivíduo, quando bem usada”, explica o especialista. Kate Saraiva exemplifica isso ao lembrar que muitas empresas recorrem à internet na hora de conhecer melhor seus colaboradores. “Eu sou aquilo que coloco na internet. Meu trabalho, minha identidade está ali. Muita gente consegue usar isso a favor.”

O blogueiro Daniel Carvalho, 23 anos, conseguiu aplicar o gosto pela internet ao criar um personagem completamente diferente dele. Desconhecido até 2008, o criador da personagem virtual Katylene e recém-contratado da MTV afirma que a internet nunca foi um problema. “Por conta do blog, preciso passar o dia conectado à internet. Recebo muitos e-mails e se passo um tempo maior sem postar, recebo mensagens dos leitores cobrando atualização”, conta. Mesmo com o trabalho pesado, Daniel se esforça para manter uma vida tranquila longe do computador. “Sempre gostei de estar on-line e adoro o meu trabalho. Isso, porém, não muda o fato de que preciso viver o mundo real também”, afirma.

O professor Luis Teles afirma que o segredo é não tratar a internet como a única opção na hora de se comunicar. “Qualquer pessoa tem necessidades fora da internet. Quando isso passa dos limites e atrapalha as relações interpessoais do indivíduo, talvez esteja na hora de desligar o computador.”
Fonte: Correio Braziliense

20100810

Aos 65 anos, Rita Lee entra no Twitter e se destaca por usar a ferramenta como nenhum outro famoso

No seu perfil, @LitaRee_real, a roqueira de 65 anos fala da vida pessoal e também da novela das sete e das nove; defende a causa dos animais e debocha dos políticos; manda recado aos filhos, conversa com os amigos e, não raro, posta perguntas para tentar entender melhor a ferramenta, que começou a usar no dia 5 de julho, com sucesso. Um mês depois, ela já contabiliza mais de 31.000 seguidores; uma semana atrás, eram menos de 21.000.

Como é famosa, sua espontaneidade ganha ainda mais cor. O site, afinal – um microblog onde se pode escrever 140 caracteres sobre qualquer coisa –, é mais usado por celebridades para fazer marketing pessoal. Ali, quem é público geralmente posa de bonzinho, propagandeia seu próximo ou último feito e não sai um milímetro fora da linha que divide o politicamente correto do incorreto, além de ser extremamente discreto sobre sua vida pessoal. Rita, que está em turnê com o show Etc... desde abril, mal fala nisso.

Sorte de seus seguidores, a roqueira ignora os códigos do bom-famoso e escreve o que quer, de forma direta e com direito a palavrões. E em linguagem de internet, com abreviações, alguma pressa e erros de gramática. Um bom exemplo (sem palavrões): “A cirurgia foi zipzap, limpei as tetas e as percianas, voltei p/ casa c/ 2 drenos me seguindo, as vezes ordenho o sangue deles q é meu”.

Foi dessa forma que ela deu a notícia, no dia 23 de julho, de que tinha feito uma operação nos seios – para se prevenir do câncer, já que tem histórico da doença na família – e nas pálpebras – por estética, pois elas estavam caindo sobre os seus olhos. A explicação, porém, veio depois que ela recebeu uma série de tuítes do tipo “o que aconteceu?”. E vem tendo que se explicar desde então – a última vez foi no dia 5 de agosto.

É melhor aproveitar o humor, as boas frases de efeito e as histórias não filtradas de Rita no Twitter, antes que ela se aborreça com o assédio ou se canse do novo brinquedo – ou, como já tuitou, vício -, que apelidou de “clubinho”.

VEJA.com selecionou alguns de seus posts. A seguir, leia uma entrevista com a cantora, em 140 caracteres.

Como e onde foi apresentada ao Twitter?
Meu filho @JoaoLeeMusic me apresentou. Eu me vicio fácil, fácil sã...

Por que se associar ao microblog - e por que agora?
Sei lá, é sempre bom 1 brinquedinho novo

Por que os seus tuítes são mais espontâneos e interativos do que a média dos famosos?
Thanx, eu acho terapêutico escrever o q dá na telha

Seu perfil pessoal é @LitaRee_real, com mais de 31.000 seguidores. Seu perfil profissional é @Rita_Lee, com menos de 7.400 seguidores. Por que separá-los?
P/ falar a verdd eu nem sabia q existia o profissa, rsrsrs

Como reagir aos patrulheiros do Twitter – aqueles que, em vez de dar unfollow, ficam criticando seus tuítes?
Ah, depois d 45 anos aguentando jornalistas agressivos, isso p/ mim é merreca

Sua opinião: por que, afinal, um tuiteiro acredita que pode dizer a outro o que ele deve postar?
Quem tuíta o q quer recebe o tuíte q ñ quer...

Política é um dos seus temas no site. Alguma ideia para um tuíte sobre o assunto exatamente agora?
Voto obrigatório é o fim da picada, votar é 1 direito, ñ 1 dever

Que famoso escolheria para fazer um perfil falso?
1 q já morreu, tipo James Dean ou Carmen Miranda

E qual seria o primeiro post?
James Dean: estou morto mas ñ perdi a pose. Carmen Miranda: ñ deixem aquele gringo fazer 1 filme sobre minha vida

O que você ainda não entendeu do funcionamento do site?
Putz, zilhões d coisas! Incrível como a molecada tem a mó paciência d me ensinar

Dente de ouro, operação dos seios e pálpebras. Como os seus seguidores reagem a esse tipo de assunto?
Me desejam saúde, fazem piadas, duvidam q eu sou eu, querem saber se estou doente

Qual é o seu Follow Friday (#FF) desta semana?
Já aprendi o q é #FF e #UNFF, viu? Num gosto muito dessas regrinhas... Mas se tiver q sugerir seria @Cafremder, minha nora gauche

Novela é outro assunto abordado por ali. O que está achando de Passione?
Implico c/ o sotaque, é desnecessário e puxa o tapete de grandes atores e atrizes, mas sou noveleira desde os tempos de O Direito de Nascer

O que lhe interessa, hoje, na televisão brasileira?
Telejornais, A Grande Família, CQC, Pânico, Casseta & Planeta, minisséries...

Você pediu aos seus seguidores versões da música-tema de Ti-ti-ti, que é sua. O que recebeu de bom?
Disponibilizamos os canais independentes da música p/ download e chegou mta coisa boa e louca (http://www.ritalee.com.br/tititi/multitrack.htm)

Seu terceiro tuíte foi: “Ainda n dá pra trocar o livro q estou lendo por este novo brinquedinho”. Que livro era?
Tava relendo Fahrenheit 451, do Ray Bradbury

Um mês depois: Twitter ou livro?
Cada vício no seu armarinho. Ontem ganhei 1 iPad c/ biblioteca e Twitter juntos...
Fonte: Revista Veja

Livros digitais e de papel não coexistirão, diz cientista

Jean Paul Jacob, 73 anos, não é um pesquisador qualquer. No Centro IBM de Pesquisas de Almaden, na Califórnia, Estados Unidos, há 47 anos sua especialidade é prever o futuro. Desde 1963, ele já previu o surgimento dos notebooks, das câmeras digitais, o fim dos discos de vinil, o caráter colaborativo da sociedade contemporânea e conceitos como internet das coisas e computação em nuvem. Na década de 1990, antes do lançamento dos e-readers, profetizou o surgimento dos livros digitais, que substituiriam as obras em papel.

A previsão de Jacob - que, apesar do que pode indicar o nome, é brasileiro - parece estar cada vez mais próxima de se concretizar: há duas semanas, a Amazon.com, maior loja virtual de livros do mundo, anunciou que está vendendo mais ebooks do que títulos impressos. O engenheiro, que estará em São Paulo como um dos convidados especiais do Fórum Internacional do Livro Digital, entre os próximos dias 10 e 11, conversou com o site Exame nesta semana. Ele mantém a previsão feita há quase vinte anos e garante: as obras em papel não coexistirão com o mercado editorial eletrônico. "O livro impresso vai para as cucuias", decreta.

O cientista formou-se em 1959 pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos. Foi parar na IBM durante uma missão pessoal: queria percorrer o mundo inteiro em 25 anos. "Passaria um ano em cada país, e comecei pela França, Holanda, Suécia e acabei nos Estados Unidos. Gostei tanto da Califórnia que acabei ficando", conta. Hoje, é pesquisador emérito da empresa, o que, segundo ele, em outras palavras, quer dizer "velho e aposentado".

Algumas previsões de Jacob, como a que envolve os livros digitais, contrariam a de outros futurólogos. Mas ele explica que não diz nada ao acaso. "Já errei algumas vezes e aprendi muito com isso. Refletindo sobre o porquê errei, fui desenvolvendo uma metodologia para fazer meu trabalho ao longo de todos esses anos", garante. Três fatores principais baseiam os cenários futuros projetados pelo engenheiro: "o que está sendo desenvolvido no mundo"; "o que as pessoas querem"; e "quais são os problemas que precisam ser resolvidos".

"Tenho problemas de visão e quando vejo um livro, peço para ele aumentar o tamanho da letra. Não acontece nada no papel. Quando não entendo um termo ou uma expressão ele também não me responde. Queremos interatividade, variar o tamanho dos caracteres, deixar anotações verbais e tudo isso é impossível no livro físico, que chamo de 'tinta sobre árvore morta'", sintetiza o pesquisador. "O livro digital mantém o conteúdo, que é o que importa, e permite todas essas coisas e muito mais. Na internet isso já existe há bastante tempo, só que não é portátil como em um e-reader".

Na conversa que teve com o site Exame, Jacob falou ainda sobre os tablets, carros voadores, videochamadas e as tecnologias que vêm por aí nos próximos anos. Ele disse ainda que tem dificuldade de compreender a mentalidade da geração atual.
Fonte: Portal Exame

20100805

Novos Tempos

Heródoto Barbeiro

As eleições deste ano podem ser um divisor de águas na construção da democracia brasileira com uma participação maior da cidadania e a diminuição dos antigos vícios que enriquecem e felicitam alguns e infelicitam e empobrecem muitos. A sociedade está mais atenta, participativa e formando opinião em quem escolher para gerir os diversos níveis do Estado. Não deve estar fácil pedir votos seja para que cargo for. As pessoas estão mais aparelhadas para contestar, perguntar, debater, e decidir se apóiam ou não um candidato. Ninguém está com pressa de decidir, aprenderam no passado que essa correria só favorece os que desenvolveram técnicas, geralmente não éticas, para se perpetuar no poder. Há candidatos que fogem de determinados temas como o gato escaldado de água fria, não quer se comprometer porque sabe que para agradar uns é preciso desagradar outros e essas raposas querem os votos de todo o galinheiro. Assim, respondem com uma generalidade estonteante a perguntas como aborto, pena de morte, fim do bolsa família, casamento gay, criação de novos estados no Brasil, política externa, privatização, aparelhamento da máquina estatal com cabos eleitorais, combate ao desmatamento e outros temas chamados de sensíveis. Para isso treinam e treinam com suas assessorias respostas para qualquer pergunta que possa ser embaraçosa. Todos os dias, antes de fazer a peregrinação se exercitam na arte de falar o óbvio ululante e não se posicionar claramente diante dos desafios nacionais. Por que não se comprometem pelo a submeter esses temas polêmicos a uma consulta popular como o plebiscito ou o referendo? Podem desagradar a bancada religiosa, ruralista, industrialista, desenvolvimentista, esquerdista, direitista, atéia, conservacionista ou qualquer outra. Uma decisão popular não é fácil de manipular, por isso é preferível que os grande temas sejam decididos nos petits comitês nos escritórios reservados ou nos restaurantes da moda durante a madruga,

Não interessa para os que pretendem deter o poder em benefício próprio, ou ao grupo a que pertencem a participação popular direta nas decisões governamentais. Isso tiraria o poder de barganha que os torna os intermediários entre o poder e a realização da ação do Estado , ou seja a democracia representativa. A democracia direta os enfraquece e se começa a questionar porque se gasta tanto com eles. Membros do executivo e do legislativo se tornam verdadeiros tutores da população como se esta fosse uma incapaz e por isso precisa de suas atuações. Os mecanismos hoje existentes foram urdidos ao longo dos últimos 25 anos para impedir uma participação do cidadão nos destinos nacionais. Ele vota e pronto. Assina um cheque em branco que os detentores dos poderes usam e abusam ao longo de 4 anos e o saldo não termina nunca, uma vez que são criativos e inventivos. Embaralham de uma tal forma as coisas que mesmo os que se esforçam para acompanhar as decisões desses poderes se perdem em um cipoal sem saída. Com o tempo alguns desistem e a grande maioria não se lembra nem do nome da pessoa para que assinou o cheque em branco. Não é má vontade, falta de cidadania, incapacidade intelectual, mas a forma que o poder está estabelecido que conduz a esse marasmo, onde o cidadão é um mero expectador do desenrolar de uma tragicomédia e sua obrigação é pagar a conta através dos impostos.

Há alguma coisa diferente desta vez. Temas como corrupção, desperdício de dinheiro público, grandes escândalos e grandes obras estão na boca de muita gente que antes não se envolvia. Já se pensa inclusive na escolha de membros para os parlamentos que redirecionem os legislativos como fiscalizadores do executivo e não em um bando de vendidos e tranbiqueiros que participam do poder decisório para mordiscar propinas habilmente enfunadas em paraísos fiscais, ou favores materiais que não constem das declarações de imposto de renda. O eleitor está ressabiado, cansado de ser enganado e querer agir de boa fé com quem não tem o menor parâmetro ético e moral. As pessoas estão se falando mais, agora tem a internet, e é possível, que o Brasil emirja melhor no final do ano. Há esperança no ar.
Fonte: Blog do Barbeiro

Viciados em Internet têm mais risco de depressão

Adolescentes que passam tempo demais na Internet têm quase 50 por cento mais chances de desenvolver depressão do que usuários moderados, segundo um estudo chinês.
O pesquisador Lawrence Lam disse que adolescentes que passam de 5 a 10 horas por dia conectados apresentam agitação quando não estão na frente do computador e perdem o interesse pelas interações sociais.

"Alguns passam mais de dez horas por dia, eles são usuários realmente problemáticos e demonstram sinais e sintomas de comportamento aditivo ... ao navegar na Internet e jogar games", disse Lam, coautor do estudo publicado na terça-feira pela revista Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine.

"Eles não conseguem tirar a cabeça da Internet, sentem-se agitados se não voltam após um curto período distantes", disse por telefone o psicólogo da Escola de Medicina da Universidade Notre Dame, de Sydney.

"Eles não querem ver amigos, não querem participar de reuniões familiares, não querem passar tempo com pais e irmãos", acrescentou.

O estudo envolveu 1.041 adolescentes de 13 a 18 anos em Guangzhou, no sul da China. Nenhum deles tinha depressão no começo do estudo. Nove meses depois, 84 apresentavam a doença, e os que passavam tempo demais na Internet eram 50 por cento mais vulneráveis que os usuários moderados.

Lam, que trabalhou em parceria com Zi-wen Peng, da Universidade Sun Yat-sem, de Guangzhou, disse que a falta de sono e o estresse causado pelos jogos online podem explicar a tendência depressiva.

"Quem passa tempo demais na Internet perde o sono, e é um fato muito bem estabelecido que quanto menos se dorme, maiores as chances de depressão", disse Lam.

Segundo ele, foi a primeira vez que um estudo examinou aspectos patológicos do uso da Internet como possível causa da depressão.

Um estudo anterior havia apontado a depressão como possível fator causal para o vício em Internet, e outros estudos haviam demonstrado uma correlação entre ambas as coisas, mas sem definir claramente o que era causa e o que era consequência.

Lam disse que as escolas deveriam ficar atentas aos alunos que estejam viciados em Internet para lhes oferecer tratamento e orientação.
Fonte: Reuters

20100730

Pesquisadores usam mensagens do Twitter para avaliar humor

 Mapas mostram como anda o humor dos usuários no Twitter (Reprodução)

O Twitter vai além dos tweets. Usando milhões de mensagens publicadas no site, pesquisadores da Northeastern University, em Boston, criaram um aplicativo que afirmam ser capaz de medir o humor geral dos usuários nos Estados Unidos. Os resultados mostram que as pessoas ficam mais felizes de manhã e no começo da noite, e a felicidade atinge seu pico na manhã de domingo e seu ponto mais baixo na noite de quinta-feira.

Também foi constatado que os usuários do microblog parecem mais desanimados pela metade da tarde, e de noite tendem a melhorar de humor. Não é surpresa que as pessoas pareçam mais felizes nos finais de semana, e os moradores da Califórnia, Miami e dos Estados do sul dos EUA estão entre os mais satisfeitos.

Os pesquisadores são os primeiros a admitir que suas conclusões não são muito científicas, os usuários do Twitter tendem a ser experientes no uso de tecnologia, viver em grande cidades e respondem por apenas uma fração da população total. Mas de acordo com os resultados, o método tem potencial como ferramenta para oferecer análise em tempo real de questões críticas.

"Ainda que os tweets individuais sejam irrelevantes para outras pessoas que não os seguidores de um usuário, os resultados agregados oferecem muitas informações significativas, que podem ser um instrumento para determinar como as pessoas se sentem sobre as coisas, quer se trate da reação do público a um discurso político ou das atitudes de um consumidor quanto a uma marca", disse Sume Lehman, um dos pesquisadores envolvidos.

Lehman e seus colegas empregaram um sistema de classificação psicológica de palavras para analisar termos chave em cerca de 300 milhões de mensagens do Twitter, definindo-os como alegres ou tristes. Depois criaram mapas com base na localização das mensagens e nos tipo de reação que evocam.

O mapa pode ser útil não só para estudar a opinião pública mas para mobilizar usuários rapidamente, por exemplo em uma campanha de doações para situações de emergência, afirmaram os pesquisadores.

Um vídeo disponível no site mostra a mudança de humor da população conforme o dia passa. Confira:


Fonte: Veja | Vida Digital

20100723

O que seu aperto de mão diz sobre você?

Você conhece uma nova pessoa. Aperto de mão.

Você fecha um negócio. Aperto de mão.

Você parabeniza um funcionário, amigo ou chefe. Aperto de mão.

Tão presente no mundo corporativo, o aperto de mão é um dos elementos cruciais para formar uma primeira impressão. E até agora eu nunca tinha ouvido falar sobre uma pesquisa acerca de apertos de mão. Até agora.

Cientistas da universidade de Manchester realizaram uma pesquisa em busca do aperto de mão perfeito e encontraram uma fórmula matemática que leva em consideração 12 variáveis. As que mais se destacam ou pesam na interpretação de um aperto de mão são: 

  • O vigor (ou força) do aperto de mão,

  • a temperatura das mãos e

  • contato visual.
Consequentemente os fatores que mais impactam negativamente em um aperto de mãos são: 

  • Falta de contato visual,

  • mãos suadas ou úmidas,

  • mãos molengas ou frouxas,

  • força excessiva no aperto.
Geoffrey Beattie, Chefe dos pesquisadores, disse que acha incrível uma interação humana tão comum e utilizada no mundo nos negócios a milhares de anos nunca tenha tido um estudo aprofundado e dá dicas para um bom aperto de mão: 
  1. Use a mão direita,
  2. obtenha uma pegada completa e com leve firmeza,
  3. mãos na temperatura ambiente (nem frias nem quentes) e secas,
  4. não mais que três balanços,
  5. mantenha o contato visual e um sorriso agradável,
  6. tenha um discurso (leia-se cumprimento verbal) de acordo com a situação
  7. o aperto de mão não deve durar mais de três segundos.
Fonte: Você S/A

Cabelos e negócios - Cada corte revela a personalidade e pode definir a imagem de um profissional

O penteado revela a personalidade e pode definir a imagem de um profissional. Veja o que cada corte transmite e confira o que é mais adequado ao seu estilo.
O estilo dos cabelos revela muito sobre a personalidade das pessoas, podendo determinar a postura de um profissional dentro de seu emprego. A afi rmação é do artista plástico Philip Hallawell, de São Paulo, autor do livro Visagismo Integrado: Identidade, Estilo e Beleza (Ed. Senac SP).

O segredo, diz ele, está nas linhas que compõem o corte — retas, inclinadas ou curvas —, que definem uma imagem pessoal. "Cortes retos estão ligados a determinação e liderança, linhas inclinadas são associadas à criatividade, e as curvas são de suavidade, indicadas para médicos e enfermeiras", afirma Philip.

Quanto ao comprimento, ele aconselha: no mundo corporativo, os fios longos devem ser evitados ou presos. "O cabelo longo é sinal de sensualidade. Prender demonstra comprometimento", diz. A consultora da Ricardo Xavier, Neli Barboza, sugere que os funcionários tentem se alinhar ao perfil de cada empresa. Se o ambiente for formal, assim deve ser a aparência do funcionário. Veja algumas dicas.

OS CORTES MASCULINOS
 
TRADICIONAL
Cortes retos e curtos são ideais para homens de negócio que ocupam cargos de alta gerência, como Roberto Justus. Podese usar gel ou pomada modelando para trás, criando um aspecto molhado ou um topete. Exige uma passada mensal no salão.
 
 
CASUAL
Cortes irregulares denotam dinamismo de empreendedores e publicitários. Podem ser modelados com pomadas. Corte a cada dois meses. "Esse homem tem o cabelo bem cortado, tipo Brad Pitt e George Clooney", diz o cabeleireiro Marco Antonio Di Biaggi.
 
 
CRIATIVO
Mais espetados ou cacheados, usados ao natural, como os do ator Eriberto Leão. Os fios mais longos devem chegar ao máximo até a nuca. "Evite exageros, porque quem tem contato com clientes deve ter boa aparência", diz Ligia Marques, consultora de etiqueta.

 
 OS CORTES FEMININOS
 
TRADICIONAL
Comprimento no máximo na altura dos ombros, misturando linhas retas e curvas. Marco Antonio indica o uso de chapinha para manter o cabelo alinhado, visitas semanais ao salão para fazer escova e corte a cada 45 dias. "O ideal é o chanel, à la Kate Holmes, levemente repicado."
 
CASUAL
Frente repicada abaixo do queixo e os fios mais longos modelados com escova, como o look da atriz Jennifer Aniston, dona de um corte popular em salões. Curtos bem repicados e com pontas irregulares demonstram iniciativa. Aspecto mais natural. Cortar a cada dois meses.

CRIATIVO
Estilo mais ousado com cortes e cores, cachos mais soltos e até o black power. O estilo Kate Moss, com um visual propositadamente largado, é o eleito de Marco Antonio: repicado com pontas mais desarrumadas. A manutenção do corte depende do estilo, mas varia de dois a três meses.
 
Fonte: Você S/A

20100721

Dinheiro não educa

Oitava maior economia do mundo, o Brasil investe, todos os anos, cerca de 4,2% do seu PIB na educação básica – o equivalente a US$ 70 bilhões. Já os Estados Unidos, grande dínamo da economia global, aplica 5,7% do PIB em educação, o que representa nababescos US$ 850 bilhões por ano. Para elevar a qualidade do ensino brasileiro, porém, não basta elevar o volume de investimentos, tampouco equipará-lo ao dos norte-americanos. Segundo Roberto Saco, presidente do conselho da American Society for Quality (ASQ), a busca por uma educação de qualidade não depende somente de dinheiro, e sim da forma como ele é gasto.

“A educação está em crise, mas o dinheiro, apesar de ser um fator importante, sozinho não responde a esse questionamento. Precisamos pensar em novas formas de educar”, diz Saco. “Os norte-americanos se enganam porque têm as melhores universidades do mundo. E têm mesmo. Mas os ensinos fundamental e médio estão bem abaixo do desejado”, garante.

Nas provas de Ciências do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), que avalia a efetividade dos sistemas de educação ao redor do mundo, a média dos norte-americanos em ciências é de 489. Já nos países membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), é de 500. A média dos estudantes brasileiros fica bem abaixo – é de 390 pontos. Mas é errado pensar que a discrepância se deve apenas ao nível de investimentos que cada país dedica ao setor.

Para se chegar a uma educação de qualidade, diz Saco, é necessário preparar os alunos para o século XXI. Esse preparo envolve vários aspectos, não só técnicos como comportamentais. “Não basta ir para a escola para aprender as disciplinas básicas. Isso é importante, mas os alunos terão que sair da escola preparados para enfrentar o mundo”, destaca o presidente do conselho da ASQ, maior organização do mundo na área da qualidade, que se dedica a atividades de treinamento e certificação.

Entre essas características, Saco destaca a chamada “consciência global”. A globalização é uma das grandes impulsionadoras do desenvolvimento. Logo, diz ele, os alunos precisam sair da escola preparados para conviver e interagir com diferentes culturas. As qualidades interpessoais também envolvem outros fatores intangíveis, mas bastante exigidos pelo mercado: flexibilidade e adaptabilidade, iniciativa, autoconhecimento, liderança, pensamento crítico, inovação e ética. “Sim, ética. Lidamos com coisas que não entendemos totalmente, então parte dessa educação precisa ser moral. No futuro, esses estudantes vão lidar com várias questões que ainda não compreendemos completamente”, aponta. E dá um exemplo: “Como definir um ser humano quando estamos lidando com situações delicadas, como células-tronco ou aborto?”.

Ainda devido à globalização, os estudantes também precisam conhecer temas como informação, mídia e tecnologia. “Eles devem estar preparados, por exemplo, para uma videoconferência com pessoas de outros países. Precisam aprender a falar com a câmera, a projetar a voz, a controlar os movimentos, a usar corretamente os recursos da mídia”, projeta Saco. E lamenta: “O que eles aprendem na escola, hoje, é insuficiente. Acabamos tendo de assumir esse ônus, de reensinar os alunos ou ensinar o que eles não aprenderam na escola”.

Saco foi um dos palestrantes do segundo dia do 11º Congresso Internacional de Gestão, organizado pelo Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade (PGQP). O evento ocorreu na Fiergs e teve seu grande momento na noite de ontem, com a cerimônia de entrega dos troféus do 15º Prêmio Qualidade RS. O Congresso se encerra hoje, com visitas técnicas a empresas que se destacam na adoção dos conceitos de qualidade no Rio Grande do Sul, tais como Gerdau, Refap, Braskem, Fruki e a Fazenda Quinta da Estância Grande, da cidade de Viamão. Mais informações: www.portalqualidade.com/pgqp
Fonte: Amanhã

20100720

Adolescentes perdem interesse no Facebook, revela estudo

Que o Facebook é um gigante ninguém contesta. Porém, o site que conta com milhares de usuários pelo mundo, vem perdendo adolescentes de sua base.

De acordo com um estudo feito pela OTX e o site Roiworld nos EUA, aproximadamente 1 em cada 5 adolescentes deixaram de usar ou cancelaram seu perfil na rede social em abril de 2010.

Não é só o Facebook que vem sofrendo com o abandono dos teens. O MySpace registrou em seus números 22%, enquanto o YouTube e Twitter 15%.

Quais são os motivos?
A pesquisa mostra que, no caso do Facebook, onde poderia se esperar uma reação devido às questões envolvendo segurança que surgiram esse ano, a razão principal é que eles consideram o site chato. Simples assim.

Manter esse público conectado e interessado é um grande desafio. Para uma rede poderosa como o Facebook mais ainda. A questão é: o que fazer pra manter esses jovens ávidos por novidades envolvidos em um site?

Eles amam jogos online
Jogos online podem ser uma boa saída e considerados uma alternativa barata para relaxar, se divertir e matar o tempo junto aos amigos.

De acordo com o estudo, 73% desse público joga na internet, com 81% dentro do Facebook. O tempo destinado à diversão é incrível, chega a 7h por semana.

Principais números da pesquisa
Razões para menor uso do Facebook em abril de 2010

Perda de interesse / é chato – 45%
Maior interesse em visitar outros sites – 28%
Muitas notificações – 27%
A maioria ou todos os amigos não usam o Facebook – 21%
Está cansado de tentar manter todas as atividades – 21%
Muitos anúncios – 20%
Teve problemas em encontrar pessoas conhecidas – 18%
A maior parte dos amigos está em outra rede social – 16%
Outras redes sociais são melhores – 16%
O Facebook não oferece as funções que querem – 16%
Os pais entraram da rede – 16%





























Fonte: Portal Voit