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20111128

Os horários de pico do Facebook

Uma necessidade para quem já atua ou está começando estratégias e atuação nas mídias e redes sociais é saber quais os horários de maior audiência e atividade dos usuários em geral. Uma pesquisa revela dados sobre o Facebook.


O estudo foi realizado pela Vitrue entre agosto de 2007 e outubro de 2010 e visou analisar como é essa atividade no canal.

Para isso, reuniu:

  • 1.500 fanpages (incluindo páginas institucionais, de produtos e serviços);
  • mais de 1,64 milhões de posts;
  • 7,56 milhões de comentários.
(Compartilhamentos e “curtidas” não foram incluídos na análise.)

As conclusões mais relevantes foram:

  • Os horários de maior uso durante a semana são: 11h, 15h e 20h;
  • Durante a semana, o maior pico ocorre às 15h;
  • A utilização na semana é bastante estável, mas quarta-feira às 15h é sempre o período mais movimentado;
  • Os “fãs” de páginas são menos ativos no domingo em comparação com todos os outros dias da semana.

Posts publicados pela manhã reúnem mais atividade

Embora a maioria dos posts e comentários aconteça em torno das 15h, posts publicados no período da manhã tendem a ter um melhor desempenho (maior interação) do que aqueles publicados no período da tarde.
Para a Vitrue, posts adicionados pela manhã têm 39.7% a mais de atividade do que os adicionados durante a tarde. Os quinze minutos depois da postagem são os mais aproveitáveis, é quando os usuários mais comentam, curtem e compartilham.

Os poréns

É preciso o alerta de que os dados e hábitos sempre mudam, assim como tudo muda. É preciso considerar também as peculiaridades de cada país. Uma consideração ainda mais importante é que as pessoas estão cada vez mais ativas e online no período da noite e, portanto, as marcas deveriam pensar bem em estar presentes e interagindo com os usuários também nessa parte do dia.
Fundamental é avaliar – dependendo do seu negócio, produto ou serviço – se os seus usuários estão ativos mais à noite do que de dia; se estão mais ativos aos finais de semana do que nos dias normais. Pode ocorrer de você estar focando onde – e quando – não deveria. Saber quando os usuários estão envolvidos e interagindo com sua página pode ser crucial para obter resultados mais eficazes com sua mensagem.
Pela nossa experiência com as fanpages que cuidamos, as postagens entre 10h e 11h e entre 14h e 15h são as que têm maior interação (curtidas, comentários, compartilhamentos).
E pela sua experiência, quais os horários de maior atividade no Facebook? 
Com referências dMashable.
Fonte: Dr. Conteúdo
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20110819

25 milhões de brasileiros no Facebook



Por Alexandre Matias

20 milhões aderiram à rede apenas no último ano; presidente da empresa no Brasil afirma que está focado em negócios

Seis meses depois de assumir o cargo de principal executivo do Facebook no Brasil, Alexandre Hohagen, que também responde como vice-presidente da empresa para a América Latina, apresentou os primeiros resultados de sua gestão, que coincide com o período de maior popularização da rede social no País. “São 25 milhões de brasileiros no Facebook, 20 milhões destes nos últimos 12 meses”, explicou o executivo na manhã dessa quinta-feira, 18, em encontro com a imprensa.

Ele atribuiu o crescimento ao início da migração de usuários do Orkut para o Facebook, que começou na virada de 2010 para 2011, e à popularização do site graças ao filme A Rede Social, que conta a história dos primeiros dias da empresa. O fim das férias de verão também foi crucial para o crescimento da rede, segundo o executivo.

Ao ser perguntado sobre o endereço que o Link publicou no início do ano, no bairro do Paraíso, na cidade de São Paulo, Hohagen afirmou que a companhia ainda não tem endereço fixo no Brasil e enfatizou que eles ainda não têm escritório fixo no País. “Aquele endereço é apenas para regularizarmos a situação da empresa”.

Durante a apresentação, o executivo falou sobre o crescimento das parcerias de publicidade que o site já tem feito com empresas brasileiras e citou exemplos de casos bem sucedidos, como a página do jogador Ronaldo, com cinco milhões de fãs. Saudou também a iniciativa do governo federal, que criou páginas para o Ministério do Trabalho e da Saúde na rede.

Hohagen disse também que o foco da empresa no Brasil é em negócios e que tentará educar empresas e agências de publicidade em relação ao conceito de “f-business, o e-business feito dentro da plataforma do Facebook”, citando o exemplo da parceria entre a rede social e a Amazon – em que o site da loja virtual lembra quando o aniversário de um amigo está se aproximando e indica o que ele pode querer ganhar de presente – como um dos melhores desse novo conceito. “A ideia é que o usuário fique sempre no Facebook”, resumiu o executivo.

Fonte: Estadão

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20110318

Marketing digital – investimento necessário para as empresas

Muitas empresas têm investido de forma equivocada neste mercado

Por Simone Arrifano
 
Marketing Digital: esta é a nova onda no segmento de comunicação no Brasil que tem gerado empregos com altos salários, em virtude da falta de profissionais capacitados para esta função. As redes sociais como o Facebook, LinkedIn, Youtube e, principalmente o Twitter, são hoje ferramentas estratégicas para pequenas, médias e grandes empresas aumentarem ainda mais seu lucro.

Além disso, aparecer com destaque no Google, maior site de busca do mundo, também é o desafio das empresas que a cada dia têm investido pesado em SEO (Search Engine Optimization) e SEM (Search Engine Marketing), links patrocinados, sites otimizados, entre outras ferramentas que agregam valor à comunicação como uma importante arma para se diferenciar neste mercado cada vez mais competitivo no mundo globalizado.

Entretanto, muitas empresas têm investido de forma equivocada neste mercado digital. Não basta apenas otimizar seu site com uma linguagem que "agrade" ao Google, que é muito mais inteligente do que pensamos, e investir milhares de reais em links patrocinados. A expressão de ordem neste quesito para se obter sucesso é "conteúdo relevante".

Quanto mais informação relevante tiver no site da sua empresa e nas suas redes sociais, mais chance ela terá de aparecer na primeira página do Google, sem necessariamente investir em link patrocinado, ou seja, prender a atenção do seu potencial cliente no seu site por o máximo de tempo possível.

Neste sentido, o Google também vem revolucionando o papel do jornalista, mais especificamente, do assessor de imprensa, que é uma peça chave neste quebra-cabeça tecnológico, principalmente quando o assunto é conteúdo. Hoje há no mercado diversos cursos de SEO voltados para este profissional.

As empresas de assessoria de imprensa mais do que divulgar e garantir que seus clientes estejam na mídia de forma espontânea, precisam ter alguns cuidados na hora de elaborar o material divulgacional (seja para a imprensa ou para as redes sociais da empresa), como usar palavras-chaves no título, no texto, utilizar links, créditos, entre outros, que tragam ainda mais visibilidade para seu cliente na internet.

É preciso que o assessor de imprensa pense da seguinte maneira: se eu fosse procurar pelo serviço/produto que meu cliente oferece como eu realizaria a busca na Internet?

Entretanto, esta é uma realidade ainda distante das assessorias de imprensa e uma das principais dificuldades para os profissionais da área. É preciso pesquisar as palavras-chaves mais usadas, antes de escrever um texto e publicá-lo de acordo com os desejos do Google.

Este é um serviço diferencial que agrega valor ao trabalho do assessor de imprensa, afinal gera mais visibilidade para o cliente. Além disso, para quem contrata uma empresa de assessoria de imprensa é fundamental verificar se o site da mesma é atualizado constantemente, com o material divulgado dos clientes, as matérias publicadas e toda e qualquer informação que agregue conteúdo.

Sendo assim, quer investir em Marketing Digital? Então, lembre-se no processo como um todo, otimização, palavras-chaves filtradas, assessoria de imprensa especializada e muito conteúdo, assim o sucesso é garantido. Faça do Marketing Digital o seu cartão de visita, afinal nem todos os seus potenciais clientes sabem que sua empresa existe e a Internet é o ponto chave da lucratividade.

Simone Arrifano – jornalista, diretora da Marsi – Assessoria de Imprensa & Comunicação, especializada em Search Engine Optimization (SEO) para jornalistas (simone@marsicomunicacao.com.br).

Fonte: Portal Administradores

Site divulga ranking das páginas que mais fazem sucesso no Facebook


O site Fan Gager divulgou uma lista com as cem 'fan pages' que mais fazem sucesso no Facebook.

Liderando a disputa por fãs está Justin Bieber com mais de 350 mil fãs ativos, seguido pelo game Zynga Poker com 337 mil e time de futebol Manchester United com 256 mil. O número de fãs de cada uma delas chaga a milhões, porém nem todos interagem.

O ranking organiza os dados com base no número de fãs ativos, ou seja, pessoas acessaram os links, comentaram ou curtiram os posts nas rede social durante o último mês. O site traz ainda informações como a quantidade de posts, comentários e 'likes' que cada página recebeu, assim como a quantidade fãs no geral que cada uma delas tem.

Entre os 'dez mais' na rede social ainda estão a série de TV Glee, o presidente americano Barack Obama, a banda pop Black Eyed Peas, o time de futebol Real Madrid, o canal televisivo MTV, a cantora Ke$ha e em décimo lugar Lady Gaga, que perde para as demais celebridades .

No topo da lista dos que mais tem fãs, mesmo não ativos, está o game Zynga Poker com 38 milhões deles, seguidos pelo Facebook com 34 milhões e Michael Jackson com 29 milhões.


O site que coleta dados das redes sociais ainda permite checar se sua fan page está bem colocada no ranking mundial de páginas do Facebook ao final da lista.

EUA irão criar contas falsas em redes sociais

Vinicius Aguiari


Militares americanos estão desenvolvendo um programa que irá manipular secretamente redes sociais como o Facebook e o Twitter. Por meio de perfis falsos, militares pretendem espalhar mensagens positivas em relação ao governo americano.

Uma empresa californiana foi contratada pelo Comando Central dos EUA (Centcom), que supervisiona as operações armadas dos EUA, no Oriente Médio e na Ásia Central, para desenvolver o que é descrito como um "serviço de gerenciamento online perfis". O programa vai permitir que um único oficial controle cerca de dez contas simultâneamente.

Para alguns peritos, o projeto é semelhante às tentativas da China de controlar e restringir a liberdade de expressão na internet.

Os críticos apontam que por meio de contas falsas os militares poderão acompanhar conversas de terceiros, monitorar opiniões e sufocar cometnários.Além disso, a decisão americana pode encourajar outros governos a fazerem o mesmo.

O contrato do governo com a empresa desenvolvedora afirma que cada perfil deve ter informações convincentes, com detalhes pessoais, para evitar que sejam facilmente descobertas.

Para um porta-voz da Centcom, a ferramenta vai permitir ao Governo monitorar a atividades nas redes e em blogs a fim de conter a violência, atos extremistas e a propaganda negativa cometida contra os Estados Unidos.

Fonte: INFO

20110304

Político processa Facebook por perder eleições

Majed Moughni acredita que foi prejudicado pelo fato de seu perfil
na rede social ter sido excluído
  

O Facebook está envolvido em mais uma polêmica. Dessa vez, a rede social está sendo processada pelo advogado Majed Moughni, que concorreu, sem sucesso, às eleições para o Congresso dos Estados Unidos, em 2010.

No processo, ele alega que perdeu a chance de concorrer a uma vaga no Congresso por culpa do Facebook, que apagou sua página na rede social, alegando que a campanha política estava gerando spam. Na ocasião, o perfil do candidato foi bloqueado.

Moughni nem chegou a participar das eleições oficiais, uma vez que ficou em quarto lugar nas votações primárias do estado de Michigan e, com isso, ficou de fora da lista dos possíveis candidatos.

Em entrevista ao Detroit News, o político explica que, no processo, exige que o Facebook permita que seu perfil na rede social seja utilizado em uma próxima eleição. Para ele, o acesso a seus 1,6 mil contatos valem muito mais do que o dinheiro que ele poderia obter na justiça.

Fonte: Olhar Digital


20110217

Redes sociais como ferramenta de protesto - parte 2 | Alcance da mensagem


Texto de MARKO PAPIC e SEAN NOONAN, da STRATFOR

"Tanto a Tunísia quanto o Egito têm assistido ao aumento do uso de redes sociais como o Facebook e o Twitter com a finalidade de auxiliar na organização, na comunicação e, sobretudo, no início de campanhas e ações de revolta civil nas ruas. O Movimento Verde iraniano em 2009 foi seguido de perto pela mídia ocidental por meio do YouTube e do Twitter, e este último ainda emprestou à revolução da Moldávia de 2009 o seu nome, a Revolução do Twitter.
Analistas internacionais _e particularmente a mídia_ estão mesmerizados pela habilidade de rastrear eventos e cobrir diversas localidades, perspectivas e demografias em tempo real. Mas uma revolução é muito mais do que vemos e ouvimos na internet: toda revolução requer organização, financiamento e apelo às massas. As mídias sociais, sem dúvida, oferecem vantagens na rápida e ampla disseminação de mensagens, mas também são vulneráveis a táticas antiprotesto do governo (leia mais sobre isso abaixo). E, embora a eficiência das ferramentas dependa da qualidade da liderança de um movimento, ser dependente de mídias sociais pode, na verdade, impedir o desenvolvimento de uma boa liderança.

O segredo de qualquer movimento de protesto é inspirar e motivar indivíduos a sair do conforto de seus lares rumo ao caos das ruas para enfrentar o governo. As mídias sociais permitem aos organizadores reunir pessoas com ideais parecidos em um mesmo movimento a um custo muito baixo, mas não levam necessariamente essas pessoas a agir. Em vez de participarem de reuniões, seminários e comícios, pessoas descomprometidas podem se unir a um grupo do Facebook ou seguir o feed de notícias do Twitter em casa, o que lhes confere alguma medida de anonimato (embora as autoridades possam facilmente rastrear um endereço de IP), mas não necessariamente as motiva a estar fisicamente nas ruas e oferecer energia a uma revolução. No final do dia, para um movimento de protesto movido por meio de mídias sociais obter sucesso, é preciso transformar membros de redes sociais em ações existentes nas ruas.

A internet permite que um grupo revolucionário espalhe amplamente não apenas a sua mensagem ideológica mas também o seu programa de treinamento e o seu plano operacional. Isso pode ser feito por e-mail, mas as mídias sociais ampliam a exposição e aceleram o crescimento de um grupo conforme redes de amigos e de seguidores compartilham a informação instantaneamente.

Vídeos do YouTube que expliquem os princípios e as táticas de um movimento permitem aos líderes transmitir informações importantes a seguidores distantes sem que seja preciso eles se deslocarem. (Em termos econômicos, isso é mais seguro e eficiente para os movimentos que se esforçam para conseguir financiamento e permanecer no anonimato, mas o nível do treinamento que podem oferecer é limitado. Algumas coisas são difíceis de aprender por vídeo, o que leva os organizadores de protestos a enfrentar os mesmos problemas que as bases jihadistas, que dependem amplamente da internet para se comunicar.) As mídias sociais também tornam mais ágeis o levante e o alastramento de ações, como um incêndio. Em vez de organizar campanhas em torno de datas fixas, movimentos de protesto podem alcançar centenas de milhares de adeptos com uma única publicação no Facebook ou um único feed de notícias no Twitter, lançando em segundos um chamado massivo à ação.

Com custos de organização e comunicação mais baixos, um movimento acaba dependendo menos de fundos externos, o que lhe dá a sensação de ser um movimento puramente nativo (sem financiadores estrangeiros) e de grande apelo. De acordo com a página de eventos do Facebook, o Movimento 6 de Abril no Egito teve cerca de 89.250 pessoas reivindicando participação em um protesto de 28 de janeiro quando, na realidade, um número bem menor de manifestantes estava presente, segundo estimativas da Stratfor. O Movimento 6 de Abril é composto por uma minoria de egípcios _ os que têm acesso à internet_, que a OpenNet Initiative estimou em agosto de 2009 ser equivalente a 15,4% da população. Embora esse número seja maior que o dos que acessam a internet na maioria dos países africanos, é menor que o dos que o fazem na maioria dos países do Oriente Médio. Taxas de inserção da internet em países como o Irã e o Qatar estão em torno de 35%, o que representa ainda uma minoria da população. Consequentemente, um movimento revolucionário bem-sucedido precisa atrair a classe média, a classe trabalhadora, os aposentados e os segmentos rurais da população, grupos que, provavelmente, não têm acesso à internet na maioria dos países em desenvolvimento. Caso contrário, um movimento poderia rapidamente se achar incapaz de controlar forças revolucionárias que ele mesmo impulsionou ou ser acusado por um regime de representar o movimento de uma facção sem representatividade. Esse pode ter sido o mesmo problema que manifestantes iranianos vivenciaram em 2009.

Organizadores de protestos devem não apenas expandir suas bases para além dos usuários de internet mas também ser capazes de atuar em brechas do governo. Após o bloqueio da internet no Egito, manifestantes conseguiram distribuir panfletos táticos impressos e usar aparelhos de fax e telefones fixos para se comunicarem. Criatividade e liderança rapidamente se tornam mais importantes do que mídias sociais quando o governo começa a usar táticas antiprotesto, que são bem desenvolvidas mesmo nos países mais fechados."

Fonte: Blog de Tec | Rodolfo Lucena






Redes sociais como ferramenta de protesto | Arma de mudança?



Muita gente vem incensando as mídias sociais como elementos revolucionários fundamentais nas rebeliões que vêm ocorrendo no norte da África. Claro que o uso de Twitter e Facebook ajuda nas mobilizações e na divulgação das reivindicações de grupos rebeldes, mas também parece evidente que o papel deles vem sendo exagerado por alguns setores.
Entrando neste debate, trago para você um texto de MARKO PAPIC e SEAN NOONAN, especialistas da STRATFOR, consultoria voltada para a área de política internacional e segurança. O trabalho é publicado com autorização expressa daquela empresa. O texto discute os usos das mídias sociais, o combate que governos e instituições fazem ao uso delas e sua importância (ou falta de) para o surgimento de lideranças.
Para facilitar a leitura, dividi a análise em quatro partes. Leia a seguir a introdução.

"Depois de completamente bloqueada por dois dias, a internet foi restaurada no Egito na semana passada. Autoridades egípcias desconectaram o último provedor de internet (ISP, na sigla em inglês) ainda em operação em 31 de janeiro em meio a crescentes protestos ao redor do país. Os outros quatro provedores do Egito _Link Egypt, Vodafone/Raya, Telecom Egypt e Etisalat Misr_ foram bloqueados em 27 de janeiro, enquanto a crise se alastrava. Analistas imediatamente reconheceram que se tratava de uma resposta à potencialidade organizacional dos sites de mídias sociais, cujo acesso público o Cairo não foi capaz de bloquear inteiramente.

O papel das mídias sociais em protestos e revoluções tem atraído a atenção da mídia nos últimos anos. O consenso atual é o de que as redes sociais são capazes de facilitar a mudança de um regime. E um pressuposto subjacente é o de que as mídias sociais dificultam a manutenção de um regime autoritário _mesmo em autocracias endurecidas como a do Irã e a de Mianmar_ e que poderiam dar início a uma nova onda de democratização ao redor do mundo. Em uma entrevista de 27 de janeiro, disponível no YouTube, o presidente dos EUA, Barack Obama, chegou a incluir as redes sociais entre as liberdades universais como a liberdade de expressão.

As mídias sociais sozinhas, no entanto, não instigam revoluções. E não são mais responsáveis pelas recentes manifestações na Tunísia e no Egito do que as fitas cassetes dos discursos do Aiatolá Ruholla Khomeini foram para a revolução de 1979 no Irã. As mídias sociais são ferramentas que permitem a grupos revolucionários baixar os custos de participação, organização, recrutamento e treinamento.

Mas, como qualquer ferramenta, elas têm pontos fracos e pontos fortes. Além disso, sua eficiência depende de como os líderes as usam e da acessibilidade que as pessoas que sabem como usá-las têm a elas."

Fonte: Blog de Tec | Rodolfo Lucena



20110215

Redes sociais entram no mapa das contratações

“Executivos e profissionais qualificados que desejam uma recolocação precisam estar atentos ao networking proporcionado pelas redes sociais eletrônicas, tais como o Twitter, o LinkedIn, o Orkut e o Facebook. Elas entraram definitivamente no mapa das contratações”. Quem alerta é o CEO da Thomas Case & Associados, Norberto Chadad.

"O uso das redes sociais já pode ser considerado uma ferramenta de recolocação profissional", explica. Entretanto, ele esclarece que elas devem ser utilizadas com foco e bom senso: "Elas devem ser entendidas como mais um mecanismo que se agrega aos esforços de busca de uma nova colocação profissional. Outras medidas importantes, como o planejamento baseado no perfil do candidato ou o próprio coaching, não podem ser deixadas de lado".
O twitter, com seu imediatismo e agilidade, é um bom exemplo do uso das redes sociais na recolocação profissional. "O microblogging se tornou, inclusive, uma ferramenta de negócios e divulgação. Utilizá-lo de forma criteriosa pode ser um aspecto bem avaliado pelas empresas no momento da contratação. É sinal de que o profissional está antenado com as tendências de mercado", opina Norberto. Segundo sua avaliação, headhunters que trabalham com a área de tecnologia são ainda mais propensos a ver as redes sociais como potencial campo para a identificação de talentos.

Há também o lado inverso, o uso das redes pelas empresas para divulgarem suas oportunidades de emprego. “Nessa categoria, pode-se acrescentar o uso do YouTube como instrumento para levar aos candidatos informação revelante sobre contratações”, acrescenta.

Fonte: HSM






20110104

Habilitar uso seguro de redes sociais no trabalho desafia a TI

Gestores são pressionados a afrouxar as regras de acesso às comunidades virtuais como o LinkedIn, o Facebook e o YouTube.
Por Network World/EUA

A tentação de bloquear o acesso às redes sociais no ambiente de trabalho é grande, mas não tem futuro. Os departamentos de TI são pressionados a afrouxar as regras de acesso às comunidades virtuais como o LinkedIn, o Facebook e o YouTube.

Essa pressão vem de várias frentes diferentes e tem motivações igualmente variáveis. As equipes de marketing e comerciais, por exemplo, vão contatar seu público usando essas mídias. Na perspectiva do RH das organizações, funcionários com vivência nessas redes serão melhor avaliados, mas de nada valerá contratar esses colaboradores se não puderem exercer seus conhecimentos no trabalho.

Mudança de paradigma

O vice-presidente e analista-chefe da Forrester, Chenxi Wang, afirma que há um movimento grande de mudança de paradigma nas organizações, à medida que elas adotam modelos mais liberais de interação digital de seus funcionários. Falta apenas encontrar a mistura balanceada entre liberdade e segurança.

Especialistas no assunto sugerem que a abertura seja efetuada de maneira gradativa e com base em um planejamento. Se, por um lado, empresas afrouxaram sensivelmente o uso do email, muito pouco foi feito com o objetivo de transferir essa liberdade aos sites de relacionamento.

“A primeira tarefa das empresas é estender as políticas de uso do e-mail pessoal a todas as vias de comunicação digital”, diz Bradley Anstis, que ocupa a cadeira de vice-presidente de estratégia digital da empresa M86 Security.

Cada caso um caso

No planejamento da “abertura social” devem ser considerados os níveis de acesso com foco em segurança. O YouTube, por exemplo, não precisa ser acessado por todos. O mesmo pode ser dito sobre os aplicativos para Facebook. Quem sabe, seja questão de configurar acesso em modo leitura apenas, o que impede que programas alheios aos interesses da empresa gravem qualquer bit no sistema corporativo. Como em tudo, educação é a pedra fundamental nessa questão e deve abordar o perigo de vazamento de informações confidenciais.

“Nosso papel não é nem será o de policiar a diversão e a alegria das pessoas”, diz Anstis. “Basta às empresas compreender isso e habilitar o uso seguro das redes sociais no trabalho”, completa.

Pesquisa

Um levantamento realizado pela empresa FaceTime Communications com 1.654 gerentes de TI e usuários de redes sociais em 2010 revelou que a presença de redes sociais no ambiente de trabalho é certa para 62% dos respondentes. Recursos digitais, como a partilha de arquivos acontecem em 74% das empresas, respondem os usuários. Aos olhos de gestores, porém, essa realidade não é percebida. Apenas 32% destes responderam que existe a disponibilidade desse tipo recurso em suas estruturas. Outra discrepância é percebida quando o assunto são programas de chat. 95% dos usuários responderam que sim, usam esses programas ou sites em seu trabalho. Apenas 31% dos administradores de TI confirmam esse fato.

Outras ameças

Mas o vazamento de dados é apenas um dos pontos críticos. Há várias ameaças digitais que comprometem as organizações por violar determinadas regulamentações de segurança. É o caso dos botnets, de malwares e de tentativas de phishing. Para John Vecchi, líder de marketing de produtos da empresa Check Point, a web 2.0 traz consigo muitos desafios aos departamentos de TI. “Especialmente no que tange à proteção dos dados, em que o surgimento de vários canais aumenta de forma quase exponencial o perigo de informações confidenciais ganharem a rede”.

A regulamentação de mídias sociais pode, e deve, acontecer junto com a configuração das políticas de grupo e de usuário. Normalmente isso acontece via integração ao diretório corporativo. Ferramentas que não tenham opções de filtragem nesse nível não bastam para garantir a segurança dos dados. Outra questão de fundamental importância é gerir o acesso (leia-se “o bloqueio”) de malwares baseados em scripts e verificar a natureza de dados baixados e carregados na internet – tudo com vistas a preservar as políticas internas.

Logo

Se, por um lado, é importante resguardar os bens da empresa dos riscos impostos pelo uso de redes sociais, é igualmente importante aceitar que o uso do Facebook, Twitter e do LinkedIn não têm como ser erradicados à base de cliques e de configurações em servidores. Os funcionários irão encontrar um jeito de entrar na rede, nem que seja para comemorar que venceram os esforços da organização e comentar quando perceberem na tentativa de separá-los de seus “amigos”.

“O negócio é manter uma mente aberta sobre seus colaboradores e como percebem as mídias sociais”, recomenda Wang. “Acredito que seja fundamental informar os usuários sobre os riscos associados às redes de relacionamento, dar-lhes as ferramentas para que se protejam e deixar que tomem as medidas que acharem necessárias”.

Fonte: Computer World

20101223

Feliz Natal 2.0

Websites corporativos se tornarão irrelevantes em 2011, diz E.life

Estudo identificou oito importantes tendências para o ano que se aproxima


Em 2011, brasileiros trocarão Orkut por Facebook



A mescla de uma crescente compreensão do potencial das mídias sociais por parte das empresas, as novas tecnologias e o ingresso massivo de adeptos ao mundo das redes sociais, além da expansão da banda larga e o próprio comportamento do internauta, indicam grandes transformações do mundo digital. Atenta a esse “movimento” constante, a e.life realizou um apanhado e identificou oito importantes tendências para o ano que se aproxima. Acompanhe um resumo de cada uma delas logo abaixo:
 
O começo do fim do Orkut?

Este ano o Orkut deixou de ser líder na Índia e a e.life acredita que em 2011 será a vez do Brasil de assistir o começo do êxodo dos usuários do Orkut para o Facebook. À medida que a plataforma de Zuckerberg avança no mundo, paralelo à crescente inclusão do Brasil em campanhas de marcas globais, mais consumidores se registarão no Facebook, levando em paralelo uma legião de amigos. O efeito será sentido pelo líder absoluto brasileiro nas redes sociais.

A ascensão do atendimento ao consumidor nas redes sociais

Na metade do ano 2000 áreas de atendimento das empresas viram o canal e-mail tornar-se um dos preferidos pelos consumidores. No início dessa nova década uma revolução nada silenciosa que começou com os blogs agora toma conta de cada pedaço do que se chamou mídia social. Milhões de brasileiros no próximo ano vão reclamar do banco, da companhia de telefone, do supermercado e de tantos outros serviços. A diferença é que no ano que vem muito mais empresas estarão “lá” para ouvi-los e atendê-los.

Marcas anunciam para os brasileiros no Twitter

Provavelmente já no segundo trimestre de 2011 agências brasileiras terão um novo desafio: criar microanúncios para o microblog que mais cresce no mundo. O Twitter ainda não revelou todos os detalhes de sua oferta de venda de publicidade. Entretanto, já se sabe que para cadastrar potenciais anunciantes, dois formatos estarão disponíveis: tweets patrocinados e trends patrocinados.

Websites irrelevantes

Com a migração das empresas para as redes sociais os sites corporativos e de produtos se tornarão cada vez mais irrelevantes e muitas empresas irão concentrar suas estratégias on-line em redes sociais mais populares – como Twitter e Facebook. A migração tornará mais fácil mensurar as estratégias digitais, mas em contrapartida as empresas precisarão estar mais dispostas ao diálogo. Caso contrário, crises nestes ambientes fechados serão mais frequentes. Algumas empresas não abandonarão seus sites corporativos, mas os tornarão mais conectados às redes sociais em 2011.

Insights em real time

As áreas de inteligência e as empresas de pesquisa de mercado irão finalmente descobrir as redes sociais, porém vão aprender rapidamente que elas requerem entregas de insights em tempo real, cada vez mais rápido. As redes sociais vão produzir um novo tipo de analista de mercado que precisará usar software que entregue insights em tempo real, como o e.life TweetMeter, por exemplo. Relatórios longos, de produção demorada e com periodicidades muito longas ficarão ultrapassados. A pesquisa precisará acompanhar o timing das redes sociais para entregar insights cada vez mais pontuais.

Foco maior no pré-compra

As empresas irão prestar mais atenção no comportamento de compra dos consumidores nas redes sociais, mapeando não apenas o pós-compra (a monitoraçao de buzz negativo), como acontece hoje, mas a intenção de compra da categoria ou de marcas. A monitoração da intenção de compra permitirá as empresas compreenderem quais os aspectos os consumidores mais valorizam na categoria, as percepções sobre cada marca e os influenciadores na decisão de compra (laços fortes, laços fracos, campanhas etc). Esta mudança de foco para o pré-compra criará, porém, a necessidade de associações de anunciantes e relacionamento com o consumidor produzirem um código de conduta para disciplinar a prospecção do consumidor nas redes sociais. Os dados de intenção de compra nas redes sociais também serão cruzados com outros dados, como vendas, visitas ao ponto de venda etc.

Fim das barreiras on-line/off-line

Algumas agências já derrubaram as paredes entre seus departamentos on-line e off-line. A mudança gerará uma onda de aquisições de agências on-line e a contratação de profissionais desta área vai crescer pelas agências tradicionais. Mas o mais importante será a chegada das redes sociais aos pontos de venda físicos. Aguarde desde a simples sinalização do Twitter oficial da empresa no ponto de venda a aplicativos que permitirão o relacionamento do consumidor quando ele estiver na loja física.

Agora somente com uma mão

Depois do touchscreen e o sucesso de smartphones e tablets, cada vez mais veremos dispositivos e ações com sensores de movimento. Desde aplicativos simples como web cam games, até ações mais sofisticadas utilizando tecnologias parecidas com o Kinect.

Fonte: Revista Exame

20101222

Criador do Facebook se reúne em Pequim com presidente do maior site chinês

Zuckerberg conversou com Chao sobre o mercado da internet chinês e se mostrou especialmente interessado na rede de microblogs "Weibo", a mais bem-sucedida da China


Há dois dias, o dono do Facebook também conheceu os escritórios do site de buscas mais popular da China, o "Baidu"



Pequim - O fundador e presidente do Facebook, Mark Zuckerberg, que visita a China - país onde sua rede social está censurada desde 2009 -, se reuniu nesta quarta-feira com o presidente do maior portal de internet local ("sina.com"), Charles Chao.
 
Zuckerberg, que viajou para Pequim para conhecer o país de origem da família de sua namorada, Priscilla Chan, conversou com Chao sobre o mercado da internet chinês e se mostrou especialmente interessado na rede de microblogs "Weibo", a mais bem-sucedida da China e lançada pelo portal aproveitando o fato de o Twitter também estar bloqueado pelo regime comunista.
O site "sina.com" publicou hoje uma foto de Zuckerberg ao lado de Chao e do vice-presidente da companhia, Peng Shaobin.
Há dois dias, o dono do Facebook, eleito personalidade do ano pela revista "Time", também conheceu os escritórios do site de buscas mais popular da China, o "Baidu", cujo presidente, Robin Li, é seu amigo pessoal.

Além disso, a imprensa chinesa informa que Zuckerberg visitou ontem a sede da China Mobile, maior operadora de telefonia do mundo, mas a companhia estatal não confirmou a notícia. EFE

Fonte: Revista Exame

Análise: A Rede Social


Wayner Tristão


O fenômeno das redes sociais virtuais é abordado no âmago da página de maior sucesso até hoje: todo o processo de criação e disputa do site Facebook é o ponto de partida de algo muito maior. A Rede Social é o novo filme das férias estudantis. Mark Zuckerberg é um nerd estudante de Harvard e tem um problema com sua anti-sociabilidade. Para compensar seu fracasso com as garotas na vida real, propõe uma pagina de relações sociais que vai mudar o modo de navegação na internet.

Num tribunal estéril de Harvard, três alunos tentam abocanhar os louros da famosa criação que rende milhões por ano. Dois irmãos gêmeos aristocratas que supostamente tem uma idéia fundacional de uma rede social (como se não existisse outras tantas) e o co-fundador do The Facebook que foi traído por seu melhor amigo. No meio de uma cansativa - não só para os personagens em questão, mas para todo o público - audiência, através de lembranças somos apresentados aos primórdios do segundo site mais acessado da atualidade.
Se o fundador do Facebook tem problemas de sociabilidade porque criar no mundo inteiro a mesma paranóia sociopata? No filme vemos um grupo de estudantes hedonistas partilhando de suas ambições: sexo, dinheiro e fama. Automaticamente se cria uma linha de ligação: o poder de aprisionamento do cinema estadunidense está baseado na quantidade de dinheiro que alguém pode desejar e ter, na estética que está vinculada à idade para usufruí-la e na quantidade de sexo que se exibe. Diante destes novos valores, nada surpreende que o modo de pensar também se altere, e surja uma lista Mindset que propõe novos reconhecimentos para personagens ilustres.

O pensador Slavoy Zizek utiliza um termo interessante para definir essa nova alienação social: interpassividade. Através dela podemos ausentar-nos de qualquer atitude, uma vez que estamos conectados com a ação ou inércia do outro e isso nos exime de tomar qualquer atitude. O que a televisão abordava nos anos 70 e que causou certo furor da escola de Frankfurt a acusar de alienação é retomado hoje em dia pela internet que apropria de várias horas do cotidiano para propor uma “interatividade” mediada na qual o jogador (como se o mundo virtual fosse nada mais um game) tem algumas possibilidades de ação virtual. Sem que isso suplante uma nova realidade, mas deixa-se a sensação de uma mudança na interface individual do computador pessoal.

O filme como tal peca no excesso de cenas de tribunal e nas tentativas de aproximar o espectador de uma linguagem mais complexa de programação informática. Cansa, mas por outro lado o frescor da juventude fornece excitação para seguir até o fim perseguindo sonhos clichês da sociedade atual.

A direção de David Fincher ficou aquém de suas obras mais famosas (Se7en, 1995; Clube da Luta, 1999; entre outras), nas quais a mão do diretor sempre aponta para uma novidade técnica, utilizando semiologias para definir novos conceitos. Aqui busca contar uma história, e se aferra às qualidades de cada personagem, criando um filme menor, sem pretensões.

Uma propaganda a mais para o site que não acrescenta nada ao cinema. Se fosse um vídeo do YouTube ainda poderia usar a metalinguagem da interface, mas o cinema ainda dá pequenos passos na internet.

Serviço

A Rede Social (The Social Network, EUA, 2010, 121 minutos, 14 anos)

Fonte: Século Diário

20101205

Facebook apresenta uma nova página de Perfil

Chegaram novidades do mundo Facebook: temos uma nova página de perfil.

No novo desenho vemos um resumo de quem somos, onde moramos, onde trabalhamos.. assim como algumas das últimas fotos onde fomos identificados.

No novo perfil também temos a informação sobre nossas atividades: trabalho, escola, entretenimento.. com a possibilidade de entrar em contato com outras pessoas interessadas pelas mesmas coisas.

Na parte de contatos podemos especificar os mais próximos, sejam família, amigos ou companheiros de trabalho.

Podem ver os detalhes, assim como um vídeo de apresentação, no site facebook.com/about/profile, e ativá-lo com o botão verde da parte superior direita.

Fonte: wwwhatsnew

20101201

Obama ou Olama?


Nas próximas eleições esperamos melhor nível.

Por Marcelo Sant'Iago

Havia grande expectativa sobre qual o papel que a internet teria nas eleições deste ano. Todos os especialistas em marketing se perguntavam quem seria o novo Obama, que usou com inteligência os meios digitais em sua campanha, a ponto de ter sido eleito o anunciante do ano no festival de publicidade em Cannes.

O IAB, inclusive, em um evento reuniu os responsáveis pelas ações online dos principais candidatos a presidente, apenas para fomentar e entender esta discussão, que gerou um belo painel no evento de 15 anos da entidade.

Enfim, sendo o Brasil mundialmente reconhecido como o país onde as pessoas passam mais tempo online e o paraíso das redes sociais, este sentimento era natural.

Perdoem meu trocadilho, mas o uso da internet nesta eleição esteve muito mais para Olama do que Obama. Foi uma baixaria total.

Falo de minha própria experiência: Facebook, Orkut, Twitter, e-mail… bombardeios de todos os lados.

Reza a lenda que teve candidato que criou uma central de produção de factóides, que contou com centenas de pessoas, que eram prontamente desmentidos pela brigada de quem sofria os ataques.

Outro ponto curioso foi o papel do cidadão comum.

Alguns mais ativistas vestiram a camisa de verdade e cegos por uma paixão comparável apenas à futebolística, travaram debates intermináveis, muitas vezes com argumentos tacanhos e, claro, com muitas ofensas pessoas a quem ousava se opor a seu candidato e suas idéias.

Tive um debate desses no Twitter, quando falei que determinada hashtag (palavras antecedidas de # que é utilizado para indexação de assuntos quando você realiza uma busca) estava sendo usada artificialmente para inflar sua relevância, atingir os Trend Topics (os temas mais comentados no Twitter) e dessa forma mostrar a insatisfação das pessoas com determinado candidato.

Ora, o bom profissional de marketing sabe que há técnicas para se fazer isso. Por exemplo, diariamente o pessoal do Pânico em seu programa da hora do almoço solta uma tipo “vamos colocar a Sabrina nos TTs (apelido carinhoso dos Trend Topics)”. Aí vem uma avalanche de tweets com a hashtag que eles inventaram e… bum! Ta lá o assunto como mais comentado.

Voltando a meu debate: uma simpatizante de determinado candidato literalmente me interpelou e insistiu que isso é impossível; e foi além, chegou a me desafiar a criar um tema para ver se ele chegava ou não aos mais falados. Santa ingenuidade, Batman!

Enquanto isso, o YouTube cumpriu seu papel como repositório de vídeos impagáveis, no caso dos candidatos a cargos legislativos. Porém, acredito que foi pouco utilizado de forma eficiente e profissional, para realmente atrair a simpatia e interesse dos eleitores, como fazem grandes marcas com seus produtos em busca de potenciais consumidores.

Enfim, por mais interessante que tenha sido ver de repente todos os meus amigos no Facebook transformarem-se em analistas políticos, o fato é que muito pouco se inovou no lado dos candidatos.

A internet foi apenas mais um canal para transmitir os discursos vazios e retóricos que levaram os debates televisivos a índices pífios de audiência.

Sabemos que nossa legislação eleitoral tem limitações e é retrógada em muitos pontos, incompatíveis até com um mundo de comunicação global. Fica a esperança de que isso possa ser revertido e, em um próximo pleito, a classe política faça uma revisão de como se apresentar e atuar nos meios interativos.
E, principalmente, que os políticos continuem usando este canal para comunicação no dia-a-dia com os eleitores, coisa que já vemos cada vez menos, agora que a eleição passou.

Fonte: Webinsider

20101124

A Rede Social (Social Network) - Trailer Legendado HD

No ar: Diaspora, a rede social open source que desafia o Facebook



Joab Jackson

Rede entra em operação ainda em caráter alfa e apenas para convidados; site já recebe as solicitações, que serão atendidas gradualmente.

A Diaspora, a tão aguardada rede social baseada em código aberto, abriu oficialmente suas portas na terça-feira (23/11) – pelo menos para um punhado de participantes convidados.

“A cada semana, convidaremos mais gente”, afirmaram os desenvolvedores por trás do projeto, em blog que anunciou a versão alfa do serviço. “Ao começar com pequenos passos, poderemos identificar rapidamente problemas de performance e entregar recursos o mais rapidamente possível.”

Tanta cautela pode ser necessária, dado o grau de frescor do código-fonte. Em setembro, quando a primeira versão do código foi tornada pública, especialistas criticaram quase que imediatamente o trabalho por trazer inúmeras falhas de segurança.
Por enquanto, o Facebook não precisa ficar preocupado com a nova concorrência. Mas o serviço é um de vários que tentam se apoiar em projetos open source para entregar software e serviços de rede social.

A lista desses serviços inclui o Identica, um serviço de mensagens semelhante ao Twitter construído em software open source, e o GNU Social, da Free Software Foundation.
Dinheiro de investidores

A ideia da rede Diaspora surgiu de quatro estudantes da Universidade de Nova York, no começo deste ano. Rapidamente eles obtiveram 200 mil dólares de investidores para começar o projeto.

Em entrevistas, eles têm afirmado que seu objetivo coletivo foi desenvolver o software open source para redes sociais como uma alternativa a produtos comerciais como o Facebook e o LinkedIn.

“Quando você cede seus dados, você os está cedendo para sempre”, disse o codesenvolvedor Max Salzberg, em uma entrevista ao jornal The New York Times. “O valor [que sites como o Facebook] nos dá é insignificante em comparação ao que eles estão fazendo, e o que estamos dando é toda nossa privacidade.”

Com a Diaspora, os estudantes pretendem dar aos participantes o poder de reter a propriedade de todo o material que usam no site, e também controlar totalmente como suas informações são compartilhadas.

O site também permitirá aos usuários dividir suas conexões em grupos particulares, chamados Aspects, e controlar quais grupos podem ver quais conteúdos.


Diaspora: Rede social precisa melhorar em segurança, dizem críticos

Jaikumar Vijayan

Nascido como alternativa segura ao Facebook, projeto de código aberto já coleciona fortes opiniões negativas dos avaliadores.

O projeto de código aberto chamado Diaspora tem sido oferecido como uma alternativa mais amigável a questões de privacidade do que o Facebook. Mas já se tornou alvo de críticas, depois que alguns testes revelaram problemas relacionados à segurança.

A equipe por trás do Diaspora liberou na semana passada uma versão pré-alfa do código fonte no site de hospedagem de código aberto GitHub. O código foi concebido para incentivar ações de desenvolvimento em torno da plataforma.

A liberação do código foi acompanhada da advertência de que ele não é, de forma alguma, imune a bugs. “Nós sabemos que há brechas de segurança e bugs, e seus dados ainda não são totalmente exportáveis”, afirmaram os responsáveis pelo Diaspora no anúncio da versão alfa.

Mesmo com tal recomendação, os primeiros a avaliar o código não têm economizado nas críticas aos recursos de segurança do Diaspora – ou à falta deles.

Código ruim

“Basicamente, o código é realmente, realmente ruim”, escreveu Steve Klabnik, CTO da CloudFab, em seu blog Hackety Hack. “Eu não quero jogar chuva no desfile de ninguém, mas há brechas de segurança muito, muito ruins” no código. Klabnik não pôde ser encontrado imediatamente para fornecer mais detalhes.

O Diaspora nasceu nos primeiros meses deste ano, em resposta a questões de privacidade relacionadas às práticas de coleta e de uso de dados pelo Facebook. O esforço tem sido conduzido por quatro estudantes da Universidade de Nova York: Daniel Grippi, Maxwell Salzberg, Raphael Sofaer e Ilya Zhitomirskiy.

Nos meses que se sucederam depois que o esforço teve início, ele atraiu o interesse crescente de usuários da Internet e mais de 200 mil dólares em doações em sites como o Kickstart. Ele também recebeu atenção considerável da mídia tradicional - como o New York Times, que publicou um longo perfil do serviço assim que o Diaspora foi lançado.

Controle maior

A premissa básica do Diaspora é que ele permitirá aos usuários ter uma funcionalidade de rede social semelhante à oferecida pelo Facebook, mas com um controle sobre dados pessoais muito maior.

De acordo com uma descrição no site do projeto, o Diaspora vai permitir aos usuários configurar “sementes” ou servidores pessoais, que podem ser utilizados para armazenar seus dados pessoais. Esses dados poderiam ser compartilhados diretamente com seus amigos, em vez de serem canalizados para uma central como ocorre com o Facebook.

“Torne-se amigo de outra semente e vocês dois poderão sincronizar dados por meio de uma conexão segura em vez de utilizar um hub supérfluo”, afirma o site. “Nossas vidas sociais reais não têm gerenciadores centrais, e nossas vidas virtuais não precisam deles.”

Mas as análises e os comentários iniciais em sites como GitHub, Y-Combinator e Slashdot sugerem que muitos estão desapontados com a qualidade do código liberado até agora.

Erros amadores

Klabnick descreveu erros de segurança no código do tipo que um programador profissional não faria. No GitHub, os avaliadores levantaram nada menos que 140 questões até agora, muitas delas relacionadas a preocupações com segurança como erros de cross-site scripting e de injeção de código.

Enquanto isso, Patrick McKenzie, blogueiro e desenvolvedor de software, tem utilizado o Twitter para aconselhar os usuários a permanecerem distantes das primeiras versões do Diaspora. “Não o hospede publicamente. Não convide outras pessoas. É gritantemente inseguro”, afirmou pelo Twitter, sem fornecer detalhes das questões de segurança que descobriu. McKenzie não pôde ser encontrado para comentários.

Os responsáveis pelo Diaspora não responderam às solicitações de entrevista enviadas por e-mail. Contudo, o projeto tem sua cota de apoio. Muitos dos que publicaram comentários sobre a versão alfa disseram que a descoberta de bugs no código no estágio de desenvolvimento em que a plataforma se encontra não é assim tão incomum.

“Este código foi liberado aos desenvolvedors como um preview incompleto”, disse cilantro, no Y-Combinator. “Não sei por que as pessoas aplicam a ele os mesmos padrões de um produto acabado que foi liberado para os usuários finais. Parece mais um pretexto para falar bobagens.”




Fonte: IDG Now

20101120

Facebook e MySpace unem-se para compartilhar dados de seus usuários

Por Mark Sullivan
Com o acordo, redes sociais irão trocar informações sobre preferências de entretenimento de seus visitantes; negócio não envolve divisão de lucros.
O MySpace e o Facebook anunciaram um novo serviço chamado "Mashup com o Facebook", que permitirá ao MySpace sugerir conteúdo de entretenimento para seus usuários com base nos interesses que eles manifestaram no Facebook.

Com essa informação, o MySpace irá personalizar uma página de entretenimento para seu usuário. A página irá não só oferecer o conteúdo de bandas, programas de TV, filmes e celebridades, mas também sugerir conteúdos relacionados.
Eis como funciona. Quando você entrar no MySpace, um botão de opt-in "Conectar" vai pedir permissão para que o site use seus dados no Facebook e personalize uma página de entretenimento. Se disser sim, o usuário será levado para essa página.
O anúncio de hoje não é o primeiro acordo de amizade entre as duas empresas. Em julho, o MySpace tornou possível aos seus usuários enviar seus conteúdos no MySpace (fotos, atualizações de status, links e vídeos) para o Facebook (e o Twitter), com apenas um clique.
As empresas dizem que não há "condições financeiras" (ou seja, sem a participação nos lucros) em torno do novo acordo, mas ambas irão beneficiar-se. Usando dados do Facebook, o MySpace pode sugerir conteúdos de entretenimento mais adequados para os usuários, aumentando as chances de que eles os comprem de parceiros do site.

O Facebook diz que, por enquanto, não irá usar as escolhas de entretenimento dos usuários no MySpace para enriquecer ainda mais a sua enorme base de dados de dados - o seu mais valioso ativo. Mas a empresa diz que irá, em breve, implementar seus botões de "Like" por todo o Myspace, e quando um usuário manifestar sua preferência, esses dados vão diretamente para a maior rede social do mundo.
O MySpace deu uma guinada estratégica ao longo do ano passado e tornou-se um site de entretenimento (com funcionalidades de rede social), ao contrário de ser um site de rede social com recursos de entretenimento, como era antes.
Questionado sobre se este movimento representa uma admissão de derrota na guerra das redes sociais, o CEO do MySpace, Mike Jones, disse que o Mashup com o Facebook é apenas uma maneira de dar aos usuários o que eles querem. "Nós vimos uma migração dos nossos usuários atrás de conteúdo de entretenimento", disse.

É verdade que o MySpace teve sempre uma lado forte de entretenimento, atuando como um ninho para bandas e artistas de todos os tipos. Mas é óbvio tratar-se de um caso de "se você não pode vencê-los, una-se a eles".
O Facebook tem hoje mais de 500 milhões de membros e a contagem está subindo, enquanto a o MySpace registrava metade disso até meados de julho deste ano.
Fonte: IDG Now