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20110104

Habilitar uso seguro de redes sociais no trabalho desafia a TI

Gestores são pressionados a afrouxar as regras de acesso às comunidades virtuais como o LinkedIn, o Facebook e o YouTube.
Por Network World/EUA

A tentação de bloquear o acesso às redes sociais no ambiente de trabalho é grande, mas não tem futuro. Os departamentos de TI são pressionados a afrouxar as regras de acesso às comunidades virtuais como o LinkedIn, o Facebook e o YouTube.

Essa pressão vem de várias frentes diferentes e tem motivações igualmente variáveis. As equipes de marketing e comerciais, por exemplo, vão contatar seu público usando essas mídias. Na perspectiva do RH das organizações, funcionários com vivência nessas redes serão melhor avaliados, mas de nada valerá contratar esses colaboradores se não puderem exercer seus conhecimentos no trabalho.

Mudança de paradigma

O vice-presidente e analista-chefe da Forrester, Chenxi Wang, afirma que há um movimento grande de mudança de paradigma nas organizações, à medida que elas adotam modelos mais liberais de interação digital de seus funcionários. Falta apenas encontrar a mistura balanceada entre liberdade e segurança.

Especialistas no assunto sugerem que a abertura seja efetuada de maneira gradativa e com base em um planejamento. Se, por um lado, empresas afrouxaram sensivelmente o uso do email, muito pouco foi feito com o objetivo de transferir essa liberdade aos sites de relacionamento.

“A primeira tarefa das empresas é estender as políticas de uso do e-mail pessoal a todas as vias de comunicação digital”, diz Bradley Anstis, que ocupa a cadeira de vice-presidente de estratégia digital da empresa M86 Security.

Cada caso um caso

No planejamento da “abertura social” devem ser considerados os níveis de acesso com foco em segurança. O YouTube, por exemplo, não precisa ser acessado por todos. O mesmo pode ser dito sobre os aplicativos para Facebook. Quem sabe, seja questão de configurar acesso em modo leitura apenas, o que impede que programas alheios aos interesses da empresa gravem qualquer bit no sistema corporativo. Como em tudo, educação é a pedra fundamental nessa questão e deve abordar o perigo de vazamento de informações confidenciais.

“Nosso papel não é nem será o de policiar a diversão e a alegria das pessoas”, diz Anstis. “Basta às empresas compreender isso e habilitar o uso seguro das redes sociais no trabalho”, completa.

Pesquisa

Um levantamento realizado pela empresa FaceTime Communications com 1.654 gerentes de TI e usuários de redes sociais em 2010 revelou que a presença de redes sociais no ambiente de trabalho é certa para 62% dos respondentes. Recursos digitais, como a partilha de arquivos acontecem em 74% das empresas, respondem os usuários. Aos olhos de gestores, porém, essa realidade não é percebida. Apenas 32% destes responderam que existe a disponibilidade desse tipo recurso em suas estruturas. Outra discrepância é percebida quando o assunto são programas de chat. 95% dos usuários responderam que sim, usam esses programas ou sites em seu trabalho. Apenas 31% dos administradores de TI confirmam esse fato.

Outras ameças

Mas o vazamento de dados é apenas um dos pontos críticos. Há várias ameaças digitais que comprometem as organizações por violar determinadas regulamentações de segurança. É o caso dos botnets, de malwares e de tentativas de phishing. Para John Vecchi, líder de marketing de produtos da empresa Check Point, a web 2.0 traz consigo muitos desafios aos departamentos de TI. “Especialmente no que tange à proteção dos dados, em que o surgimento de vários canais aumenta de forma quase exponencial o perigo de informações confidenciais ganharem a rede”.

A regulamentação de mídias sociais pode, e deve, acontecer junto com a configuração das políticas de grupo e de usuário. Normalmente isso acontece via integração ao diretório corporativo. Ferramentas que não tenham opções de filtragem nesse nível não bastam para garantir a segurança dos dados. Outra questão de fundamental importância é gerir o acesso (leia-se “o bloqueio”) de malwares baseados em scripts e verificar a natureza de dados baixados e carregados na internet – tudo com vistas a preservar as políticas internas.

Logo

Se, por um lado, é importante resguardar os bens da empresa dos riscos impostos pelo uso de redes sociais, é igualmente importante aceitar que o uso do Facebook, Twitter e do LinkedIn não têm como ser erradicados à base de cliques e de configurações em servidores. Os funcionários irão encontrar um jeito de entrar na rede, nem que seja para comemorar que venceram os esforços da organização e comentar quando perceberem na tentativa de separá-los de seus “amigos”.

“O negócio é manter uma mente aberta sobre seus colaboradores e como percebem as mídias sociais”, recomenda Wang. “Acredito que seja fundamental informar os usuários sobre os riscos associados às redes de relacionamento, dar-lhes as ferramentas para que se protejam e deixar que tomem as medidas que acharem necessárias”.

Fonte: Computer World

20100104

5 previsões para as áreas de tecnologia e internet em 2010

Por Computerworld/EUA

Produtos grátis na web serão coisa do passado e as redes sociais vão criar oportunidades de trabalho, dizem especialistas.

Para enxergar o futuro é preciso compreender o passado. Será verdade? A Computerworld americana perguntou a alguns dos principais observadores da indústria sobre o que acham que irá ocupar corações e mentes dos profissionais de TI e de internet em 2010. Confira.

1. Fim dos freebies na internet

Nos primeiros 30 anos de sua existência, a internet foi um ambiente avesso ao comércio. Isso deu origem a uma base ética que não tinha lugar para o lucro. Mas 2010 será o ano em que esse tipo de gratuidade simplista dará lugar a uma gratuidade inteligente. Sempre haverá fornecedores dispostos a dar aperitivos grátis, mas as melhores ofertas estarão sujeitas a limites, ou serão disponíveis por meio de assinaturas ou micropagamentos. Os serviços de banda larga poderão criar limites de 50 GB por mês, acima do qual poderão incidir taxas extras. A midia impressa poderá até falir primeiro; depois, com o tempo, o fornecimento de conteúdo de alta qualidade será tão restrito que os usuários ficarão felizes em pagar por assinaturas. (Bo Parker, diretor-gerente do Centro para Tecnologia e Inovação da PricewaterhouseCoopers)

2. Estressado pelo Facebook

Vamos assistir a uma fadiga das redes sociais, mas os usuários mais astutos continuarão a usar essas plataformas para construir suas marcas pessoais. Para a maioria das pessoas, a atualização do Facebook parecerá tediosa, já que seus "amigos" realmente não se importam com o nome da faculdade que você cursou. O Twitter toma um bocado de trabalho, mas pode ser um grande colaborador na criação de marcas pessoais, desde que a pessoa se esforce. O LinkedIn tem melhorado, principalmente por causa da seção Answers (Respostas); os usuários poderão se tornar autoridades bem recompensadas em suas áreas de atuação se investirem uma hora ou duas por semana publicando perguntas e respostas inspiradas. Plaxo? Por favor, pare de me chatear. Na minha escala de redes sociais, sua posição é muito baixa para que eu pense em dedicar algum tempo com você. (Mike Dover, coautor do livro Wikibrands: Como construir uma marca em um mercado controlado pelo consumidor, a ser lançado)

3. Morte da privacidade

Há 10 anos, a indústria da privacidade estava bombando. Em 2010, estaremos no limite de riscar essa palavra da lista das coisas com as quais realmente nos importamos na vida. O gerenciamento de alto nível continuará a ser consumido por questões chave como custo, valor e diferenciação de marca. Infelizmente, a turma da privacidade relativa não viu sua mensagem ser traduzida com sucesso para a linguagem dos negócios. O que causa mais dano à sobrevivência, no longo prazo, dos que defendem a privacidade clássica é sua falha em entender e abraçar significativamente as preocupações da privacidade quase não existente dos líderes da próxima geração - a geração do milênio. (Thrornton A. May, colunista da Computerworld/EUA, observador da indústria, consultor de gerenciamento e comentarista)

4. Guru social

Apesar de o conceito de guru de redes sociais parecer esquisito em 2013 (você por acaso tem hoje um guru de fotocopiadora em seu escritório?), há uma oportunidade em 2010 para pessoas que realmente compreendem como fazer as redes sociais acontecerem dentro de uma empresa. Claro que há quem estenda o tapete para os gênios do assunto no mercado, mas eu também acho que há um bom número de pessoas que não sabem o mínimo de redes sociais e, pior, se recusam a pedir ajuda para entender do que elas tratam. (Mike Dover)

5. Profissionais de TI que respiram redes sociais

As mídias sociais podem até ter começado como moda, mas seu status em ambientes corporativos têm crescido rapidamente. Em 2010, veremos uma intensificação da busca por especialistas em TI capazes de cativar audiência para mensagens, produtos e serviços corporativos. As habilidades em demanda serão basicamente técnicas, mas também bastante focadas em negócios e no consumidor, e temperadas ocasionalmente com exigências específicas.

David Foote, CEO e principal pesquisador, Foote Partners LLC


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