Mostrando postagens com marcador Eleições 2010. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Eleições 2010. Mostrar todas as postagens

20101111

Internet levou a eleição para o segundo turno


A internet e as redes sociais foram essenciais para que a ex-presidenciável Marina Silva (PV) conquistasse 20 milhões de votos, o que impulsionou a eleição para o segundo turno, avalia Caio Túlio Costa, coordenador de mídia digital da campanha da verde.

Durante o Media On, 4º Seminário Internacional de Jornalismo Online, realizado nesta quarta-feira (10) em São Paulo, o jornalista mostrou a convergência do mapa de votos que teve Marina com o mapa das cidades que acessaram sites da campanha.

Segundo ele, Marina buscou compensar o pouco tempo da TV (cerca de 1 minuto e 20 segundos) com o uso intenso de redes sociais, o que deu bons resultados, já que no começo da disputa a candidata era desconhecida por 60% dos eleitores. Comparando com a campanha de Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, Costa avalia que as redes sociais foram melhor aproveitadas aqui no Brasil.

- A gente tinha poucos recursos e tinha que dar um jeito e planejar uma estratégia diferente.

Em cada espaço da rede, a campanha conversou com um perfil de eleitor. No Orkut, por exemplo, os verdes priorizam os evangélicos. No Facebook, a classe média e as mulheres. Já no Twitter, focou nos usuários de vanguarda da internet.

No Itaú Cultural, Costa debateu o papel da internet nas eleições com coordenadores da campanha de Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), respectivamente, Marcelo Branco e a ex-vereadora Soninha.

A estratégia de acompanhamento das redes sociais também foi importante para a campanha petista, que se preocupou em falar também com quem não tinha acesso à rede. Branco lembrou que a base dos eleitores de Lula e Dilma são os “desconectados”. Por isso, foram organizados encontros em 27 Estados para conhecer os eleitores e também para se aproximar dos militantes voluntários das redes sociais.

- A reputação na internet não se constrói em três meses.

Para Branco, “a internet criou um terceiro bloco de formadores de opinião”, além dos meios de comunicação de massa e das campanhas e partidos.

- A internet é um espaço de expressão individual e os eleitores passaram a dar uma nova dinâmica à campanha, independente.

Os temas religiosos, que apareceram no final do primeiro turno, não surgiram nas redes sociais, conta o coordenador da campanha de Dilma. Eles ganharam força nos e-mails e, com atraso, no Orkut.

Soninha, que assumiu a coordenação do site oficial de Serra no início da campanha, diz que não acreditava em uma grande influência da internet das eleições, já que os brasileiros costumam escolher seus candidatos em contato com familiares, amigos ou, por exemplo, ouvindo um programa de rádio local.

- Fui mudando de ideia ao longo da campanha. A internet se tornou um pouco de encontro e permitiu o engajamento voluntários de eleitores que não iriam às ruas levantar uma bandeira – idosos, por exemplo.

Marcelo Branco também apostou no envolvimento de voluntários, principalmente autores de blogs, e na construção de materiais de campanha de forma colaborativa.

Pontos fracos

Coordenadores também apontam pontos que poderiam ter sido melhores nas campanhas virtuais. Para Marcelo Branco, faltou maior integração entre a comunicação da TV e da internet.

- Um não chamava para a audiência do outro.

Já Soninha avalia que deveria ter iniciado o planejamento das estratégias com mais antecedência. Para ela, a campanha poderia ter coordenado melhor as redes sociais e ter aproveitado mais ferramentas como os mailings de e-mails. Caio Túlio Costa admitiu o mal uso de vídeos na internet.

Fonte: R7

20100921

Políticos apanham do Twitter

O Twitter vai ser uma presença constante nas eleições de 2010. A rede social virou moda entre os políticos. Parece que todos querem embarcar na nova onda tecnológica (no "estilo Barack Obama", eleito presidente dos Estados Unidos com a ajuda de sites como o Twitter e o YouTube). Mas a rede social não vai ter um grande peso na definição do presidente ou dos parlamentares brasileiros. Por aqui a realidade é outra: enquanto nos EUA 74% da população tem acesso à internet, 65,2% dos brasileiros acima de 10 anos nunca tiveram acesso à rede.

A distância que a população está da web reflete também nos políticos que se aventuram no Twitter. José Serra, o candidato mais popular do país no site, não tem 300 mil seguidores. Obama tem mais de 4,4 milhões de seguidores. E a maioria dos políticos brasileiros não estão preparados para sobreviver nesse novo mundo. Muitas gafes foram cometidas nos últimos meses por políticos no Twitter, mas a maior parte delas foram tropeços de discurso: frases que ficaram fora de contexto, piadas que não tiveram graça, sentidos que se perderam pelo mau uso da ferramenta. O exemplo mais recente desses casos é o de Marina Silva, que por não saber como funciona o retweet [quando um usuário reenvia a mensagem de outro], entrou em uma discussão religiosa com alguns usuários.

Com a proximidade das eleições as táticas para ganhar popularidade no Twitter estão ficando mais agressivas, o que pode causar deslizes mais graves.

Na noite de quarta-feira (7), o perfil @jorgecortereal, de Jorge Côrte Real, candidato a deputado federal em Pernambuco, apareceu de uma hora para outra na lista de perfis seguidos de mais de 30 mil pessoas. Logo os tuiteiros começaram a discutir o episódio. Alguns lançaram a suspeita de que Real, ou alguma assessoria de comunicação, teria comprado o perfil @naoehamor e trocado de nome, para ficar com seus seguidores. É possível trocar o nome de uma conta no Twitter a qualquer momento, se o novo nome não estiver em uso. Todas as mensagens da conta anterior haviam sido apagadas. Usuários estranharam uma conta nova nas suas listas, com mais de 30 mil seguidores, criada em setembro de 2009, e apenas uma mensagem enviada.

Depois que a discussão se espalhou pelo Twitter, o @jorgecortereal de 30 mil seguidores desapareceu e reapareceu com uma outra conta, mais recente, que tem menos de 100 seguidores - seu perfil original, antes da tentativa de ganhar milhares de seguidores rapidamente. No Twitter, Real escreveu: “Tive um pequeno problema com o gerenciamento do meu perfil do twitter, mas já foi normalizado. Obrigado pela compreensão.” Uma conta nova chamada @naoehamorr surgiu e afirmou: "A ideia foi nossa, do perfil naoehamor. Mas dr. Jorge pediu para retirar".

Os boatos sobre a troca de um perfil com poucos seguidores por outro mais popular surgiram, já que a venda de contas com muitos seguidores ocorre em todo o mundo entre pessoas e empresas que querem ter perfis populares. No exterior, uma conta com 100 mil seguidores [mais do que Marina Silva e um pouco menos que Dilma Rousseff] pode custar até R$ 9,5 mil. Há soluções nacionais também, como um software que replica convites de outras contas, citado em uma reportagem de junho do Correio Braziliense. Um pacote de um milhão de mensagens para usuários custaria R$ 5 mil. É fácil encontrar na internet perfis com dezenas de milhares de seguidores vendidos por menos de 500 reais.

O Twitter não vai definir a eleição presidencial. Talvez tenha mais influência para cargos menores, como os de deputados federais e estaduais - em 2012 pode ser muito importante para prefeitos e vereadores - mas é preciso prestar em atenção nos seus candidatos. Você não vai querer votar em que te engana, mesmo que na internet.

Atualização: A assessoria de comunicação de Jorge Côrte Real publicou um comunicado afirmando que não houve nenhuma compra de perfis no Twitter e nunca existiu a intenção de enganar as pessoas. "Se houve alguma falha, foi por total desconhecimento de regras de conduta do twitter", afirma o comunicado. Segundo a assessoria foi o dono do perfil @naoehamor que quis ajudar Real voluntariamente e resolveu fazer a mudança.
Fonte: Revista Época

20100825

Cinco diretrizes para campanhas políticas na web

Os candidatos precisam inserir suas campanhas no ambiente digital e isso requer novas diretrizes. Consultor lista algumas. Confira! O Brasil já possui quase 70 milhões de internautas, que passam quase três vezes mais tempo diante do computador do que na TV. O país está entre os dez com maior número de usuários de redes sociais e o segundo no Twitter. Quase 60% das pessoas só concretizam um negócio depois de pesquisar a web.

Sem dúvida, a internet já faz parte de nossas vidas: nos relacionamentos, no lazer, no trabalho, nas compras, nos negócios. E em 2010 vai passar a fazer parte também da nossa política. Pela primeira vez no Brasil as redes e mídias sociais terão poder de influência sobre as eleições para presidência, governos estaduais, senado e Câmara dos Deputados. Se o impacto será tão grande quanto o que elegeu Barack Obama nos EUA ainda é cedo para dizer, mas com certeza vai mudar a forma de se fazer política no país.

Por um lado, amplia-se a possibilidade de comunicação dos candidatos (que não se restringe mais apenas à mídia tradicional e ao jurássico “horário eleitoral gratuito” no rádio e na TV) garantindo repercussão imediata, como o recente “twitaço” da candidata Marina Silva que garantiu 100 mil novos seguidores em apenas um dia. Por outro, abre um canal direto para o eleitorado acompanhar e cobrar os candidatos, o que os obriga a ser mais transparentes em suas ações.

Para se adequar à internet e conquistar os eleitores, os candidatos precisam inserir suas campanhas no ambiente digital e isso requer novas diretrizes, em muitos casos totalmente opostas às campanhas tradicionais. Por esse motivo veremos a dificuldade de muitos em se adaptar, pois os meios de comunicação da internet como os blogs, redes e mídias sociais não são apenas veículos de propaganda, mas formas de diálogo com os eleitores, opinião pública, imprensa e a sociedade como um todo. Dessas diretrizes, as principais são:

Descentralização: ao contrário das campanhas tradicionais, que tendem a monopolizar toda a comunicação e disseminação de mensagens, a ordem na internet é descentralizar, ou seja, incentivar os correligionários e simpatizantes a criar os próprios meios para divulgar seus candidatos. Nesse caso, o comitê da campanha funciona como uma fonte de referência de conteúdo, colocando à disposição informações e notícias e fornecendo orientação a quem quiser formar a sua comunidade em prol do candidato ou partido.

Interação: a internet permite que, além dos comícios, do rádio e da TV, também seja possível interagir virtualmente por meio das redes e mídias sociais. Essa participação é tão importante quanto a presença física, pois permite ter contato direto com um número muito maior de eleitores.

Mobilização: talvez este seja o maior desafio dos partidos e dos candidatos nesta e nas próximas eleições. De acordo com a empresa de pesquisas ComScore, somente 2% dos internautas brasileiros acessa sites com conteúdo político, número bem inferior aos 9,8% dos norte-americanos, indicando o baixo interesse pelo assunto. Portanto, para mobilizar o eleitor a não apenas escolher o candidato, mas também promovê-lo em comunidade ou redes de relacionamentos, também é necessária uma mudança de postura. Não bastam mais as promessas de campanha; elas devem ser acompanhadas pela defesa de causas (sociais, ambientais, educacionais etc) que sensibilizem os eleitores e os identifiquem. Nas eleições presidenciais americanas, isso ficou bem claro na campanha “Yes, we can!”, que mobilizou, sobretudo os jovens.

Transparência: a internet é uma arma importante para fazer com que a honestidade e a transparência deixem de ser uma opção para se tornar uma obrigação no meio político. É o principal meio para a sociedade pressionar os órgãos públicos a serem mais transparentes em relação aos gastos e, com a recente regulamentação das doações via internet, isso tende a se estender também para as campanhas eleitorais.

A partir de 2010 qualquer pessoa poderá fazer doações por meio do site do candidato, que fará o registro e identificação de cada doação. Todos os dados serão utilizados para prestar contas após a eleição e, caso estejam irregulares, o candidato corre o risco de ter sua posse impugnada ou se tornar inelegível nas futuras eleições. ONGs também tem usado a internet para incentivar os políticos a serem mais transparentes e o exemplo mais recente é o site http://www.fichalimpa.org.br/ que mostra o histórico dos candidatos.

Monitoramento: a internet vai muito além das pesquisas de intenção de voto e permite que seja possível monitorar, de forma quase imediata, o impacto sobre as ações realizadas durante a campanha. É possível monitorar quais assuntos geram maior repercussão ou porque determinado candidato tem a preferência sobre o outro. Em uma campanha de curta duração, usar estas informações para direcionar as ações pode representar o sucesso ou o fracasso na eleição.

Ao contrário das campanhas tradicionais, a aplicação destas cinco diretrizes não termina com a eleição. Assim como promoveram seus candidatos, os internautas vão continuar a fazer uso da web para acompanhar e fiscalizar o seu trabalho no novo mandato. Por sua vez, os políticos devem continuar a usar a internet para manter o canal de relacionamento com seus eleitores, imprensa e opinião pública em geral. É por isso que estas eleições são um verdadeiro divisor de águas na política brasileira. A partir de agora, nada será como antes.
Fonte: HSM Online

O debate pela internet

O primeiro debate presidencial transmitido pela internet, organizado pela Folha de S. Paulo e pelo UOL, bateu recordes de audiência, virou um dos assuntos mais comentados no twitter e trouxe inovações importantes, como as perguntas feitas pelos internautas (ótimas, por sinal).

Mas, como todos os outros debates anteriormente transmitidos pela TV, deixou muito a desejar com relação ao objetivo da exposição das diferenças de ideias e propostas dos candidatos - sempre alardeado como o primeiro e principal objetivo desse tipo de confronto, na voz de seus promotores, que, nessas ocasiões, gostam de encher o peito e falar em defesa do aprofundamento da democracia, pluralidade de opiniões, etc, etc.

Quem acompanhou o debate de ontem viu o mesmo desfile de sempre de discursos rasos, superficiais e atulhados de números enganosos sobre questões que passearam – sempre muito rapidamente e sem qualquer profundidade – pelas reformas tributária e política, o uso de incentivos fiscais para impulsionar a economia, a política de saneamento, a legalização do aborto, entre outros assuntos, todos muito complexos.

Tudo concentrado em duas horas, com falas, réplicas e tréplicas de, no máximo, dois minutos. Isso significa que não há chance de qualquer candidato aprofundar-se, revelar-se ou expor-se , um pouquinho que seja, em qualquer assunto. Quem procura mais densidade sai muitas vezes desses debates com uma sensação de que eles não serviram para nada.

Em geral, culpa-se a crescente influência dos marqueteiros nas campanhas pela esterilização dos debates e pela infinidade de regras que acabam engessando o comportamento dos candidatos . Acho que isso é verdade, mas desconfio que isso também não explica tudo. Quem viu os debates das últimas campanhas presidenciais americanas – entre Barack Obama e John McCain, George W. Bush e John Kerry ou George W. Bush e Al Gore – sabe que, nos EUA, os candidatos se expõem muito mais nesses confrontos. E lá é a pátria por excelência do marketing eleitoral e político.

Orjan Olsen, um dos maiores estudiosos brasileiros de campanhas eleitorais, costuma dizer que não vai dar para levar a sério nenhum debate político no Brasil, enquanto eles continuarem a ser transmitidos fora do horário nobre de audiência, com intervalos comerciais no meio e com assessores cochichando nos ouvidos dos candidatos durante esses intervalos.

Acho que ele tem razão. Ontem, o primeiro debate presidencial pela internet reproduziu o mesmo formato da TV, com blocos e intervalos no meio. Alguém pode explicar a razão se o objetivo do debate era o “aprofundamento das ideias”, como alegaram seus promotores? Se a internet é o terreno fértil da inovação, o primeiro debate presidencial no Brasil pela web não deveria também ter um formato mais inovador?
(Guilherme Evelin)
Fonte: Revista Época

20100818

Programa de Ética e Transparência Eleitoral | TRE ES #Eleição2010

20100810

Após impasse, partidos começam a receber doações pela internet

Após um impasse sobre a legislação e dificuldades técnicas por parte das operadoras de cartões de crédito, as campanhas dos presidenciáveis começam a receber doações pela internet.

O comitê de Marina Silva (PV) arrecada pela web desde a noite de sexta-feira (6). A campanha de Dilma Rousseff (PT) anunciou que começará a receber a partir desta segunda (9).

O PSDB informou que tem interesse, mas ainda busca soluções para disponibilizar a possibilidade aos simpatizantes de José Serra. Na tarde deste domingo, o G1 consultou o site dos outros seis candidatos à Presidência e não encontrou em nenhum deles a possibilidade de doar pela internet.

Novidade nas eleições 2010, essa modalidade de doação trouxe problemas para partidos e operadoras de cartões e motivou duas mudanças nas regras estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

De acordo com a legislação eleitoral, é necessário identificar o doador pelo número do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF). Além disso, o limite de doação por pessoa deve corresponder a 10% dos rendimentos no ano anterior à eleição. Diante da dificuldade das operadoras em controlar esses dados dos clientes, o TSE mudou a resolução e delegou às legendas a responsabilidade de identificar a fonte da doação.

Ainda pela lei eleitoral, os repasses só podem ser feitos por pessoas físicas e é proibido o uso de cartões corporativos ou emitidos no exterior. As empresas tiveram de encontrar soluções técnicas para impedir essas doações.

Outra pendência era em caso de erro ou eventual desistência do doador. As empresas não queriam se responsabilizar pelos valores. Por conta disso, na última quinta (5), o TSE fez nova mudança nas normas para esse tipo de arrecadação de campanha e definiu que se a doação for rejeitada ou não reconhecida pelo titular do cartão, o valor creditado ficará sujeito a estorno.

PV
A assessoria de imprensa da campanha de Marina disse que já foram registradas doações para a candidata e que o sistema está funcionando normalmente desde a noite de sexta-feira. Nesta semana, está prevista a divulgação de um balanço sobre os recursos arrecadados pela internet. É possível doar a partir de R$ 5.

O coordenador da campanha de Marina Silva, João Paulo Capobianco, disse que a doação pela web demorou a ser disponibilizada porque é novidade. "A única coisa um pouco chata é que, em vez de encontrarem todos os problemas [em relação ao uso do cartão para doações] de uma só vez, isso foi aparecendo aos poucos. Mas é normal para um sistema novo."

De acordo com Capobianco, não houve nenhum entrave em relação às taxas. Para o coordenador, as doações pela internet podem representar entre 20% e 30% de todos os recursos captados para a campanha.

"O uso da ferramenta é uma incógnita. É a primeira vez que acontece. Porém, o brasileiro tem índice de uso da internet para compra muito importante. Há predisposição para uso do sistema. E a campanha da Marina é muito voltada para participação, para mobilização. A campanha avalia que a ferramenta [doação por cartão de crédito] será vista como uma forma de participação”, disse Capobianco.

PT
Pelo Twitter, o tesoureiro da campanha de Dilma, José de Fillipi Júnior, disse que as doações começam nesta segunda (9) e que a primeira-dama Marisa Letícia será a primeira doadora. O valor mínimo para doações será de R$ 13.

A advogada do PT responsável pela implantação das doações, Márcia Pellegrini, informou ao G1 que a principal questão antes de oferecer o serviço foi adequar a tecnologia e a forma de trabalho das operadoras de cartões às regras exigidas pela Justiça Eleitoral.

“O que é novo é mais complicado. As operadoras estão acostumadas a lidar com lojistas. Por isso, as empresas de cartões pediram, e o TSE alterou a lei", explicou.

Os petistas fecharam parceria com uma bandeira de cartões que conseguiu fazer o bloqueio conforme a exigência legal. Foram feitos ainda testes para tentar disponibilizar, além do cartão de crédito, a opção de doar por meio do débito em conta corrente.

“A legislação eleitoral no Brasil é muito mais complicada. Nos Estados Unidos, por exemplo, essa maneira de doar deu muito certo. Como a lei brasileira é muito rígida, as doações pela internet são uma forma mais fácil, ágil e segura”, avaliou a representante do PT.

PSDB
Ainda sem data para iniciar o serviço de arrecadação por cartões via internet, a coordenação da campanha tucana enfrenta basicamente os mesmos problemas e já cogitou desistir da modalidade de doação.

Segundo o advogado do PSDB Ricardo Penteado, há interesse do partido em arrecadar por meio das doações via cartão, mas é preciso garantir a eficiência do sistema.

“Essa parte é muito sensível numa campanha. Se fizer algo de errado, é muito grave e pode atingir a prestação de contas do candidato. Precisamos ter certeza absoluta de que não vai ter problemas”, disse Penteado.

Operadoras

Por meio de nota, a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) afirmou que fez pedidos ao TSE para que fossem revistas as regras sobre o estorno das doações e o bloqueio de cartões corporativos e de outros países.

“O objetivo principal é garantir a segurança do processo, evitando fraudes, especialmente no caso das transações não presentes, ou seja, pela internet. A associação e os integrantes do setor desejam colaborar para que o sistema de doação seja implantado com sucesso ainda este ano”, informou a associação.
Fonte: G1

Os caminhos para o eleitor escolher seu candidato

Com poucas vagas, mas muitos candidatos, o eleitor não terá uma tarefa fácil no próximo dia 3 de outubro, quando terá que ir as urnas para escolher seus novos representantes. Ao todo, nove políticos disputam a cadeira de presidente. Mais de 168 candidatos tentam o cargo de governador de Estado e 217, o de senador. O número é ainda maior entre quem tenta uma cadeira na Câmara e nas assembleias legislativas estaduais: são 6.004 candidatos a deputado federal e 14.285 a deputado estadual.

Entre tantas opções, como escolher aqueles que melhor representarão suas ideias no poder? Como escapar dos candidatos que já estão nas malhas da corrupção? Para Fabiano Angélico, coordenador de projetos da ONG Transparência Brasil, um dos maiores desafios para os eleitores é a falta de informações. Segundo ele, é preciso – e fundamental – fazer um esforço para conhecer a história e os projetos dos candidatos e partidos nos quais se pretende votar.


Além da grande quantidade de candidatos, explica o professor de ciência política da PUC-Campinas (Pontifícia Universidade Católica de Campinas), Pedro Rocha Lemos, um complicador é que os partidos estão cada vez mais parecidos.

- O enfraquecimento dos partidos atrapalha muito a escolha, porque fica uma coisa pessoal. Vota-se em um candidato e não em um programa, em um conjunto de ideias e propostas.

Na hora de votar, Lemos recomenda levar em conta o interesse público e não questões particulares. Ele diz que “o processo eleitoral vem amadurecendo, mas a história do Brasil é marcada pelo ‘troca-troca’”.

- Votar é complexo, mas ninguém pode ficar alheio. Eleger é uma coisa muito séria. São quatro anos que a pessoa vai governar em nosso nome.

Para não deixar a escolha para a última hora ou não desperdiçar o voto, veja algumas dicas dadas pelos especialistas.

1. O que você espera do futuro do seu país?

O que você pensa sobre a pena de morte ou sobre a quantidade de impostos no país? Antes de definir o voto, vale pensar sobre sua posição em relação a temas importantes para o país ou para o Estado. O ideal é procurar um candidato que pense de forma parecida com você, porque é ele que irá representá-lo em cargos que decidem os rumos da sociedade.

2. Você já pesquisou a vida do seu candidato?

Busque informações sobre a biografia daqueles que tentam um cargo público nos sites oficiais do candidato ou do partido e em meios de comunicação confiáveis. Fabiano Angélico recomenda verificar se o candidato já foi eleito alguma vez. Em caso negativo, é importante saber o que ele fez – se já participou de algum movimento social ou já defendeu algum assunto de interesse público, por exemplo. Procure saber também se o candidato novato pertence a alguma família com tradição política – assim dá para ter alguma ideia das posturas que ele poderá ter caso seja eleito.

3. Conhece as ideias que seu candidato defende?

Caso o seu candidato tenha ocupado um cargo no Poder Público, descubra que projetos ele já propôs e quais foram aprovados. O site do Projeto Excelências, da Transparência Brasil, permite ver o que os parlamentares já fizeram na sua vida pública – até o grau de relevância dos projetos apresentados podem ser checados. Os sites da Câmara e do Senado também têm informações. Caso seu candidato nunca tenha se elegido, procure saber quais bandeiras ele levanta.

4. Você votaria em alguém corrupto?

Uma forma de evitar votar em quem está envolvido em casos de corrupção é saber se ele já foi condenado na Justiça. Neste ano, o Congresso aprovou uma lei, conhecida como Ficha Limpa, que impede políticos condenados por crimes graves em decisão de órgãos colegiados (em que mais de um juiz se pronuncia) de disputarem as eleições. A Abracci (Articulação Brasileira Contra a Corrupção e a Impunidade), um grupo de organizações sociais, criou um site para que os candidatos prestem contas voluntárias de suas campanhas eleitorais. O site está disponível em dois endereços, o Ficha Limpa e o Ficha Limpa Já.

5. Que propostas concretas seu candidato têm?

O cientista político Lemos lembra que não adianta votar em quem só promete e não tem propostas concretas para melhoria da sociedade e da economia. Lemos sugere avaliar bem os discursos dos candidatos e evitar discussões centradas em “denuncismos”, ataques pessoais e troca de farpas entre os candidatos.

6. Você aproveita o horário eleitoral na TV e no rádio?

Para Fabiano Angélico, os horários eleitorais na TV e no rádio não são as melhores fontes de informação, por se tratarem apenas de propagandas, em geral, muito bem elaboradas por marqueteiros. Lemos sugere assistir ou ouvir prestando atenção nas propostas, porque, segundo ele, algumas inserções conseguem mostrá-las de maneira criativa. Ele lembra é precisa ter cuidado com o marketing, porque, em geral, são as campanhas mais ricas e com apoio de grupos econômicos que conseguem ter boa exposição midiática. Candidatos que arrecadam menos também podem ser boas opções, vale analisar.

7. Você sabe usar bem a internet?

Na hora de fazer pesquisas sobre a trajetória do candidato, cuidado para não acreditar em informações falsas. Em época de eleições, é grande a quantidade de blogs ou perfis de Twitter que disseminam boatos e até ofensas sobre candidatos. A Justiça Eleitoral também está de olho nisso, mas vale ter atenção.
Fonte: R7

Os homens-placa de Skaf

Proibidos de pendurar placas e faixas pela cidade, candidatos usam a criatividade para mostrar seus nomes e tentar serem lembrados na hora do voto. É o caso do candidato ao governo de São Paulo, Paulo Skaf (PSB), ainda desconhecido por grande parte da população.

Ele inovou ao mandar seus homens-placa para a esquina de uma movimentada avenida da capital paulista. Cada homem-placa carrega uma letra e, ao fechar o semáforo, eles correm para formar o nome do seu candidato diante dos motoristas que esperam o sinal verde.

A campanha de Skaf também está espalhando pela cidade cavaletes que levam o nome do candidato e de sua vice, a médica Marianne Pinotti.
Fonte: R7

20100806

A internet e as eleições

As campanhas das eleições presidenciais de 2010 estão sendo marcadas por algumas especificidades, destacando-se as seguintes:

01.forte polarização entre candidatos;

02.o presidente Lula como um de seus principais protagonistas;

03.a presença da Internet como um dos mais importantes meios de campanha.

Com o crescimento do número de pessoas que tem acesso ao computador, é inevitável supor que a Internet deverá ser um fator diferencial nesta campanha, principalmente se tomarmos como horizonte a campanha de Barack Obama à Casa Branca e a popularização tipicamente brasileira das redes sociais, como Twitter, Facebook, Orkut e blogs de todos os gêneros.

Mas a largada desta campanha se demonstra, até aqui, bastante estéril e imatura. Uma análise feita durante um período de dois meses nos possibilitou auferir, por exemplo, a quantidade e a qualidade das citações a determinadas marcas e nomes, no caso, os candidatos nas redes sociais. Já foi possível constatar a falta de qualificação do debate e dos conteúdos políticos e os ataques gratuitos que vicejam na web.

Parte deste cenário desanimador pode, sim, ser imputado aos próprios candidatos que, se não exortam seus eleitores a esta batalha cibernética insana, também não inibem este comportamento. Os comandos estratégicos das campanhas, afinal de contas, são responsáveis pela qualidade ou a falta dela no debate político-eleitoral.

Há, por trás disto tudo, uma estratégia caótica de guerra em curso, na qual os dois principais candidatos parecem se valer do que no mundo da internet é chamado de "missionários digitais". Este termo, que foi criado para designar os profissionais que dispõem de tempo para promover as empresas na web e que é um bom exemplo de estratégia digital nos EUA, desvirtuou-se por aqui. Nesta lógica, é possível ver militantes na Internet trabalhando para convencer indecisos, acusando adversários e rebatendo críticas no pior exemplo da desqualificação política.

As etiquetas básicas das mídias sociais são na maioria das vezes esquecidas, e um debate de surdos flui surpreendentemente. Parece não se perceber que a Internet é um instrumento singular e poderoso de mediação de conteúdos e que a eficácia de uma campanha depende da combinação da potência do meio com a qualidade do conteúdo.

Um olhar mais próximo da blogosfera mostra que boa parte de seus influenciadores possui algum tipo de ligação com a grande imprensa ou são celebridades. A transmissão das propostas de governo dos principais candidatos está ainda confusa, e isso atrapalha vínculo entre a comunidade web e a qualificação do debate.

As estratégias adotadas nas redes sociais comprovam a percepção de que os presidenciáveis ou os responsáveis por suas campanhas não enxergaram ainda a necessidade de responder a algumas perguntas básicas. Onde meu eleitor está? Quem ele influencia? Por quem é influenciado? Como ele usa as tecnologias do ponto de vista da política? Ele apenas assiste a conteúdos, compartilha com os outros, comenta, cria ou modera comunidades? Que tipo de ações específicas deveriam ser usadas para cada grupo? Como responder a acusações infundadas? Como propagar minhas ideias de forma eficiente e sintética?

Um breve comparativo entre as "tags" "José Serra", "Dilma Rousseff" e "Marina Silva" na blogosfera, num período de 30 dias (até 14 de julho), mostra que o primeiro foi responsável por 44.5% das menções, a segunda, por 39.33% e "Marina Silva" por 16.20%. No dia 30 de junho, o termo "José Serra" alcançou mais de 3.000 menções no Twitter. O anúncio do vice Índio da Costa foi bastante responsável por esse buzz. Já a comparação entre as expressões "José Serra", "Dilma Rousseff" e "Marina Silva" na twittosfera, num período de 30 dias, (também até 14 de julho), o primeiro é responsável por 46.4% das menções, a segunda, por 21.9%, e o termo "Marina Silva", por 31.8%, com 27.509, 12.984, 18.854, respectivamente. Um pouco menos de 1/4 das citações sobre Dilma Rouseff no Twitter são relacionadas ao presidente Lula.

Além dos EUA, mais recentemente, Inglaterra e Colômbia vivenciaram intensa campanha política pela Internet. Nestes países foi possível verificar que, muitas vezes, a Internet pautou o debate transbordando a discussão para bares, escolas e casas, algo que até agora não vem ocorrendo no Brasil. Parece que será mais bem-sucedida a campanha que souber escrever este roteiro e quem apostar principalmente nos jovens, que são os mais conectados.

Os jovens mais escolarizados são grandes influenciadores na sociedade. Eles têm na rede mundial uma fonte inesgotável de pesquisa e informação e, nesta eleição, este processo não será diferente. Indiretamente, a internet se tornará um veículo de comunicação política para pais, familiares, colegas de classe, amigos, entre outros. A dica é seguir o comportamento destes jovens em vez de seguir a tecnologia de forma obstinada e sem critérios. Os jovens se importam com o que pessoas da mesma idade e comunidade pensam, e o bom debate político terá mais espaço entre eles do que com qualquer outro público internauta.

Como nenhuma outra, esta eleição tem um caráter de experimentação devido à popularização da internet nos últimos anos. Erros serão normais, mas o inadmissível será a perda do pudor, das boas maneiras e da inteligência. Talvez a maior contribuição deste fenômeno seja a inevitável introdução da escuta estratégica do eleitorado, que, com o advento da web social, passou a fornecer pistas e informações vitais na condução de uma campanha e de projetos políticos. Mudanças de rota, coisa que antes levaria dias para acontecer, a internet levará segundos para mostrar a necessidade da adoção de táticas diversas e eficazes. Perderá quem não perceber que o online também constitui o real. Até mesmo na política.
Fonte: iMasters

20100805

Novos Tempos

Heródoto Barbeiro

As eleições deste ano podem ser um divisor de águas na construção da democracia brasileira com uma participação maior da cidadania e a diminuição dos antigos vícios que enriquecem e felicitam alguns e infelicitam e empobrecem muitos. A sociedade está mais atenta, participativa e formando opinião em quem escolher para gerir os diversos níveis do Estado. Não deve estar fácil pedir votos seja para que cargo for. As pessoas estão mais aparelhadas para contestar, perguntar, debater, e decidir se apóiam ou não um candidato. Ninguém está com pressa de decidir, aprenderam no passado que essa correria só favorece os que desenvolveram técnicas, geralmente não éticas, para se perpetuar no poder. Há candidatos que fogem de determinados temas como o gato escaldado de água fria, não quer se comprometer porque sabe que para agradar uns é preciso desagradar outros e essas raposas querem os votos de todo o galinheiro. Assim, respondem com uma generalidade estonteante a perguntas como aborto, pena de morte, fim do bolsa família, casamento gay, criação de novos estados no Brasil, política externa, privatização, aparelhamento da máquina estatal com cabos eleitorais, combate ao desmatamento e outros temas chamados de sensíveis. Para isso treinam e treinam com suas assessorias respostas para qualquer pergunta que possa ser embaraçosa. Todos os dias, antes de fazer a peregrinação se exercitam na arte de falar o óbvio ululante e não se posicionar claramente diante dos desafios nacionais. Por que não se comprometem pelo a submeter esses temas polêmicos a uma consulta popular como o plebiscito ou o referendo? Podem desagradar a bancada religiosa, ruralista, industrialista, desenvolvimentista, esquerdista, direitista, atéia, conservacionista ou qualquer outra. Uma decisão popular não é fácil de manipular, por isso é preferível que os grande temas sejam decididos nos petits comitês nos escritórios reservados ou nos restaurantes da moda durante a madruga,

Não interessa para os que pretendem deter o poder em benefício próprio, ou ao grupo a que pertencem a participação popular direta nas decisões governamentais. Isso tiraria o poder de barganha que os torna os intermediários entre o poder e a realização da ação do Estado , ou seja a democracia representativa. A democracia direta os enfraquece e se começa a questionar porque se gasta tanto com eles. Membros do executivo e do legislativo se tornam verdadeiros tutores da população como se esta fosse uma incapaz e por isso precisa de suas atuações. Os mecanismos hoje existentes foram urdidos ao longo dos últimos 25 anos para impedir uma participação do cidadão nos destinos nacionais. Ele vota e pronto. Assina um cheque em branco que os detentores dos poderes usam e abusam ao longo de 4 anos e o saldo não termina nunca, uma vez que são criativos e inventivos. Embaralham de uma tal forma as coisas que mesmo os que se esforçam para acompanhar as decisões desses poderes se perdem em um cipoal sem saída. Com o tempo alguns desistem e a grande maioria não se lembra nem do nome da pessoa para que assinou o cheque em branco. Não é má vontade, falta de cidadania, incapacidade intelectual, mas a forma que o poder está estabelecido que conduz a esse marasmo, onde o cidadão é um mero expectador do desenrolar de uma tragicomédia e sua obrigação é pagar a conta através dos impostos.

Há alguma coisa diferente desta vez. Temas como corrupção, desperdício de dinheiro público, grandes escândalos e grandes obras estão na boca de muita gente que antes não se envolvia. Já se pensa inclusive na escolha de membros para os parlamentos que redirecionem os legislativos como fiscalizadores do executivo e não em um bando de vendidos e tranbiqueiros que participam do poder decisório para mordiscar propinas habilmente enfunadas em paraísos fiscais, ou favores materiais que não constem das declarações de imposto de renda. O eleitor está ressabiado, cansado de ser enganado e querer agir de boa fé com quem não tem o menor parâmetro ético e moral. As pessoas estão se falando mais, agora tem a internet, e é possível, que o Brasil emirja melhor no final do ano. Há esperança no ar.
Fonte: Blog do Barbeiro

Google Brasil nas eleição 2010

O Google Brasil anuncia um pacote de ferramentas para facilitar a busca de conteúdos sobre os candidatos na eleição deste ano na web (clique aqui). Uma parceria firmada ainda com a TV Bandeirantes leva ao telespectador o YouTube e o Google Moderator para o Band Eleições, novo programa semanal de eleições da emissora, que pretende aproximar eleitores e políticos.

Via Google Maps, o internauta poderá acompanhar a agenda de viagens dos candidatos e se informar sobre o que cada um está fazendo, graças ao conteúdo do eBand, portal da Band. Já o Google Insights for Search apresenta a número de buscas feitas pelo nome dos principais candidatos.

Os outros aplicativos são o Mapa Histórico, com informações sobre a sucessão de governo nas eleições para governador e presidente desde 1994; e Google News Gadget, onde se pode acompanhar as notícias em rede sobre um candidato específico - seja ele presidenciável ou governadorável. A iniciativa conta ainda com ferramentas (clique aqui) em que os candidatos podem se comunicar os eleitores.

A recém-parceria com a Band prevê conteúdo exclusivo da emissora paulista em seu canal do Youtube. No espaço, os usuários poderão interagir, votando nos seus vídeos favoritos e enviando vídeos e perguntas via Google Moderator, os quais serão utilizados no programa semanal Band Eleições.
Fonte: M&M Online

20100804

No Brasil, Twitter é mais forte do que na eleição de Obama

Juliana Dal Piva

Impressionado. Foi assim que o jornalista brasileiro Rosental Calmon Alves, diretor do Knight Center for Journalism in the Americas e professor da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, ficou ao perceber a utilização do Twitter na campanha eleitoral brasileira em 2010. Em entrevista ao Terra, Rosental foi ainda mais longe dizendo que o uso do microblog ganhou mais importância no País do que na campanha que elegeu o presidente dos EUA, Barack Obama. "Assim? Nunca vi, nem nos EUA em 2008. A internet vai ter uma importância nessa eleição como nunca teve antes", afirmou o pesquisador.

Para Rosental, o que torna a internet e, especialmente, o Twitter um diferencial na campanha eleitoral deste ano, é o fato de o internauta brasileiro ser mais ativo em rede social que o internauta americano.

"As pesquisas mostram isso, mas não sei exatamente a que se deve. Talvez à nossa socialização, ao nosso contato, ao nosso jeito. Um país onde há toda essa atividade, essa grande conversa, não é de se estranhar que a eleição seja dominada pela internet", explicou.

No caso dos EUA, o pesquisador observa que o microblog funcionou como importante meio de mobilização dos correligionários de Obama, especialmente os jovens que em outras eleições não queriam participar. "Com o Twitter e o facebook começaram a se envolver mais com a campanha".

A diferença é que no Brasil hoje, a ferramenta tem sido utilizada para disseminação de informação e tanto por eleitores como por inúmeros candidatos. "O Twitter já está muito mais maduro agora, não como uma rede social, mas como uma rede de informação e os marqueteiros políticos brasileiros perceberam a riqueza de atividade social e estão usando isso muito bem", explicou Rosental.

Ele fez questão de pontuar que o espaço aberto pela rede de computadores tem aspectos positivos e negativos e todos os pontos precisam ser avaliados. "O Twitter e as outras redes proporcionam oportunidades de uma maior participação cidadã. Você sente poder e controle sobre a informação, sabe que a sua voz está sendo escutada. O cidadão comum também pode ser escutado. Há uma cidadania espontânea que vem da cidadania do mundo real e que se potencializa na internet", apontou.

Por outro lado, o diretor do Knight Center for Journalism avalia que liberdade da internet pode ser aproveitada como arma de campanha para infiltrar notícias falsas ou espalhar rumores falsos. Mesmo assim, ele acredita que o internauta convive bem com os mundos paralelos e desenvolverá a perspicácia para se defender.

Rosental disse ainda que, apesar da dinâmica com o Twitter ser nova, muitos pesquisadores internacionais ficaram impressionados já em 2006 com os vídeos feitos por Lula e Alckmin e distribuídos pelo Orkut. "Aquilo já era um sintoma, pois as comunidades na rede social com interesse político já eram significativas em números de eleitores".

No entanto, o professor da Universidade do Texas admite que, por enquanto, sua opinião é mais uma sensação do atual momento já que não fez um estudo científico sobre o caso. "É preciso esperar e ver amadurecer".
Fonte: Portal Terra

20100730

Democracia se faz na internet

O site Vote na Web, que fiscaliza o comportamento dos políticos e faz votações em paralelo ao Congresso, já atraiu a atenção das Nações Unidas.

Por Bruno Ferrari

ATIVISMO: Barreto em seu escritório, em São Paulo, e a home do site Vote na Web. Ele quer melhorar a democracia 

O voto legislativo é um instrumento usado pelos cidadãos. Ele transfere responsabilidade política a um representante com a finalidade de propor e votar leis para melhorar o país. A tarefa é de importância indiscutível, mas pouca gente tem condições – e paciência – para fiscalizar se o candidato que escolheu está correspondendo a suas expectativas. 

Para facilitar a vida de quem pretende acompanhar os passos dos políticos, nasceu, no final do ano passado, o projeto Vote na Web (www.votenaweb.com.br). Ele reúne na internet todos os projetos de lei que entram em votação na Câmara ou no Senado. O site permite ainda que o internauta sinta o gostinho de agir como político. Funciona assim: a cada projeto de lei que entra em votação, o Vote na Web cria uma página na qual os leitores podem ler o texto e opinar: “Sim” ou “Não”. A votação digital pode ser feita enquanto o projeto estiver tramitando no Congresso. Depois que ele é aprovado ou reprovado, o site compara a escolha do público com aquela que foi feita pelos políticos. O Vote na Web mostra quais parlamentares votaram, se foram contra ou a favor do projeto e de que região eles são. Todos os deputados e senadores têm uma página exclusiva no Vote na Web. Além de uma ficha técnica com suas origens e o histórico na vida política, é possível descobrir ali quantos projetos de lei o político sugeriu e como votou em cada situação. 

Por trás desse trabalho em prol da cidadania está o publicitário mineiro Fernando Barreto, de 37 anos, sócio da Webcitizen, que desenvolve sistemas especializados em engajamento social pela internet. Seus clientes são órgãos públicos, ONGs e empresas interessadas em usar a web para mobilizar as pessoas por uma causa, seja ela filantrópica ou comercial. Ao mesmo tempo que coloca o cidadão em contato com o Poder Legislativo, Barreto usa o Vote na Web como vitrine para conseguir novos clientes. “Todas essas informações estão ao alcance dos eleitores em diversos sites do poder público”, afirma Barreto. “O que fizemos foi reuni-las num único lugar e com design mais atraente.” Seu objetivo: ajudar a resgatar o respeito pela atividade política. “Se a política não tem credibilidade, a democracia não evolui”, afirma. 

Não é só o design atraente que torna o Vote na Web uma ferramenta de cidadania interessante. O site tem um sistema de busca que permite ao internauta fazer pesquisas parlamentares detalhadas – por assunto, por político e por Estado. O resultado pode ser luminoso. O senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) propôs um projeto de lei que obrigava estudantes de instituições públicas de ensino superior com renda superior a 30 salários mínimos a pagar uma taxa anual para a universidade. Pela escolha popular, o projeto seria aprovado com 67% dos votos. O Congresso, no entanto, o reprovou com 100% dos votos. Já o deputado Zequinha Marinho (PSC-TO) propôs um projeto de lei proibindo a adoção de crianças por homossexuais. Na votação popular, ele vem sendo rejeitado por 78% dos internautas – exceto nos Estados do Tocantins, Maranhão e Piauí, onde vence. O texto ainda tramita em Brasília. 

Alguns dos projetos de lei colocados no site (são inseridos entre 60 e 80 deles por mês) tiveram mais de 1.200 votos de internautas. Alguns de seus fóruns chegam a ter centenas de comentários contra ou a favor de determinados projetos. Cerca de 1.100 pessoas seguem as novidades do site pelo Twitter. Oitocentas pessoas estão cadastradas para receber informações do Vote na Web. “Até maio passado, estávamos montando o acervo de informações”, diz Barreto. “Faz pouco tempo que as pessoas começaram a interagir.”

O projeto levou Barreto a receber um convite da Organização das Nações Unidas (ONU) para participar de um congresso no mês passado, em Barcelona, que discutia o uso da tecnologia para o engajamento civil. A Webcitizen foi a única empresa brasileira a chegar lá, entre mais de 100 participantes. “O projeto teve retorno positivo e entusiasmado da audiência”, afirma Anni Haataja, do Departamento de Interesses Socioeconômicos da ONU. Barreto também tem feito viagens para os Estados Unidos, onde participa de reuniões na ONU como consultor. Ela tenta ajudar a entidade a levar sistemas como o Vote na Web a países com outra cultura política. “É importante ter o apoio de pessoas do setor privado como Barreto”, diz Anni. “Sem isso, nenhuma instituição consegue implementar mudanças.” 

Fonte: G1 | Época

20100727

Internet mostra os candidatos mais folclóricos das eleições 2010

Dois divertidos blogs – o Não Salvo e o Buteco na Net – prestaram um importante serviço de utilidade pública à população: eles indicaram “famosos” que vão concorrer às vagas de deputado estadual ou federal em seus respectivos estados e que vão tentar mudar o Brasil com o seu profundo conhecimento político e administrativo (Modo Sarcasmo: ON).

Entre os 20 candidatos indicados, estão gente do naipe de Mulher Melão, Tiririca, Batoré, Reginaldo Rossi, Tati Quebra-Barraco e Túlio Maravilha, entre outros. Tudo bem que existe muito mais gente, digamos, folclórica, por aí, mas esses merecem um certo destaque. Confira:

 Batoré (piada de mau gosto)

Kiko do KLB (Hã?!)

Leandro do KLB (alguém conhece uma música do KLB?)

 Marcelinho Carioca (volta a ser comentarista, Marcelinho!)

Mulher Melão (Quem?!)

Mulher Pêra (e o Congresso quer virar quitanda)

Reginaldo Rossi (se até o Cãozinho dos Teclados ganhou eleição)

Romário (Peixe, vai jogar seu futvôlei na praia, vai)

Ronaldo Ésper (o Congresso fica perto de algum cemitério?)

Tati Quebra-Barraco (ela promete fazer lobby por uma marca de fogões)

Tiririca (nem a Florentina votaria nele)

Túlio Maravilha (maravilha seria se ele ficasse em casa, quietinho)

 Vampeta (você já tem um cinema em Nazaré das Farinhas, Vampeta. Pra que mais?)

Menção Honrosa:

  Sérgio Malandro (se eu largar a “facul”, ainda preciso votar em você, Serginho?)

Fonte: IDG Now

20100723

Eleições | Participe do 1º debate on-line presidenciáveis 2010 no dia 26 de Julho

Para quem não sabe somos um dos países mais avançados em termos de tecnologia para eleições. Mas isso não quer dizer que somos um dos mais democráticos e entendidos no assunto, pelo menos os eleitores não muito.

Aproveite essa revolução que a Internet e as mídias sociais estão criando e seja mais cidadão, mais patriota e participe do 1º debate on-line com os candidatos à presidência da república.

O 1º Debate On-line Presidenciáveis 2010 é uma iniciativa dos portais iG, MSN, Terra e Yahoo!, que funcionam 100% na Internet, ou seja, não têm ligação direta com nenhuma outra mídia.

A objetivo central do projeto é oferecer aos cidadãos brasileiros o acesso facilitado e direto às propostas dos atuais candidatos à Presidência da República. Este é o primeiro debate do período eleitoral de 2010 e também o primeiro confronto de ideias entre presidenciáveis realizado pela Internet brasileira.

Além disso, o projeto também explora um ambiente altamente interativo para aproximar a população das questões políticas e ressaltar a necessidade de participação popular.

O 1º Debate On-line Presidenciáveis 2010 também é feito pelo internauta, que pode enviar questões sobre qualquer tema de interesse. Para participar, existem três formas:

Auditório: Para participar, basta acompanhar as informações veiculadas nos sites iG, MSN, Terra e Yahoo!.

Perguntas: Durante as semanas que antecedem o debate, os internautas poderão enviar suas perguntas aos candidatos através dos portais participantes. Basta visitar os sites iG, MSN, Terra e Yahoo! e acessar as páginas especiais sobre o 1º Debate On-Line Presidenciáveis 2010.

Mídias Sociais

Facebook: Após curtir a página Debate On-line 2010, os internautas poderão confirmar sua presença no evento, assim como postar suas perguntas a partir da zero hora do dia 26 de julho, no próprio perfil.

Twitter: Além da atualização diária com assuntos relacionados à corrida eleitoral, os internautas poderão enviar suas perguntas via Twitter, a partir da zero hora do dia 26 de julho, para @debateonlinebr, com a hashtag #debateonline. Serão selecionadas perguntas a serem realizadas no bloco final do programa.

Participe do processo que promete mudar – para melhor – a cara da política nos meios on-line!
Fonte: Mídia Boom

20100721

Voto em branco e nulo são iguais?

Na prática, não há mais diferença entre um e outro. Nenhum deles conta na hora de fazer a soma oficial dos votos de cada candidato. Desde 1997, quando houve uma mudança na legislação eleitoral, os votos brancos e nulos passaram a ter significado quase idêntico, ou seja, não ajudam e nem atrapalham a eleição. Como muita gente não sabe disso, a confusão persiste.

O voto nulo ocorre quando o eleitor digita – propositalmente ou acidentalmente – um número errado na urna eletrônica e confirma o voto. Para votar em branco, o eleitor aperta o botão “branco” do aparelho. Antes de existir urna eletrônica, quem quisesse anular o voto rasurava a cédula de papel – tinha gente que escrevia palavrão e até xingava candidatos. Quem desejasse votar branco, simplesmente deixava de preencher os campos da cédula.

As dúvidas sobre esse assunto sobrevivem porque, até 1997, os votos em branco também eram contabilizados para se chegar ao percentual oficial de cada candidato. Na prática, era como se os votos em branco pertencessem a um “candidato virtual”. Mas os votos nulos não entravam nessa estatística.

Com a lei 9.504/97, os votos em branco passaram a receber o mesmo tratamento dos votos nulos, ou seja, não são levados em conta. A lei simplificou tudo, pois diz que será considerado eleito o candidato que conseguir maioria absoluta dos votos, “não computados os em brancos e os nulos”.

Mas por que então os votos em branco eram contabilizados antes? Há controvérsia sobre isso. Alguns juristas e cientistas políticos sustentam que o voto nulo significa discordar totalmente do sistema político. Já o voto em branco simbolizaria que o eleitor discorda apenas dos candidatos que estão em disputa. Daí, ele vota em branco para que essa discordância entre na estatística. Porém, depois da mudança da lei essa discussão perdeu o sentido, já que tanto faz votar branco ou nulo.

Vale a pena lembrar também que nas últimas eleições tem circulado e-mails que pregam anular o voto como forma de combater a corrupção na política.

Esses textos dizem que se houver mais de 50% de votos nulos e brancos a eleição será cancelada e uma nova eleição terá de ser marcada, com candidatos diferentes dos atuais. Puro engano. Tudo isso não passa de leitura errada da legislação, segundo as mais recentes interpretações do próprio TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Fonte: Tvoto

20100720

O eleitor volátil e a propaganda

Análise de resultados de uma série de três pesquisas mostra que mulheres e jovens tendem a oscilar mais ao manifestar sua intenção de voto

O Ibope Inteligência realizou e divulgou três pesquisas nacionais sobre a sucessão presidencial em um intervalo de menos de um mês. Constatamos um empate total entre os dois principais candidatos, Dilma Rousseff e José Serra, na primeira e na última pesquisa, enquanto a rodada do meio do período apontava vantagem estatisticamente significativa para a candidata do PT.

É conhecida a imagem usada pelos especialistas para descrever o significado dos resultados das pesquisas eleitorais, como "um retrato do momento". Por trás dessa metáfora do retrato existe um fenômeno muito real e importante conhecido na ciência política como "volatilidade" do voto ou do eleitor. A volatilidade é mais presente em períodos pré-campanha eleitoral, e, quanto maior ela for, maior a dificuldade para precisar os resultados finais de uma eleição.

A volatilidade, porém, não é homogeneamente distribuída em todo o eleitorado. Em cada sociedade, por conta de fatores culturais, históricos e políticos, alguns segmentos sociais apresentam um grau maior de volatilidade, ou seja, uma variabilidade acima da média nas intenções de voto. Além disso, o contexto de cada disputa eleitoral e até mesmo os diferentes momentos de uma campanha podem resultar em diferentes segmentos com maior volatilidade.

No Brasil, considerando as últimas eleições para presidente e para governador, temos observado sistematicamente uma volatilidade acima da média entre os eleitores mais jovens, que muitas vezes estão votando pela primeira vez. Ao mesmo tempo, as eleitoras brasileiras tendem a demorar mais para decidir o seu voto e, quando os homens já apresentam uma tendência mais estável, ainda observamos oscilações significativas entre as mulheres.

Essa maior volatilidade de jovens e mulheres pode ser confirmada nos resultados dessas três pesquisas recentes do Ibope Inteligência. Entre as mulheres a intenção de votar em Dilma cresceu de 33% para 37% entre a rodada do início de junho e a do meio do mês. Em seguida, a intenção de voto para Serra subiu 4 pontos porcentuais (de 37% para 41%) na rodada do final do mês, em detrimento de Dilma, cuja intenção de voto entre as eleitoras é hoje 3 pontos porcentuais inferior à registrada na pesquisa anterior. Já entre os homens, os porcentuais sofrem oscilações residuais.

O mesmo movimento é verificado entre os eleitores mais jovens, entre 16 e 24 anos, segmento no qual a intenção de voto de Dilma Rousseff subiu 6 pontos (de 34% para 40%) entre a pesquisa realizada no começo de junho e a do meio do mês e caiu 4 pontos (de 40% para 36%) entre esta e a última pesquisa. Ao mesmo tempo, aumentou em 7 pontos a intenção de voto de José Serra nesta parcela do eleitorado, atingindo 44% no final de junho.

Muitos fatores podem ter favorecido essas movimentações do eleitorado nesse período de praticamente 30 dias, mas a maior curiosidade refere-se ao impacto das propagandas partidárias veiculadas desde maio. Tivemos os programas e as inserções do PT na primeira quinzena de maio, depois a comunicação do DEM e por último o programa e as inserções do PSDB na segunda quinzena de junho.

Segundo estimativas do Ibope Mídia, a exposição do eleitorado brasileiro foi equivalente para a propaganda partidária do PT e do DEM e o alcance das inserções (comerciais ao longo da programação durante vários dias) foi quatro vezes maior do que o do programa (veiculado um dia só). Por outro lado, o alcance do programa eleitoral do PSDB foi cerca de 10% maior do que o do PT.

Em duas pesquisas perguntamos se "nas duas últimas semanas" o entrevistado tinha assistido/ouvido comerciais ou programas em que aparecia algum dos candidatos a presidente. O crescimento da exposição declarada às propagandas de José Serra entre início e final de junho foi significativamente maior entre mulheres, eleitores com nível superior, eleitores com renda familiar de até um salário mínimo, eleitores das regiões Norte/Centro-Oeste e Sudeste.

Desses cinco segmentos do eleitorado mais impactados pela propaganda do PSDB, três correspondem aos que identificamos como mais voláteis. Pode-se concluir, portanto, que, para as mulheres, eleitores com nível superior e eleitores do Sudeste, as propagandas partidárias provocaram movimentos relevantes, provavelmente potencializados pela volatilidade desses segmentos no contexto da disputa entre Dilma Rousseff e José Serra.
Fonte: Estadão

20100715

Lei da Eleição Online peca em brechas técnicas

Monitorar blogs, twitters, redes sociais e emails de políticos concorrentes parece mais importante para a área jurídica contratada pelos candidatos para orientá-los no uso legal da internet do que conscientizar o eleitor da governança na web. O resultado disso já são mais de 2,5 mil processos judiciais relacionados às novas regras da eleição digital.

“É uma guerra eleitoral no sentido de vigiar o outro com objetivo de notificar o TSE sobre transgressões. A tendência é essa guerra tornar-se ainda mais acirrada”, admite José Antônio Milagre, consultor e advogado da LegalTech.

Ele justifica que esse monitoramento é necessário para defender o cliente e, apesar da mudança do perfil dos profissionais da área jurídica, ainda é raro o advogado assumir o papel de cidadão no sentido de conscientizar os internautas sobre os direitos e deveres nesta campanha política.“Isso é papel do Tribunal e não da área jurídica”, opina.

Milagre apresentou alguns artigos da Lei 12034, sancionada em 2009, e da Resolução 23191, válida para as eleições digitais desde o dia 5 de julho, durante a reunião da Comissão de Alta Tecnologia da OAB, promovida nesta quarta-feira pelo presidente da casa,
Coriolano Almeida Camargo*.

A conclusão do encontro foi de que há ainda muitas brechas técnicas que a legislação não contemplou. Exemplo disso são os prazos, os quais exigem critérios de tempo e espaço bem diferentes das mídias tradicionais. Outra peculiaridade da rede é a autoria.

Advogados presentes na reunião da OAB destacaram que tal paradoxo exige muitas provas para colocar a lei na prática, o que dificulta sua eficácia. Diante disso, uma das propostas seria punir os candidatos pelo mau uso da rede após as campanhas políticas, assim como já acontece na área criminal com os candidatos de ficha suja.

Regras e proibições

A Resolução que rege o uso da internet nas eleições proíbe qualquer campanha política paga. Ou seja, os candidatos até podem contratar serviços de profissionais especializados para criação de sites e campanhas, mas tais profissionais só podem utilizar recursos de publicidade em sites de terceiros se esses forem pagos em outra mídia. Detalhe: a publicidade deve ser idêntica a que foi vendida e utilizada em outra mídia. Milagre conta que isso mudou muito os tamanhos de anúncios feitos em jornais para otimizá-los para internet.

Apesar da proibição do uso do dinheiro nas campanhas, os sites são desenvolvidos com técnicas, conhecidas como SEO, para relacionar palavras estratégicas (tags) aos candidatos, o que na publicidade é comprado no formato de link patrocinado vendido pelos sites de busca como o Google.

Outra restrição estabelece que os sites devem ser hospedados por provedores no Brasil, mas Milagre alerta para o fato de que a regra não se aplica a blogs, portanto, candidatos com má intenção podem hospedá-los no exterior. Vale ressaltar que, independente do formato blog, rede social ou site, o TSE considera a mídia cujo endereço eletrônico foi encaminhado como site que deve ser hospedado localmente.

É justamente nesses casos em que os provedores, desta vez, serão obrigados a retirar determinados conteúdos quando notificados por qualquer cidadão. Nessa guerra eleitoral, Milagre destaca que essa decisão torna o próprio provedor em juiz na remoção do conteúdo. Vale ressaltar que outros regulamentos só exigem remoção de conteúdo pelo provedor após notificação jurídica.

Há ainda algumas punições relacionadas à suspensão informática, direito de resposta ou multas pelo envio de email marketing que abrem brechas técnicas para manipular data de envio ou publicação de texto, o que dificultará comprovar determinadas denúncias.

São por essas razões que o candidato que estiver disposto a seguir as regras da eleição digital terá de buscar como apoio não só um advogado, mas também um perito digital que tenha capacidade de gerar provas para se defender da guerra de processos.

Vale lembrar, entretanto, que as regras da eleição digital nem sempre condizem com as regras da Sociedade em Rede, que além de preservar a autoregulamentação acredita também na colaboração e no relacionamento.
Fonte: Portal Decision Report