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20100928

As lições que Nanny McPhee pode ensinar ao seu filho

Por Laura Lopes
“Nanny McPhee”, com “c” minúsculo e “p” maiúsculo. É assim que a babá com cara de bruxa se apresenta. Ela aparece quando as crianças precisam de seus poderes disciplinadores, mas afastam sua presença. E vai embora quando as crianças já estão devidamente educadas, mas anseiam por sua companhia. Ela está de volta aos cinemas em Nanny McPhee e as lições mágicas, que estreou na sexta-feira passada (19).

A babá, que num primeiro momento assusta, é carregada de significados. À medida que as crianças vão aprendendo suas lições, ela fica mais bela. Depois da lição 1: ela perde as verrugas; depois da 2, a “monocelha” se separa em duas sombrancelhas bem desenhadas… E assim vai. No fim do filme, ela está mais elegante e as crianças a adoram. Parece até aquele ditado “a quem ama o feio, bonito ele parece”. É mais prudente dizer que sua mágica é ensinar amor, generosidade, companheirismo e valores aos pequenos. Do ponto de vista das crianças (e dos adultos também), é mais fácil gostar de alguém quando todas essas lições foram aprendidas.

O roteiro de Nanny McPhee e as lições mágicas começou a ser criado quando o primeiro filme – o sucesso de bilheteria Nanny McPhee – A babá encantada, lançado em 2005 – estava em produção. Emma Thompson é a protagonista e também roteirista dos dois longas. O filme de estreia foi baseado nas histórias da Babá Matilda, personagem de três obras da escritora inglesa Christianna Brand, que imortalizou em livro os contos da babá sobrenatural que escutava quando menina. Já o segundo roteiro foi de livre inspiração de Emma, ainda que preservando o espírito original das histórias de Brand.

Agora, em vez de um viúvo cheio de filhos, McPhee vai ajudar Isabel Green (Maggie Gyllenhaal), que se vê sozinha com três filhos em uma fazenda no interior da Inglaterra depois que o marido (Ewan McGregor) viajou para lutar em uma guerra – que não é citada, mas tem todo o jeito de II GM. Ela recebe a visita de dois sobrinhos que vivem em Londres, Celia e Cyril Gray, arrogantes e mimados. Os pais das duas crianças, à beira de um divórcio, resolvem afastá-los do convívio familiar. São cinco crianças de mundos completamente diferentes (fazenda versus cidade), com valores diversos (natureza versus luxo) e que não param de brigar. Sra. Green já não sabe mais o que fazer quando recebe um aviso insólito. Deve chamar pela babá McPhee. Além de leitõezinhos que praticam nado sincronizado e uma moto que voa, a babá irá surpreender as crianças com seus ensinamentos. Seu filho já sabe todas elas?

1. Parar de brigar
2. Saber compartilhar
3. Trabalhar em equipe
4. Ser corajoso
5. Ter fé

Além do óbvio caminho moral, o filme tem humor – grande parte dele envolvendo os veteranos Maggie Smith (que já ganhou Oscar de atriz coadjuvante e atriz e é presença fixa na série Harry Potter), como a Sra. Docherty, e Sam kelly, como seu marido.

Fonte: Revista Época

Quem são os piadistas do Twitter

@MussumAlive
59.541 seguidores

Bio O inspetor paulistano Leandro Santos lançou o fake do trapalhão Mussum, com “is” ao fim das palavras

MELHORES TWEETS
- A Cachaça é o cupido engarrafds!

- Procurei no Google: “Acordar Cedo” e o botão “Estou com Sorte” sumiuzis!

- Vocês conhecem a Cerveja de Rato? A MouseBeerzis!

O paulistano Leandro Santos, de 27 anos, sempre gostou de humor, mas nunca foi o palhaço da turma. No ano passado abriu uma conta no Twitter. Queria contar casos presenciados nos “bares da vida”, segundo sua definição. Como não quis se identificar – nem os amigos –, optou por criar um personagem. “Percebi que Mussum era perfeito”, diz. Assumindo as características do comediante dos Trapalhões (1941-1994), suas frases sempre terminavam com o tradicional “is”. Cachacis, cervejis, amiguis. Muitos amiguis, aliás – hoje, o falso Mussum já tem 57 mil seguidores. Bem menos que o de humoristas famosos como Danilo Gentili, do CQC (671 mil), ou Bruno Mazzeo (226 mil), mas bastante para gente desconhecida.


O humor que nasce no Twitter, sem apoio de outros meios de comunicação, veio para ficar. É feito por gente comum, que aproveitou o espaço da internet e a agilidade do microblog para ganhar visibilidade. Leandro, do @MussumAlive, trabalha na cidade de São Paulo como inspetor de segurança veicular e estuda engenharia de produção. E há outros como ele. Disputam a atenção de uma audiência de quase 10 milhões de pessoas no Brasil, um público predominantemente jovem, entre 18 e 24 anos, que se acostumou a rir com o humor rápido e visceral do Twitter. Em 140 toques não há espaço para construir uma piada convencional. Cabe apenas uma ideia e uma formulação feliz. Quando essa combinação dá certo, é muito bom.

@Cleycianne
26.905 seguidores

Bio O funcionário público Thiago Henrique Ferreira é o homem por trás da evangélica que escorrega na religião, mas não na irreverência

MELHORES TWEETS
- Depois que eu me converti, até os meu gases ficaram mais cheirosos!! É que a podridão saiu de minha alma!! #Gloria3xGloria

- Bom dia!!! Dia ensolarado, ótimo dia para você mulher de bem lavar um ungido tanque de roupa!! #gloria3xgloria

- Ontem as irmãs da Igreja ficaram passadas em Cristo quando eu disse que Jesus em inglês é Jesus mesmo! Adoro passar conhecimento!

O publicitário catarinense Dino Cantelli, de 25 anos, chegou a ter uma coluna de humor num jornal do interior. Até que conheceu o Twitter e criou o @TioDino. Colocou um avatar de Abraham Lincoln e saiu escrevendo o que lhe viesse à cabeça, com o deboche e o azedume que marcam seu estilo até hoje. A inspiração? Tudo. A vida, a política, celebridades – e os próprios tuiteiros. História parecida tem o assistente administrativo carioca Leonardo Lanna, de 31 anos. Fã de programas de humor do mundo inteiro, ele entrou no Twitter no ano passado com um amigo para fazer microcontos de 140 caracteres. Aos poucos, porém, as observações ácidas sobre o cotidiano tomaram conta de seu espaço. Hoje, o @microcontoscos já tem 20 mil seguidores, entre eles alguns nomes da nova geração do humor, como o redator Fábio Porchat e o ator Gregório Duvivier. “Até então eu desconhecia meu potencial para fazer graça”, afirma. Como Lanna e Cantelli, o funcionário público paulistano Thiago Henrique Ferreira, de 26 anos, entrou no Twitter sem grandes ambições. Para “espantar o tédio”, inventou a personagem @Cleycianne, uma evangélica fervorosa que comenta seu dia a dia e a vida das celebridades. Tudo é inspiração para Cleycianne. “Desde o óbvio, como a programação evangélica da TV, até conversas que escuto diariamente no ônibus”, diz.

Tuiteiro assíduo, com 168 mil seguidores, o casseta Hélio de La Peña se diz fã do humor que nasce no microblog. “É uma vitrine para talentos que, em outra época, você nem perceberia”, afirma. Na lista de humor de sua conta, convivem os consagrados e os novatos, sem hierarquia. Outro famoso do mundo do humor, o redator e ator carioca Marcius Melhem (128 mil seguidores) elogia a liberdade de fazer graça no microblog. “Esse humor experimental, sem patrão, é genial”, afirma. “Resisti muito antes de entrar no Twitter. Muito de minha decisão de participar veio desse clima de experimentação e troca”, diz. O fenômeno do humor no Twitter é parecido com o dos blogs, que revelou nomes como Kibeloco e Mr. Manson, do Cocadaboa. Mas é mais ágil e diversificado, reflexo da natureza dessa nova rede social.

@TioDino
19.577 seguidores

Bio O publicitário catarinense mistura humor e notícias

MElHORES TWEETS
- Tenho alguns amigos imaginários. Quando imagino que posso
contar com eles, me ferro

- Você reclama que não teve uma infância feliz. Mas pelo menos não foi batizado pela Baby Consuelo

- A vida sorriu pra mim. E não tinha os dois dentes da frente



Nem todos os humoristas que nasceram no Twitter querem se identificar. Pelo menos por enquanto. Alguns temem a reação de seus chefes e colegas – já que têm empregos “sérios”. Outros acham que a graça está no mistério. O dono do Twitter @NairBello não conta seu nome nem de onde é. E ainda responde aos e-mails como uma confusa e simpática “nonna”, inspirada na comediante que morreu em 2007. “Oi, Bella, depois eu respondo que agora está na hora da novela do Manoel Carlos. Ma che!”, diz.

Levando em conta que ainda é de manhã e que Viver a vida já havia terminado, pode-se perceber que ela (ou ele) não tem hora para fazer piadas. Não à toa tem 46 mil seguidores. Outro que protege sua identidade secreta é @OCriador, o maior dos “tuiteiros-de-raiz” – como eles próprios se batizaram. São 278 mil pessoas que acompanharam diariamente os conselhos e pitos que descem diretamente do Céu. Desconfiado, “o Pai” mandou sua fotografia para a revista – sem que seu rosto aparecesse. Conta que é alagoano, solteiro e tem 24 anos. “Muitos conhecidos meus desconfiam que eu sou O Criador. Mas eu nego até a morte!”, afirma.

O sucesso já levou alguns para fora das fronteiras do Twitter. Thiago Ferreira negocia levar Cleycianne, a “serva do Senhor no mundo da internet”, para a televisão. O Criador já tem um quadro na Rádio Mix, no qual suas frases são interpretadas com voz grave. Um dos maiores exemplos dessa migração de mídias é o publicitário Bruno Rocha. Brasiliense, ele criou o Twitter @HugoGloss, um personagem que ironiza o mundo das celebridades. Apesar das críticas, caiu no gosto de gente famosa e foi convidado por Luciano Huck para ser redator do Caldeirão. “O Twitter me abriu portas, mas é preciso saber por qual delas você pode entrar”, afirma. “Brilhar em 140 caracteres não significa que você fará bem qualquer coisa.” Um raro momento de seriedade.

@OCriador
279.638 seguidores

Bio Formado em Direito, o alagoano assume a voz de Deus e dá conselhos e pitos a seus “filhos”

MELHORES TWEETS
- Newton, diferentemente de Adão, entendeu Meu recado sobre a gravidade da maçã

- A frase “encontrei Jesus” foi dita pela primeira vez por uma criança em Nazaré, durante uma brincadeira de pique-esconde

- Se Moisés houvesse ouvido sua esposa e parado para pedir informação, não teria vagado 40 anos perdido pelo deserto.


Por Martha Mendonça.
Fonte: Revista Época

20100922

O grande erro das redes sociais

Por Ricardo Lacerda
Está na hora de as empresas monitorarem o que as pessoas comentam sobre marcas em redes sociais. É o que afirma o especialista em marketing digital e diretor da Agência Publiweb, Conrado Vaz, que nesta quarta-feira desembarca em Porto Alegre para ministrar um workshop sobre o assunto. “As redes podem atingir uma enorme quantidade de pessoas, mas as empresas não são capazes de detectar esses dados porque não se preocupam com eles”, alerta Vaz. Nesta entrevista, ele conta por que as marcas ainda têm tanta dificuldade para se adaptar às particularidades das redes sociais e garante: por enquanto, nenhuma marca utiliza plenamente o potencial do Twitter. Confira:

Recentemente, AMANHÃ publicou uma reportagem mostrando que as marcas estão “perdidas” no ciberespaço. Você concorda?
Vejo que não só as marcas, mas as próprias empresas estão perdidas. O modelo mudou do monólogo para diálogo. O discurso de colocar o consumidor no centro de toda a ação agora é uma exigência. O problema nesse aspecto é que as empresas, as faculdades e, principalmente, as agências não prepararam seus modelos de negócio para essa mudança. O consumidor quer interatividade, mas as agências ainda aconselham seus clientes a impor a comunicação onde o consumidor estiver – independente de ele querer isso ou não. Os consumidores querem se relacionar com suas marcas, só que elas não sabem como gerir esse relacionamento.

Quais são os erros que levam as empresas a manter esse descompasso com o comportamento do consumidor?
Um deles é achar que a mídia de massa gera o tipo de relacionamento que os consumidores querem. Quando o consumidor entra na internet, ele lê nos fóruns a opinião sobre cada marca e descobre aqueles problemas que não aparecem na propaganda – e aí o investimento de milhões vai por água abaixo. Não se pode mais achar que uma mentira contada dezenas de vezes no horário nobre se transforma em verdade. Era assim na época que o consumidor não tinha nenhuma opção. A TV era sua grande fonte de informação e, diante disso, tudo que era falado nela tinha credibilidade. Hoje, o consumidor quer se relacionar com as marcas, quer descobrir o que é bom e o que não serve, quer pesquisar preços, compartilhar informações com seus amigos e exercer sua atividade no mercado.

O que são as “redes submersas” de comunicação e por que as empresas devem prestar atenção nisso?
Quando você fala com um amigo seu pelo MSN sobre um produto, posta em um blog uma opinião negativa sobre uma empresa ou começa um movimento para assinar um projeto como o "Ficha Limpa" pela rede, existe um conteúdo informacional enorme que passa despercebido pelas empresas. Ele pode atingir uma enorme quantidade de pessoas, mas as empresas não são capazes de detectar esses dados. Mas são essas redes submersas – de dados, opiniões, críticas, sugestões de melhoria e outras informações cruciais – que estão fazendo cada vez mais a diferença na taxa de conversão de pessoas que “têm contato com a marca” para pessoas que “compram o produto”. Essas redes são detectáveis e representam uma fonte de dados preciosa para qualquer negócio. É a melhor pesquisa de opinião ou pesquisa de mercado que a empresa poderia ter. E é gratuita.

Hoje, é comum vermos campanhas claramente desenhadas para se tornarem “virais”. No entanto, muitas delas fracassam ou deixam a impressão de que estão “forçando a barra”. Existe alguma característica comum que diferencie o marketing viral bem-sucedido daquele que dá em nada?
As empresas acham que viral é lançar um vídeo engraçado na internet. É muito mais do que isso. As campanhas virais são aquelas que capturam o espírito da época, a necessidade do consumidor, aquilo que ele já queria ler ou fazer. O Obama é um excelente exemplo. Ele é um excelente produto. Após uma política que praticamente quebrou os EUA, surge alguém que representa o contrário daquilo que os americanos estavam acostumados nos seus últimos 500 anos: um negro democrata defendendo reformas. Praticamente um conto de fadas – algo muito semelhante como que aconteceu na campanha do Beatle, o nosso fusca, nos EUA na década em 1959, com o "Think Small". Tanto o Obama quanto o Think Small foram virais porque tinham excelentes histórias e representavam o que o público queria em termos de mudança. Viral é muito mais do que um vídeo engraçadinho: é capturar o espírito das massas, é ler o consumidor e entender o que ele quer.

Na sua visão, quais são as empresas que exploram plenamente o potencial do Twitter como meio de construção de marca?
Plenamente, nenhuma. A Zappos é um bom exemplo, mas ainda poderia melhorar. O Twitter não é uma ferramenta de propaganda, é uma tremenda ferramenta de relacionamento. A maioria das empresas não vê o correto papel do Twitter porque não entenderam direito nem o que era blog ou qual o princípio que a internet traz em si. Acham que o Twitter é apenas uma ferramenta, quando na verdade ele encerra um novo conceito que tem muito mais a ver com a nossa ansiedade de informação e de imediatismo na comunicação.
Fonte: Revista Amanhã

20100913

Tome cuidado com o "maltweetment"

Falar mal do chefe é um dos passatempos preferidos do mundo corporativo. Pouco importa se o sujeito é boa praça ou se é encarnação de Mr. Burns, o detestável manda-chuva da série “Os Simpsons”: cedo ou tarde, quem tem a responsabilidade de liderar equipes tende a se tornar alvo das línguas mais afiadas da companhia. A novidade é que, com a popularidade das redes sociais, o alcance da rádio-corredor está se tornando cada vez maior. Hoje, as fofocas e maledicências do trabalho não ficam mais restritas aos corredores da empresa. Elas se estendem para a internet e ganham visibilidade em comunidades virtuais do Orkut, nas redes de amigos no Twitter e do Facebook e até em blogs especializados em malhar chefes – que espalham as informações na velocidade de um clique.

Um dos canais mais utilizados é o Twitter. Hoje, é comum ver pessoas postando microdesabafos – o máximo são 140 caracteres – sobre más condições de trabalho ou situações desagradáveis envolvendo o chefe. A maioria dos posts, claro, são polidos e se resumem a reclamações genéricas ou anônimas: um pedido de folga negado, uma descompostura em um colega, uma tarde com trabalho demais a ser feito etc. Mas alguns usuários vão mais longe e colocam a imagem de suas empresas em xeque.

AMANHÃ monitorou o Twitter durante o mês de junho, em plena Copa do Mundo, e pinçou algumas pérolas nas vésperas dos jogos do Brasil – quando muitos funcionários tentavam encontrar uma maneira de tirar folga. “Quero uma vuvuzela para assoprar na orelha do meu chefe”; “Aguentar meu chefe amanhã, ter de ver aquela careca dele...”; “Receber um e-mail do chefe com trocentas coisas a serem feitas em pleno Brasil x Chile: curto muito”; “Quarta-feira é o dia preferido do meu chefe: ele já teve dois dias pra me f**** e sabe que ainda tem mais dois pela frente”. Foram apenas alguns exemplos colhidos e, evidentemente, todos eles são de pessoas que têm nome e fotos visíveis no Twitter.

Um caso que ficou famoso foi de uma jovem britânica que se identificava somente como Lindsay. No final do ano passado, em um acesso de fúria virtual, ela postou para seus seguidores no Facebook uma mensagem aterradora: “Oh, meu Deus, eu odeio meu emprego! Meu chefe é um pervertido que passa o tempo todo me mandando fazer m**** só para encher o saco”. O detalhe é que entre as centenas de internautas que leram o desabafo estava o próprio chefe de Lindsay, de nome Brian. Conforme o jornal London Evening Standard, que deu ampla repercussão ao assunto, Lindsay acabou sendo demitida por Brian pelo próprio sistema de mensagens do Facebook, minutos depois.

O Twitter e o Facebook são os espaços mais visíveis do “maltweetment” – como vem sendo chamado o ato de maltratar chefes, colegas de trabalho e até mesmo empresas por meio de tweets em redes sociais. Mas há outros canais que proporcionam o “serviço” com mais requinte. O portal Bossrater.com, por exemplo, permite que o internauta avalie o próprio chefe em 50 atributos diferentes, desde o respeito com que trata a equipe até a capacidade de “tornar o trabalho divertido”. A avaliação é anônima e os nomes avaliados são mantidos em sigilo. Mas as notas podem ser enviadas a cada chefe através do próprio site, sem revelar quem atribuiu as notas – o que, em tese, cumpre o objetivo de ajudar os internautas a dar um feedback qualificado aos seus líderes.

Já o portal Ebosswatch.com vai mais longe: mantém um ranking aberto com os 25 piores chefes dos Estados Unidos, todos eles devidamente eleitos por voto popular. Tal como no Bossrater.com, as avaliações são permitidas. A diferença é que os resultados ficam à disposição para todo mundo ver, com nome e sobrenome dos chefes ranqueados, bem como a empresa em que eles trabalham. Até agora, só têm aparecido na lista personagens envolvidos em acusações de assédio sexual. Mesmo companhias reconhecidas por proporcionar bons ambientes de trabalho, como a Basf e o banco HSBC, acabam aparecendo de lambuja nesse ranking indesejável.

Posts inofensivos

Mas, afinal, o que está por trás do “maltweetment”? O que leva as pessoas a utilizar as redes sociais como válvula de escape para as frustrações cotidianas do trabalho? As respostas começam por uma constatação básica a respeito das redes sociais virtuais: para muitos, elas são meras extensões das redes convencionais – que já existiam muito tempo antes de haver internet. “Falar mal do chefe em uma rede social equivale a fazê-lo em um papo de cafezinho. É um comportamento bem conhecido nas empresas. Não há nada de novo aí”, sustenta a consultora Simoni Missel, sócia diretora da Missel Capacitação Empresarial, especializada em gestão de pessoas.

O problema, nesses casos, é que um desabafo virtual não fica restrito à roda de amigos. Ele fica registrado na rede e ao alcance de todos – clientes, fornecedores, acionistas e, é claro, o próprio chefe. Uma pesquisa feita pelo site britânico MyJobGroup, especializado em recolocação profissional, mostra que 70% dos profissionais sequer cogita a possibilidade de ter suas mensagens virtuais monitoradas pelo chefe ou por qualquer outra pessoa da empresa em que trabalham. Para 40% deles, falar sobre o trabalho no Twitter ou em qualquer outra comunidade virtual é uma atitude simplesmente “inofensiva”. Publicado no final de maio, o estudo avaliou as opiniões de mil funcionários do Reino Unido e chegou a uma conclusão interessante: um em cada quatro entrevistados se sentia absolutamente seguro para criticar o chefe na internet.

No Brasil, ainda não há pesquisas muito abrangentes sobre o assunto. Mas os especialistas garantem que o quadro não deve ser muito diferente daquele encontrado em outras partes do mundo. “O brasileiro, de um modo geral, utiliza bastante as redes sociais para aumentar suas conexões, mas muitas vezes o faz com pouca preocupação em relação à privacidade”, atesta Raquel Recuero, doutora em Comunicação e pesquisadora na área de redes sociais da Universidade Federal de Pelotas (UFPel).

A profusão de brasileiros na rede, aliás, faz com que alguns casos de “maltweetment” passem despercebidos. Recentemente, o consultor de recursos humanos Álvaro Mello, sócio da Carvalho & Mello, de São Paulo, acompanhou a história de um funcionário que falava mal do chefe no Twitter. Ao descobrir o problema, o chefe adotou uma solução pitoresca: em vez de chamar o funcionário para esclarecer as coisas, decidiu acompanhá-lo anonimamente na rede. “Mas o twitteiro descobriu que estava sendo seguido e então criou outro perfil para despistar. Que eu saiba, não aconteceu nada de grave com ele”, conta Álvaro, que prefere não revelar os nomes envolvidos.

Um dos fatores que motivam o falatório virtual é a falta de um ambiente propício ao diálogo. Companhias fechadas, com códigos de conduta opressores demais, sem espaço para o feedback e para o bom relacionamento entre chefes e subordinados, tendem a ser as primeiras vítimas do “maltweetment”. “Pode ser um alerta de que algo está errado na empresa. Cabe ao líder da área ouvir o que o funcionário tem a dizer. Mas não adianta somente ouvir e não tomar medidas práticas para resolver o problema apresentado”, alerta Ruy Shiozawa, presidente do capítulo brasileiro do Great Place To Work (GPTW), consultoria responsável pelos rankings das melhores empresas para se trabalhar.

A necessidade de falar (e ser ouvido) é característica padrão dos executivos mais jovens, nascidos no início dos anos 80 e que, hoje, começam a bater às portas das grandes empresas. Também conhecidos como Geração Y, eles rejeitam as velhas relações hierárquicas e a lei do “manda quem pode, obedece quem tem juízo”. O que vale, para eles, é o poder do diálogo, que tem de ser aberto, franco e, de preferência, informal.

Quando a empresa é incapaz de proporcionar esse tipo de interação, crescem as chances de eles buscarem apoio nas redes de amigos das comunidades virtuais – não necessariamente com mensagens elogiosas. “Antigamente, um funcionário insatisfeito, que não recebia atenção, só tinha a opção de ficar incomodado – até o momento em que acabava indo embora. Hoje é diferente: quando necessário, ele busca outros canais para extravasar a insatisfação”, explica Simoni Missel.

Paredão virtual

Há vezes, porém, em que um ambiente aberto e comunicativo é incapaz de conter o “maltweetment”. Um caso emblemático é o do HSBC, reconhecido pela excelência nos processos de comunicação interna. A rede de intranet do banco é mais do que um mero banco de dados. É uma verdadeira central de relacionamento onde todos os funcionários encontram notícias atualizadas, comunicados internos, sistemas de treinamento e até programas de TV. A empresa estima que 97% dos seus funcionários – o equivalente a mais de 23 mil pessoas só no Brasil – utilizam a intranet diariamente. Isso sem contar o “Blog do Presidente”, um diário virtual em que Conrado Engel, principal líder do banco no Brasil, compartilha visões e abre espaço para o diálogo informal com todos os funcionários. Mesmo com esses procedimentos, que se repetem no mundo todo, o HSBC teve três executivos dos Estados Unidos colocados no paredão do Ebosswatch.com.

O HSBC não impõe restrições ao diálogo interno. Cada funcionário tem liberdade para falar o que bem entende – inclusive formular críticas – para seus superiores imediatos. Os executivos americanos do banco foram citados pelos internautas devido a problemas pessoais de conduta que não tinham relação com o sistema de gestão. “Talvez tenhamos pecado ao não ter uma política para redes sociais. Mas mostramos aos funcionários que estamos dispostos a melhorar o que não estiver bom aqui dentro”, aponta Juliana Marques, superintendente de comunicação interna do HSBC. Ela explica que a instituição ainda busca diretrizes mais claras sobre o uso interno de redes sociais – que, em alguns departamentos, é proibido.

Em fevereiro deste ano, a Basf lançou um “manual de diretrizes de mídia social on-line”. Gislaine Rossetti, diretora de comunicação para a América do Sul, garante que a iniciativa não tem nada a ver com o fato de a empresa ter sido citada no Ebosswatch.com. “Esse assunto sequer teve repercussão aqui dentro”, diz. De qualquer forma, Gislaine acredita que é necessário orientar os funcionários na forma de lidar com as redes sociais – e o manual foi criado justamente com esse objetivo.

Até porque algumas dessas redes podem ser úteis para quem trabalha com vendas e outras atividades que demandam agilidade no contato com um grande número de pessoas. “Os funcionários têm opiniões próprias e nós temos de respeitá-las. Mas acredito que é bom ter um direcionador, até para que tenhamos um código de conduta. É preciso ficar claro que, quando estão na internet, eles são porta-vozes da nossa empresa”, sustenta Gislaine.

Repercussão real

Não se sabe, ainda, como as empresas vão reagir ao “maltweetment”. Para muitas, o fenômenos das redes sociais em si ainda é um mistério – tal como mostrava AMANHÃ na reportagem “Perdidas no Ciberespaço”, que foi capa da edição 262 (março/2010). Outras ainda esbarram em uma dificuldade tipicamente brasileira: a de dar e receber feedbacks internos. Aqui, os traços culturais básicos do Brasil, como a descontração, o bom humor e a sociabilidade, não ajudam em nada. Ao contrário: atrapalham. Em linhas gerais, dizem os especialistas, o brasileiro se apega demais aos laços de amizade no local de trabalho – e, por isso, evita comentários mais contundentes sobre seus pares. Portanto receber uma crítica é mais do que uma tarefa indigesta: muitas vezes, é algo que suscita sentimentos de deslealdade e traição. “A qualidade e a quantidade de feedbacks nas empresas brasileiras são muito baixas. Existe, ainda, uma grande margem de intolerância”, atesta o consultor Álvaro Mello.

Se quiserem se manter livres dos detratores virtuais, porém, as companhias brasileiras terão de solucionar esse tipo de problema. A receita é estimular os funcionários a abrir o coração para que suas frustrações apareçam – e sejam tratadas – dentro dos domínios da empresa, e não nos trendtopics do Twitter. Outra medida que também ajuda é estabelecer regras claras de conduta.

“É preciso mostrar que a reputação do funcionário está diretamente ligada à reputação da empresa”, argumenta Andrea Huggard-Caine, membro do comitê de criação do Congresso Nacional de Gestão de Pessoas (Conarh), evento que é realizado anualmente pela Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH). Andrea ressalta que essas regras têm de ser comunicadas e reforçadas sistematicamente. Sempre com o objetivo de estabelecer um senso de justiça. Se um funcionário prega mentiras ou difunde acusações levianas à empresa ou ao chefe, tem de ser exemplarmente punido. Mas se a crítica é procedente e revela oportunidades de melhoria, vale a pena ser considerada. “O gestor tem de analisar a situação de seus funcionários pelos olhos deles”, destaca Andrea.

A pressão do “maltweetment” serve de estímulo para que as empresas se aprimorem na gestão dos feedbacks, o que também atende a uma reivindicação inerente da Geração Y. Para Andrea, os executivos mais jovens não se satisfazem mais com as velhas pesquisas de clima e nem com as possibilidades abertas pelos sistemas de avaliação 360º. As respostas têm de ser imediatas. “É como se eles quisessem um ‘backtwitter’, uma resposta rápida e imediata para suas frustrações”, compara ela. Para Ruy Shiozawa, do Great Place To Work, as grandes empresas já se deram conta de que é preciso diminuir a distância entre os períodos de pesquisa de clima. Muitos bancos, diz ele, já não fazem mais pesquisas de clima bianuais, como manda a cartilha. “Hoje, alguns preferem fazer avaliações menos espaçadas, de ano em ano e até com acompanhamento trimestral”, garante.

“Bemtweetment”

Para as empresas que já cumprem todos os requisitos do diálogo interno, a dica é explorar o caminho da cumplicidade. Isto é: utilizar a boa relação entre chefes e subordinados para que a exposição da empresa nas redes sociais aconteça de forma positiva. Pelo menos é essa a receita adotada pela Serasa Experian, empresa especializada em análise de crédito. O RH da companhia – que é conhecido como “Departamento de Desenvolvimento Humano” – não restringe o acesso a redes sociais. Ao contrário: estimula os funcionários a explorá-las de forma positiva e segura. Uma das ênfases está em zelar pela privacidade. A Serasa recomenda que os empregados não exponham na internet o nome da escola dos filhos, por exemplo, e que mantenham em sigilo qualquer pista sobre o lugar em que moram, o trajeto que costumam fazer até a empresa etc. Para reforçar a mensagem, a companhia busca referências de posturas inadequadas no YouTube.

“Mostramos que um post, por exemplo, pode prejudicar a imagem do funcionário no mercado e, por isso, defendemos que ele se preserve de possíveis danos”, conta Marília Lomonaco, coordenadora de desenvolvimento humano da Serasa Experian. Também em fevereiro, a Serasa lançou seu manual de instruções para a utilização de redes sociais – chamado internamente de “Política de Orientação ao Ser Serasa Experian nas Redes Sociais”. O livro foi feito em conjunto com as equipes de marketing, TI e segurança da empresa.

A interação não se dá somente na internet. A política de comunicação da Serasa também contempla a premissa de que o líder deve ser o ponto de partida do processo e que todas as informações sejam devidamente comunicadas aos funcionários – mais de 3 mil, no total. Ao assumir a presidência da empresa, em janeiro, Ricardo Loureiro colocou em sua agenda encontros com os gerentes do Brasil e da América Latina.

Durante cinco meses, cerca de 300 executivos se encontraram com ele, alternadamente, em diversas ocasiões – cafés da manhã, almoços, reuniões informais etc. Hoje, Loureiro mantém encontros mensais com cerca de 50 executivos para discutir temas estratégicos que depois são repassados para todos os funcionários. “Nosso propósito é fazer uma comunicação colaborativa, ágil, consistente e transparente. Tudo bem ao estilo da Geração Y”, conta Marília.

“A relação construtiva faz com que o funcionário se comprometa em não malhar seu chefe abertamente. Ele terá uma atitude mais séria, com certeza”, aposta a diretora executiva da consultoria Human Capital, Selma Paschini. Com o devido cuidado, é possível converter o fenômeno em “bemtweetment” – e evitar que os chefes da empresa fiquem com fama de Mr. Burns.

A CARTILHA DO "BEMTWEETMENT"
O que os especialistas recomendam para evitar desgastes nas redes sociais

O que os funcionários devem fazer:

Mesmo que expresse opiniões meramente pessoais, tenha em mente que você representa a empresa na qual trabalha.

Se não tiver certeza de uma informação, solicite orientação superior.

Certifique-se de que a informação é pública e pode ser noticiada.

Seja honesto e transparente no conteúdo que publica.

Escreva apenas sobre o que você realmente sabe.

Associe-se a posicionamentos oficiais da empresa até mesmo indicando links.

Seja cuidadoso ao fornecer informações sobre sua vida pessoal e profissional.

O que os funcionários não devem fazer:

Violar direitos autorais.

Divulgar informações confidenciais.

Comentar assuntos ou rumores de alçada do departamento jurídico.

Falar a respeito de assuntos financeiros, preços e previsões.

Escrever sobre a empresa de forma anônima.

Confiar em termos de responsabilidade – eles não evitam problemas jurídicos.

O que as empresas devem fazer:

Ter uma política clara de comunicação.

Oferecer manuais de conduta em redes sociais.

Manter um clima sempre aberto ao diálogo e às críticas.

Usar as redes sociais de forma positiva – inclusive para os funcionários.

Responsabilizar funcionários que mentirem ou expuserem a marca a constrangimentos.

Diminuir o intervalo das aplicações dos sistemas internos de avaliação.

AS PESQUISAS DE CLIMA FICARAM MAIS VELOZES

As redes sociais não servem apenas como válvula de escape para os maus ambientes de trabalho. Elas também podem ser utilizadas para aprimorar o clima organizacional – com mais agilidade e rapidez que qualquer outro tipo de ferramenta. Essa é a proposta de uma nova ferramenta que o Great Place to Work (GPTW) está desenvolvendo. Responsável por elaborar os famosos rankings das melhores empresas para se trabalhar, a empresa pretende lançar a solução em até um ano. A pesquisa não será tão detalhista quanto as tradicionais avaliações 360º, por exemplo. Mas Ruy Shiozawa, presidente do GPTW no Brasil, garante que a menor profundidade será compensada pela velocidade com que os resultados serão gerados. “Hoje, todos na empresa têm pressa em obter as avaliações. Ninguém quer esperar um longo período para ler os relatórios”, conta.

Usar redes sociais para avaliar funcionários não chega a ser uma revolução. A própria GPTW já usou a intranet de uma empresa para fazer pesquisas sobre determinados assuntos. Obviamente, a maior velocidade das respostas sobre o clima organizacional permitirá que as empresas tenham maior agilidade para tomar decisões e solucionar possíveis problemas internos.
Fonte: Amanhã

Você notou um gap no budget do seu business plan?

É muito comum em nosso cotidiano ouvirmos as pessoas falando algum tipo de expressão em inglês. Já não nos é estranho ouvir alguém dizer que vai a um happy hour, ao shopping, ou comprar um novo notebook. Muitas dessas expressões já foram incorporadas ao vocabulário dos brasileiros, em especial, nos ambientes empresariais. Nas multinacionais, obviamente, mas também nas empresas nacionais. E não é por menos, as línguas não são mais “territorizadas”. Todo o processo de globalização faz com que hoje tenhamos acesso às mais variadas informações e conteúdos nesse idioma. Muitas de nossas referências e de práticas corporativas vêm de fora, assim como programas de computador e outras tecnologias em geral.

E não há problema algum nisso. Irritar-se e negar as expressões estrangeiras abolindo-as do seu vocabulário pessoal, realmente não faz o menor sentido. Ignorar essas tendências idiomáticas seria como nadar contra a maré. O problema, na realidade, reside no “deslumbre corporativo” que se estabelece sobre o uso dessas expressões. O inglês já é uma exigência inegável para o sucesso profissional. Desta forma, em nome do status que esse conhecimento proporciona, muitos profissionais se tornam incapazes de concluir uma frase sem utilizar uma expressão da língua inglesa, como se aquelas palavras fossem completamente intraduzíveis.

"Existem pessoas que, para se valorizar profissionalmente, utilizam um termo com o qual não estão familiarizadas, usando-o inadequadamente"

Esse exagero pode ter como consequência o ruído na troca de informações. O interlocutor pode não compreender e, por vergonha ou insegurança de ser excluído do meio em que está inserido, não perguntar o que se quis dizer. Ou pior, para se valorizar profissionalmente, o indivíduo utiliza um termo com o qual não está familiarizado, usando-o inadequadamente. Se o indivíduo estiver conversando com alguém que entenda menos que ele sobre o assunto ou sobre o próprio idioma, a atitude pode até passar despercebida, mas se por acaso o ouvinte tiver mais conhecimentos acerca do tema, será uma saia justa e tanto.

Esse é o momento de ponderar até onde vai a real necessidade do uso dessas palavras e onde começa o ridículo. Esse discernimento e bom senso de quando utilizar alguma expressão faz toda a diferença entre um e outro profissional.

A tendência é que utilizemos cada vez mais outros idiomas em nosso dia-dia. Há situações que requerem seu uso e não há mais como voltar atrás. O segmento de tecnologia da informação, por exemplo, é rico em expressões norteamericanas. Há casos, inclusive, de profissionais que utilizam o que chamo de VVP, Vocabulário de Valorização Profissional, ou seja, recheiam suas frases de expressões de conhecimento peculiar de certo segmento para conferir se o interlocutor também é detentor de tais conhecimentos.

Não concordo com o uso exacerbado de expressões estrangeiras, mas em alguns casos seu uso é saudável, até porque se brigamos por um mundo globalizado, precisamos conhecer outras línguas e culturas. O que vale, acima de tudo, é o bom senso.
Fonte: Amanhã

20100825

O debate pela internet

O primeiro debate presidencial transmitido pela internet, organizado pela Folha de S. Paulo e pelo UOL, bateu recordes de audiência, virou um dos assuntos mais comentados no twitter e trouxe inovações importantes, como as perguntas feitas pelos internautas (ótimas, por sinal).

Mas, como todos os outros debates anteriormente transmitidos pela TV, deixou muito a desejar com relação ao objetivo da exposição das diferenças de ideias e propostas dos candidatos - sempre alardeado como o primeiro e principal objetivo desse tipo de confronto, na voz de seus promotores, que, nessas ocasiões, gostam de encher o peito e falar em defesa do aprofundamento da democracia, pluralidade de opiniões, etc, etc.

Quem acompanhou o debate de ontem viu o mesmo desfile de sempre de discursos rasos, superficiais e atulhados de números enganosos sobre questões que passearam – sempre muito rapidamente e sem qualquer profundidade – pelas reformas tributária e política, o uso de incentivos fiscais para impulsionar a economia, a política de saneamento, a legalização do aborto, entre outros assuntos, todos muito complexos.

Tudo concentrado em duas horas, com falas, réplicas e tréplicas de, no máximo, dois minutos. Isso significa que não há chance de qualquer candidato aprofundar-se, revelar-se ou expor-se , um pouquinho que seja, em qualquer assunto. Quem procura mais densidade sai muitas vezes desses debates com uma sensação de que eles não serviram para nada.

Em geral, culpa-se a crescente influência dos marqueteiros nas campanhas pela esterilização dos debates e pela infinidade de regras que acabam engessando o comportamento dos candidatos . Acho que isso é verdade, mas desconfio que isso também não explica tudo. Quem viu os debates das últimas campanhas presidenciais americanas – entre Barack Obama e John McCain, George W. Bush e John Kerry ou George W. Bush e Al Gore – sabe que, nos EUA, os candidatos se expõem muito mais nesses confrontos. E lá é a pátria por excelência do marketing eleitoral e político.

Orjan Olsen, um dos maiores estudiosos brasileiros de campanhas eleitorais, costuma dizer que não vai dar para levar a sério nenhum debate político no Brasil, enquanto eles continuarem a ser transmitidos fora do horário nobre de audiência, com intervalos comerciais no meio e com assessores cochichando nos ouvidos dos candidatos durante esses intervalos.

Acho que ele tem razão. Ontem, o primeiro debate presidencial pela internet reproduziu o mesmo formato da TV, com blocos e intervalos no meio. Alguém pode explicar a razão se o objetivo do debate era o “aprofundamento das ideias”, como alegaram seus promotores? Se a internet é o terreno fértil da inovação, o primeiro debate presidencial no Brasil pela web não deveria também ter um formato mais inovador?
(Guilherme Evelin)
Fonte: Revista Época

20100810

Aos 65 anos, Rita Lee entra no Twitter e se destaca por usar a ferramenta como nenhum outro famoso

No seu perfil, @LitaRee_real, a roqueira de 65 anos fala da vida pessoal e também da novela das sete e das nove; defende a causa dos animais e debocha dos políticos; manda recado aos filhos, conversa com os amigos e, não raro, posta perguntas para tentar entender melhor a ferramenta, que começou a usar no dia 5 de julho, com sucesso. Um mês depois, ela já contabiliza mais de 31.000 seguidores; uma semana atrás, eram menos de 21.000.

Como é famosa, sua espontaneidade ganha ainda mais cor. O site, afinal – um microblog onde se pode escrever 140 caracteres sobre qualquer coisa –, é mais usado por celebridades para fazer marketing pessoal. Ali, quem é público geralmente posa de bonzinho, propagandeia seu próximo ou último feito e não sai um milímetro fora da linha que divide o politicamente correto do incorreto, além de ser extremamente discreto sobre sua vida pessoal. Rita, que está em turnê com o show Etc... desde abril, mal fala nisso.

Sorte de seus seguidores, a roqueira ignora os códigos do bom-famoso e escreve o que quer, de forma direta e com direito a palavrões. E em linguagem de internet, com abreviações, alguma pressa e erros de gramática. Um bom exemplo (sem palavrões): “A cirurgia foi zipzap, limpei as tetas e as percianas, voltei p/ casa c/ 2 drenos me seguindo, as vezes ordenho o sangue deles q é meu”.

Foi dessa forma que ela deu a notícia, no dia 23 de julho, de que tinha feito uma operação nos seios – para se prevenir do câncer, já que tem histórico da doença na família – e nas pálpebras – por estética, pois elas estavam caindo sobre os seus olhos. A explicação, porém, veio depois que ela recebeu uma série de tuítes do tipo “o que aconteceu?”. E vem tendo que se explicar desde então – a última vez foi no dia 5 de agosto.

É melhor aproveitar o humor, as boas frases de efeito e as histórias não filtradas de Rita no Twitter, antes que ela se aborreça com o assédio ou se canse do novo brinquedo – ou, como já tuitou, vício -, que apelidou de “clubinho”.

VEJA.com selecionou alguns de seus posts. A seguir, leia uma entrevista com a cantora, em 140 caracteres.

Como e onde foi apresentada ao Twitter?
Meu filho @JoaoLeeMusic me apresentou. Eu me vicio fácil, fácil sã...

Por que se associar ao microblog - e por que agora?
Sei lá, é sempre bom 1 brinquedinho novo

Por que os seus tuítes são mais espontâneos e interativos do que a média dos famosos?
Thanx, eu acho terapêutico escrever o q dá na telha

Seu perfil pessoal é @LitaRee_real, com mais de 31.000 seguidores. Seu perfil profissional é @Rita_Lee, com menos de 7.400 seguidores. Por que separá-los?
P/ falar a verdd eu nem sabia q existia o profissa, rsrsrs

Como reagir aos patrulheiros do Twitter – aqueles que, em vez de dar unfollow, ficam criticando seus tuítes?
Ah, depois d 45 anos aguentando jornalistas agressivos, isso p/ mim é merreca

Sua opinião: por que, afinal, um tuiteiro acredita que pode dizer a outro o que ele deve postar?
Quem tuíta o q quer recebe o tuíte q ñ quer...

Política é um dos seus temas no site. Alguma ideia para um tuíte sobre o assunto exatamente agora?
Voto obrigatório é o fim da picada, votar é 1 direito, ñ 1 dever

Que famoso escolheria para fazer um perfil falso?
1 q já morreu, tipo James Dean ou Carmen Miranda

E qual seria o primeiro post?
James Dean: estou morto mas ñ perdi a pose. Carmen Miranda: ñ deixem aquele gringo fazer 1 filme sobre minha vida

O que você ainda não entendeu do funcionamento do site?
Putz, zilhões d coisas! Incrível como a molecada tem a mó paciência d me ensinar

Dente de ouro, operação dos seios e pálpebras. Como os seus seguidores reagem a esse tipo de assunto?
Me desejam saúde, fazem piadas, duvidam q eu sou eu, querem saber se estou doente

Qual é o seu Follow Friday (#FF) desta semana?
Já aprendi o q é #FF e #UNFF, viu? Num gosto muito dessas regrinhas... Mas se tiver q sugerir seria @Cafremder, minha nora gauche

Novela é outro assunto abordado por ali. O que está achando de Passione?
Implico c/ o sotaque, é desnecessário e puxa o tapete de grandes atores e atrizes, mas sou noveleira desde os tempos de O Direito de Nascer

O que lhe interessa, hoje, na televisão brasileira?
Telejornais, A Grande Família, CQC, Pânico, Casseta & Planeta, minisséries...

Você pediu aos seus seguidores versões da música-tema de Ti-ti-ti, que é sua. O que recebeu de bom?
Disponibilizamos os canais independentes da música p/ download e chegou mta coisa boa e louca (http://www.ritalee.com.br/tititi/multitrack.htm)

Seu terceiro tuíte foi: “Ainda n dá pra trocar o livro q estou lendo por este novo brinquedinho”. Que livro era?
Tava relendo Fahrenheit 451, do Ray Bradbury

Um mês depois: Twitter ou livro?
Cada vício no seu armarinho. Ontem ganhei 1 iPad c/ biblioteca e Twitter juntos...
Fonte: Revista Veja

Livros digitais e de papel não coexistirão, diz cientista

Jean Paul Jacob, 73 anos, não é um pesquisador qualquer. No Centro IBM de Pesquisas de Almaden, na Califórnia, Estados Unidos, há 47 anos sua especialidade é prever o futuro. Desde 1963, ele já previu o surgimento dos notebooks, das câmeras digitais, o fim dos discos de vinil, o caráter colaborativo da sociedade contemporânea e conceitos como internet das coisas e computação em nuvem. Na década de 1990, antes do lançamento dos e-readers, profetizou o surgimento dos livros digitais, que substituiriam as obras em papel.

A previsão de Jacob - que, apesar do que pode indicar o nome, é brasileiro - parece estar cada vez mais próxima de se concretizar: há duas semanas, a Amazon.com, maior loja virtual de livros do mundo, anunciou que está vendendo mais ebooks do que títulos impressos. O engenheiro, que estará em São Paulo como um dos convidados especiais do Fórum Internacional do Livro Digital, entre os próximos dias 10 e 11, conversou com o site Exame nesta semana. Ele mantém a previsão feita há quase vinte anos e garante: as obras em papel não coexistirão com o mercado editorial eletrônico. "O livro impresso vai para as cucuias", decreta.

O cientista formou-se em 1959 pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos. Foi parar na IBM durante uma missão pessoal: queria percorrer o mundo inteiro em 25 anos. "Passaria um ano em cada país, e comecei pela França, Holanda, Suécia e acabei nos Estados Unidos. Gostei tanto da Califórnia que acabei ficando", conta. Hoje, é pesquisador emérito da empresa, o que, segundo ele, em outras palavras, quer dizer "velho e aposentado".

Algumas previsões de Jacob, como a que envolve os livros digitais, contrariam a de outros futurólogos. Mas ele explica que não diz nada ao acaso. "Já errei algumas vezes e aprendi muito com isso. Refletindo sobre o porquê errei, fui desenvolvendo uma metodologia para fazer meu trabalho ao longo de todos esses anos", garante. Três fatores principais baseiam os cenários futuros projetados pelo engenheiro: "o que está sendo desenvolvido no mundo"; "o que as pessoas querem"; e "quais são os problemas que precisam ser resolvidos".

"Tenho problemas de visão e quando vejo um livro, peço para ele aumentar o tamanho da letra. Não acontece nada no papel. Quando não entendo um termo ou uma expressão ele também não me responde. Queremos interatividade, variar o tamanho dos caracteres, deixar anotações verbais e tudo isso é impossível no livro físico, que chamo de 'tinta sobre árvore morta'", sintetiza o pesquisador. "O livro digital mantém o conteúdo, que é o que importa, e permite todas essas coisas e muito mais. Na internet isso já existe há bastante tempo, só que não é portátil como em um e-reader".

Na conversa que teve com o site Exame, Jacob falou ainda sobre os tablets, carros voadores, videochamadas e as tecnologias que vêm por aí nos próximos anos. Ele disse ainda que tem dificuldade de compreender a mentalidade da geração atual.
Fonte: Portal Exame

Facebook também é lugar de fazer dinheiro

A americana nascida em Hong Kong Clara Shih já foi apontada como uma das mulheres mais influentes da indústria da internet - mais especificamente no setor de redes sociais. A fama se deve principalmente ao fato de ela ter criado o Faceconnector, primeiro aplicativo do Facebook voltado para negócios.

Outro trunfo foi o livro The Facebook Era (inédito no Brasil), em que ela antecipou que o site se tornaria um sucesso mundial também entre as companhias. "As empresas passaram a acreditar na grandeza e no poder da rede depois que entenderam como é fácil, para os usuários, gastar tempo e dinheiro ali", explicou Clara em entrevista por telefone a VEJA.com, dias antes de embarcar para o Brasil.

Nos dias 18 e 19, ela participa da Digital Age 2.0, conferência sobre comunicação e marketing on-line, em São Paulo. Na conversa a seguir, ela fala sobre empresas que já utilizam o Facebook com sucesso e arrisca nova previsão sobre a rede: ela vai pegar no Brasil.

Veja.com - Qual a importância do Facebook para os negócios?
Clara Shih - O Facebook ocupa hoje o lugar que a internet ocupou nos negócios há alguns anos, colhendo opiniões das pessoas. Ele é um importante canal, em constante crescimento, entre as empresas e seus consumidores.

Veja.com - Quais empresas têm usado a rede social da melhor forma?
Clara Shih - As novas empresas nos Estados Unidos têm apostado no Facebook e 75% dos investimentos em mídias sociais estão acontecendo no intuito de popularizar uma marca nesse ambiente. Então, temos visto muito investimento. Com relação aos cases de sucesso, acredito que as livrarias e o Dunkin' Donuts são ótimos exemplos: eles usam o Facebook de uma forma criativa para se conectar com seus clientes, através de páginas na rede social, ferramentas que integram seus sites e aplicativos.

Veja.com - Por que as empresas acreditam no poder do Facebook?
Clara Shih - As empresas passaram a acreditar na grandeza e no poder da rede depois que entenderam como é fácil, para os usuários, gastar tempo e dinheiro ali. As companhias estão aprendendo a trabalhar nesse ambiente e também a conhecer o que não funciona na indústria.

Veja.com - O site pode mudar o marketing on-line no futuro?
Clara Shih - Sim, por duas razões. Primeiro porque as pessoas na rede estão compartilhando informações sobre elas mesmas. Segundo porque, nesse mesmo ambiente, as companhias conseguem trabalhar formas de publicidade voltadas a públicos bastante específicos. Por exemplo: se você deseja fazer propaganda de futebol, é possível encontrar na rede quem ame futebol, graças às informações contidas no perfil de cada usuário. Com esse dado em mãos, as companhias conseguem exibir uma campanha para determinado grupo de potenciais clientes de forma direta.

Veja.com - O Facebook alcançou 500 milhões de usuários no mundo. Qual o segredo da rede social?
Clara Shih - É realmente incrível. No início, a rede era focada não só em criar novos cadastros, mas também em segurar seus usuários. Isso criou um ambiente confiável, onde as pessoas se sentem confortáveis em compartilhar suas informações pessoais. Elas compartilham muitas fotos, eventos e festas de aniversário, aplicativos de games. Isso valoriza a ferramenta e incentiva outros usuários a entrarem na rede. O tempo que as pessoas passam conectadas e os conteúdos que elas compartilham fazem do Facebook um ator tão importante hoje.

Veja.com - Existe hoje um amplo debate sobre privacidade na internet - e o Facebook foi bastante criticado por expor informações de usuários. Como a senhora vê a questão?
Clara Shih - Questões relacionadas a privacidade são de grande interesse para os usuários do Facebook. A rede permite, por meio do perfil, que compartilhemos informações pessoais de muitas maneiras, ao contrário do que acontecia antes na internet e em outras redes sociais. O Facebook tem definido novas normas de privacidade, mas algumas vezes eu encontro pessoas que realmente se sentem pouco confortáveis em dividir muitas informações pessoais. O Facebook tem gasto muito tempo e dinheiro para garantir que seus recursos de controle de privacidade sejam de fácil entendimento para todos. Espero que as pessoas cadastradas possam decidir por elas mesmas o que querem compartilhar e com quem.

Veja.com - O Facebook ainda possui uma presença tímida no Brasil - estima-se que haja menos de 5 milhões de usuários por aqui. Por que a rede social mais popular do mundo não faz sucesso no país?
Clara Shih - O Facebook ainda está começando a explorar o mercado no Brasil. E o Orkut chegou primeiro no país. Os últimos números mostram que o Facebook está crescendo. Eu suspeito que os brasileiros queiram se conectar não só com outros brasileiros, mas também com pessoas de todo o mundo.

Veja.com - Como a senhora se sente por ter sido apontada como uma das mulheres mais influentes da indústria de tecnologia?
Clara Shih - É uma honra. Há alguns anos, quando desenvolvi o Faceconnector e comecei a escrever meu livro, algumas pessoas achavam que eu estava louca.
Fonte: Revista Exame

20100805

Twitterank: Os melhores do Twitter no Brasil

O Twitterank é uma ferramenta indispensável para os Twitteiros de plantão. Através do Twitterank você pode saber quem são os melhores do Twitter no Brasil.
Logo que você acessa o site já é possível ver a lista dos perfis mais populares do Brasil. O rank é baseado em 3 fatores principais: Influência, Popularidade e Envolvimento.
Twitterank: Rank com os melhores do twitter no Brasil
O Twitterank ainda possui um campo onde você informa o Twitter de qualquer usuário e vê a posição geral dessa pessoa no Twitter assim como sua Influência, Popularidade e Envolvimento.

Twitterank: Rank Brasileiro no Twitter

Os mais influentes do Twitter no Brasil
Os mais populares do Twitter no Brasil
Os mais envolvidos do Twitter no Brasil
Os melhores do mundo

Além dessas informações veja o que você ainda pode saber acessando o Twitterank:
Os mais seguidos do twitter no Brasil
Quem mais twitta no Brasil
Os que mais seguem no Brasil

Não deixe de ler nosso artigo “Twitter de famosos”.
Fonte: Design Tecnológico

Google Brasil nas eleição 2010

O Google Brasil anuncia um pacote de ferramentas para facilitar a busca de conteúdos sobre os candidatos na eleição deste ano na web (clique aqui). Uma parceria firmada ainda com a TV Bandeirantes leva ao telespectador o YouTube e o Google Moderator para o Band Eleições, novo programa semanal de eleições da emissora, que pretende aproximar eleitores e políticos.

Via Google Maps, o internauta poderá acompanhar a agenda de viagens dos candidatos e se informar sobre o que cada um está fazendo, graças ao conteúdo do eBand, portal da Band. Já o Google Insights for Search apresenta a número de buscas feitas pelo nome dos principais candidatos.

Os outros aplicativos são o Mapa Histórico, com informações sobre a sucessão de governo nas eleições para governador e presidente desde 1994; e Google News Gadget, onde se pode acompanhar as notícias em rede sobre um candidato específico - seja ele presidenciável ou governadorável. A iniciativa conta ainda com ferramentas (clique aqui) em que os candidatos podem se comunicar os eleitores.

A recém-parceria com a Band prevê conteúdo exclusivo da emissora paulista em seu canal do Youtube. No espaço, os usuários poderão interagir, votando nos seus vídeos favoritos e enviando vídeos e perguntas via Google Moderator, os quais serão utilizados no programa semanal Band Eleições.
Fonte: M&M Online

20100723

O que seu aperto de mão diz sobre você?

Você conhece uma nova pessoa. Aperto de mão.

Você fecha um negócio. Aperto de mão.

Você parabeniza um funcionário, amigo ou chefe. Aperto de mão.

Tão presente no mundo corporativo, o aperto de mão é um dos elementos cruciais para formar uma primeira impressão. E até agora eu nunca tinha ouvido falar sobre uma pesquisa acerca de apertos de mão. Até agora.

Cientistas da universidade de Manchester realizaram uma pesquisa em busca do aperto de mão perfeito e encontraram uma fórmula matemática que leva em consideração 12 variáveis. As que mais se destacam ou pesam na interpretação de um aperto de mão são: 

  • O vigor (ou força) do aperto de mão,

  • a temperatura das mãos e

  • contato visual.
Consequentemente os fatores que mais impactam negativamente em um aperto de mãos são: 

  • Falta de contato visual,

  • mãos suadas ou úmidas,

  • mãos molengas ou frouxas,

  • força excessiva no aperto.
Geoffrey Beattie, Chefe dos pesquisadores, disse que acha incrível uma interação humana tão comum e utilizada no mundo nos negócios a milhares de anos nunca tenha tido um estudo aprofundado e dá dicas para um bom aperto de mão: 
  1. Use a mão direita,
  2. obtenha uma pegada completa e com leve firmeza,
  3. mãos na temperatura ambiente (nem frias nem quentes) e secas,
  4. não mais que três balanços,
  5. mantenha o contato visual e um sorriso agradável,
  6. tenha um discurso (leia-se cumprimento verbal) de acordo com a situação
  7. o aperto de mão não deve durar mais de três segundos.
Fonte: Você S/A

20100721

A interação que cria valor

“Como as organizações podem envolver seus clientes e criar valor junto com eles?”. O questionamento do presidente da Experience Co-Creation Partnership, o indiano naturalizado norte-americano Venkat Ramaswamy, calou a plateia presente no 11º Congresso Internacional da Gestão, promovido pelo Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade (PGQP) em Porto Alegre. As novas dinâmicas de interação estão abalando os pressupostos tradicionais do mercado. Entre eles, o de que qualquer empresa pode criar valor isoladamente, sem contar com a presença de seus parceiros. E é nesse ponto que a chamada ECC – experience co-criation, ou cocriação de experiências – entra em cena. Mais do que oferecer produtos e serviços de qualidade, a empresa precisa pensar no desenvolvimento de uma experiência positiva para os clientes.

O termo “cocriação” não é novo. Foi proposto por Ramaswamy no livro O Futuro da Competição, lançado em 2004 e escrito em coautoria com o professor de gestão de negócios da Michigan Business School, Coimbatore Krishnarao Prahalad – um dos maiores gurus do management mundial, morto em abril deste ano. “A empresa precisa dispor de plataformas de cocriação que permitam uma interação permanente com seus clientes e sua rede estendida, gerando um desenvolvimento contínuo de novas experiências para o cliente e novas oportunidades de negócios”, destaca Ramaswamy em seu livro. No evento do PGQP, o tom do discurso foi o mesmo: “Essas plataformas podem ser tanto físicas quanto digitais, como call centers, sites ou aplicativos para celular, desde que seja uma via de mão dupla. As pessoas precisam participar e ter um retorno a respeito de suas solicitações”.

Para Rasmawamy, o consumidor e a empresa devem se envolver na criação de valor. “A empresa não pode criar nada de valor sem o envolvimento dos indivíduos. Os gestores devem cuidar da qualidade da cocriação de experiências em vez de zelar apenas pela qualidade dos produtos e processos da empresa”. A proposta da cocriação é colocar o cliente no centro, com padrões de atividade econômica no modelo C2B2C (consumer-to-business-to-consumer) – um contraponto aos modelos B2B (business-to-business) e B2C (business-to-consumer), que colocam a empresa no centro da criação de valor.

Isso não significa, contudo, que as organizações devem abandonar os padrões de qualidade dos produtos e serviços. “A questão é que, agora, criar produtos não será mais suficiente. As pessoas querem ser envolvidas nesse processo”, afirma o autor. “A cocriação converte o mercado em fórum, onde se desenvolve o diálogo entre o consumidor, a empresa, as comunidades de consumidores e as redes de empresas”.

Referências para a criação de valor
TRADICIONAIS

 A empresa cria valor
 Os produtos e serviços são base do valor
 Os consumidores representam demanda para as ofertas da empresa
 A interface empresa-consumidor é o lugar da extração de valor
 Criação e entrega de uma variedade de ofertas
 Personalização das ofertas e encenação das experiências
 Foco nas cadeias de valor e na qualidade dos processos internos
 Foco na inovação da tecnologia, dos produtos e dos processos
 Foco nas cadeias de suprimento e na gestão de demanda

NOVO SISTEMA

 O consumidor e a empresa cocriam valor
 As experiência de cocriação são a base de valor
 O individuo é o ponto central da experiência de cocriação
 A interação consumidor-empresa é o lugar da cocriação de valor
 Variedade de cocriação de experiências, por meio de interações heterogêneas
 Personalização da experiência de cocriação
 Foco na qualidade das interações consumidor-empresa
 Foco na inovação dos ambientes de experiências
 Foco na rede de experiência

Os consumidores de hoje têm acesso a um volume cada vez maior de informações. As pessoas, contudo, não têm tempo de avaliar todos os produtos e serviços e, por isso, a oferta crescente de produtos e serviços acaba confundindo e frustrando a maioria delas. Nesse cenário, os gestores não podem mais se concentrar somente na qualidade dos produtos e dos processos ou na velocidade e na eficiência; eles também têm de buscar fontes de inovação e criatividade. “A mudança mais básica decorreu da transformação do papel do consumidor – de isolado para conectado, de desinformado para informado, de passivo para ativo”, explica Rasmawamy.

Capazes de tomar decisões mais qualificadas, os consumidores estão transformando os mercados tradicionais também por outro aspecto: a comunicação entre os próprios consumidores através das mídias sociais. A independência em relação às empresas e a diminuição das barreiras geográficas e sociais tornam essas comunidades cada vez mais relevantes para o mercado. “As redes de consumidores invertem os padrões tradicionais do marketing”, destaca Rasmawamy. “Elas possibilitam a experiência por procuração, ou seja, aprender com as experiências dos outros”.

Os exemplos vão da medicina ao mercado automobilístico. A Fiat, por exemplo, começou no ano passado o desenvolvimento do FiatMio (www.fiatmio.cc) carro-conceito baseado em sugestões de internautas. A partir dessas ideias, os engenheiros da empresa fazem uma análise para verificar quais delas são ou não viáveis. No Rio Grande do Sul, esse processo também pode ser visto através de ações como a Agenda 2020 (www.agenda2020.org.br)moimento que, desde março de 2006, une os gaúchos em busca de melhorias para o Estado. Ainda é difícil avaliar o impacto dessas iniciativas, mas o fato é que os consumidores estão cada vez mais atentos e exigentes, buscando construir redes e compartilhar experiências.

A perspectiva de criação de valor centrada na empresa tem raízes profundas e foi, até o século passado, o grande fundamento da competição. “O futuro da competição, no entanto, situa-se em uma nova abordagem, baseada na cocriação de valor”, prevê Rasmawamy. E sentencia: “Para vermos esse futuro, devemos nos libertar daquele passado”.
Fonte: Amanhã

20100720

Adolescentes perdem interesse no Facebook, revela estudo

Que o Facebook é um gigante ninguém contesta. Porém, o site que conta com milhares de usuários pelo mundo, vem perdendo adolescentes de sua base.

De acordo com um estudo feito pela OTX e o site Roiworld nos EUA, aproximadamente 1 em cada 5 adolescentes deixaram de usar ou cancelaram seu perfil na rede social em abril de 2010.

Não é só o Facebook que vem sofrendo com o abandono dos teens. O MySpace registrou em seus números 22%, enquanto o YouTube e Twitter 15%.

Quais são os motivos?
A pesquisa mostra que, no caso do Facebook, onde poderia se esperar uma reação devido às questões envolvendo segurança que surgiram esse ano, a razão principal é que eles consideram o site chato. Simples assim.

Manter esse público conectado e interessado é um grande desafio. Para uma rede poderosa como o Facebook mais ainda. A questão é: o que fazer pra manter esses jovens ávidos por novidades envolvidos em um site?

Eles amam jogos online
Jogos online podem ser uma boa saída e considerados uma alternativa barata para relaxar, se divertir e matar o tempo junto aos amigos.

De acordo com o estudo, 73% desse público joga na internet, com 81% dentro do Facebook. O tempo destinado à diversão é incrível, chega a 7h por semana.

Principais números da pesquisa
Razões para menor uso do Facebook em abril de 2010

Perda de interesse / é chato – 45%
Maior interesse em visitar outros sites – 28%
Muitas notificações – 27%
A maioria ou todos os amigos não usam o Facebook – 21%
Está cansado de tentar manter todas as atividades – 21%
Muitos anúncios – 20%
Teve problemas em encontrar pessoas conhecidas – 18%
A maior parte dos amigos está em outra rede social – 16%
Outras redes sociais são melhores – 16%
O Facebook não oferece as funções que querem – 16%
Os pais entraram da rede – 16%





























Fonte: Portal Voit

Importância da simplicidade

Quando analisamos produtos inovadores, a importância da simplicidade é um tema que sempre ganha destaque para indicar os produtos que possuem maior chance de sucesso. Com essa premissa em mente, as empresas precisam saber que criar um produto simples não é fácil, mas que esse esforço trará um grande diferencial competitivo.

Alcançar a simplicidade exige investimento de tempo e dinheiro. Além de certa dose de arte e genialidade no desenvolvimento do produto, a criação de um produto simples exige um contato constante com os usuários. Muito mais importante do que as ideias da equipe de projeto, ouvir o usuário é a melhor forma de saber o que o mercado realmente precisa e entender como melhorar o produto para tornar seu uso mais simplificado.

Produtos simples geram redução de custo na criação de material publicitário e de suporte, além do destaque no mercado e consequente aumento nas vendas. Quanto mais intuitivo for seu uso, menos a empresa precisará investir em estratégias de comunicação atrativas, manuais de instrução e suporte ao usuário. Isso significa que além do uso ser simples, também é fundamental que os benefícios do produto a seu público-alvo sejam comunicados de forma simples na campanha de vendas.

Isso acontece porque produtos simples são entendidos mais rapidamente. Eles não só diminuem a necessidade de tirar dúvidas, como ainda facilita muito a vida do usuário quando ele quiser demonstrar seu funcionamento e indicá-lo para seus amigos, familiares e colegas de trabalho. Quanto menos atrito a mensagem tiver, mais facilmente ela se espalhará e posicionará o produto como referência no mercado.

Um exemplo do poder da combinação da simplicidade de uso com simplicidade na comunicação vem da Apple. Pensar em uma empresa de computadores produzindo mp3 players, telefones e câmeras pareceria uma ideia esdrúxula caso não conhecêssemos a Apple. Alguém consegue imaginar um mp3 player ou um telefone criados pela IBM?

Nesse caso, a empresa não se posiciona apenas como uma fabricante de computadores. Ao pensarmos na Apple, imaginamos dispositivos multimídia extremamente fáceis de usar, com grande interação com a internet e possibilidade de integração com aplicativos diversos para facilitar o dia a dia. Seja qual for o dispositivo, no primeiro contato já temos uma boa noção de como ele irá funcionar e quais suas aplicações em nosso cotidiano.

Um ponto importante é que a simplicidade não é importante apenas para produtos de tecnologia. Mesmo prestadores de serviço precisam sempre avaliar a simplicidade de sua comunicação ao se fazer as seguintes perguntas:

- Os principais benefícios do meu produto/serviço são demonstrados de forma clara?
- Ao fazer a compra, o cliente saberá exatamente como usufruir dos benefícios do meu produto/serviço?
- Caso aconteçam problemas que não haviam sido previstos, como irei resolvê-los?
- Existem formas claras para que o cliente possa reportar problemas e enviar sugestões de melhoria?
- Eu consigo explicar meu produto/serviço em menos de 30 segundos para alguém que não é do meu mercado?

Caso a resposta para alguma dessas perguntas seja “não”, a empresa precisa urgentemente reavaliar seus processos e refiná-los até que soluções para esses problemas sejam encontradas.
Como dito antes, criar produtos e serviços simples é um investimento. Como qualquer investimento, possui um custo de tempo e dinheiro em prol de resultados no longo prazo. Cada segundo gasto para deixar o produto mais simples será compensado na economia de tempo para resolução de problemas futuros.

Lembre-se que simplicidade é o resultado de um processo extremamente complexo para fazer um produto realizar as tarefas desejadas da forma mais intuitiva possível. Alcançar esse estágio de simplicidade é um processo extremamente complexo, mas que irá diferenciar os produtos “comoditizados” das verdadeiras obras de arte que tomarão a liderança do mercado.

Millor Machado (Engenheiro de Controle e Automação pela Unicamp com experiência em vendas e consultoria estratégica. É co-fundador do Empreendemia (www.empreendemia.com.br). Recentemente lançou com seus sócios o livro “Desenvolvimento de Produtos sem enrolação”, relatando sua experiência no desenvolvimento do Empreendemia.)
Fonte: HSM Online