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20100921

Políticos apanham do Twitter

O Twitter vai ser uma presença constante nas eleições de 2010. A rede social virou moda entre os políticos. Parece que todos querem embarcar na nova onda tecnológica (no "estilo Barack Obama", eleito presidente dos Estados Unidos com a ajuda de sites como o Twitter e o YouTube). Mas a rede social não vai ter um grande peso na definição do presidente ou dos parlamentares brasileiros. Por aqui a realidade é outra: enquanto nos EUA 74% da população tem acesso à internet, 65,2% dos brasileiros acima de 10 anos nunca tiveram acesso à rede.

A distância que a população está da web reflete também nos políticos que se aventuram no Twitter. José Serra, o candidato mais popular do país no site, não tem 300 mil seguidores. Obama tem mais de 4,4 milhões de seguidores. E a maioria dos políticos brasileiros não estão preparados para sobreviver nesse novo mundo. Muitas gafes foram cometidas nos últimos meses por políticos no Twitter, mas a maior parte delas foram tropeços de discurso: frases que ficaram fora de contexto, piadas que não tiveram graça, sentidos que se perderam pelo mau uso da ferramenta. O exemplo mais recente desses casos é o de Marina Silva, que por não saber como funciona o retweet [quando um usuário reenvia a mensagem de outro], entrou em uma discussão religiosa com alguns usuários.

Com a proximidade das eleições as táticas para ganhar popularidade no Twitter estão ficando mais agressivas, o que pode causar deslizes mais graves.

Na noite de quarta-feira (7), o perfil @jorgecortereal, de Jorge Côrte Real, candidato a deputado federal em Pernambuco, apareceu de uma hora para outra na lista de perfis seguidos de mais de 30 mil pessoas. Logo os tuiteiros começaram a discutir o episódio. Alguns lançaram a suspeita de que Real, ou alguma assessoria de comunicação, teria comprado o perfil @naoehamor e trocado de nome, para ficar com seus seguidores. É possível trocar o nome de uma conta no Twitter a qualquer momento, se o novo nome não estiver em uso. Todas as mensagens da conta anterior haviam sido apagadas. Usuários estranharam uma conta nova nas suas listas, com mais de 30 mil seguidores, criada em setembro de 2009, e apenas uma mensagem enviada.

Depois que a discussão se espalhou pelo Twitter, o @jorgecortereal de 30 mil seguidores desapareceu e reapareceu com uma outra conta, mais recente, que tem menos de 100 seguidores - seu perfil original, antes da tentativa de ganhar milhares de seguidores rapidamente. No Twitter, Real escreveu: “Tive um pequeno problema com o gerenciamento do meu perfil do twitter, mas já foi normalizado. Obrigado pela compreensão.” Uma conta nova chamada @naoehamorr surgiu e afirmou: "A ideia foi nossa, do perfil naoehamor. Mas dr. Jorge pediu para retirar".

Os boatos sobre a troca de um perfil com poucos seguidores por outro mais popular surgiram, já que a venda de contas com muitos seguidores ocorre em todo o mundo entre pessoas e empresas que querem ter perfis populares. No exterior, uma conta com 100 mil seguidores [mais do que Marina Silva e um pouco menos que Dilma Rousseff] pode custar até R$ 9,5 mil. Há soluções nacionais também, como um software que replica convites de outras contas, citado em uma reportagem de junho do Correio Braziliense. Um pacote de um milhão de mensagens para usuários custaria R$ 5 mil. É fácil encontrar na internet perfis com dezenas de milhares de seguidores vendidos por menos de 500 reais.

O Twitter não vai definir a eleição presidencial. Talvez tenha mais influência para cargos menores, como os de deputados federais e estaduais - em 2012 pode ser muito importante para prefeitos e vereadores - mas é preciso prestar em atenção nos seus candidatos. Você não vai querer votar em que te engana, mesmo que na internet.

Atualização: A assessoria de comunicação de Jorge Côrte Real publicou um comunicado afirmando que não houve nenhuma compra de perfis no Twitter e nunca existiu a intenção de enganar as pessoas. "Se houve alguma falha, foi por total desconhecimento de regras de conduta do twitter", afirma o comunicado. Segundo a assessoria foi o dono do perfil @naoehamor que quis ajudar Real voluntariamente e resolveu fazer a mudança.
Fonte: Revista Época

20100915

Estudo do IBOPE Nielsen Online comprova reação em cadeia na web sobre o debate em torno das eleições

O debate em torno das eleições comprova que o poder de reação em cadeia das mídias sociais é uma realidade. Um estudo da ferramenta BuzzMetrics, que o IBOPE Nielsen Online trouxe ao mercado para diagnosticar a situação de uma determinada marca ou assunto nas redes sociais, joga luz sobre a mobilização de simpatizantes na internet e ratifica a rede como grande aliada para angariar apoio.

Por meio da ferramenta, a empresa verificou a evolução da participação do tema eleições no meio digital desde o início oficial da campanha eleitoral, dia 6 de julho. O assunto alcançou um pico de mensagens no Brasil em blogs, fóruns, grupos de discussão e no Twitter, no dia 18 de agosto, data do primeiro debate eleitoral online entre os candidatos a presidente.

O Buzzmetrics apontou ainda outros dois grandes picos de mensagens: um deles foi no dia seguinte ao primeiro debate realizado pela televisão aberta entre os candidatos a presidente, o outro ocorreu quando a candidata do Partido Verde, Marina Silva, foi entrevistada em um telejornal, cinco dias depois. Por meio da ferramenta ainda é possível verificar que no total de mensagens em torno do debate na web, a candidata Dilma Rousseff, do PT, aparece em primeiro lugar, seguida de José Serra (PSDB), Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL).

Internet brasileira
Segundo o IBOPE Nielsen Online, cerca de 67,4 milhões de brasileiros acessam a rede mundial. O número leva em consideração os acessos feitos em domicílios, escolas, universidades, trabalho, locais públicos e lan houses, no período de janeiro a dezembro de 2009.

O acesso online também não é mais um recurso exclusivo das elites. A ascensão digital da classe C passa pelo processo de evolução econômica e cultural vivenciado por essa parcela da população brasileira.

Segundo a Internet Pop, realizada em novembro de 2009, 42% dos internautas brasileiros pertenciam à classe C, contra 48% das classes A/B e 10% da D/E. “Há dez anos, a participação da classe C, entre os usuários de internet, representava 21% e, há cinco anos, 31%, o que comprova a crescente popularização do meio internet”, avalia Fábia Juliaz CEO do IBOPE Nielsen Online e diretora executiva de negócios do IBOPE Media para a América Latina.

Atento a esses números, os principais partidos políticos do país apostam que as redes sociais serão peças-chave para conquistar votos. Pela primeira vez, a legislação brasileira permite a exploração das ferramentas online, consentindo doações pela internet e o uso de sites, blogs e redes sociais (como Orkut, Facebook e Twitter) ao longo da campanha, mesmo no dia da votação.

Sobre o Buzzmetrics
Atualmente, a cobertura na língua portuguesa do BuzzMetrics é de mais de 4,5 milhões de blogs, 70.000 fóruns e 50 milhões de comentários. Por meio de uma palavra-chave é possível identificar quantas vezes empresas, marcas, produtos, campanhas ou eventos foram citados em redes sociais, blogs, microblogs, fóruns, vídeos e conteúdo online de mídias tradicionais.

A ferramenta não só permite o entendimento das percepções dos consumidores online, como também seu poder de influência: quanto se fala, quem fala e quem escuta, como e onde se fala, do que se fala e o sentimento que prevalece em cada comentário.
Fonte: IBOPE

20100818

Programa de Ética e Transparência Eleitoral | TRE ES #Eleição2010

20100810

Os homens-placa de Skaf

Proibidos de pendurar placas e faixas pela cidade, candidatos usam a criatividade para mostrar seus nomes e tentar serem lembrados na hora do voto. É o caso do candidato ao governo de São Paulo, Paulo Skaf (PSB), ainda desconhecido por grande parte da população.

Ele inovou ao mandar seus homens-placa para a esquina de uma movimentada avenida da capital paulista. Cada homem-placa carrega uma letra e, ao fechar o semáforo, eles correm para formar o nome do seu candidato diante dos motoristas que esperam o sinal verde.

A campanha de Skaf também está espalhando pela cidade cavaletes que levam o nome do candidato e de sua vice, a médica Marianne Pinotti.
Fonte: R7

Políticos retuittam elogios e irritam followers

O famigerado RT que deixou Marina Silva numa saia justa recentemente volta a “atacar”. Dessa vez, as “vítimas” são políticos que resolveram usar o mecanismo para autopromoção. Retwittar elogios recebidos pelo microblog é visto por muitos como exibicionismo. Uma vez ou outra, até vai. Mas quando vira praxe, os próprios followers começam a reclamar.

E com razão! Na timeline do senador, é possível encontrar sequências como esta:

Outro usuário apreciou o manifesto e resolveu se juntar:

Observando a timeline do @deputadoCaiado, dá pra perceber que ele é bem mais contido do que o colega senador. Entretanto, em vários momentos é possível encontrar sequências de 3 ou 4 RTs como esta:

Receber elogios no Twitter é, sem dúvida, super positivo. E respondê-los é interessante, pois dá continuidade à conversa e cria laços. Mas retwittar as mensagens ao invés de respondê-las, principalmente de forma repetitiva, vai de encontro à netiqueta da rede sociais; pode incomodar e até mesmo estimular unfollows.
Fonte: Portal Terra

20100806

A internet e as eleições

As campanhas das eleições presidenciais de 2010 estão sendo marcadas por algumas especificidades, destacando-se as seguintes:

01.forte polarização entre candidatos;

02.o presidente Lula como um de seus principais protagonistas;

03.a presença da Internet como um dos mais importantes meios de campanha.

Com o crescimento do número de pessoas que tem acesso ao computador, é inevitável supor que a Internet deverá ser um fator diferencial nesta campanha, principalmente se tomarmos como horizonte a campanha de Barack Obama à Casa Branca e a popularização tipicamente brasileira das redes sociais, como Twitter, Facebook, Orkut e blogs de todos os gêneros.

Mas a largada desta campanha se demonstra, até aqui, bastante estéril e imatura. Uma análise feita durante um período de dois meses nos possibilitou auferir, por exemplo, a quantidade e a qualidade das citações a determinadas marcas e nomes, no caso, os candidatos nas redes sociais. Já foi possível constatar a falta de qualificação do debate e dos conteúdos políticos e os ataques gratuitos que vicejam na web.

Parte deste cenário desanimador pode, sim, ser imputado aos próprios candidatos que, se não exortam seus eleitores a esta batalha cibernética insana, também não inibem este comportamento. Os comandos estratégicos das campanhas, afinal de contas, são responsáveis pela qualidade ou a falta dela no debate político-eleitoral.

Há, por trás disto tudo, uma estratégia caótica de guerra em curso, na qual os dois principais candidatos parecem se valer do que no mundo da internet é chamado de "missionários digitais". Este termo, que foi criado para designar os profissionais que dispõem de tempo para promover as empresas na web e que é um bom exemplo de estratégia digital nos EUA, desvirtuou-se por aqui. Nesta lógica, é possível ver militantes na Internet trabalhando para convencer indecisos, acusando adversários e rebatendo críticas no pior exemplo da desqualificação política.

As etiquetas básicas das mídias sociais são na maioria das vezes esquecidas, e um debate de surdos flui surpreendentemente. Parece não se perceber que a Internet é um instrumento singular e poderoso de mediação de conteúdos e que a eficácia de uma campanha depende da combinação da potência do meio com a qualidade do conteúdo.

Um olhar mais próximo da blogosfera mostra que boa parte de seus influenciadores possui algum tipo de ligação com a grande imprensa ou são celebridades. A transmissão das propostas de governo dos principais candidatos está ainda confusa, e isso atrapalha vínculo entre a comunidade web e a qualificação do debate.

As estratégias adotadas nas redes sociais comprovam a percepção de que os presidenciáveis ou os responsáveis por suas campanhas não enxergaram ainda a necessidade de responder a algumas perguntas básicas. Onde meu eleitor está? Quem ele influencia? Por quem é influenciado? Como ele usa as tecnologias do ponto de vista da política? Ele apenas assiste a conteúdos, compartilha com os outros, comenta, cria ou modera comunidades? Que tipo de ações específicas deveriam ser usadas para cada grupo? Como responder a acusações infundadas? Como propagar minhas ideias de forma eficiente e sintética?

Um breve comparativo entre as "tags" "José Serra", "Dilma Rousseff" e "Marina Silva" na blogosfera, num período de 30 dias (até 14 de julho), mostra que o primeiro foi responsável por 44.5% das menções, a segunda, por 39.33% e "Marina Silva" por 16.20%. No dia 30 de junho, o termo "José Serra" alcançou mais de 3.000 menções no Twitter. O anúncio do vice Índio da Costa foi bastante responsável por esse buzz. Já a comparação entre as expressões "José Serra", "Dilma Rousseff" e "Marina Silva" na twittosfera, num período de 30 dias, (também até 14 de julho), o primeiro é responsável por 46.4% das menções, a segunda, por 21.9%, e o termo "Marina Silva", por 31.8%, com 27.509, 12.984, 18.854, respectivamente. Um pouco menos de 1/4 das citações sobre Dilma Rouseff no Twitter são relacionadas ao presidente Lula.

Além dos EUA, mais recentemente, Inglaterra e Colômbia vivenciaram intensa campanha política pela Internet. Nestes países foi possível verificar que, muitas vezes, a Internet pautou o debate transbordando a discussão para bares, escolas e casas, algo que até agora não vem ocorrendo no Brasil. Parece que será mais bem-sucedida a campanha que souber escrever este roteiro e quem apostar principalmente nos jovens, que são os mais conectados.

Os jovens mais escolarizados são grandes influenciadores na sociedade. Eles têm na rede mundial uma fonte inesgotável de pesquisa e informação e, nesta eleição, este processo não será diferente. Indiretamente, a internet se tornará um veículo de comunicação política para pais, familiares, colegas de classe, amigos, entre outros. A dica é seguir o comportamento destes jovens em vez de seguir a tecnologia de forma obstinada e sem critérios. Os jovens se importam com o que pessoas da mesma idade e comunidade pensam, e o bom debate político terá mais espaço entre eles do que com qualquer outro público internauta.

Como nenhuma outra, esta eleição tem um caráter de experimentação devido à popularização da internet nos últimos anos. Erros serão normais, mas o inadmissível será a perda do pudor, das boas maneiras e da inteligência. Talvez a maior contribuição deste fenômeno seja a inevitável introdução da escuta estratégica do eleitorado, que, com o advento da web social, passou a fornecer pistas e informações vitais na condução de uma campanha e de projetos políticos. Mudanças de rota, coisa que antes levaria dias para acontecer, a internet levará segundos para mostrar a necessidade da adoção de táticas diversas e eficazes. Perderá quem não perceber que o online também constitui o real. Até mesmo na política.
Fonte: iMasters

20100805

Novos Tempos

Heródoto Barbeiro

As eleições deste ano podem ser um divisor de águas na construção da democracia brasileira com uma participação maior da cidadania e a diminuição dos antigos vícios que enriquecem e felicitam alguns e infelicitam e empobrecem muitos. A sociedade está mais atenta, participativa e formando opinião em quem escolher para gerir os diversos níveis do Estado. Não deve estar fácil pedir votos seja para que cargo for. As pessoas estão mais aparelhadas para contestar, perguntar, debater, e decidir se apóiam ou não um candidato. Ninguém está com pressa de decidir, aprenderam no passado que essa correria só favorece os que desenvolveram técnicas, geralmente não éticas, para se perpetuar no poder. Há candidatos que fogem de determinados temas como o gato escaldado de água fria, não quer se comprometer porque sabe que para agradar uns é preciso desagradar outros e essas raposas querem os votos de todo o galinheiro. Assim, respondem com uma generalidade estonteante a perguntas como aborto, pena de morte, fim do bolsa família, casamento gay, criação de novos estados no Brasil, política externa, privatização, aparelhamento da máquina estatal com cabos eleitorais, combate ao desmatamento e outros temas chamados de sensíveis. Para isso treinam e treinam com suas assessorias respostas para qualquer pergunta que possa ser embaraçosa. Todos os dias, antes de fazer a peregrinação se exercitam na arte de falar o óbvio ululante e não se posicionar claramente diante dos desafios nacionais. Por que não se comprometem pelo a submeter esses temas polêmicos a uma consulta popular como o plebiscito ou o referendo? Podem desagradar a bancada religiosa, ruralista, industrialista, desenvolvimentista, esquerdista, direitista, atéia, conservacionista ou qualquer outra. Uma decisão popular não é fácil de manipular, por isso é preferível que os grande temas sejam decididos nos petits comitês nos escritórios reservados ou nos restaurantes da moda durante a madruga,

Não interessa para os que pretendem deter o poder em benefício próprio, ou ao grupo a que pertencem a participação popular direta nas decisões governamentais. Isso tiraria o poder de barganha que os torna os intermediários entre o poder e a realização da ação do Estado , ou seja a democracia representativa. A democracia direta os enfraquece e se começa a questionar porque se gasta tanto com eles. Membros do executivo e do legislativo se tornam verdadeiros tutores da população como se esta fosse uma incapaz e por isso precisa de suas atuações. Os mecanismos hoje existentes foram urdidos ao longo dos últimos 25 anos para impedir uma participação do cidadão nos destinos nacionais. Ele vota e pronto. Assina um cheque em branco que os detentores dos poderes usam e abusam ao longo de 4 anos e o saldo não termina nunca, uma vez que são criativos e inventivos. Embaralham de uma tal forma as coisas que mesmo os que se esforçam para acompanhar as decisões desses poderes se perdem em um cipoal sem saída. Com o tempo alguns desistem e a grande maioria não se lembra nem do nome da pessoa para que assinou o cheque em branco. Não é má vontade, falta de cidadania, incapacidade intelectual, mas a forma que o poder está estabelecido que conduz a esse marasmo, onde o cidadão é um mero expectador do desenrolar de uma tragicomédia e sua obrigação é pagar a conta através dos impostos.

Há alguma coisa diferente desta vez. Temas como corrupção, desperdício de dinheiro público, grandes escândalos e grandes obras estão na boca de muita gente que antes não se envolvia. Já se pensa inclusive na escolha de membros para os parlamentos que redirecionem os legislativos como fiscalizadores do executivo e não em um bando de vendidos e tranbiqueiros que participam do poder decisório para mordiscar propinas habilmente enfunadas em paraísos fiscais, ou favores materiais que não constem das declarações de imposto de renda. O eleitor está ressabiado, cansado de ser enganado e querer agir de boa fé com quem não tem o menor parâmetro ético e moral. As pessoas estão se falando mais, agora tem a internet, e é possível, que o Brasil emirja melhor no final do ano. Há esperança no ar.
Fonte: Blog do Barbeiro

Google Brasil nas eleição 2010

O Google Brasil anuncia um pacote de ferramentas para facilitar a busca de conteúdos sobre os candidatos na eleição deste ano na web (clique aqui). Uma parceria firmada ainda com a TV Bandeirantes leva ao telespectador o YouTube e o Google Moderator para o Band Eleições, novo programa semanal de eleições da emissora, que pretende aproximar eleitores e políticos.

Via Google Maps, o internauta poderá acompanhar a agenda de viagens dos candidatos e se informar sobre o que cada um está fazendo, graças ao conteúdo do eBand, portal da Band. Já o Google Insights for Search apresenta a número de buscas feitas pelo nome dos principais candidatos.

Os outros aplicativos são o Mapa Histórico, com informações sobre a sucessão de governo nas eleições para governador e presidente desde 1994; e Google News Gadget, onde se pode acompanhar as notícias em rede sobre um candidato específico - seja ele presidenciável ou governadorável. A iniciativa conta ainda com ferramentas (clique aqui) em que os candidatos podem se comunicar os eleitores.

A recém-parceria com a Band prevê conteúdo exclusivo da emissora paulista em seu canal do Youtube. No espaço, os usuários poderão interagir, votando nos seus vídeos favoritos e enviando vídeos e perguntas via Google Moderator, os quais serão utilizados no programa semanal Band Eleições.
Fonte: M&M Online

20100723

Debate On-Line usará Twitter em evolução à "Twitterview", no dia 26 de julho #eleição2010

Para a maioria das pessoas, pensar em política nas redes sociais é pensar em Obama. Até já mencionamos por aqui alguns casos de “obamização” de campanhas no Brasil. O que pouco se sabe, porém, é que o sucesso da jornada do atual presidente norte-americano é fruto não apenas do empenho de sua equipe e de sua articulação: o cenário nos EUA era favorável a um uso muito mais dialógico das ferramentas.

Após o primeiro debate online nos Estados Unidos e a campanha que categorizou Obama como pioneiro na utilização das redes sociais, o jornalista da ABC News, George Stephanopoulos, decidiu entrevistar o então candidato à Casa Branca, John McCain pelo Twitter. A ação, que ficou conhecida como “Twitterview” (neologismo que mescla as palavras “Twitter” e “interview”, resultando “entrevista pelo twitter” em português) foi realizada através da troca de tweets públicos no período de 30 minutos.

McCain utilizava constantemente seu Twitter, motivo pelo qual o jornalista decidiu entrevistá-lo sem câmeras, sem luzes, sem ninguém gravando; ele queria um “duelo de teclados”. Apesar dos 73 anos, o ex-candidato ganhou 20 novos followers a cada 30 segundos, demonstrando a apropriação adequada da ferramenta. Ele parecia saber o que estava fazendo.
Trazendo a questão para o Brasil, você acha que iniciativas que visem o diálogo, como a do jornalista da ABC News, poderiam dar certo?

A liberação da campanha eleitoral na internet fez com que uma imensidão de políticos aderisse ao microblog para se aproximar dos eleitores, ainda que em alguns casos não seja o próprio candidato quem atualize, mas sim um assessor. Além disso, os 140 caracteres são excelentes para que se tenha uma conversa mais objetiva, sem a prolixidade dos discursos ensaiados de palanque.

No dia 26 de julho, quando será transmitido o 1º Debate On-Line entre presidenciáveis do Brasil, o Twitter estará novamente no cenário, mas dessa vez acrescentando o eleitor como participante do diálogo. Durante o evento, que acontece a partir das 15h, o público poderá enviar perguntas para o perfil @debateonlinebr. Estas perguntas serão analisadas na hora e, as selecionadas serão repassadas aos candidatos participantes.

Usar as ferramentas sociais disponíveis na internet já evidenciou um progresso no caso da ABC News, mas não contemplou o potencial interativo da rede. Vejamos no dia 26 como o público ocupará este espaço que é, por excelência, seu.
Fonte: Terra

Traçando um perfil realista do eleitor médio (parte 2)

O paradoxo da democracia moderna é funcionar adequadamente com uma cidadania pouco informada e pouco participativa

A teoria mais atualizada sobre o paradoxo da democracia moderna de funcionar adequadamente com uma cidadania pouco informada e pouco participativa foi formulada pelo cientista político americano Samuel Popkin. Ela se chama teoria da racionalidade de baixa informação.

Não se trata, porém, de uma teoria abstrata, desconectada das preocupações da política prática. Muito ao contrário. É uma teoria que tem aplicações práticas muito claras, na medida em que esclarece como funciona a mente do eleitor médio, e seus processos mentais para orientar-se no mundo da política. A questão básica é portanto, como e porque este eleitor, que atribui baixa prioridade à política, adquire informações básicas sobre um assunto que pouco lhe interessa. Mais ainda, como este eleitor, a partir desta condição, logra alcançar aquela racionalidade de baixa informação, para decidir seu voto, que não deixa de ser racionalidade, ainda que de baixa informação.”

A vida diária

Em termos econômicos, o processo de procurar, analisar e avaliar a informação política acarreta um custo : um investimento de tempo e de energia. Por outro lado, o retorno deste investimento é pequeno, e desproporcional ao seu custo.

Por exemplo, a saúde da economia do país tem mais efeito nas vidas das pessoas do que se a mesma pessoa escolheu certo o local onde passar suas férias. Mas o tempo gasto para decidir onde passar as férias costuma levar a decisões acertadas, enquanto que o tempo dedicado a entender e acompanhar a economia nacional, não necessariamente conduz a decisões acertadas, embora exija muito mais tempo, estudo e energia.

Em outras palavras, o gasto de tempo e energia para decidir sobre matérias próximas a vida da pessoa, e cujo resultado depende apenas dela, produz uma relação muito satisfatória entre investimento e retorno (É a típica situação do consumidor individual).

Já o tempo e energia gastos para decidir sobre matérias mais remotas da vida individual (e portanto muito mais complexas) e que dependem de uma conjugação multitudinária de vontades, produz uma relação de investimento/retorno, ordinariamente muito pouco satisfatória.

Portanto, para o indivíduo racional, não há incentivos muito poderosos para levá-lo a buscar informações, acompanhar a política, analisar a conjuntura e avaliar estes elementos para uma decisão. Como então o indivíduo comum adquire informações sobre a política que lhe permita decisões racionais?

Em primeiro lugar, uma razoável quantidade de informações são adquiridas na vida diária. Não é necessário ser economista para saber se a economia está andando bem ou mal, ou razoavelmente. Os preços dos gêneros e do combustível, a facilidade/dificuldade de conseguir emprego, a taxa de inflação, a instalação de fábricas, os juros baixos/altos ao consumidor e outras informações deste mesmo nível fazem parte da vida diária das pessoas, como tal, são obtidas pelo simples ato de viver sua vida individual. Também na vida diária adquirem-se informações sobre questões de segurança. As pessoas conhecem outras que já foram assaltadas, ou vitimadas pela violência, sabem quais as regiões e bairros da cidade que são mais perigosos, os jornais e noticiosos apresentam os casos mais violentos, e assim conseguem, ao processar estas informações, uma idéia bastante clara sobre a situação da segurança pública nas suas comunidades.

Informações sobre saúde também são adquiridas na vida diária e nos contatos interpessoais. Procedimentos preventivos, como as campanhas de vacinação, informações sobre riscos associados a certos hábitos (como o fumar, comer comidas gordurosas etc), o tipo de atendimento dado em postos públicos de saúde, em hospitais, a facilidade/dificuldade de conseguir atendimento médico, exames, e medicamentos, permitem às pessoas analisando estas informações, provindas da vida diária, formar uma idéia clara sobre as condições gerais do sistema de saúde.

O mesmo valeria para outras questões que igualmente freqüentam os programas dos candidatos, e se constituem em temas de campanha, como : educação, emprego, habitação, saneamento, trânsito, estradas e vias públicas, limpeza, etc.

Portanto, o mero fato de ser um consumidor de bens e serviços, de transitar pelas ruas da sua cidade, de estar empregado ou estar buscando um emprego, de ter filhos em escolas, já faz com que uma ampla gama de questões políticas entrem na sua vida, sem que o indivíduo tivesse que desenvolver um interesse específico pela política, e tivesse que gastar tempo e energia para buscar essas informações.

Os noticiários da mídia

Os noticiários da mídia também entram na vida das pessoas, pelo seu cotidiano abastecendo o cidadão comum de informações políticas.A maioria das pessoas assiste TV e, grande parte delas, assiste aos noticiários da TV. O mesmo vale para o rádio, e, em muito menor medida para os jornais. Nos EUA, o tempo dedicado diariamente para assistir notícias na TV, rádio e jornais é superior a 30 minutos em média.

No Brasil não temos estatística similar, embora possamos imaginar que, para os segmentos de nível médio e alto de renda e escolaridade, os resultados não deverão ser muito diferentes. A mídia, além disso, desempenha duas funções adicionais:

• 1 - as suas informações interagem com as informações colhidas pela experiência da vida diária, ora confirmando e conferindo-lhe uma dimensão que as pessoas não imaginavam, ora conflitando com elas;

• 2 - além disso, as suas informações são "linkadas" com a dimensão política. Quando noticia um crime, além da matéria sobre o crime, há entrevista com o Secretário de Estado, ou com um político, ou o próprio comentarista aproveita a oportunidade para dar-lhe uma dimensão política.

Mais que isto, para a mídia, os governos - local, estadual, nacional- são assuntos permanentes, tanto aqueles que provém do governo, como aqueles que contestam o governo. As questões públicas, tratadas pela mídia, envolvem o governo e a classe política que gravita em torno dele. Como se vê, a vida diária, com a sua ampla trama de relações interpessoais, assim como o consumo natural das notícias da mídia, igualmente diária, já oferece ao eleitor médio, uma boa dose de informações sobre questões políticas, que se constituirão na pauta das campanhas eleitorais

Conectando a informação com a política e o governo

O eleitor médio, então, sem ter que dedicar tempo e energia específicos para o acompanhamento da política, é capaz de retirar, informações politicamente relevantes, de sua vida diária e da mídia, à qual está exposto habitualmente, por razões de lazer e de interesse genérico em informações, e não especificamente sobre a política.

Não se trata, pois, de um eleitor sem informação, e sim de um eleitor com informações dispersas, desorganizadas, pontuais, sem a sistematicidade que o eleitor de alta informação lhes confere. Entretanto, são informações reais, relevantes para a vida dele, e são informações que dizem respeito ao mundo político. Sem alguma conexão com o mundo da política e do governo, entretanto, esta informação perde sua utilidade no processo decisório individual. Como, então, este eleitor conecta estas informações com a política e o governo?

A primeira resposta para esta questão apostava no que se chamou de pocketbook voting (o "voto do bolso"). Argumentava-se então que o indivíduo decidia seu voto em função da forma como percebia sua condição econômica pessoal. Se achava que estava bem, votava com a situação; se achava que estava indo mal, votava com a oposição.

Este tipo de explicação, entretanto, choca-se com os fatos e com os resultados das pesquisas de comportamento eleitoral. Os eleitores não decidem de forma tão simplista. O voto não reflete linearmente a condição econômica pessoal do eleitor. Ele se engaja em raciocínios que vão além deste fator e leva em conta outros aspectos que não apenas o econômico, o que invalida esta interpretação.

Em primeiro lugar, os eleitores sabem discriminar entre problemas de governo e problemas individuais. Segundo as pesquisas sobre o tema, os eleitores não atribuem ao governo a responsabilidade pela totalidade de suas vidas, seus sucessos e derrotas. Eles também consideram o impacto de fatores pessoais, familiares, sociais, e até, conforme a cultura, fatores misteriosos, como azar e sorte.

Também os eleitores reconhecem que, muitas vezes, o governo está se esforçando, está agindo certo, e mesmo assim os problemas não conseguem ser resolvidos. Mesmo eleitores que haviam ficado desempregados, não conectam automaticamente a culpa pelo seu desemprego com a ação ou omissão do governo. Não poucas vezes a responsabilidade pela situação de desemprego é assumida como pessoal. Em segundo lugar, os eleitores discriminam entre problemas de acordo com as respectivas responsabilidades dos diferentes níveis de governo.

Os eleitores também sabem diferenciar as respectivas responsabilidades dos diferentes níveis de governo, para diferentes problemas. O eleitor é capaz, portanto, de penalizar politicamente um partido, pela sua incapacidade de lidar com um problema social sério, no plano estadual, e, ao mesmo tempo apoiar este mesmo partido no plano federal, porque, aquele problema é julgado de responsabilidade do governo estadual e não federal, e inversamente.

Em terceiro lugar, os eleitores discriminam também entre a situação atual e expectativas de médio prazo. Se o eleitor, ainda que considere que a situação atual lhe é prejudicial, possui expectativas de médio prazo de que ela vai melhorar, pode votar contra a lógica do seu "bolso". As pessoas aceitam sacrifícios e incômodos, desde que tenham esperanças e confiança em mudanças para melhor no futuro próximo.

É importante lembrar sempre que as eleições testam também as preocupações do eleitor por progresso, segurança e benefícios públicos de médio prazo, e não apenas aquelas que supostamente produziriam benefícios diretos e imediatos. Não é demais lembrar que, com a sucessão de eleições, o eleitor fica mais experiente e pragmático. Ele passa a descrer de promessas atraentes e aparentemente fáceis de cumprir, porque "já se enganou" várias vezes.

Ele passa a valorizar mais a consistência; avanços pequenos, mas continuados; torna-se mais exigente na outorga de sua confiança aos governantes; e menos dependente de soluções mágicas e imediatas aos seus problemas, provindas de ações do governo. A situação corrente do eleitor é um parâmetro definido e importante no seu processo de raciocínio para decidir seu voto. Entretanto, entre sua situação atual e o seu voto, há, como se viu, muitas variáveis que intervêm.

É óbvio que para merecer o voto do eleitor, o candidato precisa estabelecer uma relação entre sua candidatura e a vida do eleitor. Nós prestamos a atenção naquilo que nos interessa, e ficamos impacientes e desatentos com assuntos que não nos tocam. O mesmo ocorre com o eleitorado.

O acompanhamento que o eleitor médio faz da política e das eleições, como já foi mostrado, é superficial, inconstante, e irregular. Cabe ao candidato opor à esta inconstância e superficialidade um eixo ordenador para a sua candidatura, que chamamos de foco e que permite ao eleitor identificá-lo, por sua mensagem, imagem e propostas principais.

O nexo emocional que necessariamente deve integrar o foco, desperta o interesse do eleitor, faz com que ele preste atenção no que está vendo e ouvindo, e retenha na memória a imagem e as idéias daquele que está falando sobre aquilo que lhe interessa.

Está errado, portanto, o candidato que supuser que o eleitor é um desesperado, que exige solução direta e imediata para seus problemas, e que espera da ação do governo uma melhoria instantânea para a sua vida pessoal e familiar. O eleitor médio, usando a sua racionalidade de baixa informação, é muito mais complexo e sofisticado no seu processo de decisão política do que esta "imagem de desesperado" supõe. As conexões, entre informações colhidas na vida diária, na mídia com a política e o governo, e, como veremos, também por ocasião da campanha eleitoral, são também conexões racionais, estabelecidas mediante atalhos cognitivos, bem mais diversificados do que a mera reação (positiva ou negativa), em resposta à sua condição econômica, por ocasião da eleição.

A Campanha eleitoral e a informação política

Com a campanha eleitoral, o suprimento de informações para os eleitores aumenta significativamente. Os candidatos são os mais interessados em provê-las, e o fazem de maneira constante, por seus programas de rádio, TV, e publicidade. A massa de informação disponível e dirigida aumenta, mas, o tempo e a disponibilidade, da parte do eleitor, para processá-la e interpretá-la, não cresce de forma proporcional.

Com a campanha, entretanto, surge uma informação nova: os eleitores são expostos às diferenças existentes entre os candidatos.

Isto não significa dizer que eles tomam conhecimento das posições de cada um dos candidatos e das diferenças existentes entre eles, de uma maneira precisa, completa e articulada. Perdura muita informação confusa, muita incorreção, mas, também é verdade que certos pontos de divergência ficam assentados e claramente absorvidos pelo eleitor.

As diferenças chamam mais a atenção, porque elas correspondem às contradições, conflitos, divergências entre os adversários, e o conflito sempre atrai e desperta a curiosidade. A campanha entretanto não é uma realidade única para o eleitor e para o candidato.

Existe a campanha real, isto é aquela que acontece por ação dos candidatos, mas também existe a campanha percebida pelo eleitor, que possui muitas diferenças em relação à campanha real. A campanha como é percebida combina elementos da campanha real, com outros elementos mais subjetivos, que o eleitor acrescenta à sua percepção.

Há um mecanismo, que as pesquisas de comportamento eleitoral identificaram, já na década de 60, mediante o qual o eleitor projeta suas posições políticas, valores, preconceitos no candidato que favorece, pressupondo que este atribua àquelas posições e valores a mesma importância que ele atribui.

A campanha daquele candidato, para aqueles eleitores, portanto é a campanha como é percebida: um misto de campanha real e de subjetividade do eleitor. É por esta razão que se diz, muitas vezes, que certos candidatos podem fazer e dizer o que quiserem que não são afetados, enquanto que outros, por pouco que façam ou digam, são duramente penalizados pelo eleitor.

Este mecanismo de projeção introduz necessariamente muitos erros factuais na percepção da campanha como realmente acontece no mundo dos fatos. São as divergências, os conflitos, os embates em torno de certas questões que reduzem estes erros, trazendo a campanha percebida para mais próximo da campanha real. Em conseqüência, há mais erros de percepção no início da campanha do que ao seu final; há mais erros numa campanha sem conflitos do que numa campanha com conflitos; e há menos erros de percepção entre os eleitores que se interessaram pela campanha e a acompanharam, do que há entre os que não se interessaram e não a acompanharam.

Esta noção de que, em verdade, há mais de uma campanha acontecendo no campo da percepção dos eleitores, é de fundamental importância para o sucesso de uma candidatura. O candidato precisa conhecer qual é o conteúdo da campanha percebida, da parte dos seus eleitores potenciais, para poder comunicar-se com eles na mesma sintonia.

Não basta fazer a sua campanha real e supor que os eleitores a estão acompanhando religiosamente e a entendendo. A decisão de voto do eleitor seguirá o rumo definido pela campanha como ele a percebe e não necessariamente pela outra.

Já vimos que a existência de confrontos e divergências é um dos fatores que mais contribui, para fixar diferenças entre adversários, ensejar comparações, e despertar a atenção e curiosidade do eleitor para a disputa eleitoral.

Não apenas os conflitos, entretanto, contribuem para levar informações objetivas ao eleitor. Peças publicitárias bem produzidas podem atingi-lo não apenas em suas emoções, mas também em suas percepções. Os eleitores podem continuar ignorando fatos básicos sobre governo, administração, e propostas, mas, assim mesmo, eles colhem muitas informações da campanha eleitoral sobre: o que está em jogo na eleição, e as diferenças entre os candidatos nestas questões.

Campanhas eleitorais são importantes, principalmente porque, como vimos, grande parte dos eleitores, normalmente, não acompanha a política com regularidade, nem presta muita atenção às notícias políticas, e, não conhece muitas das coisas que um governo pode ou não pode fazer, nem o que os candidatos já fizeram no passado.

Campanhas eleitorais proporcionam ao eleitor estas informações, de forma atraente (publicidade) ou pelo conflito e debate (que fixa diferenças), enriquecendo aquela campanha percebida, aproximando-a mais da campanha real, e favorecendo desta forma uma decisão de voto mais racional.
Fonte: AD2000 | Política para políticos