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20110318

5 premissas para gerir as mídias sociais

Conheça a ordem que as informações circulam na Web 2.0 e saiba como utilizar esse fluxo a favor da empresa

Entre o final de 2008 e o começo de 2009, o termo “mídias sociais” passou a fazer parte dos mantras mercadológicos mais repetidos pelos corredores de empresas de todos os portes.

Mas, de uma maneira geral, não existe nenhum grande segredo para se trabalhar mídias sociais. Basta seguir a lógica.


O primeiro ponto é entender como a informação se dissemina. Normalmente, a viralização de uma notícia costuma obedecer à seguinte ordem:

1) Acontecimento do fato acontece.
2) Os primeiros usuários começam a divulgá-lo utilizando ferramentas de microblogging, como o Twitter.
3) O fato vira post/vídeo e começa a aparecer em blogs diversos e/ou em sites como Youtube.
4) A força e o alcance da imprensa dão mais gás à blogosfera e às demais ferramentas, que ecoam a notícia e começam a agregar mais e mais comentários de leitores. Retweets e plágios em posts começam a ser comuns.
5) O Orkut começa a dar coro ao fato que, aos poucos, vai aparecendo em fóruns de discussão.
6) Se for efetivamente relevante, o fato começa a se imortalizar na rede, ganhando menções na Wikipedia e cases no Slideshare.

Na era das mídias sociais, no entanto, a relevância de um fato não reside apenas no seu grau de veracidade. Ela é formada, em grande parte, pelo interesse ou curiosidade que desperta na comunidade como um todo.

Se um blogueiro divulgar um fato – verdadeiro ou não – que envolva grandes marcas ou celebridades em situações embaraçosas, por exemplo, ele certamente ganhará uma massa de leitores curiosos passando pelas suas páginas.

Quanto mais usuários, mais cliques nas ferramentas geradoras de caixa (como o Adsense) ele terá. Também mais relevância perante os algoritmos de buscadores e mais anunciantes dispostos a patrocinar o seu blog aparecerão.

Em um contexto em que todos podem produzir conteúdo e que o retorno financeiro vem unicamente da audiência, a linha entre ética e ambição pode ficar extremamente tênue.

Ninguém está imune a este novo tipo de terrorismo institucional gerado pela guerrilha por audiência. Mas ele pode ser combatido com sucesso se a empresa estiver preparada e souber trabalhar bem a sua comunidade.

Para tanto, existe um conjunto de premissas que a empresa deve seguir:
1) Obedeça o ciclo de informação: divulgue as suas informações seguindo o fluxo de viralização de conteúdo. Dê preferência às ferramentas de micro-blogging a blogs e assim por diante, construindo-se como notícia de forma conjunta com a comunidade.

2) Seja transparente: evite a todo custo mentir para a comunidade. Quando alguém detectar algum tipo de falha no seu negócio, por exemplo, não tente esconder: assuma e resolva.

3) Conheça os seus evangelizadores: mapeie com antecedência os principais formadores de opinião da sua marca ou da sua linha de negócios. Conheça-os e relacione-se com eles, trazendo-os para o seu lado. Em qualquer tipo de crise ou problema, eles provavelmente se transformarão nos seus primeiros e principais defensores nas mídias sociais.

4) Saiba como você é visto: há hoje diversas empresas que monitoram a “saúde” das marcas nas redes sociais. Saber como se é visto nos diversos ambientes sociais existentes é como ter um mapa em mãos – algo fundamental para se chegar a qualquer lugar.

5) Esteja sempre preparado: quando você menos esperar, uma gigantesca crise institucional pode tomar conta do seu negócio. Planeje a sua ação de forma calma e fria. Evite fazer ameaças a blogueiros ou líderes de comunidades, mesmo que eles estejam errados. Lide com a comunidade como um igual.

Ricardo Almeida (Criador do conceito de Webs Progressivas, da Metodologia Moebius e autor de Mirando Resultados, o primeiro livro voltado para planejamento estratégico, mensuração e previsão de ROI (retorno de investimentos) para Web no Brasil. É também especialista em planejamento e gestão de projetos Web, com passagens por empresas como DM9DDB, Totem, Frontier e MMCafé. Formado em comunicação e marketing pela ESPM, atua no mercado Web desde 1996. Durante a sua carreira, já desenvolveu projetos para toda a América Latina e atuou nos maiores clientes da região. É Diretor Geral do I-Group e do Clube de Autores.)

Fonte: HSM


20110215

Redes sociais entram no mapa das contratações

“Executivos e profissionais qualificados que desejam uma recolocação precisam estar atentos ao networking proporcionado pelas redes sociais eletrônicas, tais como o Twitter, o LinkedIn, o Orkut e o Facebook. Elas entraram definitivamente no mapa das contratações”. Quem alerta é o CEO da Thomas Case & Associados, Norberto Chadad.

"O uso das redes sociais já pode ser considerado uma ferramenta de recolocação profissional", explica. Entretanto, ele esclarece que elas devem ser utilizadas com foco e bom senso: "Elas devem ser entendidas como mais um mecanismo que se agrega aos esforços de busca de uma nova colocação profissional. Outras medidas importantes, como o planejamento baseado no perfil do candidato ou o próprio coaching, não podem ser deixadas de lado".
O twitter, com seu imediatismo e agilidade, é um bom exemplo do uso das redes sociais na recolocação profissional. "O microblogging se tornou, inclusive, uma ferramenta de negócios e divulgação. Utilizá-lo de forma criteriosa pode ser um aspecto bem avaliado pelas empresas no momento da contratação. É sinal de que o profissional está antenado com as tendências de mercado", opina Norberto. Segundo sua avaliação, headhunters que trabalham com a área de tecnologia são ainda mais propensos a ver as redes sociais como potencial campo para a identificação de talentos.

Há também o lado inverso, o uso das redes pelas empresas para divulgarem suas oportunidades de emprego. “Nessa categoria, pode-se acrescentar o uso do YouTube como instrumento para levar aos candidatos informação revelante sobre contratações”, acrescenta.

Fonte: HSM






20101223

Websites corporativos se tornarão irrelevantes em 2011, diz E.life

Estudo identificou oito importantes tendências para o ano que se aproxima


Em 2011, brasileiros trocarão Orkut por Facebook



A mescla de uma crescente compreensão do potencial das mídias sociais por parte das empresas, as novas tecnologias e o ingresso massivo de adeptos ao mundo das redes sociais, além da expansão da banda larga e o próprio comportamento do internauta, indicam grandes transformações do mundo digital. Atenta a esse “movimento” constante, a e.life realizou um apanhado e identificou oito importantes tendências para o ano que se aproxima. Acompanhe um resumo de cada uma delas logo abaixo:
 
O começo do fim do Orkut?

Este ano o Orkut deixou de ser líder na Índia e a e.life acredita que em 2011 será a vez do Brasil de assistir o começo do êxodo dos usuários do Orkut para o Facebook. À medida que a plataforma de Zuckerberg avança no mundo, paralelo à crescente inclusão do Brasil em campanhas de marcas globais, mais consumidores se registarão no Facebook, levando em paralelo uma legião de amigos. O efeito será sentido pelo líder absoluto brasileiro nas redes sociais.

A ascensão do atendimento ao consumidor nas redes sociais

Na metade do ano 2000 áreas de atendimento das empresas viram o canal e-mail tornar-se um dos preferidos pelos consumidores. No início dessa nova década uma revolução nada silenciosa que começou com os blogs agora toma conta de cada pedaço do que se chamou mídia social. Milhões de brasileiros no próximo ano vão reclamar do banco, da companhia de telefone, do supermercado e de tantos outros serviços. A diferença é que no ano que vem muito mais empresas estarão “lá” para ouvi-los e atendê-los.

Marcas anunciam para os brasileiros no Twitter

Provavelmente já no segundo trimestre de 2011 agências brasileiras terão um novo desafio: criar microanúncios para o microblog que mais cresce no mundo. O Twitter ainda não revelou todos os detalhes de sua oferta de venda de publicidade. Entretanto, já se sabe que para cadastrar potenciais anunciantes, dois formatos estarão disponíveis: tweets patrocinados e trends patrocinados.

Websites irrelevantes

Com a migração das empresas para as redes sociais os sites corporativos e de produtos se tornarão cada vez mais irrelevantes e muitas empresas irão concentrar suas estratégias on-line em redes sociais mais populares – como Twitter e Facebook. A migração tornará mais fácil mensurar as estratégias digitais, mas em contrapartida as empresas precisarão estar mais dispostas ao diálogo. Caso contrário, crises nestes ambientes fechados serão mais frequentes. Algumas empresas não abandonarão seus sites corporativos, mas os tornarão mais conectados às redes sociais em 2011.

Insights em real time

As áreas de inteligência e as empresas de pesquisa de mercado irão finalmente descobrir as redes sociais, porém vão aprender rapidamente que elas requerem entregas de insights em tempo real, cada vez mais rápido. As redes sociais vão produzir um novo tipo de analista de mercado que precisará usar software que entregue insights em tempo real, como o e.life TweetMeter, por exemplo. Relatórios longos, de produção demorada e com periodicidades muito longas ficarão ultrapassados. A pesquisa precisará acompanhar o timing das redes sociais para entregar insights cada vez mais pontuais.

Foco maior no pré-compra

As empresas irão prestar mais atenção no comportamento de compra dos consumidores nas redes sociais, mapeando não apenas o pós-compra (a monitoraçao de buzz negativo), como acontece hoje, mas a intenção de compra da categoria ou de marcas. A monitoração da intenção de compra permitirá as empresas compreenderem quais os aspectos os consumidores mais valorizam na categoria, as percepções sobre cada marca e os influenciadores na decisão de compra (laços fortes, laços fracos, campanhas etc). Esta mudança de foco para o pré-compra criará, porém, a necessidade de associações de anunciantes e relacionamento com o consumidor produzirem um código de conduta para disciplinar a prospecção do consumidor nas redes sociais. Os dados de intenção de compra nas redes sociais também serão cruzados com outros dados, como vendas, visitas ao ponto de venda etc.

Fim das barreiras on-line/off-line

Algumas agências já derrubaram as paredes entre seus departamentos on-line e off-line. A mudança gerará uma onda de aquisições de agências on-line e a contratação de profissionais desta área vai crescer pelas agências tradicionais. Mas o mais importante será a chegada das redes sociais aos pontos de venda físicos. Aguarde desde a simples sinalização do Twitter oficial da empresa no ponto de venda a aplicativos que permitirão o relacionamento do consumidor quando ele estiver na loja física.

Agora somente com uma mão

Depois do touchscreen e o sucesso de smartphones e tablets, cada vez mais veremos dispositivos e ações com sensores de movimento. Desde aplicativos simples como web cam games, até ações mais sofisticadas utilizando tecnologias parecidas com o Kinect.

Fonte: Revista Exame

20101201

Obama ou Olama?


Nas próximas eleições esperamos melhor nível.

Por Marcelo Sant'Iago

Havia grande expectativa sobre qual o papel que a internet teria nas eleições deste ano. Todos os especialistas em marketing se perguntavam quem seria o novo Obama, que usou com inteligência os meios digitais em sua campanha, a ponto de ter sido eleito o anunciante do ano no festival de publicidade em Cannes.

O IAB, inclusive, em um evento reuniu os responsáveis pelas ações online dos principais candidatos a presidente, apenas para fomentar e entender esta discussão, que gerou um belo painel no evento de 15 anos da entidade.

Enfim, sendo o Brasil mundialmente reconhecido como o país onde as pessoas passam mais tempo online e o paraíso das redes sociais, este sentimento era natural.

Perdoem meu trocadilho, mas o uso da internet nesta eleição esteve muito mais para Olama do que Obama. Foi uma baixaria total.

Falo de minha própria experiência: Facebook, Orkut, Twitter, e-mail… bombardeios de todos os lados.

Reza a lenda que teve candidato que criou uma central de produção de factóides, que contou com centenas de pessoas, que eram prontamente desmentidos pela brigada de quem sofria os ataques.

Outro ponto curioso foi o papel do cidadão comum.

Alguns mais ativistas vestiram a camisa de verdade e cegos por uma paixão comparável apenas à futebolística, travaram debates intermináveis, muitas vezes com argumentos tacanhos e, claro, com muitas ofensas pessoas a quem ousava se opor a seu candidato e suas idéias.

Tive um debate desses no Twitter, quando falei que determinada hashtag (palavras antecedidas de # que é utilizado para indexação de assuntos quando você realiza uma busca) estava sendo usada artificialmente para inflar sua relevância, atingir os Trend Topics (os temas mais comentados no Twitter) e dessa forma mostrar a insatisfação das pessoas com determinado candidato.

Ora, o bom profissional de marketing sabe que há técnicas para se fazer isso. Por exemplo, diariamente o pessoal do Pânico em seu programa da hora do almoço solta uma tipo “vamos colocar a Sabrina nos TTs (apelido carinhoso dos Trend Topics)”. Aí vem uma avalanche de tweets com a hashtag que eles inventaram e… bum! Ta lá o assunto como mais comentado.

Voltando a meu debate: uma simpatizante de determinado candidato literalmente me interpelou e insistiu que isso é impossível; e foi além, chegou a me desafiar a criar um tema para ver se ele chegava ou não aos mais falados. Santa ingenuidade, Batman!

Enquanto isso, o YouTube cumpriu seu papel como repositório de vídeos impagáveis, no caso dos candidatos a cargos legislativos. Porém, acredito que foi pouco utilizado de forma eficiente e profissional, para realmente atrair a simpatia e interesse dos eleitores, como fazem grandes marcas com seus produtos em busca de potenciais consumidores.

Enfim, por mais interessante que tenha sido ver de repente todos os meus amigos no Facebook transformarem-se em analistas políticos, o fato é que muito pouco se inovou no lado dos candidatos.

A internet foi apenas mais um canal para transmitir os discursos vazios e retóricos que levaram os debates televisivos a índices pífios de audiência.

Sabemos que nossa legislação eleitoral tem limitações e é retrógada em muitos pontos, incompatíveis até com um mundo de comunicação global. Fica a esperança de que isso possa ser revertido e, em um próximo pleito, a classe política faça uma revisão de como se apresentar e atuar nos meios interativos.
E, principalmente, que os políticos continuem usando este canal para comunicação no dia-a-dia com os eleitores, coisa que já vemos cada vez menos, agora que a eleição passou.

Fonte: Webinsider

20101117

Redes sociais invadem o universo dos pequeninos e até dos que não nasceram

Não há idade para se comunicar pela internet. Mas não é exagero mandar recados virtuais, via e-mails e Facebook, para bebês?

Papais e mamães ficam orgulhos quando os filhos nascem ou estão para nascer. Então, divulgam fotos e novidades sobre os pequeninos para vizinhos, amigos, colegas de trabalho e, se for possível, para o mundo. Para demostrar todo esse afeto, parece que vale tudo: criar e-mail, perfis no Orkut, no Twitter e no Facebook são opções para quem quer conectar, desde cedo, os pimpolhos ao mundo virtual.

A ideia é mais comum do que se pensa. Uma pesquisa da fabricante de softwares de segurança AVG Technologies, feita com 2,2 mil mães da América do Norte, Europa e países da Ásia, mostra que 81% das crianças na idade de dois anos já possuem algum tipo de perfil na internet e 7% dos bebês têm endereço de e-mail. A pesquisa vai mais longe: até que não nasceu também tem espaço na vida digital. Tudo começa quando os pais postam ultrassonografias, experiências da gravidez, fotos da trajetória do nascimento e exames de pré-natal na internet.

O envolvimento da criançada com as redes sociais avança pelo planeta. A realidade brasileira, por enquanto, é tímida, mas cresce com o número de acessos à internet. Para avaliar a situação no país, o Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic.br) divulgou uma pesquisa em que revela que o uso do computador com os jogos entre as crianças ainda é maior do que as atividades que envolvem comunicação. Apesar disso, o Brasil caminha para alcançar o cenário dos outros países. Em mais de 2,5 mil casas visitadas, 30% das crianças de 5 a 9 anos declararam acessar redes sociais e 31% possuem uma conta de e-mail.

Ainda estar na barriga da mãe não é empecilho para entrar na onda da comunicação virtual. Davi, de seis meses de gestação, tem perfil no Twitter garantido. “Olha só que legal! Meus pais @aleh e @saralilian deixaram eu contar pra vocês qual é o meu nome. Eu sou o Davi Alexandre, gente!”, diz a última postagem na página que o pai, Alessandro Andrade, fez questão de criar.
Andrade, 30 anos, é servidor público e adora estar conectado. “A ideia surgiu pela corujice do pai nerd mesmo.” Ele acredita que é importante os pais reservarem um espaço, mesmo que virtual, para o bebê dentro da família. “Se já tínhamos um perfil no Twitter, porque não fazer um para o Davi?”, questiona.

No início, a mãe, Sara Lilian, 28, resistiu à ideia de expor o bebê, mas concordou. “Depois, ao ler a primeira frase como se fosse ele quem estivesse falando, fiquei emocionada”, afirma. Desde então, os dois atualizam o perfil com textos, imagens e até fotos das ecografias. “Tudo para dizer ao mundo que o bebê está chutando ao vivo”, sorri o papai.

O casal conta que o momento mais emocionante foi quando tuitaram o sexo do bebê no mesmo dia em que descobriram. “Várias pessoas interagiram nesse dia, dando os parabéns”, comentam empolgados. Para os pais de Davi, usar a internet é só uma das formas de transmitir e receber mensagens de carinho.
Ao clicar em links do perfil, os usuários podem conhecer ainda mais sobre o menino, mas os pais fazem questão de dizer que são apenas pessoas conhecidas e que se preocupam com a privacidade. Este é o principal contraponto quando se fala de rede social. O especialista em tecnologias na educação Gilberto Lacerda chama atenção para as implicações desses novos hábitos infantis.

Lacerda acredita que inserir bebês no mundo virtual não interfere diretamente na vida das crianças porque é um ambiente manipulado pelos pais. “Este é um dispositivo de exposição dos filhos, se usa este meio para se comunicar com os familiares distantes, para que estes tenham um acesso mais fácil às fotos da criança.”

Porém, a superexposição pode levar meninos e meninas a usar precocemente as redes sociais e é preciso maturidade para saber separar o que é bom e ruim da internet. Segundo o professor, as informações sobre o assunto no Brasil são novas e os estudiosos têm que mapear melhor a situação. “Não temos certeza das repercussões futuras deste tipo de mídia na sociedade”, diz ele.

Nunca é cedo para navegar
92%

das crianças americanas já estão on-line aos dois anos

73%

das crianças dos países da União Europeia também estão on-line nesta idade

37%

dos recém-nascidos do Reino Unido têm vida on-line a partir do nascimento

37%

das crianças do Canadá iniciam a vida virtual quando os pais postam exames de pré-natal na internet

7%

dos bebês e das crianças pequenas têm um endereço de e-mail criado pelos pais

5%

têm perfil em rede social

70%

dos pais disseram que o objetivo é compartilhar informações com amigos e familiares

22%

das mãe assumiram que queriam acrescentar mais conteúdo aos seus perfis nas redes sociais

Fonte: AVG Tecnologies | Correio Braziliense

20101115

Redes Sociais: Descubra o que mudou e veja como usar as novas ferramentas disponíveis

Três experts que vivem conectados no Twitter, Facebook e Orkut contam como anda o novo cenário dos sites de relacionamento

Você sabia que, em 2012, 90% do consumo de banda larga da internet vai ser voltado exclusivamente às mídias sociais? E mais: hoje, esses sites de relacionamento já são a atividade número um na web, ficando à frente da pornografia e do e-mail.

Renato Ponce, Mayxon Chrystian e Alan Simões estão conectados 24 horas por dia nas três principais redes: Twitter, Orkut e Facebook. O Orkut foi o primeiro a se tornar popular no Brasil e virou febre entre jovens e adultos, mas hoje, eles concordam, deixou de ser o site de relacionamento pessoal preferido da galera.

"Infelizmente o orkut tentou adaptar o conceito de privacidade que o Facebook estava utilizando, ou seja, porcaria nenhuma", afirma o administrador de blogs Renato Ponce. O programador de web, Mayxon Chrystian, também critica a nova interface do site: "Você tem que ver toda hora se o scrap está para o seu amigo ou para o público. Fica uma coisa meio bagunçada".

Com mais de 500 milhões de perfis ativos, o Facebook é uma das mídias sociais que mais cresce; e não só no Brasil, mas no mundo todo. Um aspecto interessante é que quase um terço de todos usuários acessa o site a partir de dispositivos móveis.

"As mudanças que eles fizeram foram para melhor. Eles não mudaram bruscamente como o Orkut, mas ele mudaram de uma maneira sutil e falaram assim: 'tá aqui, do mesmo jeito, mas tem mais coisa para você fazer'", comenta o técnico em informática Alan Simões.

Recentemente, o Facebook anunciou novas ferramentas; uma delas, já conhecida pelos usuários do Orkut, é a possibilidade de separar seus amigos em grupos. A questão da privacidade também pode ser alterada dentro dos grupos. Outra novidade é a opção de fazer um download de todas as informações que existem no seu perfil.

Entre os três internautas, uma opinião é unânime: o Twitter não é só a rede social que mais cresce, como a que mais evolui e agrada. Projeções recentes mostram que o Twitter tem potencial para se tornar a mídia social com o maior número de usuários no mundo, chegando a marca de um bilhão já em 2012.

"De repente ele virou uma espécie de comunicador social instantâneo sem abandonar a internet", avalia o blogeiro Renato Ponce.

Hoje, dois terços da população mundial que acessa a internet visitam sites de redes sociais. O tempo online gasto nessas redes cresce em um ritmo três vezes maior que a média dos sites na web.

Nos links que acompanham este texto, você pode se conectar com as redes sociais do Olhar Digital e para acompanhar as novidades tecnológicas. Você pode até retweetar nossas notícias de forma automática em seu próprio perfil do Twitter.

Fonte: Olhar Digital

20100922

O grande erro das redes sociais

Por Ricardo Lacerda
Está na hora de as empresas monitorarem o que as pessoas comentam sobre marcas em redes sociais. É o que afirma o especialista em marketing digital e diretor da Agência Publiweb, Conrado Vaz, que nesta quarta-feira desembarca em Porto Alegre para ministrar um workshop sobre o assunto. “As redes podem atingir uma enorme quantidade de pessoas, mas as empresas não são capazes de detectar esses dados porque não se preocupam com eles”, alerta Vaz. Nesta entrevista, ele conta por que as marcas ainda têm tanta dificuldade para se adaptar às particularidades das redes sociais e garante: por enquanto, nenhuma marca utiliza plenamente o potencial do Twitter. Confira:

Recentemente, AMANHÃ publicou uma reportagem mostrando que as marcas estão “perdidas” no ciberespaço. Você concorda?
Vejo que não só as marcas, mas as próprias empresas estão perdidas. O modelo mudou do monólogo para diálogo. O discurso de colocar o consumidor no centro de toda a ação agora é uma exigência. O problema nesse aspecto é que as empresas, as faculdades e, principalmente, as agências não prepararam seus modelos de negócio para essa mudança. O consumidor quer interatividade, mas as agências ainda aconselham seus clientes a impor a comunicação onde o consumidor estiver – independente de ele querer isso ou não. Os consumidores querem se relacionar com suas marcas, só que elas não sabem como gerir esse relacionamento.

Quais são os erros que levam as empresas a manter esse descompasso com o comportamento do consumidor?
Um deles é achar que a mídia de massa gera o tipo de relacionamento que os consumidores querem. Quando o consumidor entra na internet, ele lê nos fóruns a opinião sobre cada marca e descobre aqueles problemas que não aparecem na propaganda – e aí o investimento de milhões vai por água abaixo. Não se pode mais achar que uma mentira contada dezenas de vezes no horário nobre se transforma em verdade. Era assim na época que o consumidor não tinha nenhuma opção. A TV era sua grande fonte de informação e, diante disso, tudo que era falado nela tinha credibilidade. Hoje, o consumidor quer se relacionar com as marcas, quer descobrir o que é bom e o que não serve, quer pesquisar preços, compartilhar informações com seus amigos e exercer sua atividade no mercado.

O que são as “redes submersas” de comunicação e por que as empresas devem prestar atenção nisso?
Quando você fala com um amigo seu pelo MSN sobre um produto, posta em um blog uma opinião negativa sobre uma empresa ou começa um movimento para assinar um projeto como o "Ficha Limpa" pela rede, existe um conteúdo informacional enorme que passa despercebido pelas empresas. Ele pode atingir uma enorme quantidade de pessoas, mas as empresas não são capazes de detectar esses dados. Mas são essas redes submersas – de dados, opiniões, críticas, sugestões de melhoria e outras informações cruciais – que estão fazendo cada vez mais a diferença na taxa de conversão de pessoas que “têm contato com a marca” para pessoas que “compram o produto”. Essas redes são detectáveis e representam uma fonte de dados preciosa para qualquer negócio. É a melhor pesquisa de opinião ou pesquisa de mercado que a empresa poderia ter. E é gratuita.

Hoje, é comum vermos campanhas claramente desenhadas para se tornarem “virais”. No entanto, muitas delas fracassam ou deixam a impressão de que estão “forçando a barra”. Existe alguma característica comum que diferencie o marketing viral bem-sucedido daquele que dá em nada?
As empresas acham que viral é lançar um vídeo engraçado na internet. É muito mais do que isso. As campanhas virais são aquelas que capturam o espírito da época, a necessidade do consumidor, aquilo que ele já queria ler ou fazer. O Obama é um excelente exemplo. Ele é um excelente produto. Após uma política que praticamente quebrou os EUA, surge alguém que representa o contrário daquilo que os americanos estavam acostumados nos seus últimos 500 anos: um negro democrata defendendo reformas. Praticamente um conto de fadas – algo muito semelhante como que aconteceu na campanha do Beatle, o nosso fusca, nos EUA na década em 1959, com o "Think Small". Tanto o Obama quanto o Think Small foram virais porque tinham excelentes histórias e representavam o que o público queria em termos de mudança. Viral é muito mais do que um vídeo engraçadinho: é capturar o espírito das massas, é ler o consumidor e entender o que ele quer.

Na sua visão, quais são as empresas que exploram plenamente o potencial do Twitter como meio de construção de marca?
Plenamente, nenhuma. A Zappos é um bom exemplo, mas ainda poderia melhorar. O Twitter não é uma ferramenta de propaganda, é uma tremenda ferramenta de relacionamento. A maioria das empresas não vê o correto papel do Twitter porque não entenderam direito nem o que era blog ou qual o princípio que a internet traz em si. Acham que o Twitter é apenas uma ferramenta, quando na verdade ele encerra um novo conceito que tem muito mais a ver com a nossa ansiedade de informação e de imediatismo na comunicação.
Fonte: Revista Amanhã

20100830

#FollowFriday: Como indicar seus amigos do Twitter com inteligência

É muito comum indicações de usuários do Twitter acrescidos das hashtags #FF ou #FollowFriday nas sextas-feiras. No entanto, ultimamente isso tem transformado o Twitter em um verdadeiro samba do crioulo doido, porque as pessoas vão indicando pessoas em dezenas de tweets, floodando a timeline alheia. Eu não tenho nada contra isso, acho bem interessante, mas não me lembro de ter seguido um usuário apenas pela indicação de outra pessoa.

O critério para seleção de quem eu sigo é simples: I-N-T-E-R-A-Ç-Ã-O. Se uma pessoa me segue e está sempre interagindo eu passo a seguir para conhecê-la melhor, independente de ter 50000 seguidores ou 10. No entanto, toda regra tem sua exceção!

O que é Follow Friday?
Follow = Seguir/Acompanhar e Friday = Sexta-Feira; portanto #followfriday ou sua abreviação, #FF, acontece toda sexta-feira e nada mais é do que a sua sugestão de quem seguir no Twitter. Dicas Twitter

Pensando em toda essa bagunça que acontece no Twitter na sexta-feira e tendo por base a ideia da @Samara7days de fazer listas com os usuários que interagem com seu perfil no Twitter, hoje resolvi fazer um #FollowFriday diferente.
Tweepml: Ferramenta para criar listas no Twitter
Através do TweepML podemos criar listas de usuários de forma bastante rápida e simples. Aprenda a criar sua primeira lista.

1 – Acesse o TweepML;
2 – Clique em “Sign Up” e faça seu cadastro;
3 – Depois disso clique em “Sign in” e informe o seu email e senha que você cadastrou;
4 – Clique em “Create list”;
5 – No campo “Twitter Users” informe os usuários que farão parte da lista (não precisa do “@”)
Exemplo:
dtecnologico
zoomdigital
olhardigital
webdicas
6 – Informe o nome da sua lista em “TweepML Title”. Os campos “Description” e “Tags” são opcionais.
7 – Clique em “Generate TweepML”.

Logo em seguida o TweepML criará a lista e será gerado um link como esse http://tweepml.org/followfriday-20/ com todos os usuários do Twitter que você selecionou.

Dessa maneira você pode indicar vários usuários do Twitter sem floodar a timeline de ninguém e ainda correr o risco de ganhar um unfollow de presente!

Como seguir listas no TweepML
No TweepML além de criar listas você pode seguí-las também, e o melhor, com poucos cliques! Vou usar como exemplo a minha lista de #FollowFriday de hoje.

1 – Acesse a lista de Follow Friday;
2 – Se quiser seguir todas as pessoas da lista vá até o final da lista e clique em “Sign in on Twitter”;
3 – Autorize o acesso do TweepML ao seu Twitter;
4 – Pronto! Automaticamente você começará a seguir todas as pessoas que você selecionou na lista.

No topo da lista você tem a opção de clicar em “Clear All” e selecionar apenas as pessoas que quiser da lista. Além do avatar, o TweepML exibe a bio da pessoa, assim você pode filtrar melhor o usuário que quer seguir de acordo com seus interesses.

Depois de criar a lista você ainda pode editá-la, adicionando ou removendo twitteiros.

Veja como ficou o meu tweet de #FollowFriday de hoje!
Ao contrário do que estão dizendo por aí, não estou apenas contribuindo para a “orkutização” do Twitter! Essa dica é excelente para diminuir toda a bagunça nas sextas-feiras!
Fonte: Design Tecnológico

Uso excessivo de redes socais pode gerar conflitos de identidade

Acordar pela manhã, escovar os dentes, tomar um café rápido e sentar-se à frente do computador, que, naturalmente, já estava ligado desde a madrugada anterior. E-mail aberto, MSN e Gtalk em status “ocupado”, mostrando frases longas para declarar o novo dia. “O que você está fazendo?/O que está rolando?”, pergunta o Twitter, enquanto o upload daquela nova foto é finalizado no Orkut — e no Facebook. É assim até anoitecer, quando os “amigos” mais velhos estão chegando do trabalho para reclamar do trânsito, do chefe e da namorada que foi embora, para comentar as novas atualizações no perfil de uma personalidade qualquer ou para conferir os vídeos mais votados no YouTube.

Se a história é familiar, não fique assustado. A geração de usuários da internet nascida depois de 1990, década em que a rede mundial de computadores se tornou popular, está crescendo com uma necessidade cada vez maior de estar conectada e afirmar sua identidade de forma on-line. “Quanto mais uma pessoa tem informação, debates e conversas pela internet, mais ela precisa ter para se informar e mostrar ao mundo quem ela é”, explica o psicólogo e terapeuta do comportamento Gilberto Godoy.

O estudante de publicidade Filyppe Saraiva, 23 anos, conta que se sente mal quando passa mais de um dia sem entrar na internet. “Uma semana off-line? Acho que fico maluco. É muita coisa para ler e comentar.” Filyppe está conectado atualmente a 17 redes sociais e passa todo o tempo on-line em alguma delas, seja pelo computador ou pelo celular. “Preciso acompanhar as notícias que chegam ao meu e-mail por serviços de reader, comento em alguns blogs, respondo vários e-mails. Passo o dia acompanhando o Twitter pelo celular e sempre que tenho tempo livre posto em um dos meus três blogs — um sobre poesias e música, um site de conteúdo geek (direcionado apenas a coisas tecnológicas) e um blog onde comento temas do dia a dia.”

Exagero? Ele explica que já se sentiu sufocado pelo número de redes sociais que usa, mas que hoje consegue lidar bem com todas. “Chega uma hora em que você perde todo o tempo livre para ler todos os assuntos que te interessam, conversar com os seus amigos que estão no MSN ou adicionar todo mundo que aparece no Orkut. Precisei desistir de várias dessas redes para amenizar essa necessidade de acompanhar tudo. Algumas pessoas que conheci não souberam lidar com isso da mesma forma”, comenta.

A bancária Kate Saraiva, 22 anos, não tem os mesmos hábitos que o primo Filyppe. “Leio meus e-mails e tweets pelo celular. E só. Mal consigo manter conversas muito longas pela internet. Já tentei e cheguei a fazer amizades importantes pela web, mas nada substitui o contato que tenho com meus amigos, mesmo que por telefone, em cidades diferentes. De certa forma, viver nesse mundo cibernético nos mantém distantes, nada é muito real. Acho estranho quem consegue passar o dia na frente do computador. Não dá certo para mim”, explica Kate.

Esconderijo
Gilberto Godoy explica que essa necessidade de estar conectado deve ser observada com cuidado pelo internauta. Segundo ele, há pessoas que se tornam tão intimamente ligadas àquilo que postam e leem na web que passam a viver essa realidade em horário integral. “Os amigos são todos virtuais. Essa pessoa só se sente à vontade para se expressar pela internet. Aos poucos, ela não precisa se relacionar com alguém pessoalmente, já que é mais seguro se `esconder` atrás de um perfil.”

O psicólogo ainda chama atenção para a falta que os relacionamentos interpessoais podem causar. “O indivíduo se encontra em uma busca incessante por complementação. Ele quer se sentir aprovado, quer que gostem da imagem criada na web, se autoafirmar. Essas pessoas sofrem de alguma forma com seus autoconceitos”, explica Godoy. Autoconceito diz respeito à forma com que o indivíduo se percebe no mundo e como acredita que as outras pessoas a veem. “Quem passa o dia navegando na internet passa a formar seu autoconceito também a partir da aceitação que tem dos amigos virtuais. O que eles comentam sobre suas fotos, sobre seus gostos e sobre aquilo que é dito vai influenciar de alguma forma a maneira com que o indivíduo se aceita”, avalia.

Filyppe acredita que vários dos amigos virtuais que conheceu gostam de exaltar suas características principais, criando espécies de personagens, para que serem melhor aceitos. “Todo mundo tem aquele amigo no Orkut ou segue um perfil no Twitter que se apresenta como ‘a bonita’, ‘o nerd’, ‘o depressivo’ ou ‘o inconformado’. Conheci gente que passava o dia comentando coisas absurdas sobre a própria vida para ter um retorno. A qualquer momento do dia, eles estavam on-line, falando de tudo, o tempo todo. Isso é impossível para mim.”

Godoy afirma que o excesso de redes sociais e a dependência da conexão podem gerar conflitos de identidade. “Essa relação com a internet começa a ficar nociva quando o usuário passa a viver e precisar desse personagem que criou para si. Será que alguém é mais feliz porque tem mais seguidores, mais comentários, mais fotos publicadas? Algumas pessoas podem acreditar que sim”, explica.

Criatividade
Especialista em educação na web da Universidade de Brasília (UnB), o professor Luis Teles afirma que a internet e as múltiplas opções de sociabilidade que ela oferece podem ser usadas de forma positiva. “A identidade on-line deve ser usada a favor do internauta, como espaço para a exaltação da criatividade e das qualidades diversas que esse indivíduo tem. Não há nada mais gratificante do que a comunicação presencial. Por outro lado, a comunicação pela web vem para somar valor ao indivíduo, quando bem usada”, explica o especialista. Kate Saraiva exemplifica isso ao lembrar que muitas empresas recorrem à internet na hora de conhecer melhor seus colaboradores. “Eu sou aquilo que coloco na internet. Meu trabalho, minha identidade está ali. Muita gente consegue usar isso a favor.”

O blogueiro Daniel Carvalho, 23 anos, conseguiu aplicar o gosto pela internet ao criar um personagem completamente diferente dele. Desconhecido até 2008, o criador da personagem virtual Katylene e recém-contratado da MTV afirma que a internet nunca foi um problema. “Por conta do blog, preciso passar o dia conectado à internet. Recebo muitos e-mails e se passo um tempo maior sem postar, recebo mensagens dos leitores cobrando atualização”, conta. Mesmo com o trabalho pesado, Daniel se esforça para manter uma vida tranquila longe do computador. “Sempre gostei de estar on-line e adoro o meu trabalho. Isso, porém, não muda o fato de que preciso viver o mundo real também”, afirma.

O professor Luis Teles afirma que o segredo é não tratar a internet como a única opção na hora de se comunicar. “Qualquer pessoa tem necessidades fora da internet. Quando isso passa dos limites e atrapalha as relações interpessoais do indivíduo, talvez esteja na hora de desligar o computador.”
Fonte: Correio Braziliense

20100825

Redes sociais contribuíram para faturamento de R$ 335 mi em comércio virtual no Brasil

Um estudo feito pela consultoria e-Bit comprova que as redes sociais estão influenciando fortemente os consumidores brasileiros. Só no primeiro semestre deste ano, sites como o Orkut, Facebook e Twitter contribuíram para um faturamento de R$ 335 milhões em negócios virtuais.

As mulheres são mais influenciáveis pelas redes sociais: 55% disseram que realizam os pedidos após verem alguma indicação nos sites de relacionamento.

Um levantamento feito recentemente pelo Ibope aponta que o Brasil está entre um dos dez países com o maior número de internautas com cadastro em redes sociais. Dos 37 milhões de usuários ativos na internet por aqui, 87% possuem perfil em alguma rede.
Fonte: OLhar Digital

20100818

O mapa-múndi das mídias sociais

O blog Flowtown fez um gráfico interessante com o tamanho das mídias sociais no mundo: transformou-o em mapa-múndi. Quanto maior a rede em usuários, maior o “país”.
Imagem: Reprodução

Para ver o mapa em widescreen, clique aqui

Algumas considerações minhas:

- O MySpace, que já foi a maior rede social do mundo, está quase do mesmo tamanho de Twitter, Orkut e até Friendster (esta última, a primeira grande rede social, que já foi dada como irrelevante na maior parte do mundo)

- O Habbo, uma rede social infantil, é a segunda maior do mundo. Surpresa e tanto

- Não há números no mapa, mas pelo que graficamente se percebe, o Blogspot ainda é maior do que o WordPress como plataforma para blogs.
Fonte: Estadão

20100730

Rede social do Google não será cópia do Facebook, diz executivo

 Google teria investido 100 milhões de dólares no criador do FarmVille (Divulgação)

“O mundo não precisa de uma cópia da mesma coisa”, disse Eric Schmidt.
O novo projeto do Google baseado em redes sociais não será uma cópia do Facebook, de acordo com Eric Schmidt, CEO do gigante das buscas. Em entrevista ao The Wall Street Journal, o executivo não confirmou detalhes sobre o serviço, mas afirmou que “o mundo não precisa de uma cópia da mesma coisa”.

De acordo com rumores divulgados por Kevin Rose, CEO da rede de promoção de links conhecida como Digg, a rede – apelidada de “Google me” – deve competir diretamente com o Facebook, principalmente na área de jogos casuais.

Recentemente, representantes do Google conversaram com empresas de games como a Playdom, e a Electronic Arts. Rumores também apontam um investimento de 100 milhões de dólares na Zynga, criadora do jogo social FarmVille.

Essa não seria a primeira tentativa da companhia junto às redes sociais. Em janeiro de 2004, o Orkut foi lançado como um projeto independente de comunidades baseado em convites. O projeto fez sucesso no Brasil e na Índia, mas foi praticamente ignorado no resto do mundo. Desde então, o Google lançou outros sites e serviços, como o Wave, o Buzz e o Profile, mas nenhum deles conseguiu fazer tanto sucesso quanto o Facebook, fundado por Mark Zuckerberg também em 2004.

Fonte: Veja | Vida Digital

Consolidado nos EUA, Facebook cresce mais de 13% em dois meses no Brasil

Site de métricas dá ao País o 6.º lugar em crescimento no número de usuários da rede social que, nesse ritmo, alcançaria o Orkut em dois anos.

O Brasil é o 20.º país em número de usuários no Facebook, com quase 5,5 milhões cadastrados, mas é o 6.º em crescimento. De acordo com dados do site Facebakers.com, mais de 700 mil internautas brasileiros aderiram à rede social nos últimos dois meses - um crescimento de 13,45% entre maio e julho. 

O líder do ranking em números absolutos, claro, são os Estados Unidos, com 128 milhões de usuários, pouco mais que a soma dos números de Inglaterra, Indonésia, Turquia, França, Itália e Canadá – os países que vêm em seguida na classificação. 

Na classificação por taxa de crescimento, o Brasil fica atrás de Laos, China, Serra Leoa, Paquistão e Coreia do Sul. De todos esses, o Brasil é, de longe, o que tem a maior base de usuários - mais que o dobro da do Paquistão (2,2 milhões) e aproximadamente 130 vezes maior que a da China (43 mil).

Os EUA também estão em primeiro em quantidade absoluta de novos integrantes do Facebook - mais de 3 milhões nos últimos dois meses - mas, compararando os números de usuários americanos do portal entre maio e julho, o país despenca para o 118.º lugar, com taxa de crescimento de apenas 2,42%. 

Assim, a tendência para os próximos meses é que a maior rede social social do mundo cresça cada vez mais em outras nações, enquanto que nos EUA o número deverá se manter estável. 

Já no Brasil a penetração do Facebook entre os internautas é de apenas 8%, ou 2,8% da população total. A disparidade em relação ao Orkut é enorme; estima-se que a rede social da Google tenha 26 milhões de usuários no País,  ou 68,4% de todos os internautas ativos no país. 

Se os números do Orkut não sofrerem grandes variações e o crescimento do Facebook no País se mantiver constante em 6,5% ao mês, seriam necessários 26 meses - mais de 2 anos - para que a rede de Zuckerberg alcançasse o site da Google.

Ainda sobre o número de usuários no Facebook, na comparação com outros países da América Latina o Brasil está atrás da Argentina, que tem 11 milhões, e do Chile, com 7,1 milhões de internautas cadastrados na rede. 

Quanto ao gênero dos brasileiros no Facebook, há uma leve maioria feminina: 54%. E é uma multidão jovem, já que 60% deles têm entre 18 e 34 anos.

Fonte: IDG Now

20100728

Brasil: 87% dos internautas usam redes sociais

Pesquisa do Ibope Inteligência mapeou o comportamento de internautas em 27 países; País é o décimo em número de usuários.


Os brasileiros realmente se renderam ao universo das redes sociais. De acordo com pesquisa realizada pelo Ibope Inteligência em parceria com a Worldwide Independent Network of Market Research (WIN), 87% dos internautas do País acessam redes sociais (como Facebook, Orkut e Twitter) com frequência.

Considerando todas as nações avaliadas pelo estudo do Ibope Inteligência, o Brasil é o décimo país em número de usuários. A Índia lidera o ranking, uma vez que 100% de seus internautas garantem utilizar as redes. Na sequência aparecem, em ordem, Sérvia, Coreia do Sul, Rússia, Espanha, China, Turquia, Romênia e Itália.

Entre os brasileiros usuários de redes sociais, a grande maioria (83%) declarou ter feito perfis por vontade pessoal, enquanto que outros 33% afirma que entrarem nas comunidades virtuais por razões profissionais. Dentro dessas comunidades, 98% dos brasileiros navegam e lêem as suas mensagens com freqüência e 76% a utilizam também como canal de conversa com os amigos e atualizam constantemente o próprio perfil.

A pesquisa também avaliou alguns traços do uso de redes sociais nas regiões brasileiras. Nesse ponto, a região Nordeste aparece como o local brasileiro de maior uso das redes sociais, sendo que 90% dos internautas da região possuem perfil em alguma comunidade virtual. No Sudeste, o segundo colocado entre as regiões brasileiras, esse índice é de 85%. A pesquisa foi realizada com 28.944 pessoas de 27 países diferentes.  
Fonte: M&M Online

Orkut só segue soberano no Brasil – mas até quando?

Por Alexandre Matias

Agora somos só nós. O Orkut era a principal rede social de Brasil e Índia. Agora em julho, foi ultrapassado por lá. A maior rede social indiana é o Facebook. Com o Orkut, agora só o Brasil.

O crescimento do sistema de Mark Zuckerberg impressiona. Ultrapassou seu então arquirrival MySpace em abril de 2008. Encarou uma fila de meses na qual dobrou de tamanho a cada trimestre. Faz uma semana que passou a marca dos 500 milhões de usuários. Se fosse um país, seria o terceiro do mundo atrás de China e Índia. Tem uma população maior do que a dos EUA, Indonésia e Brasil. O Twitter tem 105 milhões e o LinkedIn, 70 milhões. A diferença não é pequena.

O Orkut cresceu 35% na Índia em 2009. O Facebook, 177%. Em maio, havia 19,7 milhões de indianos no Orkut contra 18 milhões no Facebook. Aí o jogo virou. Com a virada veio investimento. A empresa de Palo Alto, Califórnia, expandiu seu escritório em Hyderabad (Índia) e contratou uma equipe de 500 pessoas no mês de junho.

É um escritório grande por dois motivos. Primeiro porque na Índia as línguas são muitas e a intenção é dar suporte em quaisquer idiomas. Mas também porque é a sede do Facebook na Ásia, um continente populoso, diverso e principalmente rico.

Solitários, pois. Agora, a rede social do Google faz sucesso aqui e apenas aqui. No Brasil, em maio, havia 29 milhões de pessoas no Orkut e 8 milhões no Facebook, segundo o site TechCrunch, especializado na cobertura do Vale do Silício. Nessa mesma época, em 2009, o Facebook mal havia passado o primeiro milhão. Há dois anos, estava na casa dos 100 mil. Cresce acelerado.

No Google eles não dizem, mas o Orkut sempre foi uma frustração. Criado com o objetivo de pegar fogo nos EUA, lançado em janeiro de 2004, em menos de um ano foi controlado por brasileiros. Formamos metade de sua população.

Quando o Orkut se disseminou rapidamente pelo Brasil, sites de relacionamento ainda não eram comuns. Serviços como Friendster e Six Degrees eram para iniciados, mas já parecia claro que estourariam um dia.
Ao constatar o rápido crescimento do Orkut por estas bandas, um dos principais pensadores da internet, John Perry Barlow, sugeriu que a socialização talvez fosse mais natural para brasileiros. “Aqui, todo mundo parece se conhecer”, ele dizia. “Você entra num restaurante, passeia na rua, todos estão se cumprimentando a toda hora.”

Barlow estava errado. O comportamento do brasileiro não fazia do País mais propício às redes sociais e o MySpace logo comprovou isto. O Facebook apenas consolida a ideia: somos todos, humanos, bichos sociais. E a internet foi feita justamente para esse tipo de contato.

Essa é uma corrida muito importante para o Google. Onde é que vamos nos informar mais? Será fazendo buscas ou perguntando para nossas redes de contatos? Se o segundo caminho sair vencedor, o Google perde. Sua rede social só vale (por enquanto) no Brasil. Se houver um equilíbrio, o Google terá de dividir sua hegemonia na internet com outras redes – no caso, principalmente com o Facebook.

Em termos de imagem, talvez seja bom. Mark Zuckerberg é a ovelha negra do Vale do Silício. Não esconde sua ambição, aparentemente passou a perna nos sócios iniciais, não parece lá muito preocupado com a informação que pertence a seus usuários. Quer fazer dinheiro, como todos no Vale. A diferença é que o capitalismo por ali tem de vir acompanhado de um sonho, de um ideal. Uma tentativa de melhorar o mundo, nem que seja no discurso. É o que a Apple tem, assim como o Google ou mesmo o Twitter. Zuckerberg não parece se esforçar muito. No contraste, o Google ganha.

Seria uma vitória de Pirro. Hoje, o sistema de busca domina a rede e ninguém quer perder isto. É onde entra o Google Me, sua nova tentativa de entrar nas mídias sociais. Foram muitos os esforços: Orkut, Wave, Buzz, perfis de usuários. Com maior ou menor ambição, o Google luta para reunir as pessoas em seu sistema. Que suas conversas sejam por lá. Ainda não aconteceu. (A não ser que o Brasil conte e, sozinho, neste jogo ele não conta.)

Os rumores são vários, mas em algum momento entre o fim deste ano e o início do ano que vem Google Me virá para brigar com o Facebook. Lá fora, será uma briga difícil. Convencer meio bilhão de pessoas a mudar de comunidade não é trivial.

No Brasil, o caso é diferente. O Facebook está crescendo num ritmo maior do que o Orkut. Se o Google Me entra com algum tipo de sistema de importação com o Orkut, pode estourar. A questão é se o Google quer. O Orkut é o paraíso do spam. É um site considerado difícil de entender por quem nunca entrou nele. Um site fechado e sem jogos, um dos grandes atrativos do Facebook.

Mas alto lá. Há duas semanas, o Google pôs US$ 100 milhões na Zynga, dona do Farmville, principal fornecedora de games do Facebook. A briga começou.

Fonte: Link | Estadão

20100721

NOVAS MÍDIAS - O fim dos jornais impressos?

O anúncio feito nesta semana sobre a migração do Jornal do Brasil para plataforma totalmente digital reacendeu as discussões sobre a substituição dos meios impressos de comunicação por conteúdos digitais. A partir de setembro, o periódico surgido em 1891, no Rio de Janeiro, e considerada uma das mais tradicionais publicações da imprensa nacional, estará disponível apenas através da internet, mediante pagamento de uma assinatura mensal. Uma das motivações da reformulação consiste na adequação do famoso JB ao iPad e similares.

Diante do fato, opiniões contrastantes surgiram: alguns afirmam que se trata de um caso isolado, decorrente de problemas organizacionais da empresa carioca. Outros, mais apocalípticos, acreditam ser este mais um sinal de que os jornais impressos, assim como livros e conteúdos culturais físicos, não continuarão existindo por muito tempo.

No início do ano, o semiologista e escritor Umberto Eco lançou um livro – em parceria com os franceses Jean Claude Carrière e Jean-Philippe de Tonac, roteirista de cinema e jornalista, respectivamente. Intitulada Não contem com o fim do livro, a obra tem distribuição no Brasil pela Editora Record e é traduzida por André Talles. Nela, os três autores dialogam e sugerem alguns argumentos para mostrar que o papel dificilmente será substituído de forma total por tecnologias digitais.

Rotina e intimidade

Ainda assim, deve-se destacar o surgimento de novos e-readers, que tentam deixar a leitura de formatos digitais mais intimistas e sem os tradicionais inconvenientes, possibilitando que jornais e livros consigam ser acompanhados com conforto no aparelho. O Kindle, da gigante de vendas online Amazon, por exemplo, chama a atenção por sua tela, que não cansa a vista – utiliza uma espécie de tinta que "corre" sobre o visor.

É fato que tentar traçar qualquer tipo de prognóstico sobre um tema cujas influências mudam a cada dia é praticamente impossível. O próprio Umberto Eco, apesar de não acreditar que essa extinção do uso do papel acontecerá tão brevemente, deixa claro sua incerteza: "Tudo pode acontecer. Amanhã, os livros podem vir a interessar apenas a um punhado de irredutíveis que irão saciar sua curiosidade nostálgica em museus e bibliotecas."

De qualquer forma, é interessante observar como no curso de toda a história humana documentada as novas mídias, na maioria dos casos, não substituíram as anteriores. Pode-se dizer que cada tipo de meio de comunicação envolve uma diferente experiência, tanto sensorial quanto social, e que se trata de um agregamento de novas formas de se obter informação e conhecimento. O cinema, por exemplo, não foi substituído pelo surgimento da televisão, dos videocassetes, DVDs e nem mesmo pelos downloads na internet. O ato de ir ao cinema não acontece puramente por questões de entretenimento, mas envolve toda a mística e o fetiche que envolvem uma sessão –o cheiro de pipoca e outras guloseimas, a companhia, a organização do espaço da sala e até o próprio fato de, por muitas vezes, ser um pretexto para sair de casa e esquecer, por algumas horas, os problemas da vida pós-moderna. O mesmo acontece com o jornal impresso e com os livros, que frequentemente extrapolam suas funções comunicativas para serem partes de uma certa rotina e intimidade, de efetivo contato físico. (Quem nunca tomou um café da manhã com um jornal aberto?)

Uma revista em formato de jornal

Essa perda de intimidade pode ser descrita a seguir:"O que ganharemos com esses novos livrinhos brancos e, principalmente, o que perderemos? Hábitos ancestrais, talvez. Certa sacralidade com que o livro foi aureolado no contexto de uma civilização que o instalara no altar. Uma intimidade especial entre o autor e seu leitor que a noção de hipertextualidade irá necessariamente constranger. A ideia de `cercado´ que o livro simbolizava e, justamente por isso, evidentemente, algumas partes de leitura", afirma Tonac, no prefácio de Não contem com o fim do livro.

É inegável que a internet, principalmente por seu caráter colaborativo, é talvez a forma mais rápida de se obter informações sobre fatos relevantes que estão acontecendo no momento da leitura. Também é impossível deixar de afirmar que essa talvez seja a maior revolução e democratização do conhecimento livre da história, se tornando uma ferramenta fantástica. Ainda que grande parte dos leitores dos periódicos tradicionais deixem de acompanhá-los, é possível manter uma base sólida de assinantes, dando ao jornalismo impresso um caráter mais reflexivo, opinativo, denso – com grandes reportagens (tendência que já vem acontecendo desde o surgimento da televisão e do rádio, mas que deve se fortalecer nos próximos anos).

Um bom exemplo é o semanário alemão Die Zeit (O tempo). Em um formato de papel grande para o que estamos acostumados no Brasil, mas comumente utilizado nos países nórdicos, a publicação resiste e mantém a média de 500 mil exemplares vendidos por edição. Talvez a sua vendagem não tenha sofrido quedas devido ao fato de a publicação contar com abordagens densas dos temas considerados mais relevantes na semana, por muitas vezes quase filosóficas, quando há o envolvimento de questões políticas, culturais e comportamentais; atingindo quase o status de uma revista, em formato de jornal. Se esse será o destino de boa parte da mídia impressa, nos resta aguardar.
Fonte: Observatório da Imprensa

20100720

Adolescentes perdem interesse no Facebook, revela estudo

Que o Facebook é um gigante ninguém contesta. Porém, o site que conta com milhares de usuários pelo mundo, vem perdendo adolescentes de sua base.

De acordo com um estudo feito pela OTX e o site Roiworld nos EUA, aproximadamente 1 em cada 5 adolescentes deixaram de usar ou cancelaram seu perfil na rede social em abril de 2010.

Não é só o Facebook que vem sofrendo com o abandono dos teens. O MySpace registrou em seus números 22%, enquanto o YouTube e Twitter 15%.

Quais são os motivos?
A pesquisa mostra que, no caso do Facebook, onde poderia se esperar uma reação devido às questões envolvendo segurança que surgiram esse ano, a razão principal é que eles consideram o site chato. Simples assim.

Manter esse público conectado e interessado é um grande desafio. Para uma rede poderosa como o Facebook mais ainda. A questão é: o que fazer pra manter esses jovens ávidos por novidades envolvidos em um site?

Eles amam jogos online
Jogos online podem ser uma boa saída e considerados uma alternativa barata para relaxar, se divertir e matar o tempo junto aos amigos.

De acordo com o estudo, 73% desse público joga na internet, com 81% dentro do Facebook. O tempo destinado à diversão é incrível, chega a 7h por semana.

Principais números da pesquisa
Razões para menor uso do Facebook em abril de 2010

Perda de interesse / é chato – 45%
Maior interesse em visitar outros sites – 28%
Muitas notificações – 27%
A maioria ou todos os amigos não usam o Facebook – 21%
Está cansado de tentar manter todas as atividades – 21%
Muitos anúncios – 20%
Teve problemas em encontrar pessoas conhecidas – 18%
A maior parte dos amigos está em outra rede social – 16%
Outras redes sociais são melhores – 16%
O Facebook não oferece as funções que querem – 16%
Os pais entraram da rede – 16%





























Fonte: Portal Voit

63% das mulheres latinas fazem pesquisa em redes sociais antes de irem às compras

Você costuma pesquisar por um produto em redes sociais antes de comprá-lo? 63% das mulheres latinas fazem isso. A conclusão é de uma empresa de inteligência de mercado, a Sophia Mind, que pesquisou cerca de 3.300 mulheres entre 18 e 60 anos residentes no Brasil, Argentina, México e também latinas que moram nos Estados Unidos.

E a opinião de um contato da rede social é ainda mais valiosa: 70% das mulheres apontaram que as chances de adquirir o produto são bem maiores quando um amigo da rede o indica.

No topo da lista de produtos mais procurados por elas nas redes sociais antes de efetuar a compra estão os eletrônicos - 66% das mulheres afirmam que a busca em redes sociais é imprescindível para esse tipo de produto - seguidos por revistas e livros (48%), músicas (47%), filmes e turismo (45%).

Do outro lado, 66% das brasileiras expõem suas experiências com produtos em redes sociais para ajudar outras mulheres que estejam procurando por eles. Se o produto não for recomendado, 50% das mulheres latinas desistem da compra.

Entre as redes sociais, a preferência é pelo Facebook, sendo que 25% das entrevistadas adquiriram um produto se baseando em comentários da rede e uma em cada cinco mulheres acabou desistindo da compra por comentários negativos sobre o produto. O Twitter aparece em segundo lugar, com preferência de 17% das entrevistadas.

Para as brasileiras, o Orkut é o grande aliado antes das compras: 85% delas recorrem à rede social e 21% delas já deixaram de comprar algum produto quando viram comentários negativos na rede.
Fonte: Olhar Digital

20100719

Redes sociais prejudicam as notas escolares? Parece que não

Há algum tempo um estudo da Universidade Estadual de Ohio apontou que a rede social Facebook era a grande culpada pelas notas baixas dos estudantes norte-americanos. De acordo com o estudo, os jovens que passavam tempo navegando pela rede social tinham menos disposição para estudar. No entanto, um novo estudo surgiu afirmando que a rede social não influencia nas notas escolares.

A conclusão foi de pesquisadores da Universidade Northwestern, com um estudo chamado "Preditores e consequências de diferentes práticas em sites de redes sociais". De acordo com eles, o uso sem medidas de redes sociais como Facebook e MySpace por estudantes não afeta as notas escolares. Outros pontos como etnia, sexo e nível educacional dos pais são mais decisivos nas notas.

Segundo o estudo, garotas tendem a ter notas melhores que garotos durante a idade escolar. Além disso, alunos cujos pais possuem diploma universitário apresentam melhor rendimento na escola.

Os pesquisadores também incluíram no estudo dados sobre o uso da internet em geral comparado ao uso de redes sociais, apontando que não há diferenças significativas no rendimento escolar.

Ainda de acordo com o estudo, o uso da internet e redes sociais melhora as habilidades dos estudantes e até auxilia no desempenho escolar. Além disso, os pesquisadores apontam que os estudantes são perfeitamente capazes de diferenciar o momento escolar do tempo livre dedicado à internet.
Fonte: Olhar Digital

20100716

Redes sociais para grupos específicos se espalham pela internet

O Brasil é o país que mais utiliza a internet para fins sociais do mundo. São 37 milhões de brasileiros, presentes em sites como Orkut, Twitter e Facebook, principalmente.

Agora, são as redes sociais de nicho que ganham cada vez mais espaço. Elas reúnem grupos com interesses específicos, como voluntários, amigos dos animais, pessoas bonitas, e por aí vai.

Um exemplo é o Portal do Voluntário da Vale, que funciona em parceria com o portal do voluntário V2V - a primeira rede social do mundo focada em voluntariado. E o Espírito Santo é muito participativo.

Segundo o coordendor da rede de voluntários da Vale-ES, Wilson Lords Torres, mais de 380 voluntários do Estado estão cadastrados na rede – e cada um deles pode chegar a ter mais de 500 contatos na mesma senha.

Wilson explica que a rede é usada para articular voluntários, compartilhar informações, aderir e cooperar com campanhas de diversas partes do Brasil.

“Agora, por exemplo, estamos chamando pessoas para ajudar as vítimas das enchentes no Nordeste, viabilizar arrecadação de alimentos, produtos de higiene e limpeza e colchões, por exemplo”, conta.

Qualquer ação que promova a pessoa de forma sustentável pode ser divulgada e apoiada pela rede social. O grupo também realiza encontros anuais, o chamado Dia V, com ações de maior impacto.

Já professores e pesquisadores se reúnem virtualmente na Follow Science, desenvolvida pelo capixaba cientista da computação, Cleyverson Costa. A rede tem espaço para divulgação de eventos, criação de grupos em áreas específicas do conhecimento, biblioteca de monografias, dissertações e teses, notícias e blog.

Narcisistas de todo o mundo, por sua vez, tem na rede social Beautiful People uma massagem para o ego. O espaço virtual é voltado s para os belos. Criada em 2002, na Dinamarca, ela chegou ao Brasil em outubro do ano passado e já conta com 32 mil usuários e 220 mil “aplicações”.

Quer dizer que não basta se achar bonito, é preciso que os membros da rede o achem também. Perfis cadastrados no site ficam disponível durante 48 horas para que os outros membros aceitem ou não. Homens votam em mulheres e vice-versa.

Até os animais de estimação ganharam uma rede própria. No Orkupet, é possível cadastrar o perfil de cães, gatos, peixes, roedores, répteis e todo tipo de bichinho companheiro. A rede tem mais de 3 mil cadastros, comunidades, fóruns e bate-papo.

Por fim, a rede mais surreal: o inglês Karl Maddocks criou o www.skinbook.ning.com, só para nudistas. Para entrar nesse Facebook dos peladões, as regras são explícitas: pornografia e comentários obscenos estão proibidos. Os voyeurs também devem ficar longe. A rede social tem cerca de 9 mil usuários, com média de idade entre 35 e 40 anos.

Exército do bem
380 voluntários
Estão cadastrados na Portal do Voluntário da Vale, sendo que cada um deles pode ter mais de 500 contatos na mesma senha.
Fonte: Gazeta Online