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20100721

Compras online: sua transação está segura?

Marisa Viana, executiva da TrustSign, esclarece sobre a efetiva proteção de dados sigilosos em operações de e-commerce

Garantir a segurança de dados confidenciais em um segmento que, segundo a eBit, empresa especializada em informações de e-commerce, movimentou R$10,6 bilhões em 2009, com crescimento de 30% ante os R$ 8,2 bilhões de 2008 é, hoje, um grande desafio para fidelizar o consumidor. Afinal, o crescimento das fraudes virtuais é proporcional à expansão do segmento de compras pela internet e diversos fatores podem comprometer o sigilo das informações.

Segundo Marisa Viana, gerente Comercial da Trust Sign, ter segurança em um website não é simplesmente apresentar um certificado digital com a mensagem “site seguro”. Para a executiva, isso representa um erro, pois os certificados digitais garantem somente a autenticidade e a criptografia de dados em áreas restritas do site, nada mais.

Ela exemplifica os riscos presentes em uma transação online descrevendo o seguinte cenário: “O site, por exemplo, possui um certificado digital, mas está hospedado em um servidor vulnerável a ataques, logo não é seguro, alerta. Se o ambiente está vulnerável, o vazamento de informações é provável, o que pode expor dados da empresa e de seus clientes, avisa.

Não é à toa que os consumidores andam desconfiados. Afinal, o simples selo de certificação digital em um site há tempos deixou de ser sinônimo de privacidade. Cada vez mais, aqueles que fazem negócios pela rede exigem mais garantias, que se tornam itens tão competitivos quanto preço e prazo de entrega de mercadorias.

“Proteção dos dados já não é mais diferencial, é commodity”, diz Marisa. Afinal, as companhias de vendas online consolidam sua marca ao conquistar a confiança dos clientes. Portanto, para que uma empresa seja reconhecida no mercado, é fundamental que, comprovadamente, se faça a adequada classificação e tratamento de informações. “Hoje, trata-se de pré-requisito para a sobrevivência de uma companhia cujo modelo de negócio se baseia em comércio via web.”
Fonte: Techlider

A interação que cria valor

“Como as organizações podem envolver seus clientes e criar valor junto com eles?”. O questionamento do presidente da Experience Co-Creation Partnership, o indiano naturalizado norte-americano Venkat Ramaswamy, calou a plateia presente no 11º Congresso Internacional da Gestão, promovido pelo Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade (PGQP) em Porto Alegre. As novas dinâmicas de interação estão abalando os pressupostos tradicionais do mercado. Entre eles, o de que qualquer empresa pode criar valor isoladamente, sem contar com a presença de seus parceiros. E é nesse ponto que a chamada ECC – experience co-criation, ou cocriação de experiências – entra em cena. Mais do que oferecer produtos e serviços de qualidade, a empresa precisa pensar no desenvolvimento de uma experiência positiva para os clientes.

O termo “cocriação” não é novo. Foi proposto por Ramaswamy no livro O Futuro da Competição, lançado em 2004 e escrito em coautoria com o professor de gestão de negócios da Michigan Business School, Coimbatore Krishnarao Prahalad – um dos maiores gurus do management mundial, morto em abril deste ano. “A empresa precisa dispor de plataformas de cocriação que permitam uma interação permanente com seus clientes e sua rede estendida, gerando um desenvolvimento contínuo de novas experiências para o cliente e novas oportunidades de negócios”, destaca Ramaswamy em seu livro. No evento do PGQP, o tom do discurso foi o mesmo: “Essas plataformas podem ser tanto físicas quanto digitais, como call centers, sites ou aplicativos para celular, desde que seja uma via de mão dupla. As pessoas precisam participar e ter um retorno a respeito de suas solicitações”.

Para Rasmawamy, o consumidor e a empresa devem se envolver na criação de valor. “A empresa não pode criar nada de valor sem o envolvimento dos indivíduos. Os gestores devem cuidar da qualidade da cocriação de experiências em vez de zelar apenas pela qualidade dos produtos e processos da empresa”. A proposta da cocriação é colocar o cliente no centro, com padrões de atividade econômica no modelo C2B2C (consumer-to-business-to-consumer) – um contraponto aos modelos B2B (business-to-business) e B2C (business-to-consumer), que colocam a empresa no centro da criação de valor.

Isso não significa, contudo, que as organizações devem abandonar os padrões de qualidade dos produtos e serviços. “A questão é que, agora, criar produtos não será mais suficiente. As pessoas querem ser envolvidas nesse processo”, afirma o autor. “A cocriação converte o mercado em fórum, onde se desenvolve o diálogo entre o consumidor, a empresa, as comunidades de consumidores e as redes de empresas”.

Referências para a criação de valor
TRADICIONAIS

 A empresa cria valor
 Os produtos e serviços são base do valor
 Os consumidores representam demanda para as ofertas da empresa
 A interface empresa-consumidor é o lugar da extração de valor
 Criação e entrega de uma variedade de ofertas
 Personalização das ofertas e encenação das experiências
 Foco nas cadeias de valor e na qualidade dos processos internos
 Foco na inovação da tecnologia, dos produtos e dos processos
 Foco nas cadeias de suprimento e na gestão de demanda

NOVO SISTEMA

 O consumidor e a empresa cocriam valor
 As experiência de cocriação são a base de valor
 O individuo é o ponto central da experiência de cocriação
 A interação consumidor-empresa é o lugar da cocriação de valor
 Variedade de cocriação de experiências, por meio de interações heterogêneas
 Personalização da experiência de cocriação
 Foco na qualidade das interações consumidor-empresa
 Foco na inovação dos ambientes de experiências
 Foco na rede de experiência

Os consumidores de hoje têm acesso a um volume cada vez maior de informações. As pessoas, contudo, não têm tempo de avaliar todos os produtos e serviços e, por isso, a oferta crescente de produtos e serviços acaba confundindo e frustrando a maioria delas. Nesse cenário, os gestores não podem mais se concentrar somente na qualidade dos produtos e dos processos ou na velocidade e na eficiência; eles também têm de buscar fontes de inovação e criatividade. “A mudança mais básica decorreu da transformação do papel do consumidor – de isolado para conectado, de desinformado para informado, de passivo para ativo”, explica Rasmawamy.

Capazes de tomar decisões mais qualificadas, os consumidores estão transformando os mercados tradicionais também por outro aspecto: a comunicação entre os próprios consumidores através das mídias sociais. A independência em relação às empresas e a diminuição das barreiras geográficas e sociais tornam essas comunidades cada vez mais relevantes para o mercado. “As redes de consumidores invertem os padrões tradicionais do marketing”, destaca Rasmawamy. “Elas possibilitam a experiência por procuração, ou seja, aprender com as experiências dos outros”.

Os exemplos vão da medicina ao mercado automobilístico. A Fiat, por exemplo, começou no ano passado o desenvolvimento do FiatMio (www.fiatmio.cc) carro-conceito baseado em sugestões de internautas. A partir dessas ideias, os engenheiros da empresa fazem uma análise para verificar quais delas são ou não viáveis. No Rio Grande do Sul, esse processo também pode ser visto através de ações como a Agenda 2020 (www.agenda2020.org.br)moimento que, desde março de 2006, une os gaúchos em busca de melhorias para o Estado. Ainda é difícil avaliar o impacto dessas iniciativas, mas o fato é que os consumidores estão cada vez mais atentos e exigentes, buscando construir redes e compartilhar experiências.

A perspectiva de criação de valor centrada na empresa tem raízes profundas e foi, até o século passado, o grande fundamento da competição. “O futuro da competição, no entanto, situa-se em uma nova abordagem, baseada na cocriação de valor”, prevê Rasmawamy. E sentencia: “Para vermos esse futuro, devemos nos libertar daquele passado”.
Fonte: Amanhã

20100720

Onde estão as marcas mais poderosas?

Há milhares de anos, o ser humano se pergunta sobre qual ou quais seriam os fatores que determinariam o sucesso, o poder, a riqueza de nações, empresas e pessoas. Além de provavelmente não existir uma resposta única ou uma “fórmula do bolo”, o poder tem sido controlado de diferentes formas ao longo do tempo e da evolução.

Ao longo de nossa história, assistimos a períodos em que o poder era concentrado por países que detinham: os melhores e maiores exércitos (período em que reinaram os gregos, persas, romanos e tantos outros povos), os melhores armamentos (uso de elefantes e tanques de guerra), as maiores colônias (espanhóis, portugueses, ingleses etc) e maior quantidade de metais (metalismo).

Mais recentemente, o poder pertenceu aos países e empresas com maior industrialização, fenômeno que já não justifica ou explica o maior poder ou riqueza. Nos Estados Unidos, o país mais rico do mundo, a composição do PIB envolve 78% de serviços, 21% de indústria e apenas 1% de agropecuária. No Brasil, a composição do PIB apresenta serviços com 65%, indústria com 29% e agropecuária com 6%.
                              
O que salta aos olhos é que os países e empresas mais ricos são justamente aqueles que detêm as melhores e maiores marcas do mundo. O imenso e inédito poderio norte-americano facilmente comprova essa tese na medida em que mais da metade das maiores marcas do mundo são daquele país. Também há uma correlação direta entre a riqueza dos países e de suas marcas.
                              
O valor da marca tem uma relação direta com o desempenho e com a percepção que as pessoas têm sobre as empresas. Reestruturada, a IBM só faz seu valor de marca crescer, fenômeno similar ao verificado com o Google e outras novas empresas, cujas marcas chegam a valorizar incríveis 40% ao ano.

E enquanto todos os maiores países do mundo por PIB são os detentores das maiores marcas, o Brasil ainda possui empresas com atuação restrita ao continente sul americano ou marcas que não são conhecidas em todo o mundo. E não há nenhuma marca brasileira entre as 200 mais valiosas do mundo, fenômeno que ainda não está em vias de mudar na medida em que, por exemplo, registramos apenas 600 patentes ao ano – contra 10.000 nos Estados Unidos.

A boa notícia é que começamos a criar marcas conhecidas em todo o mundo, tentando nos aproximar das fenomenais Coreia do Sul (Hyunday, LG, Samsung, ASIA etc), Espanha (Telefônica, Santander, Zara etc) e outras pinups no mundo das marcas. O ranking das marcas nacionais demonstra o quanto ainda há que se fazer para sua valorização.
                              
Comprovada a relação direta entre a riqueza das nações e de empresas com o valor de suas marcas, não se pode deixar de lado o mesmo conceito aplicado à vida das pessoas. E, efetivamente, nosso nome (marca pessoal) pode e deve usar os mesmos princípios de construção de marcas utilizados por empresas. Afinal, alguém já viu Einstein ou Bill Gates serem chamados, respectivamente, de Einsteinzinho e Billzinho?
Fonte: HSM Online