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20101120

Facebook e MySpace unem-se para compartilhar dados de seus usuários

Por Mark Sullivan
Com o acordo, redes sociais irão trocar informações sobre preferências de entretenimento de seus visitantes; negócio não envolve divisão de lucros.
O MySpace e o Facebook anunciaram um novo serviço chamado "Mashup com o Facebook", que permitirá ao MySpace sugerir conteúdo de entretenimento para seus usuários com base nos interesses que eles manifestaram no Facebook.

Com essa informação, o MySpace irá personalizar uma página de entretenimento para seu usuário. A página irá não só oferecer o conteúdo de bandas, programas de TV, filmes e celebridades, mas também sugerir conteúdos relacionados.
Eis como funciona. Quando você entrar no MySpace, um botão de opt-in "Conectar" vai pedir permissão para que o site use seus dados no Facebook e personalize uma página de entretenimento. Se disser sim, o usuário será levado para essa página.
O anúncio de hoje não é o primeiro acordo de amizade entre as duas empresas. Em julho, o MySpace tornou possível aos seus usuários enviar seus conteúdos no MySpace (fotos, atualizações de status, links e vídeos) para o Facebook (e o Twitter), com apenas um clique.
As empresas dizem que não há "condições financeiras" (ou seja, sem a participação nos lucros) em torno do novo acordo, mas ambas irão beneficiar-se. Usando dados do Facebook, o MySpace pode sugerir conteúdos de entretenimento mais adequados para os usuários, aumentando as chances de que eles os comprem de parceiros do site.

O Facebook diz que, por enquanto, não irá usar as escolhas de entretenimento dos usuários no MySpace para enriquecer ainda mais a sua enorme base de dados de dados - o seu mais valioso ativo. Mas a empresa diz que irá, em breve, implementar seus botões de "Like" por todo o Myspace, e quando um usuário manifestar sua preferência, esses dados vão diretamente para a maior rede social do mundo.
O MySpace deu uma guinada estratégica ao longo do ano passado e tornou-se um site de entretenimento (com funcionalidades de rede social), ao contrário de ser um site de rede social com recursos de entretenimento, como era antes.
Questionado sobre se este movimento representa uma admissão de derrota na guerra das redes sociais, o CEO do MySpace, Mike Jones, disse que o Mashup com o Facebook é apenas uma maneira de dar aos usuários o que eles querem. "Nós vimos uma migração dos nossos usuários atrás de conteúdo de entretenimento", disse.

É verdade que o MySpace teve sempre uma lado forte de entretenimento, atuando como um ninho para bandas e artistas de todos os tipos. Mas é óbvio tratar-se de um caso de "se você não pode vencê-los, una-se a eles".
O Facebook tem hoje mais de 500 milhões de membros e a contagem está subindo, enquanto a o MySpace registrava metade disso até meados de julho deste ano.
Fonte: IDG Now

20100922

O grande erro das redes sociais

Por Ricardo Lacerda
Está na hora de as empresas monitorarem o que as pessoas comentam sobre marcas em redes sociais. É o que afirma o especialista em marketing digital e diretor da Agência Publiweb, Conrado Vaz, que nesta quarta-feira desembarca em Porto Alegre para ministrar um workshop sobre o assunto. “As redes podem atingir uma enorme quantidade de pessoas, mas as empresas não são capazes de detectar esses dados porque não se preocupam com eles”, alerta Vaz. Nesta entrevista, ele conta por que as marcas ainda têm tanta dificuldade para se adaptar às particularidades das redes sociais e garante: por enquanto, nenhuma marca utiliza plenamente o potencial do Twitter. Confira:

Recentemente, AMANHÃ publicou uma reportagem mostrando que as marcas estão “perdidas” no ciberespaço. Você concorda?
Vejo que não só as marcas, mas as próprias empresas estão perdidas. O modelo mudou do monólogo para diálogo. O discurso de colocar o consumidor no centro de toda a ação agora é uma exigência. O problema nesse aspecto é que as empresas, as faculdades e, principalmente, as agências não prepararam seus modelos de negócio para essa mudança. O consumidor quer interatividade, mas as agências ainda aconselham seus clientes a impor a comunicação onde o consumidor estiver – independente de ele querer isso ou não. Os consumidores querem se relacionar com suas marcas, só que elas não sabem como gerir esse relacionamento.

Quais são os erros que levam as empresas a manter esse descompasso com o comportamento do consumidor?
Um deles é achar que a mídia de massa gera o tipo de relacionamento que os consumidores querem. Quando o consumidor entra na internet, ele lê nos fóruns a opinião sobre cada marca e descobre aqueles problemas que não aparecem na propaganda – e aí o investimento de milhões vai por água abaixo. Não se pode mais achar que uma mentira contada dezenas de vezes no horário nobre se transforma em verdade. Era assim na época que o consumidor não tinha nenhuma opção. A TV era sua grande fonte de informação e, diante disso, tudo que era falado nela tinha credibilidade. Hoje, o consumidor quer se relacionar com as marcas, quer descobrir o que é bom e o que não serve, quer pesquisar preços, compartilhar informações com seus amigos e exercer sua atividade no mercado.

O que são as “redes submersas” de comunicação e por que as empresas devem prestar atenção nisso?
Quando você fala com um amigo seu pelo MSN sobre um produto, posta em um blog uma opinião negativa sobre uma empresa ou começa um movimento para assinar um projeto como o "Ficha Limpa" pela rede, existe um conteúdo informacional enorme que passa despercebido pelas empresas. Ele pode atingir uma enorme quantidade de pessoas, mas as empresas não são capazes de detectar esses dados. Mas são essas redes submersas – de dados, opiniões, críticas, sugestões de melhoria e outras informações cruciais – que estão fazendo cada vez mais a diferença na taxa de conversão de pessoas que “têm contato com a marca” para pessoas que “compram o produto”. Essas redes são detectáveis e representam uma fonte de dados preciosa para qualquer negócio. É a melhor pesquisa de opinião ou pesquisa de mercado que a empresa poderia ter. E é gratuita.

Hoje, é comum vermos campanhas claramente desenhadas para se tornarem “virais”. No entanto, muitas delas fracassam ou deixam a impressão de que estão “forçando a barra”. Existe alguma característica comum que diferencie o marketing viral bem-sucedido daquele que dá em nada?
As empresas acham que viral é lançar um vídeo engraçado na internet. É muito mais do que isso. As campanhas virais são aquelas que capturam o espírito da época, a necessidade do consumidor, aquilo que ele já queria ler ou fazer. O Obama é um excelente exemplo. Ele é um excelente produto. Após uma política que praticamente quebrou os EUA, surge alguém que representa o contrário daquilo que os americanos estavam acostumados nos seus últimos 500 anos: um negro democrata defendendo reformas. Praticamente um conto de fadas – algo muito semelhante como que aconteceu na campanha do Beatle, o nosso fusca, nos EUA na década em 1959, com o "Think Small". Tanto o Obama quanto o Think Small foram virais porque tinham excelentes histórias e representavam o que o público queria em termos de mudança. Viral é muito mais do que um vídeo engraçadinho: é capturar o espírito das massas, é ler o consumidor e entender o que ele quer.

Na sua visão, quais são as empresas que exploram plenamente o potencial do Twitter como meio de construção de marca?
Plenamente, nenhuma. A Zappos é um bom exemplo, mas ainda poderia melhorar. O Twitter não é uma ferramenta de propaganda, é uma tremenda ferramenta de relacionamento. A maioria das empresas não vê o correto papel do Twitter porque não entenderam direito nem o que era blog ou qual o princípio que a internet traz em si. Acham que o Twitter é apenas uma ferramenta, quando na verdade ele encerra um novo conceito que tem muito mais a ver com a nossa ansiedade de informação e de imediatismo na comunicação.
Fonte: Revista Amanhã

20100818

O mapa-múndi das mídias sociais

O blog Flowtown fez um gráfico interessante com o tamanho das mídias sociais no mundo: transformou-o em mapa-múndi. Quanto maior a rede em usuários, maior o “país”.
Imagem: Reprodução

Para ver o mapa em widescreen, clique aqui

Algumas considerações minhas:

- O MySpace, que já foi a maior rede social do mundo, está quase do mesmo tamanho de Twitter, Orkut e até Friendster (esta última, a primeira grande rede social, que já foi dada como irrelevante na maior parte do mundo)

- O Habbo, uma rede social infantil, é a segunda maior do mundo. Surpresa e tanto

- Não há números no mapa, mas pelo que graficamente se percebe, o Blogspot ainda é maior do que o WordPress como plataforma para blogs.
Fonte: Estadão

20100806

MySpace planeja mudanças e inserção de mais conteúdo em suas páginas

Depois do Facebook e do Twitter, o MySpace acabou ficando de lado entre os fãs das redes sociais. Ainda assim, o site recebe cerca de 50 milhões de acessos mensais apenas nos Estados Unidos, o que mostra que ainda existem usuários interessados no formato da plataforma. Na tentativa de reconquistar seu prestígio, a equipe do site está elaborando a reformulação do serviço.

O projeto ainda não foi finalizado e também não tem sido discutido abertamente. No entanto, é possível encontrar algumas informações dentro do Myspace.com/Everything.

A equipe anunciada para erguer as mudanças conta com a empresa CrowdFusion, que possui profissionais especializados em mecanismos de gerenciamento de conteúdo, o que indica que talvez as alterações não sejam apenas nos perfis dos usuários.

Ao que parece, novas parcerias do site devem fornecer conteúdo em streaming para os usuários, que poderão comentar e votar a respeito dos materiais, sistema semelhante ao que ocorre com as atualizações que aparecem na página inicial do Facebook.
Fonte: Olhar Digital

20100728

Orkut só segue soberano no Brasil – mas até quando?

Por Alexandre Matias

Agora somos só nós. O Orkut era a principal rede social de Brasil e Índia. Agora em julho, foi ultrapassado por lá. A maior rede social indiana é o Facebook. Com o Orkut, agora só o Brasil.

O crescimento do sistema de Mark Zuckerberg impressiona. Ultrapassou seu então arquirrival MySpace em abril de 2008. Encarou uma fila de meses na qual dobrou de tamanho a cada trimestre. Faz uma semana que passou a marca dos 500 milhões de usuários. Se fosse um país, seria o terceiro do mundo atrás de China e Índia. Tem uma população maior do que a dos EUA, Indonésia e Brasil. O Twitter tem 105 milhões e o LinkedIn, 70 milhões. A diferença não é pequena.

O Orkut cresceu 35% na Índia em 2009. O Facebook, 177%. Em maio, havia 19,7 milhões de indianos no Orkut contra 18 milhões no Facebook. Aí o jogo virou. Com a virada veio investimento. A empresa de Palo Alto, Califórnia, expandiu seu escritório em Hyderabad (Índia) e contratou uma equipe de 500 pessoas no mês de junho.

É um escritório grande por dois motivos. Primeiro porque na Índia as línguas são muitas e a intenção é dar suporte em quaisquer idiomas. Mas também porque é a sede do Facebook na Ásia, um continente populoso, diverso e principalmente rico.

Solitários, pois. Agora, a rede social do Google faz sucesso aqui e apenas aqui. No Brasil, em maio, havia 29 milhões de pessoas no Orkut e 8 milhões no Facebook, segundo o site TechCrunch, especializado na cobertura do Vale do Silício. Nessa mesma época, em 2009, o Facebook mal havia passado o primeiro milhão. Há dois anos, estava na casa dos 100 mil. Cresce acelerado.

No Google eles não dizem, mas o Orkut sempre foi uma frustração. Criado com o objetivo de pegar fogo nos EUA, lançado em janeiro de 2004, em menos de um ano foi controlado por brasileiros. Formamos metade de sua população.

Quando o Orkut se disseminou rapidamente pelo Brasil, sites de relacionamento ainda não eram comuns. Serviços como Friendster e Six Degrees eram para iniciados, mas já parecia claro que estourariam um dia.
Ao constatar o rápido crescimento do Orkut por estas bandas, um dos principais pensadores da internet, John Perry Barlow, sugeriu que a socialização talvez fosse mais natural para brasileiros. “Aqui, todo mundo parece se conhecer”, ele dizia. “Você entra num restaurante, passeia na rua, todos estão se cumprimentando a toda hora.”

Barlow estava errado. O comportamento do brasileiro não fazia do País mais propício às redes sociais e o MySpace logo comprovou isto. O Facebook apenas consolida a ideia: somos todos, humanos, bichos sociais. E a internet foi feita justamente para esse tipo de contato.

Essa é uma corrida muito importante para o Google. Onde é que vamos nos informar mais? Será fazendo buscas ou perguntando para nossas redes de contatos? Se o segundo caminho sair vencedor, o Google perde. Sua rede social só vale (por enquanto) no Brasil. Se houver um equilíbrio, o Google terá de dividir sua hegemonia na internet com outras redes – no caso, principalmente com o Facebook.

Em termos de imagem, talvez seja bom. Mark Zuckerberg é a ovelha negra do Vale do Silício. Não esconde sua ambição, aparentemente passou a perna nos sócios iniciais, não parece lá muito preocupado com a informação que pertence a seus usuários. Quer fazer dinheiro, como todos no Vale. A diferença é que o capitalismo por ali tem de vir acompanhado de um sonho, de um ideal. Uma tentativa de melhorar o mundo, nem que seja no discurso. É o que a Apple tem, assim como o Google ou mesmo o Twitter. Zuckerberg não parece se esforçar muito. No contraste, o Google ganha.

Seria uma vitória de Pirro. Hoje, o sistema de busca domina a rede e ninguém quer perder isto. É onde entra o Google Me, sua nova tentativa de entrar nas mídias sociais. Foram muitos os esforços: Orkut, Wave, Buzz, perfis de usuários. Com maior ou menor ambição, o Google luta para reunir as pessoas em seu sistema. Que suas conversas sejam por lá. Ainda não aconteceu. (A não ser que o Brasil conte e, sozinho, neste jogo ele não conta.)

Os rumores são vários, mas em algum momento entre o fim deste ano e o início do ano que vem Google Me virá para brigar com o Facebook. Lá fora, será uma briga difícil. Convencer meio bilhão de pessoas a mudar de comunidade não é trivial.

No Brasil, o caso é diferente. O Facebook está crescendo num ritmo maior do que o Orkut. Se o Google Me entra com algum tipo de sistema de importação com o Orkut, pode estourar. A questão é se o Google quer. O Orkut é o paraíso do spam. É um site considerado difícil de entender por quem nunca entrou nele. Um site fechado e sem jogos, um dos grandes atrativos do Facebook.

Mas alto lá. Há duas semanas, o Google pôs US$ 100 milhões na Zynga, dona do Farmville, principal fornecedora de games do Facebook. A briga começou.

Fonte: Link | Estadão

20100721

NOVAS MÍDIAS - O fim dos jornais impressos?

O anúncio feito nesta semana sobre a migração do Jornal do Brasil para plataforma totalmente digital reacendeu as discussões sobre a substituição dos meios impressos de comunicação por conteúdos digitais. A partir de setembro, o periódico surgido em 1891, no Rio de Janeiro, e considerada uma das mais tradicionais publicações da imprensa nacional, estará disponível apenas através da internet, mediante pagamento de uma assinatura mensal. Uma das motivações da reformulação consiste na adequação do famoso JB ao iPad e similares.

Diante do fato, opiniões contrastantes surgiram: alguns afirmam que se trata de um caso isolado, decorrente de problemas organizacionais da empresa carioca. Outros, mais apocalípticos, acreditam ser este mais um sinal de que os jornais impressos, assim como livros e conteúdos culturais físicos, não continuarão existindo por muito tempo.

No início do ano, o semiologista e escritor Umberto Eco lançou um livro – em parceria com os franceses Jean Claude Carrière e Jean-Philippe de Tonac, roteirista de cinema e jornalista, respectivamente. Intitulada Não contem com o fim do livro, a obra tem distribuição no Brasil pela Editora Record e é traduzida por André Talles. Nela, os três autores dialogam e sugerem alguns argumentos para mostrar que o papel dificilmente será substituído de forma total por tecnologias digitais.

Rotina e intimidade

Ainda assim, deve-se destacar o surgimento de novos e-readers, que tentam deixar a leitura de formatos digitais mais intimistas e sem os tradicionais inconvenientes, possibilitando que jornais e livros consigam ser acompanhados com conforto no aparelho. O Kindle, da gigante de vendas online Amazon, por exemplo, chama a atenção por sua tela, que não cansa a vista – utiliza uma espécie de tinta que "corre" sobre o visor.

É fato que tentar traçar qualquer tipo de prognóstico sobre um tema cujas influências mudam a cada dia é praticamente impossível. O próprio Umberto Eco, apesar de não acreditar que essa extinção do uso do papel acontecerá tão brevemente, deixa claro sua incerteza: "Tudo pode acontecer. Amanhã, os livros podem vir a interessar apenas a um punhado de irredutíveis que irão saciar sua curiosidade nostálgica em museus e bibliotecas."

De qualquer forma, é interessante observar como no curso de toda a história humana documentada as novas mídias, na maioria dos casos, não substituíram as anteriores. Pode-se dizer que cada tipo de meio de comunicação envolve uma diferente experiência, tanto sensorial quanto social, e que se trata de um agregamento de novas formas de se obter informação e conhecimento. O cinema, por exemplo, não foi substituído pelo surgimento da televisão, dos videocassetes, DVDs e nem mesmo pelos downloads na internet. O ato de ir ao cinema não acontece puramente por questões de entretenimento, mas envolve toda a mística e o fetiche que envolvem uma sessão –o cheiro de pipoca e outras guloseimas, a companhia, a organização do espaço da sala e até o próprio fato de, por muitas vezes, ser um pretexto para sair de casa e esquecer, por algumas horas, os problemas da vida pós-moderna. O mesmo acontece com o jornal impresso e com os livros, que frequentemente extrapolam suas funções comunicativas para serem partes de uma certa rotina e intimidade, de efetivo contato físico. (Quem nunca tomou um café da manhã com um jornal aberto?)

Uma revista em formato de jornal

Essa perda de intimidade pode ser descrita a seguir:"O que ganharemos com esses novos livrinhos brancos e, principalmente, o que perderemos? Hábitos ancestrais, talvez. Certa sacralidade com que o livro foi aureolado no contexto de uma civilização que o instalara no altar. Uma intimidade especial entre o autor e seu leitor que a noção de hipertextualidade irá necessariamente constranger. A ideia de `cercado´ que o livro simbolizava e, justamente por isso, evidentemente, algumas partes de leitura", afirma Tonac, no prefácio de Não contem com o fim do livro.

É inegável que a internet, principalmente por seu caráter colaborativo, é talvez a forma mais rápida de se obter informações sobre fatos relevantes que estão acontecendo no momento da leitura. Também é impossível deixar de afirmar que essa talvez seja a maior revolução e democratização do conhecimento livre da história, se tornando uma ferramenta fantástica. Ainda que grande parte dos leitores dos periódicos tradicionais deixem de acompanhá-los, é possível manter uma base sólida de assinantes, dando ao jornalismo impresso um caráter mais reflexivo, opinativo, denso – com grandes reportagens (tendência que já vem acontecendo desde o surgimento da televisão e do rádio, mas que deve se fortalecer nos próximos anos).

Um bom exemplo é o semanário alemão Die Zeit (O tempo). Em um formato de papel grande para o que estamos acostumados no Brasil, mas comumente utilizado nos países nórdicos, a publicação resiste e mantém a média de 500 mil exemplares vendidos por edição. Talvez a sua vendagem não tenha sofrido quedas devido ao fato de a publicação contar com abordagens densas dos temas considerados mais relevantes na semana, por muitas vezes quase filosóficas, quando há o envolvimento de questões políticas, culturais e comportamentais; atingindo quase o status de uma revista, em formato de jornal. Se esse será o destino de boa parte da mídia impressa, nos resta aguardar.
Fonte: Observatório da Imprensa

20100720

Adolescentes perdem interesse no Facebook, revela estudo

Que o Facebook é um gigante ninguém contesta. Porém, o site que conta com milhares de usuários pelo mundo, vem perdendo adolescentes de sua base.

De acordo com um estudo feito pela OTX e o site Roiworld nos EUA, aproximadamente 1 em cada 5 adolescentes deixaram de usar ou cancelaram seu perfil na rede social em abril de 2010.

Não é só o Facebook que vem sofrendo com o abandono dos teens. O MySpace registrou em seus números 22%, enquanto o YouTube e Twitter 15%.

Quais são os motivos?
A pesquisa mostra que, no caso do Facebook, onde poderia se esperar uma reação devido às questões envolvendo segurança que surgiram esse ano, a razão principal é que eles consideram o site chato. Simples assim.

Manter esse público conectado e interessado é um grande desafio. Para uma rede poderosa como o Facebook mais ainda. A questão é: o que fazer pra manter esses jovens ávidos por novidades envolvidos em um site?

Eles amam jogos online
Jogos online podem ser uma boa saída e considerados uma alternativa barata para relaxar, se divertir e matar o tempo junto aos amigos.

De acordo com o estudo, 73% desse público joga na internet, com 81% dentro do Facebook. O tempo destinado à diversão é incrível, chega a 7h por semana.

Principais números da pesquisa
Razões para menor uso do Facebook em abril de 2010

Perda de interesse / é chato – 45%
Maior interesse em visitar outros sites – 28%
Muitas notificações – 27%
A maioria ou todos os amigos não usam o Facebook – 21%
Está cansado de tentar manter todas as atividades – 21%
Muitos anúncios – 20%
Teve problemas em encontrar pessoas conhecidas – 18%
A maior parte dos amigos está em outra rede social – 16%
Outras redes sociais são melhores – 16%
O Facebook não oferece as funções que querem – 16%
Os pais entraram da rede – 16%





























Fonte: Portal Voit

20100719

Redes sociais prejudicam as notas escolares? Parece que não

Há algum tempo um estudo da Universidade Estadual de Ohio apontou que a rede social Facebook era a grande culpada pelas notas baixas dos estudantes norte-americanos. De acordo com o estudo, os jovens que passavam tempo navegando pela rede social tinham menos disposição para estudar. No entanto, um novo estudo surgiu afirmando que a rede social não influencia nas notas escolares.

A conclusão foi de pesquisadores da Universidade Northwestern, com um estudo chamado "Preditores e consequências de diferentes práticas em sites de redes sociais". De acordo com eles, o uso sem medidas de redes sociais como Facebook e MySpace por estudantes não afeta as notas escolares. Outros pontos como etnia, sexo e nível educacional dos pais são mais decisivos nas notas.

Segundo o estudo, garotas tendem a ter notas melhores que garotos durante a idade escolar. Além disso, alunos cujos pais possuem diploma universitário apresentam melhor rendimento na escola.

Os pesquisadores também incluíram no estudo dados sobre o uso da internet em geral comparado ao uso de redes sociais, apontando que não há diferenças significativas no rendimento escolar.

Ainda de acordo com o estudo, o uso da internet e redes sociais melhora as habilidades dos estudantes e até auxilia no desempenho escolar. Além disso, os pesquisadores apontam que os estudantes são perfeitamente capazes de diferenciar o momento escolar do tempo livre dedicado à internet.
Fonte: Olhar Digital

20100611

Twitter dentro do Gmail

Por Rafael Cabral

Se você não gosta de ficar mudando de aba no navegador a cada vez que vai atualizar ou o Gmail ou o Twitter, uma boa opção é o Twitgether, aplicativo que coloca a ferramenta de microblogging dentro do serviço de e-mail. Logo abaixo da janelinha do Gtalk, no canto inferior esquerdo, uma caixa de texto permitirá que você twitte e veja o que as pessoas andaram falando na sua timeline.

Nada genial, e provavelmente não substituirá o Twitter.com ou a ferramenta de terceiros que você usa para acessar a sua conta. Mas facilita a vida de quem acha confuso demais ficar com várias páginas abertas ao mesmo tempo.

Para instalar o aplicativo, a primeira medida é entrar em Configurações, no topo da página do Gmail, e depois seguir para Labs, a área destinada às funções experimentais. Lá você deve acionar a característica Adicionar gadget pela URL e salvar as alterações.

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Depois que o Gmail recarregar, volte às Configurações, que agora terá uma opção Gadgets. Clique nela e, na caixa de textos, digite o endereço https://twittergadget.appspot.com/gadget-gmail.xml

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Automaticamente, a ferramenta aparecerá do lado esquerdo da página. Só que ele ainda precisará de uma autorização, com login e senha do Twitter.

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Clique na caixa que apareceu abaixo do Gtalk. Ela levará para a página de aprovação de aplicativos de terceiros, do próprio Twitter. Basta autorizar o Twitgether.

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E pronto. As duas contas estarão agora ligadas. Do Gmail, você pode atualizar os seus tweets, ver retweets, acompanhar listas e a linha de atualizações.

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O Twitgheter ainda pode ser anexado a Facebook, MySpace, Orkut e iGoogle.
Fonte: Estadão

20100208

7 formas de potencializar a colaboração pelas redes sociais

Veja como as diversas plataformas da web 2.0 podem ajudar a envolver as equipes no seu negócio

As ferramentas de Web 2.0 invadiram o nosso mundo pessoal e também o corporativo. Saber como utilizar toda essa tecnologia a favor da empresa é a grande questão do momento para os gestores. Para ajudar as lideranças nesta dura tarefa, a reportagem da HSM Online conversou com Luis Augusto Lobão Mendes, professor de estratégia e desenvolvimento organizacional da Fundação Dom Cabral, que listou 7 dicas de como utilizar as ferramentas sociais à serviço dos negócios.

Para Mendes, cada vez mais, o modelo de criação de valor é chamado de peer production, ou peering – uma descrição do que acontece quando grupos de pessoas e empresas colaboram de forma aberta para impulsionar a inovação e o crescimento. “Hoje, as coisas estão mudando. O acesso crescente à tecnologia da informação coloca nas pontas dos dedos todas as ferramentas necessárias para colaborar, criar valor e competir. Isso libera pessoas para participarem da inovação e da criação de riqueza em cada setor da economia. MySpace, YouTube, Linux e Wikipédia”, explica.

O professor da Dom Cabral alerta que os exemplos atuais da colaboração em massa, são apenas o começo. Ele ressalta que novas infra-estruturas colaborativas de baixo custo permitem que milhares de indivíduos e pequenos produtores criem conjuntamente produtos, acessem mercados e encantem os clientes.
Além disso, dia após dia, a sociedade encontra novas aplicações para a rede, tornando-a acima de tudo um fenômeno social. “Poucas invenções influenciaram a humanidade com tal rapidez, forjando novos padrões de comportamento e, efetivamente alternada a forma como as pessoas executam tarefas diárias e vivem suas vidas. No entanto o potencial da rede é ainda muito pouco explorado pelas empresas. Apesar de praticamente todas as empresas terem seus sites e endereços eletrônicos, poucas demonstram compreender as possibilidades que a internet representa como ferramenta para o sucesso dos negócios”, diz.

Portanto, a chamada Web 2.0, permite que as empresas extraiam conhecimento de seus stakeholders, independente de sua localização, colaboração e participação. O que permite alcançar conhecimento e inteligência humana como nunca visto antes. Confira então as 7 formas para potencializar as ferramentas digitais na sua empresa.

- Atenda melhor e dê informações aos seus clientes: seja por meio de FAQs, Dicas, VoIP on-line ou Chat on-line não deixe seu cliente falando sozinho. Mantenha o diálogo.

– Aumente o ticket médio: mantenha os produtos relacionados à sua empresa conectados diretamente no site de venda on-line em formato de promoção de compra conjunta.

- Encante: desenvolva uma wish list, recomendações personalizadas ou infomercials em vídeo.
– Facilite: tenha um histórico de pedidos, comparativo de produtos, mais vendidos, classificação/busca/sugestão por atributos especiais, aviso de produto esgotado, aviso de produto disponível e onde encontrar.

– Crie em grupo: abra um canal de votação de idéias, sugestões e dicas. Crie testes em tempo real por meio de comunidades como Facebook, Flickr, Youtube, construindo-se um diário de bordo de cada um participante. Utilize o Linked In para Recrutamento e Seleção, disponibilizando um espaço no site para envio de curriculuns.

- Maior conveniência ao trabalho remoto: MSN, Webex, Telepresença e Skype

– Compartilhe o conhecimento: Crie Wikis, FAQs, Podcastin, Videocasting, Portal, Second Life, Linked In ou comunidades internas para a troca de conhecimento entre os colaboradores da empresa.

By HSM Online

20100128

Os segredos de Obama


Estrategista da campanha do presidente dos Estados Unidos, Scott Goodstein, palestrou na edição brasileira do acampamento digital
Os candidatos que almejam conquistar uma posição no cenário político têm duas opções: ou seguem os avanços e se enquadram na nova linguagem imposta pela web, ou então ficam para trás. Foi mais ou menos esse o recado dado por Scott Goodstein, um dos principais estrategistas da campanha eleitoral do presidente dos Estados Unidos Barack Obama, durante palestra realizada nesta quarta-feira, 27, durante a Campus Party Brasil.

Um dos principais convidados da terceira edição do acampamento digital - que acontece no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo, até o próximo dia 31 - o estrategista eleitoral falou sobre a construção da vitoriosa campanha de Obama e deu dicas de como os profissionais de publicidade e do marketing político podem agir para se comunicar com a nova geração de eleitores.

Ao mostrar exemplos da plataforma digital e dos canais agregados na campanha que conduziram Obama à Casa Branca, Goodstein deixou claro que a inovação na abordagem eleitoral foi propiciada graças à observação da queda da audiência televisiva no mercado norte-americano, em contrapartida do aumento da utilização da internet e dos meios digitais.

Sendo um dos responsáveis por uma campanha que se destacou por priorizar as mídias sociais e usar a internet como plataforma central de divulgação, o estrategista ressalta que, em época de campanha eleitoral, é necessário, inicialmente, não ter medo de arriscar e de experimentar novos modelos.

Para uma plateia lotada, formada por "campuseiros" e jornalistas, Goodstein explicou que a construção da campanha de Obama levou um período de dois anos, dentro do qual várias ferramentas foram testadas e, principalmente, modificadas. "Começamos com muita força no MySpace, que era a rede social preferida dos americanos. Depois, o Facebook o ultrapassou e tivemos que nos adaptar e fomos mudando, mudando. Isso sem contar no grande impacto do Twitter, no ano de 2008, que foi responsável por divulgar a mensagem de Obama em todo o planeta", relembrou o estrategista.

Eleitores como membros da campanha

Dando indicativos do panorama que os candidatos irão enfrentar nas próximas eleições brasileiras, que acontecem em outubro deste ano, Goodstein destacou a necessidade de inserir os eleitores e os internautas dentro das estratégias da campanha eleitoral, fazendo com que as pessoas se engajem naquela mensagem.

Como exemplo, ele citou o discurso histórico feito por Barack Obama na cidade de Berlim, que foi acompanhado por centenas de milhares de pessoas. Segundo Goodstein, a visita de Obama à Alemanha não foi promovida com grande ênfase pelo próprio comitê de campanha, mas a notícia acabou repercutindo de forma espontânea pelas redes sociais e culminou com a concentração de uma grande massa na capital alemã. O profissional de marketing político também enfatizou a importância dos celulares e das mídias móveis na construção da imagem de Obama e destacou que o SMS e as mensagens de texto possibilitam a veiculação de mensagens objetivas, fortes e impactantes.


Apesar dessas considerações, quando questionado a respeito da possível eficácia da utilização da internet na campanha de Obama caso o antecessor na presidência dos Estados Unidos não fosse alguém com a popularidade tão baixa - como era o caso de Geroge W. Bush - Goodstein enfatiza que, apesar das estratégias publicitárias na promoção e na divulgação dos candidatos, o que ainda conquista e cativa os eleitores é a figura e a essência do candidato.

Meio & Mensagem

Redes de relacionamento lideram o uso da internet para fins pessoais

De acordo com um estudo da GfK Brasil, quase metade dos brasileiros que usa a internet para questões particulares acessam redes de relacionamento.
A pesquisa constatou que as mídias sociais são a principal razão que leva os brasileiros a utilizarem a web para fins particulares, já que 47% dos internautas acessam redes como Orkut, Facebook, Twitter e MySpace. Logo atrás vem a troca de e-mails com familiares ou amigos, com 44%, seguida do acesso a informações gerais, como sites de busca, enciclopédias colaborativas ou números de telefone, e da leitura de notícias, ambas com 40%.

A internet é vista de forma positiva pelos brasileiros: 67% dos entrevistados afirmaram que a rede influencia positivamente a sociedade, enquanto 30% consideram a influência neutra. Apenas 3% acreditam que ela tenha influência negativa.

Em relação à cobrança de conteúdo na internet, 80% dos entrevistados no Brasil esperam oferecimento de material gratuitamente. Para isso, 56% não se importariam que os provedores vendessem espaço publicitário ou outras ferramentas de marketing para cobrir custos e ter lucro. Já 24% querem o conteúdo gratuito e sem propagandas. Apenas 5% estão dispostos a pagar por conteúdos específicos na internet, mesmo que as páginas apresentem propagandas e 4% estão dispostos a pagar por conteúdo desde que ele não tenha propagandas.

A pesquisa entrevistou mil brasileiros com mais de 18 anos de 12 capitais ou regiões metropolitanas.

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Eleições 2.0 - Revolução nas Redes Sociais

O que são e qual a utilidade das Redes Sociais? (Basicão)

20091230

MySpace ganha busca em tempo real

Operado pela Collecta, serviço permite garimpar as novidades publicadas na rede social.
A empresa de busca em tempo real Collecta anunciou nesta terça-feira (29/12) um serviço dedicado de busca na rede social MySpace.
O serviço é o resultado da combinação da plataforma de busca da Colecta e da interface de programação de aplicações (API) de tempo real do MySpace.
Por meio do site myspace.collecta.com, o internauta pode conferir, segundo a segundo, as últimas atualizações no MySpace em comentários, fotos, links e vídeos, com base em palavras-chave.
Para o futuro, a Collecta promete incluir as pesquisas no MySpace em sua página principal, que já permite a busca em tempo real de conteúdo da Reuters, do Twitter e de blogs.

IDG