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20110216

Pesquisadora coloca em xeque os benefícios do desenvolvimento tecnológico

Respeitada estudiosa da influência da tecnologia na sociedade, a professora do MIT Sherry Turkle lança livro em que mostra reviravolta na avaliação sobre a ligação homem/máquina. Antes otimista, ela agora vê graves consequências nas relações humanas

As novas gerações passam várias horas por dia conectados: tecnologia sedutora


O boom dos smartphones e das redes sociais fez surgir nas rodas de amigos e em reuniões de família a figura do sujeito que não desgruda da tecnologia. Não importa onde a pessoa esteja, lá está ela com seu fiel companheiro, normalmente relatando tudo o que ocorre ao redor. O maravilhoso mundo da internet, porém, começa a ser questionado por médicos, sociólogos, psicólogos e uma série de outros especialistas, preocupados com o resultado de tamanha conectividade. Há gente dizendo, inclusive, que as ferramentas de última geração estão deixando as relações menos humanas.

Uma das principais pesquisadoras da área, a norte-americana Sherry Turkle, professora do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), acaba de lançar um livro colocando em xeque os benefícios do desenvolvimento tecnológico. Alone together (ainda sem tradução para o português) é, como a própria autora diz, uma espécie de mea-culpa sobre o que Sherry havia dito até então acerca do assunto. “Ela foi uma das primeiras psicólogas a falar sobre a influência dos computadores, ainda na década de 1990. Sherry era bem otimista, acreditava em algo conhecido como self digital, a identidade das pessoas na era da comunicação digital”, conta o psicólogo Alessandro Vieira, analista do comportamento.

Sherry justifica sua mudança de postura em relação ao assunto a partir das funções que foram sendo incorporadas às máquinas. “No começo, não havia muitas ideias sobre como nós manteríamos os computadores ocupados. Agora, no entanto, sabemos que, uma vez que eles nos conectam à rede, são eles que nos mantêm muito, muito ocupados”, diz a especialista. A professora do MIT, que estuda a influência da tecnologia na sociedade há 30 anos, acredita que há problemas graves na relação homem/máquina.

O primeiro diz respeito à possibilidade de criação de uma vida virtual, com a constituição de verdadeiros avatares no mundo on-line. “A tecnologia é sedutora, atende às nossas vulnerabilidades humanas. A conectividade oferece a ilusão de companhia sem as exigências da amizade”, constata a pesquisadora. Um dos principais indicativos desse cenário, diz Sherry, é a preferência de muitas pessoas pela linguagem escrita em detrimento da fala.

“A internet me deixa muito mais à vontade, eu consigo achar as palavras certas quando escrevo. Cara a cara, a gente só pensa rápido e fala. Na web, a gente pensa, escreve, corrige e envia, fica mais fácil”, diz a estudante Marcelle Christino, 19 anos, uma amante convicta da vida virtual — ela só topou fazer a entrevista via Gtalk. “Essa professora deve estar certa, eu tenho pavor de telefone e de relações presenciais”, confessa a garota. Marcelle, que mantém perfis em oito redes sociais, conta que nem sempre foi assim. Quando ela descobriu as facilidades da rede, contudo, logo passou a preferir esse jeito de se relacionar com o mundo.

Quase teatral

Para Sherry Turkle, os jovens estão sempre tentando compor suas mensagens instantâneas, em um processo quase que performático. O mesmo tem ocorrido com adultos, que estão preferindo os teclados em vez da voz, tanto nas relações pessoais quanto nas profissionais. “Nós usamos as tecnologias para derrubar o contato humano. As pessoas se sentem confortáveis por estar em contato com um monte de gente de quem elas também mantêm distância”, diz.

Todo esse cenário, afirma a pesquisadora, gera uma espécie de dependência e uma ansiedade quando o usuário está longe da web. O estudante Rafael Barroso, 23 anos, conhece o “vício”. Com o smartphone em mãos, o aparelho vibra sempre que ele recebe uma nova mensagem — no e-mail, no Twitter ou no Facebook. “Já ocorreu de a minha namorada mandar uma DM (direct message) no Twitter porque não estava conseguindo contato comigo”, conta o rapaz. “Em outra ocasião, fui a uma festa sozinho e passei a noite inteira tuitando o que estava acontecendo”, lembra.

No caso da estudante Marcelle Christino, o hábito não ficou só na brincadeira. A jovem já deixou de sair com quem gostava para ficar na internet e terminou com um namorado porque se apaixonou por alguém que conheceu pela rede. “Eu sou chamada de antissocial por muita gente. Tenho dificuldade para fazer novas amizades, falta coragem para fazer perguntas ao professor na sala de aula”, conta. “Mas estou trabalhando isso, tentando ser mais comunicativa e deixando as redes sociais um pouco de lado”, garante.

Desde o berço

Ao contrário do que possa parecer, costumes como o de Marcelle podem ser altamente influenciados pela família. Sherry Turkle afirma que o primeiro erro dos pais é deixar as crianças sob os cuidados de máquinas, como as babás eletrônicas, tão populares nos Estados Unidos. “O desenvolvimento saudável de uma criança depende de ela ser exposta a toda gama de expressões humanas e inflexões vocais possíveis. Nada disso está disponível em um robô”, alerta.

Outro problema, destaca a psicóloga norte-americana, é a chamada cultura da distração. “Os adolescentes lembram que seus pais estavam usando telefones celulares quando eram crianças. Agora, esses mesmos pais escrevem em cima da mesa de jantar, sem tirar os olhos de seus BlackBerries”, ressalta. “A partir do momento em que esta geração conheceu a tecnologia, surgiu a concorrência.”

É claro que o quadro revelado por Sherry diz respeito à realidade dos Estados Unidos. Lá, a inovação tecnológica começa com os pais, ao contrário do que ocorre aqui, onde os adolescentes ainda são os precursores. O psicólogo Alessandro Vieira alerta, no entanto, que o problema em terras tupiniquins pode ser até mais sério. Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que o brasileiro é um dos povos que mais fica conectado à web. “O problema é que muitos internautas permanecem na rede durante seu tempo livre, como se essa fosse a única fonte de divertimento. Isso não ocorre em outros países, por mais desenvolvidos que eles sejam”, ressalta.

Ascensão de estrela

Se houve uma classe de aparelhos que fez sucesso em 2010, foram os smartphones. Dados da Strategy Analytics mostram que foram comercializadas 239 milhões de unidades de celulares inteligentes, um número 94% maior do que o registrado no ano anterior. Nokia, Research in Motion (Rim, fabricante do BlackBerry) e Apple levaram a melhor, respondendo por 67% das vendas.

A difícil vida real

Um estudo realizado em 25 países europeus mostrou que parte dos adolescentes considera mais complicado viver no mundo real do que no virtual. Foram ouvidos mais de 25 jovens entre 11 e 16 anos. Um em cada oito acha que é mais fácil se expressar em frente à tela do computador. A pesquisa foi realizada pelo EU Kids on Line, laboratório de estudos comportamentais da Inglaterra.

Fonte: Correio Braziliense | Carolina Vicentin








20110125

Apple vai transformar iPhone e iPad em carteiras digitais

De acordo com a Bloomberg, próxima geração dos aparelhos da empresa americana vai contar com tecnologia que permite pagar compras com dispositivos eletrônicos




A Apple vai incluir na próxima geração de iPhones e iPads uma tecnologia que permite pegar compras com os dispositivos, afirmou à Bloomberg Richard Doherty, diretor da empresa de consultoria Envisioneering Group.

Essa tecnologia é conhecida como Near Field Communication (NFC) e permite que aparelhos eletrônicos se comuniquem a distâncias pequenas, de até 10 centímetros. Com o NFC, pagar uma compra pode ser tão simples quanto apontar o celular para o lugar certo.

Empresas como Visa, Mastercard e Paypal já investem e testam a tecnologia NFC para compras com aparelhos móveis. De acordo com a Bloomberg, o sistema da Apple poderia ser uma alternativa para esses serviços.

Doherty afirma que a Apple considera criar um serviço de pagamentos móveis, renovando assim o iTunes. Atualmente, a companhia paga taxas de cartão de crédito em todas as compras realizadas no iTunes, mas a empresa pode encorajar usuários a disponibilizarem suas contas de banco diretamente.

O smartphone Nexus S, feito pela Samsung em parceria com o Google, que roda o sistema operacional Android, maior concorrente do iPhone, já possuiu tecnologia NFC disponível no aparelho

Fonte: Revista Época

20110117

Tablets prometem revolução na rotina corporativa

Para EMS, Santander e Amil, recursos do equipamento
vão ajudar as equipes de venda a melhorar desempenho
A chegada da nova geração dos tablets, que atraíram a atenção dos consumidores a partir do iPad, lançado pela Apple no último ano, teve reflexos imediatos nas empresas brasileiras.

Elas não aceitaram esperar a criação de equipamentos voltados ao público corporativo para subir na onda e já começam o desembolso para incluir essa nova ferramenta em suas redes.

O interesse dos executivos pelos dispositivos e de aproveitar seus recursos no ambiente de trabalho casou com os planos de dar mobilidade aos funcionários em muitas organizações, como é o caso do banco Santander. Na instituição financeira, os tablets se infiltraram por meio do alto escalão.

"Foi um fenômeno que veio de fora para dentro. Muitos executivos trouxeram iPads de viagens e pediram para conectá-los à rede corporativa", afirma o diretor executivo de tecnologia do banco, Cláudio Prado.

Hoje há mais de 50 iPads, quase todos adquiridos pelos próprios executivos, com acesso a sistemas do banco, em especial, ao correio eletrônico. "Eles ocupam um pouco do espaço do computador e do Blackberry (smartphone da Research in Motion)", diz Prado. "Eu mesmo levo o meu iPad e uma caneta especial para fazer anotações nas reuniões e aposentei meu moleskine (caderno de anotações italiano)", afirma.

A novidade se transformou em oportunidade para o banco testar e analisar a adoção dos tablets como aparelhos de suas equipes de vendas, utilizando recursos de geolocalização dos dispositivos, por exemplo. "O tablet é uma revolução. Integrado com a virtualização dos computadores, as pessoas poderão acessar por tablet o seu terminal fixo", diz.

 
Tchau, papel

A farmacêutica EMS também aposta suas fichas nos tablets. O equipamento está sendo usado para abolir o material impresso que a força de vendas da empresa leva em visitas a consultórios médicos. Até o fim de janeiro, 1,5 mil vendedores do laboratório farmacêutico usarão o iPad, gerando uma economia para a EMS de R$ 4,2 milhões por ano, valor gasto com impressão e distribuição de panfletos e folhetos.

A empresa investiu R$ 2 milhões no projeto, que teve três fases, com início em setembro do ano passado e será concluído no fim deste mês.

De acordo com Waldir Esch ber ger Júnior, vice-presidente de marketing da EMS, além do benefício ecológico e do impacto positivo no orçamento, o uso dos iPads torna mais simples a atualização e o acesso a informações sobre o portfólio do laboratório.

No futuro, será possível identificar a localização do representante comercial a partir do equipamento e os relatórios de visitas da força de vendas serão enviados à EMS pela internet, deixando também de serem impressos.

Ainda na área médica, a Amil está dando acesso por tablet a seus sistemas corporativos. Por enquanto, 90 dos 300 funcionários que já utilizavam aparelhos móveis passaram agora para esses dispositivos. Num primeiro momento, os sistemas que tratam de dados de gestão de saúde foram adaptados para o acesso a partir de tablets, afirma o diretor de tecnologia da informação da Amil, Telmo Pereira.

"Nossos gestores de hospitais conseguem ver o tempo médio dos atendimentos, a taxa de ocupação de leitos e os atendimentos prestados a cada segurado, por exemplo. Os médicos podem até ser informados quando um paciente de alto risco dá entrada num hospital", afirma. "A mobilidade não é moda. O mundo é online e móvel", diz.

Adeus, notebooks

A Cyberlynxx, integradora de sistemas de tecnologia da informação, está testando o uso do iPad por dez funcionários de sua força de vendas. De acordo com Marcelo Astrachan, presidente da empresa, a intenção é avaliar o uso dos tablets como alternativa aos notebooks. "O foco na área comercial neste momento é o tablet, porque dá mais mobilidade e praticidade", diz.

Fonte: Portal Brasil Econômico


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20100922

O vírus do Twitter

Por Bruno Ferrari
NOTÍCIA FALSA
Mensagens que usavam o nome de artistas como Sabrina Sato e Pe Lanza, do Restart, ajudaram a propagar o vírus.

Nudez e tragédia são dois temas que atraem audiência na internet. Uma atriz que posou nua ou um acidente envolvendo um artista são constantes na lista de notícias mais lidas dos portais. Ao perceber essa curiosidade, um estudante de programação do Rio de Janeiro criou, na segunda-feira passada, um vírus que se espalhou rapidamente no Twitter, rede social de troca de mensagens curtas.

Para chamar a atenção dos internautas, o hacker postou a frase: “Pe Lanza da banda Restart sofre acidente trágico”. Ao lado, ele usou um dos recursos mais populares – e úteis – do Twitter: o “link encurtado”. Para que as mensagens caibam no exíguo espaço de 140 caracteres (tamanho máximo permitido pelo Twitter), quem publica endereços da web, no meio de seus textos, costuma usar versões desses links com menos caracteres. Elas são geradas automaticamente por sites conhecidos como encurtadores. O hacker usou um link fornecido pelo site bit.ly para mascarar o destino real do endereço. Ao clicar nele, o computador do curioso era contaminado por um vírus, que roubava sua senha do Twitter. Uma falha de programação permitia que a frase armadilha fosse repassada a todos aqueles que acompanhavam o microblog do internauta infectado, disseminando o vírus.

Três horas depois do início do ataque, o vírus já atingira mais de 150 mil contas. Veículos da imprensa e até órgãos públicos (como o Ministério da Saúde) clicaram no link e passaram a enviar a notícia falsa a seus leitores no Twitter. Quando a direção do Twitter solucionou a falha e excluiu o perfil do infrator, um novo ataque explodiu, desta vez usando a figura de Sabrina Sato, a voluptuosa apresentadora do programa Pânico na TV. A frase dizia: “Como Sabrina Sato tem coragem de sair pelada assim?”. Todo mundo caiu. A cantora Pitty, o rapper Marcelo D2 e o apresentador Marcos Mion ajudaram a espalhar o vírus. “Quem não vai clicar numa foto da Sabrina pelada? Nem sabia que existia vírus no Twitter!”, disse Mion.

O criador do vírus é um universitário de iniciais J.F., que não revela sua idade. Sua conta no Twitter foi bloqueada por “atividade ilegal”. “Fiz com intenção de mostrar para o Twitter”, escreveu. Ele afirma que avisou os técnicos do serviço de que havia uma falha de segurança, e eles não lhe deram atenção.

Acostumado a desconfiar de falsos e-mails e mensagens no MSN que propagam vírus, o internauta ainda se sente seguro no Twitter. Não deveria. Os encurtadores de endereço, principal meio de troca de links pelo serviço, já são tratados pelos especialistas como o próximo vilão da segurança na internet. Eles podem ser usados para transformar os computadores contaminados em zumbis, que atacam de forma coordenada computadores de empresas ou órgãos públicos.

O ataque da semana passada foi o primeiro em grande escala no Brasil. Fora do país, porém, o Twitter já foi alvo de atentados maiores. No ano passado, milhares de usuários (o número exato não foi divulgado) foram atacados pelo vírus Koobface (Facebook ao contrário). O vetor do ataque era um link encurtado. Em vez de chatear suas vítimas com notícias falsas, ele roubava dados bancários e senhas de cartões dos infectados. O Twitter foi obrigado a extinguir as contas dos usuários contaminados e encaminhou-lhes um e-mail explicando como se livrar da praga. Agora, o Twitter estuda encurtar ele mesmo os endereços. Enquanto isso, cuidado com os links.
Fonte: Revista Época

20100825

A internet submersa

Quando você acessa um site inglês, hospedado na Inglaterra, como você acha que a informação chega do servidor de lá até o seu computador aqui? Pelo ar? Via satélite? Mágica digital? Telepatia?
Nada disso. Na verdade, ela viaja da maneira mais “tradicional” possível, via cabo.
Sei que parece uma pergunta/observação idiota, mas aposto que muita gente não sabe que há um emaranhado gigantesco de cabos de fibra ótica atravessando todos os oceanos e conectando todos os continentes da Terra, necessários para que a internet e outros serviços de telecomunicações funcionem. Imagine só!

Quando você baixa conteúdo de um site inglês, as informações atravessam fisicamente todo o Oceano Atlântico via cabo, de um computador na Inglaterra até o seu computador, na sua frente. Só que isso acontece à velocidade da luz … portanto as distâncias são absolutamente irrelevantes nesse caso. Se você baixa informações de um servidor da padaria da esquina ou de uma empresa de mergulho na Austrália, o tempo de viagem é exatamente o mesmo, para todos os fins práticos. Ou seja: instantâneo.

(A velocidade da luz, só para lembrar, é de 300 mil km por SEGUNDO no vácuo … dentro de uma fibra ótica ela é um pouco mais lenta, mas ainda assim, instantânea para todos os fins de utilidade humana. Segundo o site WolframAlpha, indicado pelo meu camarada Carlos Orsi, a distância em linha reta de Londres a São Paulo é de 9.471 km. Um “pacote de luz” contendo informações digitais e viajando por uma fibra ótica leva exatos 44,3 milisegundos para percorrer essa distância. Se fosse no vácuo, levaria 31,6 milisegundos. Uma diferença imperceptível.)

O mais doido é imaginar esse cabos dormindo no leito dos oceanos, milhares de metros abaixo da superfície, com peixes bizarros, polvos, caranguejos e outros seres das profundezas caminhando sobre eles. Imagine só!

Neste site é possível navegar por um mapa interativo de todos os cabos submarinos instalados no mundo. Entre lá e veja por onde trafegam as informações que você usa na internet.

(Para dar crédito a quem merece, descobri esse mapa graças ao Knight Science Journalism Tracker, um blog de jornalismo científico mantido por jornalistas ligados ao Knight Science Journalism Fellowships, programa do qual eu tive a honra de participar alguns anos atrás, no MIT. O Tracker, por sua vez, usou informações de um outro blogueiro da revista The Atlantic, que por sua vez cita um outro blog, de um professor da Carnegie Mellon University, chamado Infowarrior. …. Haja cabo submarino para transportar tanta informação!! Já pensou se a gente recebesse milhagem por conteúdo baixado na internet?)
Abraços a todos.
Fonte: Estadão

Livro digital é desconhecido por 67% dos brasileiros

O e-book - aparelho para leitura de livros em formato digital - ainda é desconhecido por 67% dos brasileiros, segundo pesquisa divulgada hoje pela GfK, empresa de pesquisa de mercado. O levantamento, realizado em maio com 1 mil pessoas maiores de 18 anos em 12 regiões metropolitanas, mostrou que o e-book é menos conhecido por pessoas das classes C e D (76%), habitantes da Região Nordeste (74%), mulheres (72%) e indivíduos com idades entre 45 e 55 anos (72%). Entre a parcela que conhece ou já ouviu falar dos livros digitais, 36% são jovens entre 18 e 24 anos, e 41% são entrevistados das regiões Norte e Centro-Oeste. A maior parte dos participantes da pesquisa, 71%, não acredita que sua chegada ao mercado seja uma ameaça ao livro tradicional.

"Ainda não está claro para as pessoas o que é o e-book, principalmente para aquelas que não têm acesso aos meios de comunicação como revistas e jornais", disse David Rodrigues, diretor de Desenvolvimento de Negócios da GfK. "Essa pesquisa indica que, do ponto de vista do marketing, as campanhas precisam atuar no primeiro passo: tornar conhecidos os leitores eletrônicos", avaliou. Segundo Rodrigues, porém, a pesquisa da GfK não foi encomendada por nenhum cliente específico. "Ela é destinada ao mercado e a quem trabalha com inovação", disse.

No Brasil, os leitores de livros digitais disponíveis no mercado são o Kindle, o iRiver, o Cool-er e o Alfa, vendidos por preços a partir de R$ 800. O iPad, da Apple, tem previsão de chegar até o final do ano. Segundo estimativa da Distribuidora de Livros Digitais (DLD), grupo que reúne sete editoras brasileiras, cerca de 6,3 milhões de livros devem estar disponíveis em formato digital no Brasil nos próximos anos.

Intenção de compra

Entre as pessoas que afirmam conhecer o livro digital, 56% pretendem adquirir o aparelho se o preço for acessível. Segundo o levantamento, a intenção de compra do livro eletrônico é praticamente igual entre homens e mulheres, com 56% e 55% respectivamente, e é grande também para os entrevistados entre 25 e 34 anos, 67%.

A Região Nordeste é a mais receptiva à compra do e-book (70%), diferente da Região Sul, que aparece na pesquisa como a menos propensa à aquisição da ferramenta de leitura eletrônica (61%). Já a análise socioeconômica mostra que as classes C e D têm intenção de compra superior a das classes A e B, com 58% contra 54%. "Nessas classes, há carência de informação. As pessoas estão buscando conhecimento e educação. Elas estão ansiosas para entrar nas universidades, no mercado e romper a barreira tradicional", afirma Rodrigues.
Fonte: Revista Amanhã

20100810

Livro morre em 5 anos, diz Negroponte

Durante um evento de tecnologia nos EUA, o cientista norte-americano, Nicholas Negroponte, decretou o desaparecimento do livro físico.

"O livro físico está morto", declarou Negroponte, um dos fundadores e professor do Media Lab, o laboratório de multimídia do Massachusetts Institute of Technology (MIT).

A polêmica declaração foi dada pelo cientista e educador em encontro cujo tema de discussão era o futuro da tecnologia.

Negroponte acredita que, ainda que não morra completamente, os livros digitais irão substituir os livros físicos como forma dominante.

Para chegar a essa conclusão, o cientista citou, durante o evento, recente relatório envolvendo a venda de livros para o Kindle, que superou a de livros de capa dura.

"Está acontecendo. Isso não está acontecendo em 10 anos. Está acontecendo em cinco anos", afirmou Negroponte.

Laptop de 100 dólares

Em 2006, Negroponte esteve no Brasil. À época, apresentou várias ideias. A mais conhecida foi a de um notebook de 100 dólares.

O objetivo, segundo ele, era melhorar a educação no país ao facilitar o acesso do estudante a várias opções de pesquisa por meio da web.
Fonte: Portal Exame

Livros digitais e de papel não coexistirão, diz cientista

Jean Paul Jacob, 73 anos, não é um pesquisador qualquer. No Centro IBM de Pesquisas de Almaden, na Califórnia, Estados Unidos, há 47 anos sua especialidade é prever o futuro. Desde 1963, ele já previu o surgimento dos notebooks, das câmeras digitais, o fim dos discos de vinil, o caráter colaborativo da sociedade contemporânea e conceitos como internet das coisas e computação em nuvem. Na década de 1990, antes do lançamento dos e-readers, profetizou o surgimento dos livros digitais, que substituiriam as obras em papel.

A previsão de Jacob - que, apesar do que pode indicar o nome, é brasileiro - parece estar cada vez mais próxima de se concretizar: há duas semanas, a Amazon.com, maior loja virtual de livros do mundo, anunciou que está vendendo mais ebooks do que títulos impressos. O engenheiro, que estará em São Paulo como um dos convidados especiais do Fórum Internacional do Livro Digital, entre os próximos dias 10 e 11, conversou com o site Exame nesta semana. Ele mantém a previsão feita há quase vinte anos e garante: as obras em papel não coexistirão com o mercado editorial eletrônico. "O livro impresso vai para as cucuias", decreta.

O cientista formou-se em 1959 pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos. Foi parar na IBM durante uma missão pessoal: queria percorrer o mundo inteiro em 25 anos. "Passaria um ano em cada país, e comecei pela França, Holanda, Suécia e acabei nos Estados Unidos. Gostei tanto da Califórnia que acabei ficando", conta. Hoje, é pesquisador emérito da empresa, o que, segundo ele, em outras palavras, quer dizer "velho e aposentado".

Algumas previsões de Jacob, como a que envolve os livros digitais, contrariam a de outros futurólogos. Mas ele explica que não diz nada ao acaso. "Já errei algumas vezes e aprendi muito com isso. Refletindo sobre o porquê errei, fui desenvolvendo uma metodologia para fazer meu trabalho ao longo de todos esses anos", garante. Três fatores principais baseiam os cenários futuros projetados pelo engenheiro: "o que está sendo desenvolvido no mundo"; "o que as pessoas querem"; e "quais são os problemas que precisam ser resolvidos".

"Tenho problemas de visão e quando vejo um livro, peço para ele aumentar o tamanho da letra. Não acontece nada no papel. Quando não entendo um termo ou uma expressão ele também não me responde. Queremos interatividade, variar o tamanho dos caracteres, deixar anotações verbais e tudo isso é impossível no livro físico, que chamo de 'tinta sobre árvore morta'", sintetiza o pesquisador. "O livro digital mantém o conteúdo, que é o que importa, e permite todas essas coisas e muito mais. Na internet isso já existe há bastante tempo, só que não é portátil como em um e-reader".

Na conversa que teve com o site Exame, Jacob falou ainda sobre os tablets, carros voadores, videochamadas e as tecnologias que vêm por aí nos próximos anos. Ele disse ainda que tem dificuldade de compreender a mentalidade da geração atual.
Fonte: Portal Exame

20100805

@Comotaotempo: Previsão do tempo via Twitter

O @comotaotempo não é uma ferramenta e muito menos um aplicativo para Twitter, mas é um serviço bem interessante. O @comotaotempo é apenas um perfil do microblog que faz a previsão do tempo informando a temperatura, como está o clima, umidade e a velocidade do vento.
Perfil do @comotaotempo no Twitter
Quer saber se vai chover? Será que vai fazer frio amanhã? Saiba sem sair do Twitter.
É só mandar seu pedido que em um minuto terá sua resposta.

Exemplo de requisições válidas:
@comotaotempo no Recife?
@comotaotempo em Salvador hoje?
@comotaotempo em Alagoas, SE amanhã?
@comotaotempo na cidade do México depois de amanhã?

Fiz alguns testes e o @comotaotempo funciona direitinho. Veja abaixo o exemplo:

Enviei:
@comotaotempo em São José dos Campos?

Recebi como reply:
@dtecnologico O tempo em São José dos Campos, São Paulo agora: Nublado (18°C) – Umidade: 73% – Vento: SO a 13 km/h

Foi bem rápido, apesar do perfil garantir que a mensagem é enviada em 1 minuto, não precisei esperar mais que 30 segundos. É possível saber a previsão do tempo para o dia de hoje, amanhã e depois de amanhã.

Outra maneira de descobrir se vai chover é acessando o site “Será que vai chover?”. Você deve informar o nome da sua cidade e terá como resposta “Sim” ou “Não”. Além disso, é possível ter uma previsão de chuva para os próximos três dias.
Fonte: Design Tecnológico

O que a F-1 ensina sobre estratégia

Quem acompanha a Fórmula 1 como eu, sem maior atenção, surpreende-se a cada início de temporada. De uma hora para outra, escuderias que apresentavam desempenho ruim em um ano despontam como líderes no outro, como que por mágica.

Daí a imprensa especializada esmera-se em descobrir de onde vem o aparente milagre: de um motor novo, desenvolvido ao longo de anos, de um sistema aerodinâmico mais eficiente, de uma suspensão aprimorada etc. Era assim quando Ferrari, McLaren, Benetton e Williams se revezavam no pódio dos anos 80 e 90, e tem sido assim mais recentemente, com a Brawn GP (2009) e a Red Bull (2010).

É possível associar esses altos e baixos dos times de F-1 com alguns conceitos de estratégia. Para triunfar de maneira inconteste em uma temporada, uma equipe precisa construir uma vantagem competitiva perante suas concorrentes. Essa vantagem - geralmente decorrente de melhorias no carro - tenderá a ser decisiva para as vitórias caso seja valiosa (ou seja, caso diga respeito a um aspecto fundamental do desempenho do carro) e inimitável (difícil de copiar em um curto período de tempo; por exemplo, menos de uma temporada).

É o que as escuderias geralmente conseguem: melhoram o carro em aspectos essenciais (valiosos, portanto), a ponto de conseguir consagrar pilotos apenas razoáveis. E dedicam bastante tempo a isso; embora o telespectador só descubra a mudança de uma hora para outra, ela vem sendo construída ao longo de um ano inteiro. Enquanto uma parte da equipe se dedica à competição em andamento, a outra já pensa na do ano seguinte. Por isso - e pelas próprias condições internas de cada time, como recursos humanos, tecnológicos e financeiros -, a melhoria se torna incopiável de maneira imediata, garantindo uma vantagem duradoura ao longo de uma temporada, ao menos.

O ideal para uma equipe é que a fonte de sua vantagem competitiva seja um mistério para os concorrentes

Melhor dos mundos? Nem tanto. Além dessas duas características, o ideal para uma equipe é que a fonte de sua vantagem competitiva seja um mistério para os concorrentes. Ou seja, que existam dúvidas sobre a causa do carro lanterninha do ano passado estar sempre no pódio na temporada atual.

Esta é a parte mais difícil. Como evitar que imprensa e concorrentes descubram os segredos da vitória? Complicado, inclusive porque, até onde sei, os carros são inspecionados pela FIA, que torna públicas suas principais características, para garantir a transparência da competição.

Desse jeito, com a informação circulando de maneira relativamente aberta, seguir ganhando por muitas temporadas é mais plausível do que conseguir guardar segredo sobre os motivos que tornam o carro superior.

Por isso, estão sempre sujeitas a serem superadas na temporada seguinte – o que torna a acomodação uma palavra proibida na F-1.
Fonte: Amanhã

20100723

O Facebook vai dominar a Web

Para Roberto Grosman, da F.biz, os elementos que tornam o Facebook diferente da grande maioria das empresas são a visão, estratégia e execução.

Poucas pessoas estão acompanhando de perto a transformação que está por acontecer na Internet e nas redes sociais. Prova disso foi um evento que aconteceu recentemente em Palo Alto, na Califórnia. Batizado como F8, foi destinado à desenvolvedores e parceiros do Facebook. Para os privilegiados que puderam estar lá, o CEO do Facebook - Mark Zuckenberg, apresentou mais uma e, talvez, a grande novidade de sua empresa para os próximos anos: uma série de ferramentas que ajudarão o Facebook a dominar a Internet nos próximos anos. A mensagem do evento foi simples: “queremos tornar o Facebook sinônimo da Web”. Sem dúvida, internautas do mundo inteiro serão impactados pelos resultados desta reunião.

Não é novidade para ninguém o poder excepcional que essa rede social exerce em quase todos os países nos quais está presente. No Brasil, ele ainda está longe do líder Orkut, mas cresce a passos largos. Com quase 500 milhões de usuários cadastrados e um número ainda maior de usuários únicos a cada mês (isso é possível, pois boa parte das páginas podem ser vistas sem ser cadastrado no site), a liderança do Facebook entre as redes sociais é inquestionável e, recentemente, o site tornou-se o principal destino na Web nos Estados Unidos, superando o todo poderoso Google. Ainda mais imponente é a rapidez com que o Facebook está se espalhando nos celulares. Enquanto a rede social levou cinco anos para atingir 100 milhões de usuários na internet, o Facebook levou apenas três anos para atingir o mesmo número nos celulares.

Mas por que o Facebook é diferente?

Apesar dos números incríveis, o Facebook poderia ser mais um caso de site que obtém sucesso rápido para pouco depois cair no esquecimento. A Internet está cheia de casos como esses - Altavista, Lycos, Geocities são apenas alguns dos exemplos mais conhecidos de empresas que estiveram na liderança por algum tempo, mas não conseguiram se manter nesta posição. Com a concorrência feroz, mesmo os líderes invejáveis, como a Microsoft, não conseguiram grande sucesso (apesar do Messenger ter grandes audiências, a empresa perde cada vez mais dinheiro nesta área) e, Yahoo e AOL, que realmente lideraram por longos períodos estão claramente num caminho declinante.

O que torna o Facebook diferente da grande maioria das empresas é sua capacidade de enxergar à frente dos outros, definir a estratégia de forma brilhante e executar ainda mais efetivamente. Em outras palavras, o crescimento e a busca por patamares cada vez mais altos são resultados de uma visão estratégica fantástica e de execução a altura. Com exceção do Google, é difícil citar outra empresa que tenha acertado tantas vezes na definição de prioridades e tenha implementado essas prioridades de forma tão impecável.

Mark Zuckenberg, apesar de várias críticas (e processos judiciais) que pesam sobre si, sempre teve uma visão extremamente clara do seu objetivo: conectar pessoas da forma mais eficiente possível por meio da Internet. Nada pode detê-lo - nem seus concorrentes, nem seus sócios (desde a fundação várias brigas e mudanças na sociedade ocorreram), e nem os costumes e normas vigentes (desde sua primeira "violação" de normas em Harvard, antes do lançamento do site, até seu descaso com as normas atuais de privacidade). Para o CEO do Facebook, o futuro é das redes e de um planeta sem privacidade.

Apesar de ter começado bem atrás de seus concorrentes em termos de usuários, o Facebook inovou diversas vezes e foi atropelando um por um dos seus concorrentes nos Estados Unidos e no mundo - Friendster, MySpace, Beboo foram alguns que ficaram pelo caminho. Além da interface e navegação mais simples do Facebook, sua estratégia de ser uma plataforma para a qual outros desenvolvedores podem contribuir através de aplicativos, foi definitiva para atingir a atual liderança. Alguns percalços aconteceram ao longo do caminho - como o lançamento do seu programa de publicidade Beacon que ignorava completamente a privacidade de seus usuários. Rapidamente , a empresa voltou para a rota certa e continuou desafiando limites de crescimento.

Entre todas as tacadas de Zuckenberg, talvez a mais brilhante tenha sido seduzir para trabalhar com ele a executiva Sheryl Sandberg - que era na época vice-presidente de operações e vendas online do Google e havia sido chefe de gabinete do Ministro da Economia dos Estados Unidos. Sheryl é uma executiva única que reúne uma visão estratégica ímpar com uma execução impecável. Nos seus anos de Google, criou e implementou a estratégia de vendas para pequenas empresas no mundo inteiro - que no seu auge chegou a representar mais da metade da receita do grupo e um terço de funcionários. Sheryl trouxe, além de todo seu conhecimento do Google, um time de executivos que elevou o potencial do Facebook a um novo patamar.

O futuro chegou

O lançamento ocorrido em maio pode parecer um detalhe bastante simples para um usuário comum. Sua aplicação mais imediata, que já pode ser vista em sites como Yelp, IMDb ou CNN (inclusive no Terra, no Brasil) é uma caixa no canto da página que diz quais dos seus amigos gostaram daquela página ou notícia. Isso é feito através de um botão "Like" incluído nesses lugares. A atividade registrada com os cliques nesses botões será tratada como "feeds" no seu perfil e de seus amigos no Facebook. Além disso, você poderá receber sugestões baseadas no que seus amigos estão fazendo pela Web.

Para editores de conteúdo essa novidade é muito interessante. Ela torna muito facilmente qualquer site numa experiência social e personalizada. Não é interessante ver quais artigos da CNN meus amigos leram e gostaram? Além disso, essa vinculação com o Facebook deve gerar mais tráfego para aqueles sites que adotarem a novidade - qualquer conteúdo marcado como interessante por um usuário será apresentado para todos seus amigos - multiplique isso por 500 milhões! Mais um dos lançamentos do dia foi uma forma de categorizar conteúdos - seja uma página sobre um filme, uma música e até de um time de futebol - de forma que ao clicar no botão "Like" esse interesse será adicionado ao perfil do usuário no Facebook.

Em outras palavras, a partir de agora, todo conteúdo na Web pode e será social. Qualquer página com um simples texto torna-se automaticamente social e personalizada. E, com o alcance que o Facebook tem, seria um suicídio virtual um site não querer participar disso.

É verdade que no momento do lançamento já surgiram gritos de pessoas nervosas com a diminuição imediata da privacidade que todo esse movimento trará já que tudo que alguém faz na internet será visto por seus amigos e talvez por várias outras pessoas também. E os controles de privacidade - é verdade, eles existem - são tão complexos e variados que um usuário médio não sabe nem por onde começar a tomar controle de seus dados.

O que Mark e sua turma estão criando, efetivamente, com essas novidades é um sistema operacional da Web - em que tudo é definido e centralizado no Facebook. Logo, um usuário que não tiver uma conta nessa rede social terá uma experiência de navegação tão inferior quanto uma pessoa que comprava um computador que não tinha Windows. Com esses recursos, a empresa fica numa posição muito confortável para atropelar qualquer rede concorrente – a primeira vítima pode ser a rede social focada em localização, Foursquare - além de se posicionar muito fortemente no modelo de publicidade por comportamento (Behaviour Targeting) – vale notar que o Facebook já briga com o Yahoo! pela liderança do número de banners servidos nos Estados Unidos.

Em pouco tempo, teremos uma nova transformação tão representativa que irá transformar a forma como nos relacionamos com os amigos, compramos produtos e trocamos conhecimento. O Facebook estará, com certeza, à frente desta revolução. A Internet tem um novo líder.
Fonte: HSM Online

Site reúne os vídeos mais compartilhados no Twitter e Facebook em um só lugar

O nome dele é Zocial.tv, um lugar onde você pode encontrar os vídeos do Youtube que mais estão sendo compartilhados no Twitter e Facebook.

O legal é que o serviço é super atualizado e os vídeos são ordenados de acordo com a frequência em que são compartilhados nas redes. Caso opte em classificar por categorias, é possível visualizar os 35 vídeos mais populares do dia, de ontem, da semana e do mês, sem necessidade de cadastro e com possibilidade de compartilhar o conteúdo. Apesar de parecer ser um site simples, o conteúdo é excelente. Acesse agora o Zocial.tv.
Fonte: RocknTech

20100721

Provedoras de banda larga podem oferecer só 10 porcento da velocidade contratada. E a Lei permite!

O serviço de banda larga no Brasil é um dos mais caros em todo o mundo. A qualidade do produto, porém, nem de longe é proporcional ao cobrado pelas operadoras. Além dos altos valores, as companhias não costumam entregar a velocidade de internet ofertada – e o pior é que elas estão amparadas pela Lei! Você pode nem ter reparado mas, no contrato que assinou, existe uma cláusula que garante à empresa fornecedora de banda larga o direito de oferecer apenas 10% da velocidade contrata sem sofrer represálias. Mas por que isso acontece? Na verdade, esta é uma forma das empresas de internet otimizarem a rede. Se elas tivessem que garantir 100% da velocidade o tempo inteiro, a infraestrutura implementada teria que ser bem mais robusta. Da forma como é hoje, em horários de pico a velocidade cai. E elas também utilizam uma outra arma, o IP Dinâmico. Para entender esse lance de Ips: o IP, ou internet protocol, é como se fosse um endereço. É um número que identifica o seu computador quando ele se conecta à rede. Agora, imagine o seguinte: você acaba de desconectar a sua banda larga normal aí na sua casa. Em seguida, seu vizinho conecta a internet dele. Em vez da empresa ter 2 IPs, um pra cada um de de vocês, ela vai pegar o seu e transferir para o vizinho. Para a empresa é benéfico porque ela não precisa criar um IP para cada usuário. Por isso a infraestrutura é mais simples, barata, e consegue atender um maior número de usuários.

Mas existe uma outra forma de disponibilizar internet que é utilizada, principalmente, pelo mercado corporativo. Grandes empresas normalmente optam pelo Link Dedicado. As empresas que fornecem internet dessa forma garantem velocidade integral e sem quedas durante 99,9% do tempo. Para isso, é preciso muita infraestrutura.

"O Link Dedicado é um serviço de internet, como o próprio nome diz, ele é dedicado. Então ele é um serviço diferenciado, um acesso dedicado de internet para a empresa. Ou seja, há uma preocupação muito grande na estabilidade desse link, na velocidade desse link, é realmente um serviço que pretende ter uma estabilidade muito grande para empresas que necessitam de internet o tempo todo, 24 horas, e um suporte diferenciado para esse tipo de serviço", diz Matheus Spagnuolo, analista de produtos da Telium.

É... mas oferecer essa estrutura custa bastante. Alguns planos podem chegar a custar 3 mil reais por “apenas” 2 mega de velocidade. A questão é que, nesse caso, a velocidade é real. E o IP é só daquela empresa, não fica trocando de mãos – o que permite fazer várias coisas que nós, usuários domésticos, teríamos dificuldade...

"Para um cliente empresarial um IP fixo é importante, às vezes ele aplicações como servidores web ou banco de dados que rodam na rede dele e que precisam ser sempre acessados pelo mesmo IP. Então ele vai ter um IP fixo e esse é também um dos diferenciais do link dedicado", afirma Matheus.
Fonte: Olhar Digital

Compras online: sua transação está segura?

Marisa Viana, executiva da TrustSign, esclarece sobre a efetiva proteção de dados sigilosos em operações de e-commerce

Garantir a segurança de dados confidenciais em um segmento que, segundo a eBit, empresa especializada em informações de e-commerce, movimentou R$10,6 bilhões em 2009, com crescimento de 30% ante os R$ 8,2 bilhões de 2008 é, hoje, um grande desafio para fidelizar o consumidor. Afinal, o crescimento das fraudes virtuais é proporcional à expansão do segmento de compras pela internet e diversos fatores podem comprometer o sigilo das informações.

Segundo Marisa Viana, gerente Comercial da Trust Sign, ter segurança em um website não é simplesmente apresentar um certificado digital com a mensagem “site seguro”. Para a executiva, isso representa um erro, pois os certificados digitais garantem somente a autenticidade e a criptografia de dados em áreas restritas do site, nada mais.

Ela exemplifica os riscos presentes em uma transação online descrevendo o seguinte cenário: “O site, por exemplo, possui um certificado digital, mas está hospedado em um servidor vulnerável a ataques, logo não é seguro, alerta. Se o ambiente está vulnerável, o vazamento de informações é provável, o que pode expor dados da empresa e de seus clientes, avisa.

Não é à toa que os consumidores andam desconfiados. Afinal, o simples selo de certificação digital em um site há tempos deixou de ser sinônimo de privacidade. Cada vez mais, aqueles que fazem negócios pela rede exigem mais garantias, que se tornam itens tão competitivos quanto preço e prazo de entrega de mercadorias.

“Proteção dos dados já não é mais diferencial, é commodity”, diz Marisa. Afinal, as companhias de vendas online consolidam sua marca ao conquistar a confiança dos clientes. Portanto, para que uma empresa seja reconhecida no mercado, é fundamental que, comprovadamente, se faça a adequada classificação e tratamento de informações. “Hoje, trata-se de pré-requisito para a sobrevivência de uma companhia cujo modelo de negócio se baseia em comércio via web.”
Fonte: Techlider

20100720

Conversão e redimensionamento de imagens em massa

Imagine a situação: você passa um agradável fim de semana com familiares e amigos, com muita festa, alegria e, obviamente, muitas fotos. A cada foto tirada a tia te fala “depois manda essas fotos para mim?”, depois o amigo diz “não esquece de me mandar essas fotos no meu e-mail, ok?” e assim por diante.

Quando você finalmente baixa as fotos em seu PC para enviar a todas as pessoas que lhe pediram, você percebe que elas estão com uma resolução muito alta e que cada uma delas pesa não menos do que 3MB. Você tirou nada menos do que 100 fotos e não quer (ou não sabe) disponibiliza-las em nenhum serviço de hospedagem de imagens online. Se você levar em conta que cada e-mail, em média, suporta até 10MB em anexos, logo, você terá que mandar 10 e-mails, pelo menos. Ou então, você terá que editar cada foto para diminuir seu peso e só então envia-las. Que chato né!
                                
O IrfanView pode te ajudar, e muito, nesse probleminha. O IrfanView não chega a ser um editor de imagens, mas ele traz funções bastante interessantes. Com ele, você pode selecionar a quantidade de imagens que quiser e automaticamente redimensiona-las ou converte-las de JPG para PNG, por exemplo, de uma só vez.

Além disso, a ferramenta serve como um leve e rápido visualizador de imagens, faz captura de tela (screenshot), cria slideshows personalizados com suas fotos e/ou imagens preferidas, tem uma pequena galeria de efeitos, entre outras funções interessantes.

O IrfanView pesa menos de 1,5MB, tem suporte à língua portuguesa e é totalmente gratuito. Para baixa-lo, clique aqui.
Fonte: Techlider

Cresce o uso de mobile commerce

O uso de mobile commerce, ou m-commerce, vem aumentando a passos largos. Enquanto alguns ainda discutem se a tecnologia é sucessora legítima do e-commerce ou se ambos se complementam, mais e mais pessoas vêm experimentando as facilidades de incluir os aparelhos celulares em suas transações comerciais e criando novas oportunidades de negócios.

Pagamentos via telefonia móvel vêm sendo viabilizados com segurança. Tanto o sistema financeiro como as operadoras estão num estágio interessante de desenvolvimento em relação ao amplo uso da tecnologia. O dinheiro, que já foi de metal, papel e plástico, passará a ser virtual em curto espaço de tempo. Toda transação será realizada via dispositivo móvel. Não só isso, a partir do aparelho celular, será possível fazer todo tipo de transação: desde um financiamento bancário até a compra de tíquetes para o teatro. Nesse caso, bastaria aproximar o celular a uma célula de identificação instalada nas catracas.

Várias tecnologias disputam entre si para serem adotadas como padrão dos pagamentos físicos e virtuais. Afinal, o número de celulares em uso no Brasil é praticamente igual ao de sua população – quase 190 milhões. Com os dispositivos de segurança em fase de aperfeiçoamento, pagar uma conta fazendo uso do aparelho celular oferece um nível igual ou superior de segurança nas transações bancárias via internet.

Criptografados, os dados pessoais do usuário podem ser acessados somente se o cliente digitar sua senha – semelhante ao cartão de débito. Basta aproximar o celular a um leitor habilitado (POS), conectado a um terminal. As informações são transmitidas pelo telefone através de uma antena de curto alcance e a informação de pagamento é processada rápida e seguramente.

A popularização do mobile commerce dependerá das vantagens competitivas, principalmente em termos de custo e praticidade. Outro detalhe importante e que previne problemas é o estabelecimento de um teto para algumas transações comerciais em tempo real. Para compras acima do valor estipulado, a operação não seria mais semelhante ao débito automático, e sim ao cartão de crédito tradicional.

As redes 3G já são consideradas um divisor de águas. E as 4G devem chegar ao Brasil em 2012. Hoje, as 3G representam apenas 1% da base instalada. Trata-se de um grande passo da tecnologia móvel, com três modos opcionais: o W-CDMA (wireless code division multiple access), muito usado na Europa e em alguns países asiáticos; o CDMA (code division multiple access), adotado na América do Norte; e o TDD/CDMA (time division duplex/CDMA), utilizado na China.

No Brasil, ainda não há muitas definições sobre o modo a ser adotado como padrão. Muitos avanços vêm sendo realizados em termos de protocolos, padrões, infraestrutura e aceitação do conceito m-commerce. Mas são as limitações relacionadas a memória, bateria e segurança que ainda exigem mais atenção.
Fonte: Techlider

20100719

Redes sociais prejudicam as notas escolares? Parece que não

Há algum tempo um estudo da Universidade Estadual de Ohio apontou que a rede social Facebook era a grande culpada pelas notas baixas dos estudantes norte-americanos. De acordo com o estudo, os jovens que passavam tempo navegando pela rede social tinham menos disposição para estudar. No entanto, um novo estudo surgiu afirmando que a rede social não influencia nas notas escolares.

A conclusão foi de pesquisadores da Universidade Northwestern, com um estudo chamado "Preditores e consequências de diferentes práticas em sites de redes sociais". De acordo com eles, o uso sem medidas de redes sociais como Facebook e MySpace por estudantes não afeta as notas escolares. Outros pontos como etnia, sexo e nível educacional dos pais são mais decisivos nas notas.

Segundo o estudo, garotas tendem a ter notas melhores que garotos durante a idade escolar. Além disso, alunos cujos pais possuem diploma universitário apresentam melhor rendimento na escola.

Os pesquisadores também incluíram no estudo dados sobre o uso da internet em geral comparado ao uso de redes sociais, apontando que não há diferenças significativas no rendimento escolar.

Ainda de acordo com o estudo, o uso da internet e redes sociais melhora as habilidades dos estudantes e até auxilia no desempenho escolar. Além disso, os pesquisadores apontam que os estudantes são perfeitamente capazes de diferenciar o momento escolar do tempo livre dedicado à internet.
Fonte: Olhar Digital

20100716

Arquivos portáteis

Os pendrives já se tornaram objetos de primeira necessidade para carregar arquivos de áudio, vídeo e texto. Então, por que não aliar função com estilo? Há várias opções diferentes, coloridas e de todos os tamanhos.

1 - Cabe tudo
R$ 199
Com 32 GB, pode armazenar até 76,6 horas de vídeo, 38.400 fotos ou 4.000 músicas. Além da ampla memória, o dispositivo se destaca também por contar com uma prática tampa giratória.
Modelo: Twist
Fabricante: Multilaser
Informações: www.multilaser.com.br

2 - Galera do surfe
R$ 89,90
Em formato de prancha de surfe, tem 8 GB. Pode ser usado como chaveiro.
Modelo: Surf
Fabricante: Dane Elec
Informações: www.comprafacil.com.br

3 - Cheio de “músculos”
R$ 49,75
Design moderno, jovem e masculino, com 4 GB.
Modelo: DataTraveler C10
Fabricante: Kingston
Informações: www.comprafacil.com.br

4 - Escudo do timão
R$ 49,90
No formato do símbolo do Corínthians, tem 2GB. Pode ser usado como chaveiro
Modelo: Timão
Fabricante: U-Tech
Informações: www.comprafacil.com.br

5 - Som de personagens
R$ 159
Produzido por Simone Legno, vem com a revista digital mimoZine e PC Suíte mimoDesk (ícones, avatares, papel de parede e protetor de tela). Reproduz sons dos personagens.
Modelo: Mimoco Melleta 2GB
Fabricante: Mimobot
Informações: Imaginarium

6 - Robôzinho animado
R$ 159
Tem o desenho do robô C-3PO, da série Star Wars. Também vem com a revista digital mimoZine e PC Suíte mimoDesk. Reproduz sons dos personagens.
Modelo: Mimoco Melleta 2GB
Fabricante: Mimobot
Informações: Imaginarium

7 - Modelo bem pequenininho
R$ 99,90
Com um tamanho bem reduzido, o Pico é um dos menores pendrives do mercado. Disponível em quatro cores.
Modelo: Mini Super Talent 8GB
Fabricante: Pico
Informações: www.carrefour.com.br  
Fonte: Gazeta Online

20100715

Passeata digital

A Lei Ficha Limpa, que barra a candidatura de politicos condenados por crimes graves, provavelmente não teria sido aprovada sem a pressão dos internautas. Por trás desse movimento está a socióloga Graziela Tanaka, de 30 anos, coordenadora no Brasil da Avaaz.org

A ONG promoveu uma forte mobilização por e-mail e redes sociais em defesa do projeto, recolhendo milhões de assinaturas. Agora, o foco é o Código Florestal. Veja o que ela disse à INFO.

Como a Avaaz.org realiza as mobilizações?
Enviamos alertas por e-mail ao nosso cadastro de 600 000 brasileiros, para deixá-los a par das novidades de uma campanha ou para convocá-los para alguma ação. Na Ficha Limpa, por exemplo, quando alguns deputados estavam tentando enfraquecer o projeto ou adiar a votação, sugerimos às pessoas que enviassem e-mail aos políticos e ligassem para o Congresso. Abarrotamos a caixa de e-mail desses deputados com 40 000 mensagens.

Os internautas não têm capacidade de se autogerenciar sem a coordenação da Avaaz.org?
Nós somos a garantia de que uma ação na internet será levada a sério. Antes, as pessoas recebiam uma petição por e-mail e não sabiam se era verdade ou não, se ela chegaria até a pessoa certa no poder. Poucas ONGs sabem como lidar com o ciberativismo, e, por isso, apoiamos organizações de qualquer área.

Participar de mobilizações políticas na frente do computador não é uma militância preguiçosa?
O clique do mouse é só o primeiro passo na participação política. Telefonar para o Congresso Nacional já é um passo além. Quem assinou a petição da Ficha Limpa hoje recebe alertas sobre questões ambientais, pois agora estamos organizando uma petição para rejeitar as emendas propostas ao Código Florestal Brasileiro. Nem todo mundo é jovem e tem tempo para ser voluntário. Na Ficha Limpa, a maioria das pessoas estava na faixa entre 40 e 50 anos. A internet é o meio que elas têm para se engajar.

Como a ONG obtém recursos?
Dos mais de 5 milhões de cadastrados na lista de alertas, que fazem doações. Poucas ONGs conseguem fazer esse tipo de captação de recursos. Não recebemos nada do governo, nem de empresas privadas. A doação dos brasileiros fi ca em torno de 20 reais, em média.

Qual ferramenta na internet é melhor para o ciberativismo?
Usamos o Twitter e o Facebook para saber onde está ointeresse do público, quais são as questões mais urgentes no momento. O orkut não é utilizado, pois o foco dele é mais a amizade. Para divulgar campanhas, optamos mais pelo e-mail, que tem um efeito viral, e pelo Twitter (@avaazpo).
Fonte: Planeta Sustentável | Abril

20100713

Internauta poderá opinar sobre as leis em tramitação no Senado

Nesta quarta-feira, 14/07, uma nova ferramenta de participação popular pode ser aprovada pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT). O recurso deve permitir que os cidadãos manifestem seu apoio ou discordância por meio da página do Senado Federal a qualquer projeto de lei que esteja em processo de tramitação. As informações foram divulgadas pela Agência Senado.

O projeto PLS77/10 é de autoria do senador Raimundo Colombo (DEM-SC) e, inicialmente, pretendia disponibilizar um canal de comunicação também na página da Câmera dos Deputados. No entanto, a abragência do documento acabou tendo que se limitar ao Senado.

O texto também deixa claro que todas as etapas de trâmites devem exibir o número total de opiniões favoráveis e contrárias que cada projeto de lei apresentou.
Fonte: Olhar Digital