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20110819

A publicidade digital virou pop

Com bom humor, agilidade e irreverência, as estratégias de comunicação na internet caem na boca do povo e fazem explodir a audiência e a exposição das marcas

Por Clayton MELO e Rodrigo CAETANO

Atolado em um lamaçal com sua picape, um motorista grita injúrias contra um dos símbolos da docilidade no mundo animal. “Pôneis malditos”, afirma o condutor, pouco antes de verificar que, no lugar de cavalos potentes, seu motor possuía apenas pôneis em um carrossel. A brincadeira é, na realidade, uma propaganda da montadora Nissan. Mais do que o tom jocoso, o que chama a atenção para a iniciativa, no ar há cerca de duas semanas, é que o filme exibido na tevê tem, na web, um complemento inusitado. No desfecho do filmete desenvolvido para o meio interativo, o pequeno pônei vira uma criatura mal encarada, que amaldiçoa o internauta.

Ou seja, a intenção era fazer barulho na rede. Deu certo. Em cerca de duas semanas, mais de nove milhões de pessoas acessaram o vídeo. Outro caso recente bem-sucedido se deu com a Vivo. Para aproveitar o Dia dos Namorados, a operadora lançou um clipe da música “Eduardo e Mônica”, da banda Legião Urbana, sucesso há 25 anos. O vídeo mostra o famoso casal da canção trocando mensagens por SMS e conversando pelo celular. Foi um estouro: mais de dez milhões de usuários assistiram ao clipe na internet. O romance de Eduardo e Mônica e os pôneis da Nissan estiveram durante alguns dias entre os assuntos mais comentados no Twitter e se tornaram estrelas pops no mundo digital.

*Sucesso de público: filme sobre os pôneis malditos, da Nissan, e o clipe da música "Eduardo e Mônica" (ao lado), da Vivo, são alguns dos casos de campanhas que bombaram na rede

Longe de serem exceções, essas duas campanhas ilustram bem o atual estágio da comunicação digital no Brasil. Criadas com material específico para a rede, ambas têm no YouTube um ponto central de seu plano digital e se utilizam de uma linguagem adequada ao público da web, mais jovem e altamente conectado. Elas sinalizam que, na era da conectividade, a fórmula do sucesso é reunir, no mesmo cardápio, ingredientes como o entretenimento, o bom humor e a interação, por meio das mídias sociais. “Quando a publicidade é benfeita, ela se espalha por meio das redes sociais”, afirma Murilo Moreno, diretor de marketing da Nissan (leia mais aqui). Para Christian Gebara, diretor de estratégia e novos negócios da Vivo, à possibilidade de interação soma-se uma maior liberdade para criar conteúdo capaz de agradar aos consumidores. “A tendência nos canais digitais é associar as marcas ao entretenimento”, diz Gebara.

O clipe de Eduardo e Mônica não é a única experiência da Vivo com produções só para a web. Em 2010, ela investiu na megaprodução de um curta-metragem, com qualidade de cinema, com Pelé. O material foi lançado no YouTube. O entretenimento também norteou um projeto criado pela agência digital Wunderman para a Activia, da Danone. A campanha Músico no Pote foi realizada na página da marca no Facebook. Pelo projeto, os internautas podiam assistir a shows transmitidos em tempo real no perfil da empresa no site. Os músicos tinham de criar, na hora, canções de improviso a partir de temas sugeridos pelos usuários. Além da inovação das transmissões ao vivo pelo Facebook, essa iniciativa apresenta outro dado importante para o mundo online: a integração com outras mídias.


Suspense na rede: uma ação criada para a cerveja Devassa, com Paris Hilton, em 2010, começava na tevê e continuava em site criado para a campanha. Fez sucesso instantaneamente

O Músico no Pote fazia parte de uma ação chamada Ritmo no Pote, que dava o recado de que o Activia faz o organismo funcionar melhor. A promoção contou com merchandising em tevê e distribuição de mil unidades de iPod Nano em embalagens do produto. “A integração do digital com outros meios é fundamental”, diz Paulo Sanna, vice-presidente de criação da Wunderman. “Os meios tradicionais, como revistas, jornais e tevê, conferem credibilidade, enquanto o digital serve para engajar.” Em outras palavras: o universo digital está a cada dia mais sofisticado, e essa nova forma de fazer comunicação já se reflete nos números. A internet deve alcançar, no final de 2011, um faturamento de cerca de R$ 3 bilhões, o que representará cerca de 10% do bolo publicitário no Brasil.

A projeção é do Internet Advertising Bureau (IAB), que representa as empresas digitais. A associação chegou a esse valor porque, a partir deste ano, a mensuração do faturamento do setor levará em conta os negócios com a busca patrocinada oferecida por portais, principalmente o Google. Só para dar uma ideia, em 2010, sem a informação sobre o faturamento obtido com as buscas, o faturamento oficial da internet no Brasil foi de R$ 1,2 bilhão. “A publicidade online está se expandindo acentuadamente em função do crescimento do acesso à banda larga”, diz Fábio Coelho, presidente do IAB e diretor-geral do Google no Brasil. A nova forma de mensuração também torna visível outro aspecto da transformação pela qual atravessa esse segmento: o investimento em estratégias para serviços de buscas.


Esse tipo de atividade ganhou tanta importância que uma das maiores agências do País, a DM9DDB, criou um departamento focado nisso. A função dessa área é estudar as tendências dos consumidores a partir de informações de termos de buscas e postagens em redes sociais “Detectamos tendências de comportamento que podem servir de base para a criação de campanhas”, afirma Mônica Carvalho, vice-presidente de mídia da DM9DDB. Ter os olhos voltados para as mudanças de comportamento na sociedade sempre foi da natureza da comunicação. Mas, na era das redes sociais, isso é determinante. “A forma de as pessoas se relacionarem com os meios de comunicação não é mais a mesma”, afirma Fernando Chacon, diretor de marketing do Itaú.

O que não muda é a necessidade de produzir conteúdo relevante. É nesse aspecto que os canais digitais assumem um papel peculiar. “As pessoas agora querem uma comunicação mais leve e lúdica, menos invasiva e mais personalizada, algo que a internet facilita”, diz Chacon. Foi essa a premissa que norteou uma ação na internet criada pelo banco com o comediante Marco Luque, do programa CQC, da Band. Em vídeos exclusivos para a rede, os personagens de Luque contam piadas e, sutilmente, explicam as características dos produtos do Itaú. O canal do Itaú no YouTube registra mais de 1,5 milhão de acessos. A internet também traz para as empresas outro componente valioso: a resposta dos consumidores. “Antes, eram as marcas que causavam impacto nos consumidores. Hoje, também acontece o contrário: as pessoas interferem no rumo das marcas”, afirma Gal Barradas, presidente da agência digital F.Biz.



Fonte: Revista Isto É Dinheiro.


20110129

Espírito Santo | Brazil

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20101217

Nissan Frontier: comercial filmado na caçamba das picapes concorrentes

Comercial Agroboys

 Depois do sucesso do comercial "Agroboys”, que  ridicularizou os concorrentes, que foi criado pela Lew’LaraTBWA para a picape Frontier, a Nissan do Brasil disponibiliza a partir de hoje o jingle “Cowboy de Posto” para download.

Com apenas três dias de veiculação nas redes sociais, o comercial foi o mais visto em todo o Youtube no domingo (12) e em menos de uma semana atingiu mais de 331 mil views.

Fonte: Exame

20100922

Ashton Kutcher: o Twitter já era suficiente

Por Danilo Venticinque
 A história é digna de Hollywood: um jovem boa-pinta é recrutado por olheiros e larga a faculdade para trabalhar como modelo. Descoberto pelos grandes estúdios, atua em algumas comédias românticas e se casa com uma das atrizes mais desejadas do planeta. De quebra, seus comentários bem-humorados sobre o cotidiano viram hit e ele se torna uma das maiores celebridades da internet mundial, com mais de 5 milhões de seguidores no Twitter. O roteiro seria perfeito, se não fosse por um detalhe: Ashton Kutcher decidiu continuar a fazer filmes.

Par perfeito, que estreia no Brasil nesta semana, é a mais nova empreitada cinematográfica do ator, e um de seus maiores fracassos. Lançado em junho nos Estados Unidos, arrecadou apenas US$ 47 milhões no país, embora tenha custado mais de US$ 75 milhões, de acordo com os produtores. Como costuma ocorrer em casos como esse, as vendas de ingressos no mercado internacional diminuíram o prejuízo e devem levar a um lucro de cerca de US$ 10 milhões. É melhor do que o desastre anunciado há dois meses, mas uma ninharia para os padrões de Hollywood.

É difícil não culpar Kutcher pelo mau desempenho do filme. Em Par perfeito, ele interpreta Spencer, um agente secreto responsável por eliminar inimigos do governo. No meio de uma de suas missões, apaixona-se pela bela Jen (Katherine Heigl) e decide trocar a vida de matador pela rotina de homem casado. O plano funciona bem por alguns anos, até que seu ex-chefe volta à cena e põe em risco a vida e o casamento de Spencer. Nas mãos de outro ator, a mistura de romance, comédia e ação poderia render momentos impagáveis. A interpretação de Kutcher, porém, não convence em nenhum dos gêneros – e piora quando os três se misturam. Não importa se o personagem está explodindo um helicóptero, fugindo de seus vizinhos, flertando embaixo da mesa ou andando de sunga no elevador do hotel: a julgar pelas inalteradas expressões faciais do ator, não há nenhuma diferença entre todas essas situações. Com tanto charme, não há público que resista.

Para quem ainda acha que as mensagens curtas do Twitter são insuficientes para a comunicação, Ashton Kutcher é a refutação definitiva: o ator consegue ser mais expressivo em 140 caracteres de texto do que em 93 minutos de filme. Se você quiser se divertir com Kutcher, siga o perfil @aplusk no Twitter – e fique longe dos cinemas.
Fonte: Revista Época

20100921

Políticos apanham do Twitter

O Twitter vai ser uma presença constante nas eleições de 2010. A rede social virou moda entre os políticos. Parece que todos querem embarcar na nova onda tecnológica (no "estilo Barack Obama", eleito presidente dos Estados Unidos com a ajuda de sites como o Twitter e o YouTube). Mas a rede social não vai ter um grande peso na definição do presidente ou dos parlamentares brasileiros. Por aqui a realidade é outra: enquanto nos EUA 74% da população tem acesso à internet, 65,2% dos brasileiros acima de 10 anos nunca tiveram acesso à rede.

A distância que a população está da web reflete também nos políticos que se aventuram no Twitter. José Serra, o candidato mais popular do país no site, não tem 300 mil seguidores. Obama tem mais de 4,4 milhões de seguidores. E a maioria dos políticos brasileiros não estão preparados para sobreviver nesse novo mundo. Muitas gafes foram cometidas nos últimos meses por políticos no Twitter, mas a maior parte delas foram tropeços de discurso: frases que ficaram fora de contexto, piadas que não tiveram graça, sentidos que se perderam pelo mau uso da ferramenta. O exemplo mais recente desses casos é o de Marina Silva, que por não saber como funciona o retweet [quando um usuário reenvia a mensagem de outro], entrou em uma discussão religiosa com alguns usuários.

Com a proximidade das eleições as táticas para ganhar popularidade no Twitter estão ficando mais agressivas, o que pode causar deslizes mais graves.

Na noite de quarta-feira (7), o perfil @jorgecortereal, de Jorge Côrte Real, candidato a deputado federal em Pernambuco, apareceu de uma hora para outra na lista de perfis seguidos de mais de 30 mil pessoas. Logo os tuiteiros começaram a discutir o episódio. Alguns lançaram a suspeita de que Real, ou alguma assessoria de comunicação, teria comprado o perfil @naoehamor e trocado de nome, para ficar com seus seguidores. É possível trocar o nome de uma conta no Twitter a qualquer momento, se o novo nome não estiver em uso. Todas as mensagens da conta anterior haviam sido apagadas. Usuários estranharam uma conta nova nas suas listas, com mais de 30 mil seguidores, criada em setembro de 2009, e apenas uma mensagem enviada.

Depois que a discussão se espalhou pelo Twitter, o @jorgecortereal de 30 mil seguidores desapareceu e reapareceu com uma outra conta, mais recente, que tem menos de 100 seguidores - seu perfil original, antes da tentativa de ganhar milhares de seguidores rapidamente. No Twitter, Real escreveu: “Tive um pequeno problema com o gerenciamento do meu perfil do twitter, mas já foi normalizado. Obrigado pela compreensão.” Uma conta nova chamada @naoehamorr surgiu e afirmou: "A ideia foi nossa, do perfil naoehamor. Mas dr. Jorge pediu para retirar".

Os boatos sobre a troca de um perfil com poucos seguidores por outro mais popular surgiram, já que a venda de contas com muitos seguidores ocorre em todo o mundo entre pessoas e empresas que querem ter perfis populares. No exterior, uma conta com 100 mil seguidores [mais do que Marina Silva e um pouco menos que Dilma Rousseff] pode custar até R$ 9,5 mil. Há soluções nacionais também, como um software que replica convites de outras contas, citado em uma reportagem de junho do Correio Braziliense. Um pacote de um milhão de mensagens para usuários custaria R$ 5 mil. É fácil encontrar na internet perfis com dezenas de milhares de seguidores vendidos por menos de 500 reais.

O Twitter não vai definir a eleição presidencial. Talvez tenha mais influência para cargos menores, como os de deputados federais e estaduais - em 2012 pode ser muito importante para prefeitos e vereadores - mas é preciso prestar em atenção nos seus candidatos. Você não vai querer votar em que te engana, mesmo que na internet.

Atualização: A assessoria de comunicação de Jorge Côrte Real publicou um comunicado afirmando que não houve nenhuma compra de perfis no Twitter e nunca existiu a intenção de enganar as pessoas. "Se houve alguma falha, foi por total desconhecimento de regras de conduta do twitter", afirma o comunicado. Segundo a assessoria foi o dono do perfil @naoehamor que quis ajudar Real voluntariamente e resolveu fazer a mudança.
Fonte: Revista Época

20100913

A barulhenta invasão brasileira no Twitter

Os usuários do Twitter que se deram ao trabalho de conferir nos últimos meses o Trending Topics mundial - lista de temas mais citados nas mensagens postadas na ferramenta em todo o planeta - devem ter reparado na insistente presença de assuntos ligados ao Brasil. Do mais famoso deles, o "CALA BOCA GALVAO", passando por "Corinthians", "Dunga", "Dilma" e chegando até "Tiririca". Seria essa uma nova invasão virtual brasileira, a exemplo do que ocorreu no passado com o Orkut? Em termos.

O Trending Topics foi acoplado ao Twitter em 2008. Simplificadamente, seu funcionamento é trivial: assim que um novo tweet - a mensagem do Twitter - é jogado na rede pelo usuário, o mecanismo passa a computar a ocorrência das palavras daquele texto. Se um desses termos for repetido à exaustão pelos demais usuários, pode figurar no ranking de Trending Topics. Assim, ganha ainda mais destaque, sendo exibido a todos os adeptos do microblog.

Não há um número pré-estabelecido de citações necessárias para atingir o tão sonhado lugar na lista. A dificuldade, é claro, é proporcional ao ânimo dos usuários da rede - onde são publicadas aproximadamente 600 mensagens por segundo, de acordo com estatística oficial. Mas algumas experiências dão uma ideia do trabalho necessário para conquistar o lugar ao sol. Foi o caso de uma ação publicitária promovida pela agência VirtualNet para promover na rede um filme - o título é mantido em sigilo. Segundo Rogério Bonfim, sócio da empresa, foram disparados 700.000 tweets em 24 horas citando o filme. Foi o equivalente a 486 mensagens por minuto, ou 8 por segundo. O filme entrou na lista.

A estratégia profissional não é a única que colhe bons resultados. Há também a mobilização espontânea dos usuários, caso do "CALA BOCA GALVAO". Na prática, tudo acontece como na vida real: você conversa com amigos mais próximos e propaga uma mensagem. Eles farão o mesmo com os amigos deles. O fluxo é exponencial. A mãozinha de um perfil influente na rede, daqueles que já arrebanharam um grande número de seguidores, contribui para a proliferação do conteúdo.

É aí que entra a peculiaridade brasileira. O Twitter possui atualmente 145 milhões de usuários. Não há números oficiais sobre a presença brasileira na rede. Mas estima-se que ela gire em torno de 11,6 milhões de perfis, se considerada a participação de 8% dos brasileiros no bolo total de usuários da rede revelada pela pesquisa da agência Sysomos, em janeiro. Contudo, esses barulhentos foram responsáveis por 20% dos 30 tópicos que mais tempo permaneceram na lista do Trending Topics. O termo "Dilma" (Rousseff) é o maior destaque, na sétima colocação: ele figurou no ranking mundial por 7 dias, 18 horas e 58 minutos, totalizando 84 ocorrências.

"Nós, brasileiros, temos uma tendência de nos comunicarmos freneticamente. E, como já sabemos, adoramos redes sociais", afirma Raquel Recuero, especialista no assunto e professora do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Católica de Pelotas (UCPel). Beth Saad, professora da Escola de Comunicações e Artes da USP e também estudiosa do tema, acrescenta outra característica aos usuários locais. "Muitas vezes, eles tuitam com o propósito de colocar um assunto na lista mundial", diz.

Os brasileiros não dominam a rede, mas não podem ser ignorados. No episódio do CALA BOCA GALVAO, o tema tomou tal dimensão que virou assunto de estrangeiros - que se divertiram ou se irritaram com a "intromissão" brasileira. Em 2004, ocorreu coisa similar no Orkut. Um em cada cinco usuários era americano àquela altura, quando o português começou a tomar conta das comunidades do site. Houve passagens de hostilidade na batalha. Os americanos criaram uma comunidade chamada "So many brazilians on Orkut" (brasileiros demais no Orkut). Estes retrucaram estimulando usuários de todo o mundo a se apresentarem como naturais do Iraque - os Estados Unidos haviam invadido o país do Oriente Médio no ano anterior. Hoje, um em cada dois cadastrados na rede é brasileiro.

Por ora, os brasileiros não ameaçam o predomínio numérico dos americanos no Twitter: eles são aproximadamente 72 milhões - ou 50% dos cadastrados, também se considerarmos a participação medida em janeiro. Mas, como visto, o usuário brasileiro sabe fazer muito barulho em rede e é hábil o suficiente para lançar mão de táticas de guerrilha para ganhar terreno virtual. "A invasão verde-amarela pode acabar inibindo usuários de outros países", afirma Eric Messa, coordenador do curso de comunicação e mídias sociais da Faap. É tuitar para ver.
Fonte: Revista Veja

20100805

Twitterank: Os melhores do Twitter no Brasil

O Twitterank é uma ferramenta indispensável para os Twitteiros de plantão. Através do Twitterank você pode saber quem são os melhores do Twitter no Brasil.
Logo que você acessa o site já é possível ver a lista dos perfis mais populares do Brasil. O rank é baseado em 3 fatores principais: Influência, Popularidade e Envolvimento.
Twitterank: Rank com os melhores do twitter no Brasil
O Twitterank ainda possui um campo onde você informa o Twitter de qualquer usuário e vê a posição geral dessa pessoa no Twitter assim como sua Influência, Popularidade e Envolvimento.

Twitterank: Rank Brasileiro no Twitter

Os mais influentes do Twitter no Brasil
Os mais populares do Twitter no Brasil
Os mais envolvidos do Twitter no Brasil
Os melhores do mundo

Além dessas informações veja o que você ainda pode saber acessando o Twitterank:
Os mais seguidos do twitter no Brasil
Quem mais twitta no Brasil
Os que mais seguem no Brasil

Não deixe de ler nosso artigo “Twitter de famosos”.
Fonte: Design Tecnológico

20100723

O Facebook vai dominar a Web

Para Roberto Grosman, da F.biz, os elementos que tornam o Facebook diferente da grande maioria das empresas são a visão, estratégia e execução.

Poucas pessoas estão acompanhando de perto a transformação que está por acontecer na Internet e nas redes sociais. Prova disso foi um evento que aconteceu recentemente em Palo Alto, na Califórnia. Batizado como F8, foi destinado à desenvolvedores e parceiros do Facebook. Para os privilegiados que puderam estar lá, o CEO do Facebook - Mark Zuckenberg, apresentou mais uma e, talvez, a grande novidade de sua empresa para os próximos anos: uma série de ferramentas que ajudarão o Facebook a dominar a Internet nos próximos anos. A mensagem do evento foi simples: “queremos tornar o Facebook sinônimo da Web”. Sem dúvida, internautas do mundo inteiro serão impactados pelos resultados desta reunião.

Não é novidade para ninguém o poder excepcional que essa rede social exerce em quase todos os países nos quais está presente. No Brasil, ele ainda está longe do líder Orkut, mas cresce a passos largos. Com quase 500 milhões de usuários cadastrados e um número ainda maior de usuários únicos a cada mês (isso é possível, pois boa parte das páginas podem ser vistas sem ser cadastrado no site), a liderança do Facebook entre as redes sociais é inquestionável e, recentemente, o site tornou-se o principal destino na Web nos Estados Unidos, superando o todo poderoso Google. Ainda mais imponente é a rapidez com que o Facebook está se espalhando nos celulares. Enquanto a rede social levou cinco anos para atingir 100 milhões de usuários na internet, o Facebook levou apenas três anos para atingir o mesmo número nos celulares.

Mas por que o Facebook é diferente?

Apesar dos números incríveis, o Facebook poderia ser mais um caso de site que obtém sucesso rápido para pouco depois cair no esquecimento. A Internet está cheia de casos como esses - Altavista, Lycos, Geocities são apenas alguns dos exemplos mais conhecidos de empresas que estiveram na liderança por algum tempo, mas não conseguiram se manter nesta posição. Com a concorrência feroz, mesmo os líderes invejáveis, como a Microsoft, não conseguiram grande sucesso (apesar do Messenger ter grandes audiências, a empresa perde cada vez mais dinheiro nesta área) e, Yahoo e AOL, que realmente lideraram por longos períodos estão claramente num caminho declinante.

O que torna o Facebook diferente da grande maioria das empresas é sua capacidade de enxergar à frente dos outros, definir a estratégia de forma brilhante e executar ainda mais efetivamente. Em outras palavras, o crescimento e a busca por patamares cada vez mais altos são resultados de uma visão estratégica fantástica e de execução a altura. Com exceção do Google, é difícil citar outra empresa que tenha acertado tantas vezes na definição de prioridades e tenha implementado essas prioridades de forma tão impecável.

Mark Zuckenberg, apesar de várias críticas (e processos judiciais) que pesam sobre si, sempre teve uma visão extremamente clara do seu objetivo: conectar pessoas da forma mais eficiente possível por meio da Internet. Nada pode detê-lo - nem seus concorrentes, nem seus sócios (desde a fundação várias brigas e mudanças na sociedade ocorreram), e nem os costumes e normas vigentes (desde sua primeira "violação" de normas em Harvard, antes do lançamento do site, até seu descaso com as normas atuais de privacidade). Para o CEO do Facebook, o futuro é das redes e de um planeta sem privacidade.

Apesar de ter começado bem atrás de seus concorrentes em termos de usuários, o Facebook inovou diversas vezes e foi atropelando um por um dos seus concorrentes nos Estados Unidos e no mundo - Friendster, MySpace, Beboo foram alguns que ficaram pelo caminho. Além da interface e navegação mais simples do Facebook, sua estratégia de ser uma plataforma para a qual outros desenvolvedores podem contribuir através de aplicativos, foi definitiva para atingir a atual liderança. Alguns percalços aconteceram ao longo do caminho - como o lançamento do seu programa de publicidade Beacon que ignorava completamente a privacidade de seus usuários. Rapidamente , a empresa voltou para a rota certa e continuou desafiando limites de crescimento.

Entre todas as tacadas de Zuckenberg, talvez a mais brilhante tenha sido seduzir para trabalhar com ele a executiva Sheryl Sandberg - que era na época vice-presidente de operações e vendas online do Google e havia sido chefe de gabinete do Ministro da Economia dos Estados Unidos. Sheryl é uma executiva única que reúne uma visão estratégica ímpar com uma execução impecável. Nos seus anos de Google, criou e implementou a estratégia de vendas para pequenas empresas no mundo inteiro - que no seu auge chegou a representar mais da metade da receita do grupo e um terço de funcionários. Sheryl trouxe, além de todo seu conhecimento do Google, um time de executivos que elevou o potencial do Facebook a um novo patamar.

O futuro chegou

O lançamento ocorrido em maio pode parecer um detalhe bastante simples para um usuário comum. Sua aplicação mais imediata, que já pode ser vista em sites como Yelp, IMDb ou CNN (inclusive no Terra, no Brasil) é uma caixa no canto da página que diz quais dos seus amigos gostaram daquela página ou notícia. Isso é feito através de um botão "Like" incluído nesses lugares. A atividade registrada com os cliques nesses botões será tratada como "feeds" no seu perfil e de seus amigos no Facebook. Além disso, você poderá receber sugestões baseadas no que seus amigos estão fazendo pela Web.

Para editores de conteúdo essa novidade é muito interessante. Ela torna muito facilmente qualquer site numa experiência social e personalizada. Não é interessante ver quais artigos da CNN meus amigos leram e gostaram? Além disso, essa vinculação com o Facebook deve gerar mais tráfego para aqueles sites que adotarem a novidade - qualquer conteúdo marcado como interessante por um usuário será apresentado para todos seus amigos - multiplique isso por 500 milhões! Mais um dos lançamentos do dia foi uma forma de categorizar conteúdos - seja uma página sobre um filme, uma música e até de um time de futebol - de forma que ao clicar no botão "Like" esse interesse será adicionado ao perfil do usuário no Facebook.

Em outras palavras, a partir de agora, todo conteúdo na Web pode e será social. Qualquer página com um simples texto torna-se automaticamente social e personalizada. E, com o alcance que o Facebook tem, seria um suicídio virtual um site não querer participar disso.

É verdade que no momento do lançamento já surgiram gritos de pessoas nervosas com a diminuição imediata da privacidade que todo esse movimento trará já que tudo que alguém faz na internet será visto por seus amigos e talvez por várias outras pessoas também. E os controles de privacidade - é verdade, eles existem - são tão complexos e variados que um usuário médio não sabe nem por onde começar a tomar controle de seus dados.

O que Mark e sua turma estão criando, efetivamente, com essas novidades é um sistema operacional da Web - em que tudo é definido e centralizado no Facebook. Logo, um usuário que não tiver uma conta nessa rede social terá uma experiência de navegação tão inferior quanto uma pessoa que comprava um computador que não tinha Windows. Com esses recursos, a empresa fica numa posição muito confortável para atropelar qualquer rede concorrente – a primeira vítima pode ser a rede social focada em localização, Foursquare - além de se posicionar muito fortemente no modelo de publicidade por comportamento (Behaviour Targeting) – vale notar que o Facebook já briga com o Yahoo! pela liderança do número de banners servidos nos Estados Unidos.

Em pouco tempo, teremos uma nova transformação tão representativa que irá transformar a forma como nos relacionamos com os amigos, compramos produtos e trocamos conhecimento. O Facebook estará, com certeza, à frente desta revolução. A Internet tem um novo líder.
Fonte: HSM Online

20100721

A interação que cria valor

“Como as organizações podem envolver seus clientes e criar valor junto com eles?”. O questionamento do presidente da Experience Co-Creation Partnership, o indiano naturalizado norte-americano Venkat Ramaswamy, calou a plateia presente no 11º Congresso Internacional da Gestão, promovido pelo Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade (PGQP) em Porto Alegre. As novas dinâmicas de interação estão abalando os pressupostos tradicionais do mercado. Entre eles, o de que qualquer empresa pode criar valor isoladamente, sem contar com a presença de seus parceiros. E é nesse ponto que a chamada ECC – experience co-criation, ou cocriação de experiências – entra em cena. Mais do que oferecer produtos e serviços de qualidade, a empresa precisa pensar no desenvolvimento de uma experiência positiva para os clientes.

O termo “cocriação” não é novo. Foi proposto por Ramaswamy no livro O Futuro da Competição, lançado em 2004 e escrito em coautoria com o professor de gestão de negócios da Michigan Business School, Coimbatore Krishnarao Prahalad – um dos maiores gurus do management mundial, morto em abril deste ano. “A empresa precisa dispor de plataformas de cocriação que permitam uma interação permanente com seus clientes e sua rede estendida, gerando um desenvolvimento contínuo de novas experiências para o cliente e novas oportunidades de negócios”, destaca Ramaswamy em seu livro. No evento do PGQP, o tom do discurso foi o mesmo: “Essas plataformas podem ser tanto físicas quanto digitais, como call centers, sites ou aplicativos para celular, desde que seja uma via de mão dupla. As pessoas precisam participar e ter um retorno a respeito de suas solicitações”.

Para Rasmawamy, o consumidor e a empresa devem se envolver na criação de valor. “A empresa não pode criar nada de valor sem o envolvimento dos indivíduos. Os gestores devem cuidar da qualidade da cocriação de experiências em vez de zelar apenas pela qualidade dos produtos e processos da empresa”. A proposta da cocriação é colocar o cliente no centro, com padrões de atividade econômica no modelo C2B2C (consumer-to-business-to-consumer) – um contraponto aos modelos B2B (business-to-business) e B2C (business-to-consumer), que colocam a empresa no centro da criação de valor.

Isso não significa, contudo, que as organizações devem abandonar os padrões de qualidade dos produtos e serviços. “A questão é que, agora, criar produtos não será mais suficiente. As pessoas querem ser envolvidas nesse processo”, afirma o autor. “A cocriação converte o mercado em fórum, onde se desenvolve o diálogo entre o consumidor, a empresa, as comunidades de consumidores e as redes de empresas”.

Referências para a criação de valor
TRADICIONAIS

 A empresa cria valor
 Os produtos e serviços são base do valor
 Os consumidores representam demanda para as ofertas da empresa
 A interface empresa-consumidor é o lugar da extração de valor
 Criação e entrega de uma variedade de ofertas
 Personalização das ofertas e encenação das experiências
 Foco nas cadeias de valor e na qualidade dos processos internos
 Foco na inovação da tecnologia, dos produtos e dos processos
 Foco nas cadeias de suprimento e na gestão de demanda

NOVO SISTEMA

 O consumidor e a empresa cocriam valor
 As experiência de cocriação são a base de valor
 O individuo é o ponto central da experiência de cocriação
 A interação consumidor-empresa é o lugar da cocriação de valor
 Variedade de cocriação de experiências, por meio de interações heterogêneas
 Personalização da experiência de cocriação
 Foco na qualidade das interações consumidor-empresa
 Foco na inovação dos ambientes de experiências
 Foco na rede de experiência

Os consumidores de hoje têm acesso a um volume cada vez maior de informações. As pessoas, contudo, não têm tempo de avaliar todos os produtos e serviços e, por isso, a oferta crescente de produtos e serviços acaba confundindo e frustrando a maioria delas. Nesse cenário, os gestores não podem mais se concentrar somente na qualidade dos produtos e dos processos ou na velocidade e na eficiência; eles também têm de buscar fontes de inovação e criatividade. “A mudança mais básica decorreu da transformação do papel do consumidor – de isolado para conectado, de desinformado para informado, de passivo para ativo”, explica Rasmawamy.

Capazes de tomar decisões mais qualificadas, os consumidores estão transformando os mercados tradicionais também por outro aspecto: a comunicação entre os próprios consumidores através das mídias sociais. A independência em relação às empresas e a diminuição das barreiras geográficas e sociais tornam essas comunidades cada vez mais relevantes para o mercado. “As redes de consumidores invertem os padrões tradicionais do marketing”, destaca Rasmawamy. “Elas possibilitam a experiência por procuração, ou seja, aprender com as experiências dos outros”.

Os exemplos vão da medicina ao mercado automobilístico. A Fiat, por exemplo, começou no ano passado o desenvolvimento do FiatMio (www.fiatmio.cc) carro-conceito baseado em sugestões de internautas. A partir dessas ideias, os engenheiros da empresa fazem uma análise para verificar quais delas são ou não viáveis. No Rio Grande do Sul, esse processo também pode ser visto através de ações como a Agenda 2020 (www.agenda2020.org.br)moimento que, desde março de 2006, une os gaúchos em busca de melhorias para o Estado. Ainda é difícil avaliar o impacto dessas iniciativas, mas o fato é que os consumidores estão cada vez mais atentos e exigentes, buscando construir redes e compartilhar experiências.

A perspectiva de criação de valor centrada na empresa tem raízes profundas e foi, até o século passado, o grande fundamento da competição. “O futuro da competição, no entanto, situa-se em uma nova abordagem, baseada na cocriação de valor”, prevê Rasmawamy. E sentencia: “Para vermos esse futuro, devemos nos libertar daquele passado”.
Fonte: Amanhã

20100720

Umbro de olho no Twitter acerta freela empacado

A cada dia que passa mais pessoas percebem que as redes sociais são fontes preciosas de informação para se acompanhar como está a relação entre uma marca e seus consumidores ou público-alvo.

Hoje quem descobriu o poder das redes sociais foi uma atriz bem conhecida, quando resolveu tuitar sobre sua insatisfação com a Umbro, por ter feito um trabalho para a marca mas ainda não ter conseguido receber o devido pagamento por isso:
A atriz estava tentando acertar o problema há dois meses, mas ninguém resolvia. Foi só ela tuitar sobre o assunto, que grande parte dos seus quase 25.000 seguidores “tomaram as dores”, como dizem por aí, por ela e resolveram retuitar a respeito.

Foi o suficiente para colocar a marca de materiais esportivos em primeiro lugar no volume de menções durante algumas horas, inclusive à frente da Adidas e Nike, que desde o início da Copa do Mundo sempre estiveram entre as 10 Mais Amadas da #copadasmarcas:

Como você viu (se chegou até esta parte do texto) no gráfico acima, entre as marcas que patrocinam os uniformes das maiores seleções do mundo, a Umbro vinha “quietinha” até este comentário.

Para ser sincero com quem leu este post até agora, monitorar as patrocinadoras de uniformes sequer fazia parte do escopo da #copadasmarcas. Mesmo assim acreditamos que valeria a pena acompanhar, só pela “diversão” mesmo e descobrimos este caso bem específico da Umbro com Susana Werner.

Além de dividir com vocês este caso bem específico que conseguimos observar, é interessante perceber como a Umbro está ligada nas redes sociais; afinal foi só este assunto se propagar um pouco no microblog que alguém que trabalha para a marca percebeu o “problema” e a atriz teve seu problema resolvido, como podemos ver no tweet abaixo:
Muitas marcas estão aproveitando as redes sociais para se aproximar dos consumidores. Há poucos dias atrás, saiu uma notícia interessante no Advertising Age, sobre como a AT&T utiliza as redes sociais para cuidar da sua imagem. Vale muito a pena dar uma olhada. Fica a dica.
Fonte: Webinsider

20100630

Como o Twitter pode ajudar as empresas a vender mais?

A resposta não caberia em um tuíte, mas o vice-presidente de comunicação do Twitter, Sean Garrett, é capaz de explicar.
Por Hyuna Kim

Você se lembra da sigla TGIF? Então se recorda de que ela costumava significar Thanks God It's Friday (graças a deus é sexta-feira), não? Pois é. Isso mudou - na verdade, acaba de mudar. De agora em diante, TGIF significa “Twitter, Google, iPhone e Facebook”. É um reflexo do impacto exercido pelas mídias sociais no cotidiano; às empresas cabe encontrar o caminho para converter esse impacto em favor dos negócios. Em um tweet: marketing digital é inevitável para os negócios; marketing digital é inevitável para os negócios da atualidade.

Após o lançamento do iPhone na Coréia do Sul, a exploração das mídias sócias se tornou imprescindível para o segmento de marketing coreano. Atentos para essa realidade, a filial do IDG daquele país vai realizar, em 1.ºde julho, a Digital Marketing Conference 2010. O vice-presidente de comunicação do Twitter, Sean Garrett, irá revelar de que maneira o microblog é usado por empresas na captura por fatias de mercado cada vez maiores.

Em entrevista ao IDG, Garrett diz que o Twitter é uma ferramenta poderosa na busca por consumidores e essa aplicabilidade não se resume à interface B2C (Business to Customer – de fornecedor para cliente), mas, inclusive, nas relações B2B (Business to Business – relação entre empresas).

IDG Coreia do Sul – Mesmo no atual momento, ainda existe um contingente enorme de pessoas que não faz ideia do que vem a ser o Twitter. Pode explicar?

Sean Garrett – O Twitter é uma rede de informações em tempo real abastecida por internautas e que permite às pessoas saber o que está acontecendo neste exato momento.

É uma ferramenta simples que pode ajudar muito na conexão entre empresas e um público altamente selecionado e em um ritmo ”em cima da hora”. Organizações de todos os tamanhos podem aderir ao Twitter e ficar conectados com os consumidores. É uma boa maneira de distribuir informações sobre a empresa, possibilita a realização de ações de inteligência de mercado e permite sentir o eco, o efeito das ações de maneira imediata. Construir relacionamento com clientes, com parceiros e com outras entidades interessadas na empresa. Via Twitter, os consumidores podem informar sobre a satisfação ou sobre a decepção que tiveram com um produto comprado ou com um serviço contratado.
Fone: IDG Now

20100624

Exemplos de ações de empresas em mídias sociais

Ações da Nokia, Dell e Coca-Cola em mídias sociais norteiam profissionais de marketing e comunicação ainda pouco experientes no relacionamento online. 

 Por Daniela Machado

O sucesso de uma empresa depende também do relacionamento que ela mantém com seus clientes. Além de vender, é preciso fidelizar. E com o advento das mídias sociais a Internet tornou-se um novo espaço de aproximação entre marcas e clientes.

Através de blogs e perfis em ambientes muito frequentados como no Orkut, Twitter, Facebook e YouTube, entre outros, é possível compartilhar conteúdos, novidades, opiniões e experiências. 

A presença de uma empresa na Internet reforça e dissemina os valores da marca e facilita a participação do seu público alvo, abrindo espaço para a conservação e a comunicação dirigida. 

Mas não basta estar, é preciso saber estar e interagir. Um estudo divulgado este ano pela Associação Comercial de São Paulo mostrou que apenas 17% das empresas paulistanas têm cadastros ativos em mídias sociais. (Veja mais em Pequenas empresas ainda longe das redes sociais).

Estes números comprovam que é fácil criar uma conta, o difícil é mantê-la atualizada.

Quem trabalha como analista de mídias sociais precisa conjugar diversos conhecimentos, como conhecer as potencialidades e limitações dos sites de redes sociais, saber qual o perfil e as expectativas dos seus clientes, entender o que eles buscam nestes espaços, definir objetivos de comunicação nesses canais, planejar ações, ficar atento às novidades e escolher a melhor forma de interagir com o público.

Não corra do seu cliente online

A presença de uma marca nestes espaços implica estar ativo e também receptivo. Dúvidas e reclamações sobre os serviços prestados pela empresa vão surgir e, neste tipo de situação, ficar calado pode gerar um sentimento de indignação no consumidor.

A empresa pode escolher em dar o retorno publicamente ou através de contato direto via e-mail ou telefone, mas o importante é não fugir do consumidor. 

Cedo ou tarde ele vai voltar à rede social e agradecer a atenção ou elogiar o seu produto. Mas se você o ignorar ele vai espalhar a sua insatisfação e isso poderá impactar nas suas vendas, pois a troca de opiniões em redes sociais influencia fortemente na decisão de compra do cliente. 

Com a facilidade de acesso à Internet cada vez mais as pessoas pesquisam um produto ou serviço antes de ir até a loja para adquiri-lo. Acessam blogs, sites e, claro, as redes sociais para ver quais são as vantagens e desvantagens do produto.

Siga o exemplo das grandes marcas

Se a marca não é muito conhecida pode-se criar promoções e concursos para ganhar amigos/seguidores e ir investindo em conteúdo interessante sobre o seu segmento de mercado. 

Se a marca é conhecida, certamente seus fãs já criaram uma comunidade no Orkut para expressar seu amor. A Coca Cola possui uma comunidade chamada “Eu Amo Coca-Cola” que possui mais de 300 mil membros.
Nesses casos uma boa saída é se relacionar com o administrador da comunidade e interagir com os participantes.

Uma ação feita pela Nokia, chamada de Nokia Guru, reúne os fãs de seus aparelhos para ajudar a empresa a responder dúvidas de usuários que se relacionam com a marca das mídias sociais. 

A recompensa pelo esforço vem através de prêmios que são dados todos os meses ao participante de cada categoria que fizer o maior número de pontos. Ideais como essas não aumentam apenas o capital social da marca na Internet, mas também se reverte em satisfação dos clientes e no aumento das vendas.

O perfil da Dell no Twitter é outro exemplo de empresa que exemplo sabe fidelizar seus clientes através do contato direto com seus mais de 23 mil seguidores. 

A Camiseteria, empresa que vende camisetas com estampas exclusivas feitas por designers de todo o Brasil, criou um perfil no Twitter chamado SAC Camiseteria apenas para responder as dúvidas dos seus clientes. 

A confiança com o cliente é construída através de respostas rápidas e do acompanhamento diário feito por um especialista no assunto. O grande erro de muitas empresas é pensar que qualquer pessoa sabe usar as redes sociais para promover uma marca. 

Estar atento as novidades do mercado e contratar especialistas no assunto vai ajudar a sua empresa a se posicionar corretamente nas mídias sociais e conquistar e manter o prestígio junto aos seus consumidores. Fonte: Webinsider

O que a comunicação na Copa ensina às empresas

A TV na Copa do Mundo desta vez traz um saudável choque de gerações, onde jovens e experientes batem bola em tom mais aberto e natural. Bom modelo para comunicação digital das empresas. 
Por Raphael Lacerda

A Copa de 2010 trouxe alguns movimentos interessantes para a comunicação, por exemplo: o efeito do Twitter, da mobilização social, o acesso ao stream e outros. 

Entre todos estes, um que tenho observado com atenção é o “jogo” de gerações entre a equipe da Globo de transmissão. Se não notaram, a emissora está bem mais “interativa” nesta Copa. 

Não é uma interação forçada, disfarçada ou regrada como notamos em outros episódios. A começar pelo stream de qualidade na íntegra, também nota-se uma abertura maior para o diálogo e uma descontração jovem e amiga linkando redes sociais e mídias de massa.

Uma das tarefas mais difíceis das empresas que querem ser “sociais”, “digitais” ou “interativas” não é a de criar canais. Cadastrar, montar ou produzir conteúdo é algo simples. Agora, ser realmente relevante, interessante ou cool e chamar para o diálogo é o que realmente gera o movimento na rede e se brincar nem 5% fazem. 

E não é por nada não, mas a Globo está chegando bem perto com esta equipe da Copa. Não sei o que houve, mas nota-se a presença forte de personagens que são realmente nativos digitais trabalhando em conjunto com os migrantes digitais que estamos acostumados.

O Tadeu Schmidt já fazia um excelente trabalho no Fantástico tentando levantar um programa que tinha um modelo antigo e contando com um dos quadros mais comentados, começou a investir em duas linhas: uma é a diversão / descontração e a outra é a participação do telespectador. 

Ele consegue passar daquela narração de gols dura e mecânica para uma cheia de opiniões pessoais, entonação humorada e uso de palavras mais comuns no dia-a-dia, que acabam chamando quem assiste para se identificar e interagir com a informação. 

Uma prova viva daquela velha história que ninguém gosta de se relacionar com robô. Frase que vale para muitas empresas ditas sociais que criam Twitter para ficar noticiando que fizeram isto ou aquilo, não seguem ninguém e quando alguém faz uma reclamação fingem que não escutaram… #fail.

Voltando para a Globo, outro personagem que está dando #show é o Tiago Leifert. O jogo de comentários entre o Galvão Bueno e ele durante as transmissões da Copa tem gerado uma nova dinâmica no que estávamos acostumados. Ali, você percebe claramente o choque de gerações funcionando para deixar algo mais criativo. 

O caso do “Cala Boca” que eles deram uma bela resposta, chegando a mostrar o vídeo e fazer graça deles mesmos, é um ótimo exemplo. Eles estão oferecendo mais opinião, mais graça e mais personificação da mensagem para um novo tipo de telespectador. 

Para as empresas, ser mais pessoal e mais divertido na internet não irá diminuir vendas, pelo contrário irá mostrar que existe uma pessoa ali por detrás. Pense nisto. 

Pra fechar, outro ponto chave é que os personagens são importantes, mas a equipe tem que estar disposta a ouvir e repensar seus modelos. 

Hoje no final do jogo, um dos jornalistas, em link , falou para o Tiago – “Olha aqui, como você sempre fala, tem torcedor filmando a nossa equipe, isto é interatividade” (mais ou menos isto).

Há realmente alguém na equipe colocando novas ideias e para que elas realmente aconteçam todos precisam estar animados com a mudança.  
Fonte: Webinsider

20100608

Uma questão de fidelidade

Por Gilberto Strunck

Você é mais fiel às marcas de produtos e serviços que consome ou às marcas das lojas onde você as compra?
 
Esta questão da fidelidade que cada vez mais me intriga e que merece uma atenção especial, por parte de quem, de alguma forma, gerencia uma marca de varejo. Vivemos em grandes cidades, congestionadas e mal servidas por transportes públicos. Nossos deslocamentos diários consomem um tempo crescente. Em São Paulo, é comum conhecermos pessoas que gastam quatro, cinco horas diárias para ir e voltar dos seus trabalhos. 

Em função disso, as lojas que costumamos frequentar ficam quase sempre perto das nossas casas, dos nossos trabalhos ou nos trajetos entre eles. As pesquisas do Popai Brasil, para diferentes segmentos de varejos, confirmam isso. Compramos na mesma padaria, bancas de jornais e supermercado. Vamos aos mesmos shoppings, cinemas e restaurantes. Privilegiamos nosso tempo. Em função dele, fazemos as escolhas de onde comprar.

Todos temos nossas marcas preferidas, algumas das quais não abrimos mão de consumir, mas, no dia a dia, imagine que você vai ao supermercado que frequenta e não encontra a marca do detergente que procura. Você compra outra marca ou troca de loja? Se você entra numa loja de eletroeletrônicos, no shopping perto da sua casa, para comprar uma TV de LCD de determinada marca, e o vendedor lhe apresenta as vantagens de comprar outra, você troca de marca ou de loja? Se o gerente do seu banco lhe oferece um cartão de crédito de uma bandeira diferente da que você vinha usando, você troca de cartão ou de banco?

O que afirmo é que, em raras exceções, em busca de nossa comodidade, somos mais fiéis às marcas dos varejos do que as das indústrias, e que os varejos não correspondem à altura, a esta fidelidade. A indústria quase sempre trabalha bem seus processos de branding. Sua comunicação nas várias mídias e suas embalagens são cada vez melhores. Assim, diariamente, somos seduzidos por lindas promessas feitas pela publicidade da indústria. Mas, quando vamos às lojas e nos deparamos com as exposições dos produtos, a entrega do que foi prometido é decepcionante, muito abaixo das expectativas criadas. 

Os varejos ainda são muito incipientes nas ações para estimular os relacionamentos com seus clientes. Não recompensam nosso precioso tempo, não oferecem uma “experiência de compra” criativa, não criam novos locais de destino que nos façam trafegar e permanecer por mais tempo em lojas que já conhecemos. Não potencializam as enormes possibilidades que nossas vidas sem tempo lhes proporcionam. 

Com exceção das grandes marcas, cada vez mais concentradas, milhares de pequenos e médios varejos perdem a oportunidade de vender mais, apresentando sempre novidades em nossos ciclos de compras. Muitos não trabalham adequadamente as ambiências dos seus espaços, o encantamento de, através delas, estimular nossos cinco sentidos, de forma mais emocional, em vivências que não sejam possíveis de serem transmitidas, virtualmente, pelos sites de compras, para retribuir nossa fidelidade.
Fonte: Mundo do Marketing

Uma amostra do futuro das marcas

Por Marcelo Coutinho

Pesquisador do Centro Avançado de Estudos e Propaganda e Marketing (CAEPM), da ESPM, explica como a web influencia as pesquisas de marcas e o desenvolvimento de produtos.
 
A convergência das redes sociais e as redes digitais (no computador, nos telefones e em breve nas televisões) já alterou profundamente a maneira como os consumidores se relacionam com as marcas. Pesquisa recente do Centro de Altos Estudos em Publicidade da ESPM e o IBOPE Inteligência mostrou que 46% dos internautas brasileiros consideram a web como sua principal fonte de influência na aquisição de um produto, superando todos os outros meios, inclusive a televisão.

As organizações que não acompanharem as modificações nos hábitos de informação dos consumidores correm o risco de perderem relevância em um curto espaço de tempo. Ainda mais em países como o Brasil, onde as transformações demográficas vão fazer, em pouco tempo, chegar ao mercado de consumo uma geração que cresceu sob paradigmas midiáticos muito diferentes dos da geração que atualmente comanda a maior parte das empresas em nosso país. [1]

As modificações também afetam a maneira pela qual buscamos compreender a relação dos consumidores com as marcas. Uma marca é basicamente informação – sobre quem produz e sobre quem consome – e dessa forma está sujeita às mesmas transformações que afetam os relacionamentos sociais em redes digitais. O mesmo vale para o resultado dos processos de pesquisas – informações sobre o relacionamento entre pessoas e marcas.

Pesquisas são baseadas em amostragens, e uma amostra é também a resposta para um problema econômico. Em uma sociedade na qual custa caro capturar as opiniões das pessoas, quanto menor a amostra maior é sua eficiência do ponto de vista da relação custo-benefício. Daí que os processos de amostragem podem ser entendidos também como uma solução eficiente em termos de custos para a pergunta “o que as pessoas acham desta marca / produto / candidato?”

A expansão das redes sociais permite reduzir o custo de captação das opiniões das pessoas sobre marcas e produtos. Ao se relacionar socialmente através de canais digitais, os internautas constroem sua identidade por meio de afinidades que não dependem somente da proximidade geográfica.

Assim, é possível encontrar milhares de grupos que compartilham o amor (ou ódio) por uma mesma marca, produto ou pessoa (principalmente no caso de celebridades e candidatos políticos). Ora, essas interações digitais podem ser armazenadas de forma cada vez mais rápida e barata e, em um futuro próximo, possivelmente analisadas também em tempo real [2]. É como se as opiniões resultantes de milhões de focus groups pudessem ser acessadas, armazenadas e analisadas por uma fração do custo por meio do formato tradicional de pesquisa.

É importante destacar, não estamos falando somente da dimensão puramente quantitativa (ou seja, número de menções sobre uma marca). Sob esse aspecto, é particularmente interessante um estudo recentemente divulgado no Congresso da Associação Americana para o Avanço da Inteligência Artificial.

Através da análise de mais de 1 bilhão de comentários feitos no Twitter, entre 2008 e 2009, pesquisadores da Carnegie Mellon University demonstraram uma correlação de 0,79 entre a análise das opiniões expressas no Twitter, as pesquisas de sentimento de consumidor e avaliação do primeiro ano da gestão Obama (O’Connory e Balasubramanyany, 2010).

Mais espantoso ainda é que o sentimento expresso pelas pessoas no Twitter “previa”, com razoável acurácia, o resultado das pesquisas de sentimento do consumidor e aprovação da administração americana. Os autores concluem que, apesar de todos os cuidados e restrições que devem ser observadas na coleta de dados, “é encorajador que pesquisas de custo elevado e ciclo de aplicação longo possam ser complementadas ou suplantadas por observações textuais facilmente coletáveis em redes sociais online”.

Medir a emoção que as marcas despertam, e não simplesmente nossa racionalização sobre essas emoções sempre foi um desafio para as empresas. Em um mundo no qual as interações online crescem de forma exponencial, esse novo formato de análise permite combinar insights qualitativos com dados estatisticamente significantes (não somente por regras matemáticas, como também pelo enorme volume de interações que podem ser analisadas). Por maiores que sejam as dificuldades metodológicas (e elas não são poucas), o futuro do Marketing provavelmente passa pelo desenvolvimento desses novos formatos de pesquisa.

[1]  Por exemplo, o volume de tempo de utilização da internet já supera o da TV por assinatura em mais de 40%, segundo dados do Ibope.
[2] A IBM está desenvolvendo softwares capazes de analisar vastos bancos de dados produzidos em tempo real e projetar tendências nos mais diversos setores, como ocorre hoje nos mercados financeiros. De certa forma, as interações entre marcas e pessoas podem ser consideradas também como “cotações”, que agrupadas em vastos números permitem extrapolar comportamentos agregados. Recentemente, o Google anunciou investimentos na Recorded Future, empresa que se propõe a desenvolver serviço similar (www.recordedfuture.com).
Fonte: HSM Online

Como tirar vantagem substancial com a Copa do Mundo?

Por João Paulo Lara de Siqueira

Usando a criatividade e um bom conhecimento de seu público-alvo, qualquer segmento pode se valer deste megaevento.
 
Entre os integrantes do composto de marketing – os famosos 4 Ps, o composto promocional é o que deve receber mais atenção das empresas com a aproximação da Copa do Mundo de Futebol. A proximidade da Copa altera substancialmente o ambiente de marketing em pelo menos duas frentes: em uma delas, os consumidores tendem a ficar mais sujeitos aos apelos da emoção e a concentrar sua atenção no futebol em detrimento de assuntos mais racionais, como a avaliação da real necessidade de uma compra ou a capacidade de poder pagar um financiamento. Por outro lado, as empresas concorrentes costumam aumentar seus gastos em comunicação e se não houver uma reação, há o risco de se algumas ficarem para trás.

Porém, a grande pergunta para as empresas é: como tirar vantagem substancial com a Copa do Mundo? Para alguns pode parecer que apenas segmentos específicos são beneficiados, como é o caso dos fabricantes de televisões, que têm um enorme aumento de demanda. Mas, na verdade, qualquer empresa ou produto pode se valer deste megaevento esportivo – e de outros semelhantes – para aumentar suas vendas, usando a criatividade e um bom conhecimento de seu público-alvo.

Vejamos alguns exemplos: um varejista pode atender os interessados em televisores oferecendo pacotes que incluam aparelhos de DVD Blu-Ray ou de TV a cabo. Produtos de compra repetitiva, como sabonetes ou determinados alimentos, podem oferecer dentro de suas embalagens figurinhas de jogadores que completam um álbum. E postos de gasolina podem dispor de bandeirinhas com as cores da seleção para quem encher o tanque. 

Mesmo produtos supostamente sisudos, como um computador, podem entrar no espírito das promoções, como bem mostrou a empresa Dell, que colocou à venda um modelo de notebook com uma antena de TV digital e um adesivo com as cores nacionais na tampa, que pode ser removido após a Copa.

Há outras promoções, como o caso das figurinhas, que, por envolverem nomes de jogadores ou a própria CBF, necessitam de contratos, que naturalmente têm um custo. Mas outras, como as bandeirinhas ou o adesivo no computador, que, por não se referirem a ninguém especificamente, podem ser comercializadas de forma mais livre.

E se algumas promoções visam diretamente a aumentar a venda, como todos os exemplos mencionados, outras buscam trazer benefícios para imagem da empresa ou instituição, como faz a Gillete patrocinando a seleção brasileira. Em todos os casos, entretanto, o importante é lembrar que deve haver um alinhamento entre o produto (ou empresa), o público-alvo e o conteúdo da promoção. Um fabricante de vídeo games pode promover o lançamento de um novo jogo de futebol para crianças. Já uma revista esportiva, dirigida ao público adulto, pode lançar um conjunto de pôsteres com garotas-símbolo de cada seleção.

E finalmente, com relação à preocupação – justificável é claro – do Brasil não ser campeão, deve-se lembrar, em primeiro lugar, que quanto mais longe a seleção canarinho chegar na Copa, mais terá durado a promoção e seus efeitos. E, em segundo lugar, que uma associação dos torcedores dos produtos da empresa com um eventual mau resultado pode ser resolvida por meio de um plano de comunicação pré-definido, que pode tanto buscar valorizar aspectos positivos da campanha de 2010, como preparar o terreno para a Copa de 2014.
Fonte: HSM Online

20100529

A seleção canarinho e as marcas corporativas

Por Jaime Troiano


Como no caso da Seleção, as marcas corporativas foram feitas para durar muito. Se possível, quase para sempre.
 
Pode parecer apenas uma metáfora ingênua e oportunista. Afinal, não se fala de outra coisa nestes meses. Mas não é nem oportunista e muito menos ingênua. A relação entre a nossa Seleção e as marcas corporativas é total. 

Nós sabemos como as marcas corporativas, transcendendo as marcas de produto, deixaram de ser somente figurantes, passaram a ser fortes coadjuvantes e hoje são protagonistas nas comunicações e relações das organizações com seu mercado e stakeholders.

Aí vão algumas razões para demonstrar a autencidade desse paralelo entre as marcas corporativas e nossa Seleção.

1. Longevidade - Como no caso da Seleção, as marcas corporativas foram feitas para durar muito. Se possível, quase para sempre. Elas presenciam a entrada e saída de marcas de produto, que têm uma existência normalmente muito mais curta. Nossos craques também. Há muito tempo o Bellini levantou nossa primeira taça. Depois Mauro, Carlos Alberto, Dunga e Cafú. Ao longo desse período, a Seleção continuou nos orgulhando com outros craques.

2. Paternidade - As marcas corporativas dão “paternidade” e orgulho para os produtos que operam sua bandeira. Não é à toa que cresceu tanto a expressão das marcas corporativas nas comunicações de produto. Há muitos exemplos disso. Talvez o da Unilever seja o mais paradigmático nos últimos tempos. Como um produto que recebe o U corporativo em sua embalagem, os jogadores que são chamados para a seleção também são apadrinhados pela camiseta canarinho. Quando perguntaram uma vez a um jogador menos conhecido na época se gostaria de jogar na seleção, ele respondeu: “Mas quanto  eu vou ter que pagar?”

3. Individualidade - As marcas corporativas não eliminam a individualidade das marcas de produto. Em qualquer portfólio de produtos, dentro de uma empresa, é a coisa mais natural e desejável do mundo que os produtos tenham sua própria personalidade e contribuam de forma planejada para os resultados do conjunto. A última coisa que se  espera de um portfólio de produtos e marcas é uma desastrosa canibalização entre eles. Com a nossa Seleção é exatamente a mesma coisa. Robinho e Lúcio sabem que um não é capaz de fazer tão bem o que o outro faz. Acomodar as habilidades desses garotos num todo harmônico sempre foi a principal virtude dos grandes técnicos. O saudoso Telê Santana talvez tenha sido o grande mestre nessa virtude, mesmo sem ter ganho a Copa de 82.

4. Qualidade - Alguém conhece alguma marca corporativa que desfrute de prestígio, porém com um portfólio de produtos de qualidade questionável ou ruim? Eu não! É uma contradição em termos. Nos estudos que realizamos anualmente para a revista Época Negócios, as marcas corporativas de maior prestígio têm sido: Nestlé, Natura, Correios, Petrobrás, J&J, Volkswagen entre outras. A qualidade dos produtos e serviços é o pressuposto de empresas com marcas corporativas com reputação. Seleções não vão a lugar nenhum com jogadores pernas-de-pau. Mesmo grandes técnicos não conseguem essa milagrosa transmutação. Ou seja, qualidade é o price-of-entry de qualquer marca corporativa respeitada. Não há comunicação que cure a falta de qualidade de seus produtos. 

5. Humildade - Quantas e quantas organizações não têm caído na armadilha das disputas internas entre unidades de negócios, entre as marcas de mais brilho versus as menos expressivas no mercado? Não é nada estranho que batalhas internas drenem a força do conjunto e o resultado final da empresa, representada pela marca corporativa como um todo. Isso os faz lembrar de algo semelhante em nossa Seleção? Quantas e quantas vezes não ouvimos coisas do tipo: temos um grupo de grandes craques, mas eles não constituem uma equipe. As “marcas” individuais, os jogadores manifestam seu brilho próprio mas precisam se submeter a estratégia do portfólio, isto é, da Seleção. 

Longe de mim ignorar o peso fundamental das marcas de produto! Aliás, há dois meses, eu discuti nesta coluna como elas não podem ser substituídas pelas marcas corporativas. Todavia, mais importante do que qualquer uma das duas instâncias (marca de produto e marca corporativa) individualmente é a química entre elas. Como no caso da Seleção, somente a camiseta canarinho não ganha o jogo. Assusta o adversário, mas não ganha. E o inverso também: só um amontoado de craques não cria uma Seleção e nem levanta a taça.
Fonte: HSM Online