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20100730

Rede social do Google não será cópia do Facebook, diz executivo

 Google teria investido 100 milhões de dólares no criador do FarmVille (Divulgação)

“O mundo não precisa de uma cópia da mesma coisa”, disse Eric Schmidt.
O novo projeto do Google baseado em redes sociais não será uma cópia do Facebook, de acordo com Eric Schmidt, CEO do gigante das buscas. Em entrevista ao The Wall Street Journal, o executivo não confirmou detalhes sobre o serviço, mas afirmou que “o mundo não precisa de uma cópia da mesma coisa”.

De acordo com rumores divulgados por Kevin Rose, CEO da rede de promoção de links conhecida como Digg, a rede – apelidada de “Google me” – deve competir diretamente com o Facebook, principalmente na área de jogos casuais.

Recentemente, representantes do Google conversaram com empresas de games como a Playdom, e a Electronic Arts. Rumores também apontam um investimento de 100 milhões de dólares na Zynga, criadora do jogo social FarmVille.

Essa não seria a primeira tentativa da companhia junto às redes sociais. Em janeiro de 2004, o Orkut foi lançado como um projeto independente de comunidades baseado em convites. O projeto fez sucesso no Brasil e na Índia, mas foi praticamente ignorado no resto do mundo. Desde então, o Google lançou outros sites e serviços, como o Wave, o Buzz e o Profile, mas nenhum deles conseguiu fazer tanto sucesso quanto o Facebook, fundado por Mark Zuckerberg também em 2004.

Fonte: Veja | Vida Digital

Por que há tanto interesse nos jogos sociais

A Disney e a EA compraram desenvolvedoras de jogos sociais. O Google conversa com essas empresas para lançar um novo serviço. O que há de tão especial nesses programinhas?
 FUTURO: O jogo Social City (foto) é o mais popular da Playdom no Facebook. Agora com a Disney, poderemos ver jogos com o Mickey Mouse, o Pato Donald ou o Homem-Aranha
Por Renan Dissenha Fagundes
Quem usa o Facebook provavelmente já se deparou no site com alguma menção ao FarmVille, ou ao Mafia Wars, ou a algum outro game social. Esses joguinhos são simples, rodam no perfil do usuário na rede social e servem para interagir com os amigos. Embora algumas pessoas considerem eles perda de tempo, os jogos sociais são extremamente populares: o FarmVille tem 59 milhões de usuários ativos (já teve 83 milhões) e outros 21 games têm mais de 10 milhões de usuários ativos. Além de ajudarem a explicar o sucesso do Facebook, os jogos sociais se tornaram uma opção para a indústria do entretenimento.

Duas das maiores produtoras de jogos sociais foram compradas recentemente por grandes companhias. Em novembro de 2009, a Electronic Arts - dona de títulos clássicos de videogames e computador como Fifa, Need for Speed e The Sims - comprou a desenvolvedora Playfish por US$ 275 milhões. Agora, na terça-feira (27), a Walt Disney anunciou a compra de outra produtora de games sociais, a Playdom, por US$ 563,2 milhões. Com dois anos de existência, a Playdom é a dona do jogo mais popular do MySpace e é a quarta em popularidade no Facebook.

O que permitiu o surgimento dessa indústria foi o crescimento massivo das redes sociais. O Facebook, por exemplo, é um mercado de 500 milhões de pessoas. Depois, os jogos sociais conseguiram transformar usuários de internet em jogadores - mesmo aqueles que nunca haviam jogado em nada: nos Estados Unidos quase 60% dos usuários do Facebook jogam algum desses games. Mas isso sozinho não explica por que há tanto interesse financeiro nessas empresas. O mais importante é: além do número alto de usuários, e apesar de seus jogos serem gratuitos, as desenvolvedoras de games sociais são lucrativas.

Só nos EUA, o mercado de games sociais foi de US$ 700 milhões em 2009. A Playdom faturou US$ 50 milhões no ano passado. Cerca de 75% desse valor veio da venda de produtos virtuais para os jogadores: metralhadoras que ajudam a matar seus inimigos ou ferramentas que te fazem um fazendeiro melhor. Nesse campo, ninguém bate a Zynga, dona de seis dos 10 jogos mais populares do Facebook, incluindo o FarmVille - por mês, mais de 200 milhões de pessoas jogam os games da empresa. A Zynga arrecadou US$ 250 milhões em 2009 quase só com venda de produtos virtuais, e esse número deve subir para US$ 450 milhões em 2010, o terceiro ano de existência da Zynga.

Até o Google já começou a se interessar por esses programinhas. Há rumores de que empresa investiu algo entre US$ 100 milhões e US$ 200 milhões na Zynga. Segundo o Wall Street Journal, o Google estaria tendo conversas com desenvolvedoras de games sociais - incluindo a Zynga, a Playfish da EA e a Playdom - para criar uma rede social que possa concorrer com o Facebook. O CEO do Google, Eric Schmidt, não confirma a existência do projeto. Mas quando o WSJ perguntou se um novo serviço hipotético do Google se pareceria com o Facebook, Schmidt afirmou que o “mundo não precisa de uma cópia da mesma coisa”. Schmidt afirmou, entretanto, que uma parceria com a Zynga será anunciada em breve.

Para empresas como a Disney e a EA, a compra dessas produtoras é uma abertura para um novo público. O CEO da Walt Disney Company, Robert A. Iger, afirmou depois da compra da Playdom que o negócio faz parte da estratégia da Disney de investir em empresas que possam apresentar o conteúdo da Disney “de uma forma criativa e atraente para uma nova geração de fãs nas plataformas que eles preferem". A Walt Disney Company é dona de marcas como Marvel e ESPN. A Electronic Arts já se beneficia disso: um jogo social usando a marca EA Sports Fifa já tem quase 5 milhões de jogadores.

Independentemente da plataforma - no Facebook, em um possível novo serviço Google, em aplicativos para iPhone e iPad - os jogos sociais já fazem parte do futuro do entretenimento na internet. "Estamos diante de uma oportunidade única para transformar a maneira como as pessoas de todas as idades jogam com seus amigos através de dispositivos, plataformas e fronteiras geográficas", afirmou o CEO da Playdom, John Pleasants, ex-funcionário da Electronic Arts, depois que a Playdom foi comprada pela Walt Disney Company. 

Fonte: G1 | Época