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20111021

Vamos ouvir Google Music?


Google lança loja online de música na Internet.
Empresa lança sua própria loja de música na Internet, o Google Music. Após muitas especulações, o jornal New York Times informou o lançamento. Esse novo serviço estará disponível dentro das próximas semanas para os usuários dos Estados Unidos.
A criação do Music, a loja de músicas online do Google, foi complicada pela dificuldade da empresa na negociação com as gravadoras, que tinham grandes preocupações que o serviço pudesse facilitar a pirataria de conteúdos.
O Google Music permite que os usuários possam fazer downloads ou reproduzir as músicas via streaming. E o principal diferencial serão os recursos disponíveis para sincronização de músicas com aparelhos com o sistema Android.
Ainda não há previsão para a chegada do serviço no Brasil, embora seu lançamento seja um grande acontecimento no mercado de música digital.



Fonte: Lazer Tecnologia


20110819

Google testa sistema que acaba com troca de páginas nas buscas

'Scroll infinito' atualiza os resultados ao rolar a página para baixo. Sistema similar é usado no Facebook e no Twitter.

O botão 'show more results' (mostre mais resultados) substitui as páginas com mais resultados de buscas no Google (Foto: Reprodução)

O Google implementará em sua página de buscas um sistema que acaba com a necessidade de se trocar de páginas enquanto se realiza uma pesquisa. Chamado de "scroll infinito", o usuário consegue atualizar os resultados apenas rolando a página do site para baixo.

O sistema dispensa a necessidade de se clicar em uma nova página na opção "Gooooooogle", localizada na parte inferior do site. Em vez disso, aparecerá uma opção "mostre mais resultados", que serão apresentados abaixo deste botão.

O "scroll infinito" já é usado pelo Google na busca de imagens e sites como Twitter e Facebook utilizam sistema similar para que o usuário encontre publicações mais antigas de quem ele segue ou de seus amigos.
A companhia ainda está testando o novo sistema e ainda não tem previsão para que a novidade seja implementada nas buscas.

Fonte: G1
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20110318

Marketing digital – investimento necessário para as empresas

Muitas empresas têm investido de forma equivocada neste mercado

Por Simone Arrifano
 
Marketing Digital: esta é a nova onda no segmento de comunicação no Brasil que tem gerado empregos com altos salários, em virtude da falta de profissionais capacitados para esta função. As redes sociais como o Facebook, LinkedIn, Youtube e, principalmente o Twitter, são hoje ferramentas estratégicas para pequenas, médias e grandes empresas aumentarem ainda mais seu lucro.

Além disso, aparecer com destaque no Google, maior site de busca do mundo, também é o desafio das empresas que a cada dia têm investido pesado em SEO (Search Engine Optimization) e SEM (Search Engine Marketing), links patrocinados, sites otimizados, entre outras ferramentas que agregam valor à comunicação como uma importante arma para se diferenciar neste mercado cada vez mais competitivo no mundo globalizado.

Entretanto, muitas empresas têm investido de forma equivocada neste mercado digital. Não basta apenas otimizar seu site com uma linguagem que "agrade" ao Google, que é muito mais inteligente do que pensamos, e investir milhares de reais em links patrocinados. A expressão de ordem neste quesito para se obter sucesso é "conteúdo relevante".

Quanto mais informação relevante tiver no site da sua empresa e nas suas redes sociais, mais chance ela terá de aparecer na primeira página do Google, sem necessariamente investir em link patrocinado, ou seja, prender a atenção do seu potencial cliente no seu site por o máximo de tempo possível.

Neste sentido, o Google também vem revolucionando o papel do jornalista, mais especificamente, do assessor de imprensa, que é uma peça chave neste quebra-cabeça tecnológico, principalmente quando o assunto é conteúdo. Hoje há no mercado diversos cursos de SEO voltados para este profissional.

As empresas de assessoria de imprensa mais do que divulgar e garantir que seus clientes estejam na mídia de forma espontânea, precisam ter alguns cuidados na hora de elaborar o material divulgacional (seja para a imprensa ou para as redes sociais da empresa), como usar palavras-chaves no título, no texto, utilizar links, créditos, entre outros, que tragam ainda mais visibilidade para seu cliente na internet.

É preciso que o assessor de imprensa pense da seguinte maneira: se eu fosse procurar pelo serviço/produto que meu cliente oferece como eu realizaria a busca na Internet?

Entretanto, esta é uma realidade ainda distante das assessorias de imprensa e uma das principais dificuldades para os profissionais da área. É preciso pesquisar as palavras-chaves mais usadas, antes de escrever um texto e publicá-lo de acordo com os desejos do Google.

Este é um serviço diferencial que agrega valor ao trabalho do assessor de imprensa, afinal gera mais visibilidade para o cliente. Além disso, para quem contrata uma empresa de assessoria de imprensa é fundamental verificar se o site da mesma é atualizado constantemente, com o material divulgado dos clientes, as matérias publicadas e toda e qualquer informação que agregue conteúdo.

Sendo assim, quer investir em Marketing Digital? Então, lembre-se no processo como um todo, otimização, palavras-chaves filtradas, assessoria de imprensa especializada e muito conteúdo, assim o sucesso é garantido. Faça do Marketing Digital o seu cartão de visita, afinal nem todos os seus potenciais clientes sabem que sua empresa existe e a Internet é o ponto chave da lucratividade.

Simone Arrifano – jornalista, diretora da Marsi – Assessoria de Imprensa & Comunicação, especializada em Search Engine Optimization (SEO) para jornalistas (simone@marsicomunicacao.com.br).

Fonte: Portal Administradores

20110113

Google apoia livre acesso a obras digitalizadas em bibliotecas públicas


A gigante da internet Google mostrou nesta quarta-feira seu apoio ao estudo impulsionado pela Comissão Europeia (órgão executivo da União Europeia) sobre a necessidade de digitalizar a herança cultural europeia, e assegurou que o acesso às obras que escaneia em colaboração com bibliotecas públicas é livre para todos os internautas.

"O relatório é uma contribuição à discussão sobre a digitalização e ressalta a importância de aumentar o acesso à herança cultural, algo que a Google apoia durante muitos anos", indicou o porta-voz da companhia americana em Bruxelas, Al Verney à Agência Efe.

Segundo afirmou, a Google "garante que os usuários poderão acessar gratuitamente os livros de domínio público disponível através de sua ferramenta Google Books e das páginas web das bibliotecas associadas".

Por último, afirmou que a empresa apoia e trabalha em iniciativas público-privadas de digitalização, e que as bibliotecas com as quais colaboram podem igualmente ajudar no projeto europeu Europeana - que pretende ser o maior arquivo cultural digital da Europa -, algo que já fez a Universidade de Gent, na Bélgica.

O relatório em questão, publicado nesta semana pela Comissão Europeia, reforça a importância de disponibilizar as obras europeias e faz algumas recomendações, como por exemplo, limitar o tempo de monopólio dos volumes digitalizados para sete anos.

Fontes da Google consultadas pela Efe afirmam que a companhia já reduziu de 25 para 15 anos seu monopólio sobre as obras que digitaliza através de acordos com bibliotecas, e destacaram que o assunto "faz parte" das negociações que a empresa mantém com esses organismos públicos.

Fonte: Agência Efe

20101223

Feliz Natal 2.0

20101222

Google é processado por mostrar imagens de roupas íntimas


Uma mulher japonesa está processando o Google por ter mostrado no Google Street View imagens de suas roupas íntimas penduradas no varal.

Apesar de a imagem ter sido retirada do site, a mulher ainda mantém a ação, no valor de aproximadamente US$ 7.000, contra o site.

"Eu poderia entender se fosse mostrada apenas a foto de fora do apartamento, mas mostrar as roupas de baixo de uma pessoa pendurada no varal é errado", disse a mulher.

Ela também afirma que sofre de transtorno obsessivo-compulsivo e que ver a foto agravou essa condição, pois ficou com medo de estar sendo observada a cada instante.

Fonte: Folha de São Paulo

20101121

A nova geração de empresas de internet

Conheça empreendedores de companhias pontocom brasileiras que estão criando negócios promissores e despertando a atenção dos investidores
Por Bruno Galo


No final de década de 90, no período conhecido como o boom de internet, as companhias pontocom surgiam como se fosse por geração espontânea. Irrigadas com capital farto, tinham planos de negócios ousados e o sonho de abrir o capital na Nasdaq, a bolsa eletrônica dos EUA.

A explosão desta bolha trouxe a maioria dessas empresas à dura realidade. Agora, uma nova geração de companhias de internet está surgindo. E o cenário no Brasil nunca esteve tão propício.

Hoje, existem cerca de 40 fundos de investimentos de capital de risco no País, com cerca de US$ 2,5 bilhões em ativos sob gestão, de acordo com levantamento do Centro de Estudos em Private Equity e Venture Capital da FGV-EAESP.

“O Brasil tradicionalmente sempre foi um exportador de commodities, mas uma nova leva de empresas pode mudar isso”, diz Robert Binder, coordenador da Associação Brasileira de Private Equity & Venture Capital.

Nos últimos meses, representantes de alguns dos maiores fundos do mundo visitaram o País. Um deles, o Atomico Ventures, do criador do Skype, Niklas Zennström, já abriu um escritório em São Paulo e planeja tornar-se sócio das chamadas startups brasileiras.

Outros fundos devem seguir o mesmo caminho. “O Brasil entrou definitivamente na rota dos maiores fundos de capital de risco do mundo”, afirma Binder. Conheça cinco empresas brasileiras que estão transformando as áreas em que atuam, dão resultado e despertam a atenção de investidores.

Detetive virtual

Ser convidado a mostrar seu trabalho em um encontro de desenvolvedores do Google é um dos sonhos de uma empresa de tecnologia. Em maio, a Predicta, especializada no comportamento do consumidor na web, foi a única companhia brasileira a participar de uma conferência global do gigante das buscas em São Francisco, nos Estados Unidos.

Ela foi apresentar o BTBuckets, uma ferramenta que é uma espécie de detetive virtual e captura todos os passos de um usuário quando ele navega na internet. Com isso, o dono do site pode entender o comportamento do internauta, para oferecer publicidade ou até mesmo conteúdos mais adequados. Mais de três mil empresas, entre elas gigantes como Unilever, Pfizer, Motorola e Santander, espalhadas por 100 países, usam a ferramenta da Predicta.


Walter Silva, da Predicta: ferramenta de audiência é usada por grandes empresas em mais de 100 países



“Ela é a estrela do nosso portfólio”, afirma Walter Silva, sócio-fundador e diretor financeiro da empresa. Com dez anos de estrada, a Predicta entrou no radar dos fundos de capital de risco. Chama a atenção dos investidores o seu crescimento de 40% ao ano desde 2005.

A receita prevista para este ano é de R$ 22 milhões. Atualmente, a empresa está em negociações avançadas com o fundo FIR Capital para um aporte de US$ 20 milhões, que avaliaria a Predicta em cerca de US$ 55 milhões.

Nada mal para uma companhia que nasceu para vender ingressos pela internet, migrou para a venda de publicidade até finalmente encontrar o seu filão no desenvolvimento de software e serviços de análise do comportamento online dos internautas.
Buscas corporativas

O Google é a referência da área de buscas. Mas a upLexis, uma pequena empresa brasileira, está crescendo em um segmento que o gigante americano ainda não domina: as buscas corporativas.

Ela desenvolveu uma tecnologia capaz de interpretar uma grande massa de dados disponíveis na web e retornar resultados tão rápidos quanto a caixa de buscas do Google. O robô de busca varre desde documentos públicos, como processos judiciais, até todo o Diário Oficial.

João Marcelo, da upLexis: empresa descobriu um filão que o Google pouco explora e com seu sistema de busca corporativa conquistou dois mil clientes

“Proporcionamos inteligência para negócios”, diz o fundador e responsável por tecnologia da empresa, João Marcelo Alcoverde. Atualmente, a empresa tem mais de dois mil clientes, a maior parte bancos e seguradoras, como o Bradesco, que usam a ferramenta para fazer pesquisas sobre créditos, disputas na Justiça e lavagem de dinheiro em bases de dados públicas, mas difíceis de serem acessadas ou entendidas.

A Nestlé e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também usam a solução da empresa. A companhia, que prevê um crescimento de 50% em 2010, recebeu recentemente aporte da Allegro Participações, holding brasileira que tem mais de 12 negócios no País e atua em diversos setores da economia.

Vídeo na web

Foi um inesperado temporal que mudou os rumos da mineira Samba Tech. Fundada em 2005, a empresa atuava como intermediária entre desenvolvedoras internacionais de jogos para celular e as operadoras de telefonia móvel no Brasil. “Sentíamos que precisávamos sair desse negócio de revendedor”, lembra Gustavo Caetano, sócio-fundador e CEO da empresa.

A solução desse impasse veio em 2007, em um encontro inesperado com um indiano, diretor do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos EUA, um dos principais polos mundiais de pesquisa em novas tecnologias. Ele sugeriu que a empresa participasse de um programa do instituto.

Gustavo Caetano, da Samba Tech: com aporte de R$ 5 milhões, ele mira o mercado internacional

Com a consultoria gratuita, a empresa entrou na área de vídeos online. Seu diferencial: não é preciso instalar nada. Tudo ficava armazenado em computadores da empresa espalhados pelo mundo no modelo de tecnologia conhecido como computação em nuvem.

Em 2009, a Samba Tech conquistou aporte de R$ 5 milhões do fundo brasileiro FIR Capital. O faturamento deve chegar aos R$ 10 milhões em 2010. Dos dez maiores grupos de mídia nacionais, oito usam a tecnologia da empresa. Ela também tem clientes na área de comércio eletrônico e ensino a distância. “Nosso objetivo agora é internacionalizar”, diz Caetano.

Seu dinheiro de volta

“Se fosse bom, alguém já tinha feito.” Era exatamente com essa frase que André Monteiro e Bruno Medeiros, ambos paranaenses, eram recebidos pelos investidores brasileiros ainda em 2008. Provar que um modelo de negócios pioneiro, como o Compra3, poderia dar certo foi o grande desafio desses empreendedores.

A ideia da dupla: criar um sistema em que os usuários recebem de volta até 25% do dinheiro na compra de um produto. Quanto mais pessoas comprarem aquele item no mesmo mês, maior o valor do reembolso aos clientes. Hoje, o portal brasileiro reúne mais de um milhão de produtos oferecidos por varejistas como Americanas, Fnac, Walmart, Ponto Frio e Sacks.

André Monteiro, da Compra3: ele teve que provar que seu modelo inovador e pioneiro podia dar certo


A ideia só foi para a frente quando eles conheceram Michael Nicklas, um economista norte-americano com passagem pela IBM e Disney, que escolheu o Brasil para investir. Com Nicklas e seu fundo Socialsmart Venture a bordo, eles levantaram R$ 2 milhões e puderam dar início ao site.

No ar desde meados de 2009, o site espera fechar o ano com um milhão de usuários cadastrados, contra 100 mil do início do ano. “Estamos otimistas quanto às chances de expandir nosso modelo para outros países”, diz Medeiros.

Adeus às locadoras

A grande estrela de 2010 da bolsa eletrônica Nasdaq, que reúne empresas de tecnologia e internet nos EUA, é a locadora online Netflix. Desde o começo do ano, o valor de mercado da companhia triplicou e superou os US$ 8 bilhões.

No Brasil, quem tem um modelo semelhante é a NetMovies, que prevê crescimento de sua receita em 350% em 2010. O faturamento deve romper os R$ 50 milhões neste ano. Fundada em 2004, ela nasceu da frustração de seu fundador e CEO, Daniel Topel, hoje com 35 anos.

Daniel Topel, da Netmovies: locadora online usa frota de motoboys para levar DVDs e Blu-rays diretamente à casa dos seus clientes


Ele queria assistir a filmes com mais conforto e menos trabalho. Bolou um intrincado modelo de logística cuja ponta é representada por motoboys que entregam os envelopes com os DVDs na casa dos clientes. “Nosso sistema permite um nível de eficiência e rentabilidade maior que o da concorrência”, afirma Topel.

Desde 2006, a NetMovies tem entre seus sócios a holding Ideiasnet, que reúne empresas de tecnologia. O dono da EBX, Eike Batista, tem participação nela. Forte aposta do grupo, a locadora online recebeu aporte de R$ 4,5 milhões no início deste ano. O próximo passo da empresa é a ampliação do acervo de filmes para serem assistidos online.

Fonte: Revista Isto É Dinheiro

20101117

Google agora recomenda lugares na cidade

Por Rafael Cabral
O Google anunciou na segunda-feira, 15, um novo serviço de geolocalização, o Hotpot, uma ferramenta que recomenda lugares (comércio e serviços nas cidades) com base no seu perfil do Gmail e nas avaliações positivas dos seus contatos.
Ele funciona agregado aos serviços do Google Maps e Places e foi desenvolvido, principalmente, para ser acessado em smartphones equipados com o sistema operacional Android, mas o sistema também funciona pelo computador. Ao entrar na sua conta geral do Google pelo celular, o Hotpot rastreia o local onde você está e oferece algumas sugestões.


Ainda não são muitas as recomendações de São Paulo (Imagem: Reprodução)

A interface é bastante similar a outros serviços da empresa, com uma caixa de buscas no topo. Lá, você pode pesquisar por lugares específicos e ver a qualificação deles. Os seus votos pró e contra aparecem em um destaque e contam na avaliação do comércio. Se quiser, você pode criar um perfil separado para o Hotpot, que não vale para os outros sites do Google — só os seus amigos poderão ligar o seu nome lá ao seu e-mail.
Por enquanto, o Hotpot está no ar apenas em inglês, e será liberado para outras línguas e países aos poucos.

Fonte: Estadão

20100922

O grande erro das redes sociais

Por Ricardo Lacerda
Está na hora de as empresas monitorarem o que as pessoas comentam sobre marcas em redes sociais. É o que afirma o especialista em marketing digital e diretor da Agência Publiweb, Conrado Vaz, que nesta quarta-feira desembarca em Porto Alegre para ministrar um workshop sobre o assunto. “As redes podem atingir uma enorme quantidade de pessoas, mas as empresas não são capazes de detectar esses dados porque não se preocupam com eles”, alerta Vaz. Nesta entrevista, ele conta por que as marcas ainda têm tanta dificuldade para se adaptar às particularidades das redes sociais e garante: por enquanto, nenhuma marca utiliza plenamente o potencial do Twitter. Confira:

Recentemente, AMANHÃ publicou uma reportagem mostrando que as marcas estão “perdidas” no ciberespaço. Você concorda?
Vejo que não só as marcas, mas as próprias empresas estão perdidas. O modelo mudou do monólogo para diálogo. O discurso de colocar o consumidor no centro de toda a ação agora é uma exigência. O problema nesse aspecto é que as empresas, as faculdades e, principalmente, as agências não prepararam seus modelos de negócio para essa mudança. O consumidor quer interatividade, mas as agências ainda aconselham seus clientes a impor a comunicação onde o consumidor estiver – independente de ele querer isso ou não. Os consumidores querem se relacionar com suas marcas, só que elas não sabem como gerir esse relacionamento.

Quais são os erros que levam as empresas a manter esse descompasso com o comportamento do consumidor?
Um deles é achar que a mídia de massa gera o tipo de relacionamento que os consumidores querem. Quando o consumidor entra na internet, ele lê nos fóruns a opinião sobre cada marca e descobre aqueles problemas que não aparecem na propaganda – e aí o investimento de milhões vai por água abaixo. Não se pode mais achar que uma mentira contada dezenas de vezes no horário nobre se transforma em verdade. Era assim na época que o consumidor não tinha nenhuma opção. A TV era sua grande fonte de informação e, diante disso, tudo que era falado nela tinha credibilidade. Hoje, o consumidor quer se relacionar com as marcas, quer descobrir o que é bom e o que não serve, quer pesquisar preços, compartilhar informações com seus amigos e exercer sua atividade no mercado.

O que são as “redes submersas” de comunicação e por que as empresas devem prestar atenção nisso?
Quando você fala com um amigo seu pelo MSN sobre um produto, posta em um blog uma opinião negativa sobre uma empresa ou começa um movimento para assinar um projeto como o "Ficha Limpa" pela rede, existe um conteúdo informacional enorme que passa despercebido pelas empresas. Ele pode atingir uma enorme quantidade de pessoas, mas as empresas não são capazes de detectar esses dados. Mas são essas redes submersas – de dados, opiniões, críticas, sugestões de melhoria e outras informações cruciais – que estão fazendo cada vez mais a diferença na taxa de conversão de pessoas que “têm contato com a marca” para pessoas que “compram o produto”. Essas redes são detectáveis e representam uma fonte de dados preciosa para qualquer negócio. É a melhor pesquisa de opinião ou pesquisa de mercado que a empresa poderia ter. E é gratuita.

Hoje, é comum vermos campanhas claramente desenhadas para se tornarem “virais”. No entanto, muitas delas fracassam ou deixam a impressão de que estão “forçando a barra”. Existe alguma característica comum que diferencie o marketing viral bem-sucedido daquele que dá em nada?
As empresas acham que viral é lançar um vídeo engraçado na internet. É muito mais do que isso. As campanhas virais são aquelas que capturam o espírito da época, a necessidade do consumidor, aquilo que ele já queria ler ou fazer. O Obama é um excelente exemplo. Ele é um excelente produto. Após uma política que praticamente quebrou os EUA, surge alguém que representa o contrário daquilo que os americanos estavam acostumados nos seus últimos 500 anos: um negro democrata defendendo reformas. Praticamente um conto de fadas – algo muito semelhante como que aconteceu na campanha do Beatle, o nosso fusca, nos EUA na década em 1959, com o "Think Small". Tanto o Obama quanto o Think Small foram virais porque tinham excelentes histórias e representavam o que o público queria em termos de mudança. Viral é muito mais do que um vídeo engraçadinho: é capturar o espírito das massas, é ler o consumidor e entender o que ele quer.

Na sua visão, quais são as empresas que exploram plenamente o potencial do Twitter como meio de construção de marca?
Plenamente, nenhuma. A Zappos é um bom exemplo, mas ainda poderia melhorar. O Twitter não é uma ferramenta de propaganda, é uma tremenda ferramenta de relacionamento. A maioria das empresas não vê o correto papel do Twitter porque não entenderam direito nem o que era blog ou qual o princípio que a internet traz em si. Acham que o Twitter é apenas uma ferramenta, quando na verdade ele encerra um novo conceito que tem muito mais a ver com a nossa ansiedade de informação e de imediatismo na comunicação.
Fonte: Revista Amanhã

20100830

Google lança página de busca por atualizações do Facebook e do Twitter

A Google anunciou na última quinta-feira (26/8), um novo recurso de pesquisa em tempo real por atualizações feitas no Facebook e no Twitter. Batizado de Real Time, o site permite que usuários encontrem as últimas mensagens postadas na redes sociais com base em uma frase ou um termo desejado. É possível também filtrar os resultados de acordo com a localização. Por exemplo, encontrando comentários de uma determinada região a respeito de shows ou demais eventos, sem precisar realizar nenhum cadastro.

Ainda é possível que essas atualizações sejam enviadas por email, através do serviço Google Alerts. O usuário pode determinar quantas notificações o internauta deseja receber, se por dia, por semana, ou a cada nova postagem. Com o recurso, pode-se ainda acompanhar, de forma cronológica, todas as conversas que tenham uma mesma palavra ou hashtag. Como o serviço não está ligado a página padrão de pequisa da Google, ao que tudo indica, a companhia pretende que o Real Time seja uma ferramenta voltada mais para usuários avançados.
Fonte: Cidade Marketing

20100805

Google Brasil nas eleição 2010

O Google Brasil anuncia um pacote de ferramentas para facilitar a busca de conteúdos sobre os candidatos na eleição deste ano na web (clique aqui). Uma parceria firmada ainda com a TV Bandeirantes leva ao telespectador o YouTube e o Google Moderator para o Band Eleições, novo programa semanal de eleições da emissora, que pretende aproximar eleitores e políticos.

Via Google Maps, o internauta poderá acompanhar a agenda de viagens dos candidatos e se informar sobre o que cada um está fazendo, graças ao conteúdo do eBand, portal da Band. Já o Google Insights for Search apresenta a número de buscas feitas pelo nome dos principais candidatos.

Os outros aplicativos são o Mapa Histórico, com informações sobre a sucessão de governo nas eleições para governador e presidente desde 1994; e Google News Gadget, onde se pode acompanhar as notícias em rede sobre um candidato específico - seja ele presidenciável ou governadorável. A iniciativa conta ainda com ferramentas (clique aqui) em que os candidatos podem se comunicar os eleitores.

A recém-parceria com a Band prevê conteúdo exclusivo da emissora paulista em seu canal do Youtube. No espaço, os usuários poderão interagir, votando nos seus vídeos favoritos e enviando vídeos e perguntas via Google Moderator, os quais serão utilizados no programa semanal Band Eleições.
Fonte: M&M Online

20100730

Plugin avisa quando usuário envia dados para o Google

 Página da BBC possui AdSense, um dos serviços que fazem parte do leque do Google (Reprodução)

Um plugin chamado Google Alarm, apresentado em Berlim, na Alemanha, durante um evento para programadores, emite um aviso toda vez que os internautas acessam sites monitorados pelo Google. O objetivo do programa é conscientizar as pessoas sobre os dados de conexão que são enviados frequentemente para os servidores do gigante de buscas durante um acesso. 

Jamie Wilkinson, desenvolvedor da ferramenta, é também quem assina o site Know Your Meme, que reúne virais, e o Mag.ma, que agrega vídeos.

O funcionamento do programa é simples: o plugin inspeciona as páginas visitadas e as associa a serviços como Google Analytics, AdSense ou embeds do YouTube. Em seguida, o programa alerta, por meio de um alarme sonoro, o usuário que estiver visitando uma página que permite o compartilhamento de informações com o site de buscas.

Além do aviso, o plugin mostra ainda qual a porcentagem de sites acessados que possuem serviços do Google instalados em sua interface. 

O código do plugin é aberto e pode ser melhorado por programadores de todo o mundo. Para baixar o programa para os navegadores Firefox ou Chrome, basta acessar o blog Free Art and Technology.

Fonte: Veja | Vida Digital

Rede social do Google não será cópia do Facebook, diz executivo

 Google teria investido 100 milhões de dólares no criador do FarmVille (Divulgação)

“O mundo não precisa de uma cópia da mesma coisa”, disse Eric Schmidt.
O novo projeto do Google baseado em redes sociais não será uma cópia do Facebook, de acordo com Eric Schmidt, CEO do gigante das buscas. Em entrevista ao The Wall Street Journal, o executivo não confirmou detalhes sobre o serviço, mas afirmou que “o mundo não precisa de uma cópia da mesma coisa”.

De acordo com rumores divulgados por Kevin Rose, CEO da rede de promoção de links conhecida como Digg, a rede – apelidada de “Google me” – deve competir diretamente com o Facebook, principalmente na área de jogos casuais.

Recentemente, representantes do Google conversaram com empresas de games como a Playdom, e a Electronic Arts. Rumores também apontam um investimento de 100 milhões de dólares na Zynga, criadora do jogo social FarmVille.

Essa não seria a primeira tentativa da companhia junto às redes sociais. Em janeiro de 2004, o Orkut foi lançado como um projeto independente de comunidades baseado em convites. O projeto fez sucesso no Brasil e na Índia, mas foi praticamente ignorado no resto do mundo. Desde então, o Google lançou outros sites e serviços, como o Wave, o Buzz e o Profile, mas nenhum deles conseguiu fazer tanto sucesso quanto o Facebook, fundado por Mark Zuckerberg também em 2004.

Fonte: Veja | Vida Digital

Por que há tanto interesse nos jogos sociais

A Disney e a EA compraram desenvolvedoras de jogos sociais. O Google conversa com essas empresas para lançar um novo serviço. O que há de tão especial nesses programinhas?
 FUTURO: O jogo Social City (foto) é o mais popular da Playdom no Facebook. Agora com a Disney, poderemos ver jogos com o Mickey Mouse, o Pato Donald ou o Homem-Aranha
Por Renan Dissenha Fagundes
Quem usa o Facebook provavelmente já se deparou no site com alguma menção ao FarmVille, ou ao Mafia Wars, ou a algum outro game social. Esses joguinhos são simples, rodam no perfil do usuário na rede social e servem para interagir com os amigos. Embora algumas pessoas considerem eles perda de tempo, os jogos sociais são extremamente populares: o FarmVille tem 59 milhões de usuários ativos (já teve 83 milhões) e outros 21 games têm mais de 10 milhões de usuários ativos. Além de ajudarem a explicar o sucesso do Facebook, os jogos sociais se tornaram uma opção para a indústria do entretenimento.

Duas das maiores produtoras de jogos sociais foram compradas recentemente por grandes companhias. Em novembro de 2009, a Electronic Arts - dona de títulos clássicos de videogames e computador como Fifa, Need for Speed e The Sims - comprou a desenvolvedora Playfish por US$ 275 milhões. Agora, na terça-feira (27), a Walt Disney anunciou a compra de outra produtora de games sociais, a Playdom, por US$ 563,2 milhões. Com dois anos de existência, a Playdom é a dona do jogo mais popular do MySpace e é a quarta em popularidade no Facebook.

O que permitiu o surgimento dessa indústria foi o crescimento massivo das redes sociais. O Facebook, por exemplo, é um mercado de 500 milhões de pessoas. Depois, os jogos sociais conseguiram transformar usuários de internet em jogadores - mesmo aqueles que nunca haviam jogado em nada: nos Estados Unidos quase 60% dos usuários do Facebook jogam algum desses games. Mas isso sozinho não explica por que há tanto interesse financeiro nessas empresas. O mais importante é: além do número alto de usuários, e apesar de seus jogos serem gratuitos, as desenvolvedoras de games sociais são lucrativas.

Só nos EUA, o mercado de games sociais foi de US$ 700 milhões em 2009. A Playdom faturou US$ 50 milhões no ano passado. Cerca de 75% desse valor veio da venda de produtos virtuais para os jogadores: metralhadoras que ajudam a matar seus inimigos ou ferramentas que te fazem um fazendeiro melhor. Nesse campo, ninguém bate a Zynga, dona de seis dos 10 jogos mais populares do Facebook, incluindo o FarmVille - por mês, mais de 200 milhões de pessoas jogam os games da empresa. A Zynga arrecadou US$ 250 milhões em 2009 quase só com venda de produtos virtuais, e esse número deve subir para US$ 450 milhões em 2010, o terceiro ano de existência da Zynga.

Até o Google já começou a se interessar por esses programinhas. Há rumores de que empresa investiu algo entre US$ 100 milhões e US$ 200 milhões na Zynga. Segundo o Wall Street Journal, o Google estaria tendo conversas com desenvolvedoras de games sociais - incluindo a Zynga, a Playfish da EA e a Playdom - para criar uma rede social que possa concorrer com o Facebook. O CEO do Google, Eric Schmidt, não confirma a existência do projeto. Mas quando o WSJ perguntou se um novo serviço hipotético do Google se pareceria com o Facebook, Schmidt afirmou que o “mundo não precisa de uma cópia da mesma coisa”. Schmidt afirmou, entretanto, que uma parceria com a Zynga será anunciada em breve.

Para empresas como a Disney e a EA, a compra dessas produtoras é uma abertura para um novo público. O CEO da Walt Disney Company, Robert A. Iger, afirmou depois da compra da Playdom que o negócio faz parte da estratégia da Disney de investir em empresas que possam apresentar o conteúdo da Disney “de uma forma criativa e atraente para uma nova geração de fãs nas plataformas que eles preferem". A Walt Disney Company é dona de marcas como Marvel e ESPN. A Electronic Arts já se beneficia disso: um jogo social usando a marca EA Sports Fifa já tem quase 5 milhões de jogadores.

Independentemente da plataforma - no Facebook, em um possível novo serviço Google, em aplicativos para iPhone e iPad - os jogos sociais já fazem parte do futuro do entretenimento na internet. "Estamos diante de uma oportunidade única para transformar a maneira como as pessoas de todas as idades jogam com seus amigos através de dispositivos, plataformas e fronteiras geográficas", afirmou o CEO da Playdom, John Pleasants, ex-funcionário da Electronic Arts, depois que a Playdom foi comprada pela Walt Disney Company. 

Fonte: G1 | Época

20100728

Orkut só segue soberano no Brasil – mas até quando?

Por Alexandre Matias

Agora somos só nós. O Orkut era a principal rede social de Brasil e Índia. Agora em julho, foi ultrapassado por lá. A maior rede social indiana é o Facebook. Com o Orkut, agora só o Brasil.

O crescimento do sistema de Mark Zuckerberg impressiona. Ultrapassou seu então arquirrival MySpace em abril de 2008. Encarou uma fila de meses na qual dobrou de tamanho a cada trimestre. Faz uma semana que passou a marca dos 500 milhões de usuários. Se fosse um país, seria o terceiro do mundo atrás de China e Índia. Tem uma população maior do que a dos EUA, Indonésia e Brasil. O Twitter tem 105 milhões e o LinkedIn, 70 milhões. A diferença não é pequena.

O Orkut cresceu 35% na Índia em 2009. O Facebook, 177%. Em maio, havia 19,7 milhões de indianos no Orkut contra 18 milhões no Facebook. Aí o jogo virou. Com a virada veio investimento. A empresa de Palo Alto, Califórnia, expandiu seu escritório em Hyderabad (Índia) e contratou uma equipe de 500 pessoas no mês de junho.

É um escritório grande por dois motivos. Primeiro porque na Índia as línguas são muitas e a intenção é dar suporte em quaisquer idiomas. Mas também porque é a sede do Facebook na Ásia, um continente populoso, diverso e principalmente rico.

Solitários, pois. Agora, a rede social do Google faz sucesso aqui e apenas aqui. No Brasil, em maio, havia 29 milhões de pessoas no Orkut e 8 milhões no Facebook, segundo o site TechCrunch, especializado na cobertura do Vale do Silício. Nessa mesma época, em 2009, o Facebook mal havia passado o primeiro milhão. Há dois anos, estava na casa dos 100 mil. Cresce acelerado.

No Google eles não dizem, mas o Orkut sempre foi uma frustração. Criado com o objetivo de pegar fogo nos EUA, lançado em janeiro de 2004, em menos de um ano foi controlado por brasileiros. Formamos metade de sua população.

Quando o Orkut se disseminou rapidamente pelo Brasil, sites de relacionamento ainda não eram comuns. Serviços como Friendster e Six Degrees eram para iniciados, mas já parecia claro que estourariam um dia.
Ao constatar o rápido crescimento do Orkut por estas bandas, um dos principais pensadores da internet, John Perry Barlow, sugeriu que a socialização talvez fosse mais natural para brasileiros. “Aqui, todo mundo parece se conhecer”, ele dizia. “Você entra num restaurante, passeia na rua, todos estão se cumprimentando a toda hora.”

Barlow estava errado. O comportamento do brasileiro não fazia do País mais propício às redes sociais e o MySpace logo comprovou isto. O Facebook apenas consolida a ideia: somos todos, humanos, bichos sociais. E a internet foi feita justamente para esse tipo de contato.

Essa é uma corrida muito importante para o Google. Onde é que vamos nos informar mais? Será fazendo buscas ou perguntando para nossas redes de contatos? Se o segundo caminho sair vencedor, o Google perde. Sua rede social só vale (por enquanto) no Brasil. Se houver um equilíbrio, o Google terá de dividir sua hegemonia na internet com outras redes – no caso, principalmente com o Facebook.

Em termos de imagem, talvez seja bom. Mark Zuckerberg é a ovelha negra do Vale do Silício. Não esconde sua ambição, aparentemente passou a perna nos sócios iniciais, não parece lá muito preocupado com a informação que pertence a seus usuários. Quer fazer dinheiro, como todos no Vale. A diferença é que o capitalismo por ali tem de vir acompanhado de um sonho, de um ideal. Uma tentativa de melhorar o mundo, nem que seja no discurso. É o que a Apple tem, assim como o Google ou mesmo o Twitter. Zuckerberg não parece se esforçar muito. No contraste, o Google ganha.

Seria uma vitória de Pirro. Hoje, o sistema de busca domina a rede e ninguém quer perder isto. É onde entra o Google Me, sua nova tentativa de entrar nas mídias sociais. Foram muitos os esforços: Orkut, Wave, Buzz, perfis de usuários. Com maior ou menor ambição, o Google luta para reunir as pessoas em seu sistema. Que suas conversas sejam por lá. Ainda não aconteceu. (A não ser que o Brasil conte e, sozinho, neste jogo ele não conta.)

Os rumores são vários, mas em algum momento entre o fim deste ano e o início do ano que vem Google Me virá para brigar com o Facebook. Lá fora, será uma briga difícil. Convencer meio bilhão de pessoas a mudar de comunidade não é trivial.

No Brasil, o caso é diferente. O Facebook está crescendo num ritmo maior do que o Orkut. Se o Google Me entra com algum tipo de sistema de importação com o Orkut, pode estourar. A questão é se o Google quer. O Orkut é o paraíso do spam. É um site considerado difícil de entender por quem nunca entrou nele. Um site fechado e sem jogos, um dos grandes atrativos do Facebook.

Mas alto lá. Há duas semanas, o Google pôs US$ 100 milhões na Zynga, dona do Farmville, principal fornecedora de games do Facebook. A briga começou.

Fonte: Link | Estadão

20100721

Facebook fica entre os piores da web

O American Customer Survey Index 2010 se baseou nos resultados da ForeSee Results, uma empresa que mede a satisfação dos usuários com relação a um site, e concedeu ao Facebook 64 de 100 pontos em uma pesquisa de satisfação do cliente.

A avaliação é uma das piores entre as empresas da categoria mídia social, sendo seguida pelo MySpace, que recebeu um ponto a menos.

O Google, por sua vez, recebeu 80 pontos (7 abaixo do contabilizado em 2009), Wikipédia ficou com 77, seguidos por Yahoo (76) e YouTube (73).

O Facebook também recebeu uma avaliação pior do que os principais sites de notícias internacionais, como o FOXNews.com (82), MSNBC.com (74) e CNN.com (73).

De acordo com o CEO do ForeSee, Larry Freed, a classificação baixa do Facebook foi resultante dos diversos problemas de privacidade pelos quais a rede social passou, além de mudanças frequentes, comercialização e publicidade.

O Twitter não apareceu na lista, pois foi levado em conta que muitos dos usuários do serviço de microblog utilizam aplicativos de terceiros para acessá-lo, o que torna difícil avaliar o retorno dos usuários quanto ao que é oferecido a eles.
Fonte: Olhar Digital

NOVAS MÍDIAS - O fim dos jornais impressos?

O anúncio feito nesta semana sobre a migração do Jornal do Brasil para plataforma totalmente digital reacendeu as discussões sobre a substituição dos meios impressos de comunicação por conteúdos digitais. A partir de setembro, o periódico surgido em 1891, no Rio de Janeiro, e considerada uma das mais tradicionais publicações da imprensa nacional, estará disponível apenas através da internet, mediante pagamento de uma assinatura mensal. Uma das motivações da reformulação consiste na adequação do famoso JB ao iPad e similares.

Diante do fato, opiniões contrastantes surgiram: alguns afirmam que se trata de um caso isolado, decorrente de problemas organizacionais da empresa carioca. Outros, mais apocalípticos, acreditam ser este mais um sinal de que os jornais impressos, assim como livros e conteúdos culturais físicos, não continuarão existindo por muito tempo.

No início do ano, o semiologista e escritor Umberto Eco lançou um livro – em parceria com os franceses Jean Claude Carrière e Jean-Philippe de Tonac, roteirista de cinema e jornalista, respectivamente. Intitulada Não contem com o fim do livro, a obra tem distribuição no Brasil pela Editora Record e é traduzida por André Talles. Nela, os três autores dialogam e sugerem alguns argumentos para mostrar que o papel dificilmente será substituído de forma total por tecnologias digitais.

Rotina e intimidade

Ainda assim, deve-se destacar o surgimento de novos e-readers, que tentam deixar a leitura de formatos digitais mais intimistas e sem os tradicionais inconvenientes, possibilitando que jornais e livros consigam ser acompanhados com conforto no aparelho. O Kindle, da gigante de vendas online Amazon, por exemplo, chama a atenção por sua tela, que não cansa a vista – utiliza uma espécie de tinta que "corre" sobre o visor.

É fato que tentar traçar qualquer tipo de prognóstico sobre um tema cujas influências mudam a cada dia é praticamente impossível. O próprio Umberto Eco, apesar de não acreditar que essa extinção do uso do papel acontecerá tão brevemente, deixa claro sua incerteza: "Tudo pode acontecer. Amanhã, os livros podem vir a interessar apenas a um punhado de irredutíveis que irão saciar sua curiosidade nostálgica em museus e bibliotecas."

De qualquer forma, é interessante observar como no curso de toda a história humana documentada as novas mídias, na maioria dos casos, não substituíram as anteriores. Pode-se dizer que cada tipo de meio de comunicação envolve uma diferente experiência, tanto sensorial quanto social, e que se trata de um agregamento de novas formas de se obter informação e conhecimento. O cinema, por exemplo, não foi substituído pelo surgimento da televisão, dos videocassetes, DVDs e nem mesmo pelos downloads na internet. O ato de ir ao cinema não acontece puramente por questões de entretenimento, mas envolve toda a mística e o fetiche que envolvem uma sessão –o cheiro de pipoca e outras guloseimas, a companhia, a organização do espaço da sala e até o próprio fato de, por muitas vezes, ser um pretexto para sair de casa e esquecer, por algumas horas, os problemas da vida pós-moderna. O mesmo acontece com o jornal impresso e com os livros, que frequentemente extrapolam suas funções comunicativas para serem partes de uma certa rotina e intimidade, de efetivo contato físico. (Quem nunca tomou um café da manhã com um jornal aberto?)

Uma revista em formato de jornal

Essa perda de intimidade pode ser descrita a seguir:"O que ganharemos com esses novos livrinhos brancos e, principalmente, o que perderemos? Hábitos ancestrais, talvez. Certa sacralidade com que o livro foi aureolado no contexto de uma civilização que o instalara no altar. Uma intimidade especial entre o autor e seu leitor que a noção de hipertextualidade irá necessariamente constranger. A ideia de `cercado´ que o livro simbolizava e, justamente por isso, evidentemente, algumas partes de leitura", afirma Tonac, no prefácio de Não contem com o fim do livro.

É inegável que a internet, principalmente por seu caráter colaborativo, é talvez a forma mais rápida de se obter informações sobre fatos relevantes que estão acontecendo no momento da leitura. Também é impossível deixar de afirmar que essa talvez seja a maior revolução e democratização do conhecimento livre da história, se tornando uma ferramenta fantástica. Ainda que grande parte dos leitores dos periódicos tradicionais deixem de acompanhá-los, é possível manter uma base sólida de assinantes, dando ao jornalismo impresso um caráter mais reflexivo, opinativo, denso – com grandes reportagens (tendência que já vem acontecendo desde o surgimento da televisão e do rádio, mas que deve se fortalecer nos próximos anos).

Um bom exemplo é o semanário alemão Die Zeit (O tempo). Em um formato de papel grande para o que estamos acostumados no Brasil, mas comumente utilizado nos países nórdicos, a publicação resiste e mantém a média de 500 mil exemplares vendidos por edição. Talvez a sua vendagem não tenha sofrido quedas devido ao fato de a publicação contar com abordagens densas dos temas considerados mais relevantes na semana, por muitas vezes quase filosóficas, quando há o envolvimento de questões políticas, culturais e comportamentais; atingindo quase o status de uma revista, em formato de jornal. Se esse será o destino de boa parte da mídia impressa, nos resta aguardar.
Fonte: Observatório da Imprensa

Na Copa, uns descansam e outros dão duro. Que o digam Google e Twitter

Todos sabem que o mundo gira mais devagar quando ocorre uma Copa do Mundo – em alguns países mais, noutros menos. Mas quanto? Essa foi a questão que os engenheiros da Google Jeffrey Oldhan e Robert Snedegar tentaram responder. Para tanto, a empresa comparou o volume de pesquisas enviadas para o site de buscas num dia normal com o dos dias em que houve jogos.

E o primeiro dos jogos analisados pela gigante de buscas não poderia ser outro: Brasil x Coreia do Norte. Dentro de campo, nossa estreia na Copa em 15/6 pode não ter sido tão empolgante quanto esperado. Mesmo assim, o volume de pesquisas submetido à Google diminuiu em 60%, aproximadamente, durante a partida, como mostra o gráfico (note que há um pico de acessos justamente entre o primeiro e o segundo tempos).

Como chegamos aos 60%, se a Google não deu números absolutos? Bem, usamos uma aproximação com base em proporções geométricas (ver figura abaixo). Medimos, com uma régua comum, os lados dos retângulos amarelo e verde, e a base e altura do triângulo azul. Calculamos as respectivas áreas (a área amarela será o total de queries em dias normais) e somamos as áreas verde e azul (que representam, juntas, o total de queries no dia do jogo).

A divisão desse número pela área amarela nos dá o quanto ela representa no todo – o Numeralia encontrou 0,415, ou 41,5%. A diferença entre 100% e 41,5%, ou 58,5%, foi a queda em pesquisas que encontramos. Mas lembre-se, é apenas uma aproximação; portanto, 60% surge como uma boa estimativa.
Embora não tenha revelado seus números, a Google se empenhou em ilustrar seu ponto de vista: elaborou um gráfico onde compara essa queda nos acessos em 32 países. O resultado, nas palavras da Google: “O Brasil ficou no topo do gráfico, com uma queda de 50% no número médio de consultas durante as partidas de sua seleção, em comparação com o volume habitual”.

Para quem pensa que parar para a Copa é coisa tipicamente brasileira, uma surpresa: o segundo lugar no gráfico coube à Alemanha e o terceiro, à Holanda – que, não por acaso, tiveram um bom desempenho na Copa, chegando às semifinais. A surpresa do gráfico é a Coreia do Sul, que ocupou o quarto lugar em queda de volume de buscas – e isso apesar do fuso horário que fazia alguns jogos serem transmitidos às três e meia da manhã (hora local).

E o Twitter? Ao contrário da Google, foi durante os jogos que o microblog enfrentou seus maiores picos de audiência – e que colocaram seus servidores várias vezes à prova, especialmente na última partida, Espanha x Holanda, em 11/7. “A final da Copa do Mundo representou o mais longo período de atividade permanente sobre um único evento em toda a história do Twitter”, admitiu a empresa em seu blog.

Durante a partida que deu o primeiro título mundial à Espanha, a atividade no Twitter foi muito maior que a média, afirmou a empresa. “Nos 15 minutos finais do jogo, tivemos mais de 2 mil tweets por segundo (TPS); no gol espanhol que decidiu a partida, chegou-se a 3.051 TPS.
Para ilustrar o impacto dos tweets durante os jogos, o Twitter criou um gráfico engenhoso, que mistura as variações em TPS com a quantidade de tweets publicados – a nacionalidade dos tweets foi identificada pelo uso de “hashflags” (como #bra). O gráfico revela que o jogo contra a Holanda que eliminou o Brasil da Copa também ultrapassou a barreira de 3 mil TPS; Brasil x Chile passou de 2,5 mil TPS; Brasil x Gana, pouco mais de 2 mil; e Brasil x Coreia do Norte, mais de 2,5 mil. Para um mês em que o Twitter admitiu apelar para soluções temporárias como forma de combater as diversas panes que assolavam o serviço, não é pouca coisa.
Fonte: IDG NOW

20100719

Redes sociais prejudicam as notas escolares? Parece que não

Há algum tempo um estudo da Universidade Estadual de Ohio apontou que a rede social Facebook era a grande culpada pelas notas baixas dos estudantes norte-americanos. De acordo com o estudo, os jovens que passavam tempo navegando pela rede social tinham menos disposição para estudar. No entanto, um novo estudo surgiu afirmando que a rede social não influencia nas notas escolares.

A conclusão foi de pesquisadores da Universidade Northwestern, com um estudo chamado "Preditores e consequências de diferentes práticas em sites de redes sociais". De acordo com eles, o uso sem medidas de redes sociais como Facebook e MySpace por estudantes não afeta as notas escolares. Outros pontos como etnia, sexo e nível educacional dos pais são mais decisivos nas notas.

Segundo o estudo, garotas tendem a ter notas melhores que garotos durante a idade escolar. Além disso, alunos cujos pais possuem diploma universitário apresentam melhor rendimento na escola.

Os pesquisadores também incluíram no estudo dados sobre o uso da internet em geral comparado ao uso de redes sociais, apontando que não há diferenças significativas no rendimento escolar.

Ainda de acordo com o estudo, o uso da internet e redes sociais melhora as habilidades dos estudantes e até auxilia no desempenho escolar. Além disso, os pesquisadores apontam que os estudantes são perfeitamente capazes de diferenciar o momento escolar do tempo livre dedicado à internet.
Fonte: Olhar Digital

20100715

Lei da Eleição Online peca em brechas técnicas

Monitorar blogs, twitters, redes sociais e emails de políticos concorrentes parece mais importante para a área jurídica contratada pelos candidatos para orientá-los no uso legal da internet do que conscientizar o eleitor da governança na web. O resultado disso já são mais de 2,5 mil processos judiciais relacionados às novas regras da eleição digital.

“É uma guerra eleitoral no sentido de vigiar o outro com objetivo de notificar o TSE sobre transgressões. A tendência é essa guerra tornar-se ainda mais acirrada”, admite José Antônio Milagre, consultor e advogado da LegalTech.

Ele justifica que esse monitoramento é necessário para defender o cliente e, apesar da mudança do perfil dos profissionais da área jurídica, ainda é raro o advogado assumir o papel de cidadão no sentido de conscientizar os internautas sobre os direitos e deveres nesta campanha política.“Isso é papel do Tribunal e não da área jurídica”, opina.

Milagre apresentou alguns artigos da Lei 12034, sancionada em 2009, e da Resolução 23191, válida para as eleições digitais desde o dia 5 de julho, durante a reunião da Comissão de Alta Tecnologia da OAB, promovida nesta quarta-feira pelo presidente da casa,
Coriolano Almeida Camargo*.

A conclusão do encontro foi de que há ainda muitas brechas técnicas que a legislação não contemplou. Exemplo disso são os prazos, os quais exigem critérios de tempo e espaço bem diferentes das mídias tradicionais. Outra peculiaridade da rede é a autoria.

Advogados presentes na reunião da OAB destacaram que tal paradoxo exige muitas provas para colocar a lei na prática, o que dificulta sua eficácia. Diante disso, uma das propostas seria punir os candidatos pelo mau uso da rede após as campanhas políticas, assim como já acontece na área criminal com os candidatos de ficha suja.

Regras e proibições

A Resolução que rege o uso da internet nas eleições proíbe qualquer campanha política paga. Ou seja, os candidatos até podem contratar serviços de profissionais especializados para criação de sites e campanhas, mas tais profissionais só podem utilizar recursos de publicidade em sites de terceiros se esses forem pagos em outra mídia. Detalhe: a publicidade deve ser idêntica a que foi vendida e utilizada em outra mídia. Milagre conta que isso mudou muito os tamanhos de anúncios feitos em jornais para otimizá-los para internet.

Apesar da proibição do uso do dinheiro nas campanhas, os sites são desenvolvidos com técnicas, conhecidas como SEO, para relacionar palavras estratégicas (tags) aos candidatos, o que na publicidade é comprado no formato de link patrocinado vendido pelos sites de busca como o Google.

Outra restrição estabelece que os sites devem ser hospedados por provedores no Brasil, mas Milagre alerta para o fato de que a regra não se aplica a blogs, portanto, candidatos com má intenção podem hospedá-los no exterior. Vale ressaltar que, independente do formato blog, rede social ou site, o TSE considera a mídia cujo endereço eletrônico foi encaminhado como site que deve ser hospedado localmente.

É justamente nesses casos em que os provedores, desta vez, serão obrigados a retirar determinados conteúdos quando notificados por qualquer cidadão. Nessa guerra eleitoral, Milagre destaca que essa decisão torna o próprio provedor em juiz na remoção do conteúdo. Vale ressaltar que outros regulamentos só exigem remoção de conteúdo pelo provedor após notificação jurídica.

Há ainda algumas punições relacionadas à suspensão informática, direito de resposta ou multas pelo envio de email marketing que abrem brechas técnicas para manipular data de envio ou publicação de texto, o que dificultará comprovar determinadas denúncias.

São por essas razões que o candidato que estiver disposto a seguir as regras da eleição digital terá de buscar como apoio não só um advogado, mas também um perito digital que tenha capacidade de gerar provas para se defender da guerra de processos.

Vale lembrar, entretanto, que as regras da eleição digital nem sempre condizem com as regras da Sociedade em Rede, que além de preservar a autoregulamentação acredita também na colaboração e no relacionamento.
Fonte: Portal Decision Report