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20100825

Etiqueta digital corporativa

O advento e a massificação das tecnologias de comunicação e informação – as famosas “TCI’s” – tornou a presença da internet praticamente ubíqua no mundo moderno. A rede mundial de computadores nos acompanha em todos os momentos do dia, desde as horas de lazer até as de trabalho – basta que tenhamos à mão um terminal de acesso. A linha divisória entre a vida profissional e a vida pessoal já não é mais muito clara.

Nesse contexto as redes sociais se configuram como a mais nova “dor de cabeça” do mundo corporativo. O Twitter, por exemplo, o atual “queridinho virtual”, ao mesmo tempo em que se configura como eficaz ferramenta de comunicação empresarial pode ser um grande foco de distração para os funcionários. Sem contar o perigo que a liberdade de exposição de ideias, opiniões e experiências, gera no controle do fluxo de informações.

O segredo para o bom uso é adotar uma postura adequada aos padrões da empresa e, assim, evitar problemas profissionais.

1 - O Twitter é ambiente público
O Twitter é uma ferramenta veloz e tem largo alcance. Por isso, pense bem antes de postar uma mensagem. O que se “twitta” ganha grande visibilidade e a repercussão é sempre amplificada. Estamos expostos, tanto para admiração como para críticas: lembre-se disso.

2 - Opiniões fortes sobre assuntos polêmicos
No Twitter, são naturais as discussões de ideias. É sempre bom, no entanto, tomar cuidado com comentários sobre temas polêmicos – como religião, política e opções sexuais. Cada ser humano tem seus valores e uma opinião extremada pode ferir os valores de alguém. Cuidado com as animosidades desnecessárias.

3 - Cuidado para não ser mal interpretado
Evite muitas abreviações. Apesar do Twitter permitir apenas 140 toques, não é necessário espremer tudo em uma mensagem. Sempre considere o que os demais irão entender. Escrever para si não funciona e pode gerar muitos conflitos. Evite ser mal interpretado.

4 - Fofoca que sufoca
A fofoca nunca é recomendada. Um fofoqueiro dificilmente será promovido por não ser bem quisto pelos demais. Não fale de ninguém. Ninguém ganha pontos ao ficar depreciando uma pessoa. Você acaba sendo visto como aquele que vive falando mal dos outros, e estraga a própria imagem.

5 - Cuidado com os desabafos
O Twitter pode ser usado como um canal pelo qual os profissionais desabafam de modo informal sobre acontecimentos da empresa. Um desabafo pode ser mal interpretado por um colega e, no futuro, ser usado contra aquele que desabafou.

6 - Pense bem antes de escrever informações da empresa
Fique atento - às vezes uma informação simples para você, pode causar sérios prejuízos à empresa. A executiva de uma grande indústria de beleza me confidenciou um caso interessante: ela possui Twitter e “segue” vários profissionais de empresas concorrentes. Certa vez, um comentário de uma dessas pessoas lhe chamou a atenção. De acordo com ela, a concorrente afirmava estar, naquele momento, em um órgão do governo para conseguir autorização de venda de um novo produto. Sabendo disso, a executiva agilizou o processo interno de sua empresa e antecipou o lançamento de um produto similar antes que a concorrência obtivesse tal licença. Sem essa informação, talvez isso não ocorresse.

7 - Foque em informações gerais
Evite escrever informações precisas sobre o que se está fazendo, mesmo que seja essa a proposta inicial do Twitter. Dependendo da profissão, isso pode gerar problemas. Profissionais que trabalham em casa, por exemplo, perdem a credibilidade se disserem que dormiram até mais tarde ou foram passear.

8 - Excesso de exposição
Tenha cuidado ao exibir fotos na web. Nem todas as imagens da última festa na empresa devem ter link no seu Twitter, afinal, alguém pode ver e não gostar (um futuro empregador, por exemplo). Além disso, as pessoas que estão na foto também podem não querer ver suas fotos publicadas na web.

9 - Não fale mal do próprio emprego
Não se deve falar mal da empresa na internet em hipótese alguma. Além de ser horrível, tal atitude acarreta perda de respeito e confiança das pessoas com quem se está interagindo. Claro que um comentário ocasional não vai provocar grandes estresses. Mesmo assim, fique atento. Se não conseguir se “conter“, pense e procure escrever frases muito abertas de forma que ninguém possa ligar os fatos à empresa.

10 - Não ligue para seus críticos
Estamos expostos no Twitter, tanto para admiração, quanto para críticas. Os críticos fazem parte da vida, algo que todos temos de encarar. A única maneira de se evitar críticas é vivendo uma vida isolada – o que, definitivamente não ocorre ao se usar o Twitter. Lembre-se, o comentário que seus seguidores adoram pode irritar outras pessoas e, por mais que tentemos evitar, sempre haverá alguém para nos criticar.
Fonte: HSM Online

20100723

O que seu aperto de mão diz sobre você?

Você conhece uma nova pessoa. Aperto de mão.

Você fecha um negócio. Aperto de mão.

Você parabeniza um funcionário, amigo ou chefe. Aperto de mão.

Tão presente no mundo corporativo, o aperto de mão é um dos elementos cruciais para formar uma primeira impressão. E até agora eu nunca tinha ouvido falar sobre uma pesquisa acerca de apertos de mão. Até agora.

Cientistas da universidade de Manchester realizaram uma pesquisa em busca do aperto de mão perfeito e encontraram uma fórmula matemática que leva em consideração 12 variáveis. As que mais se destacam ou pesam na interpretação de um aperto de mão são: 

  • O vigor (ou força) do aperto de mão,

  • a temperatura das mãos e

  • contato visual.
Consequentemente os fatores que mais impactam negativamente em um aperto de mãos são: 

  • Falta de contato visual,

  • mãos suadas ou úmidas,

  • mãos molengas ou frouxas,

  • força excessiva no aperto.
Geoffrey Beattie, Chefe dos pesquisadores, disse que acha incrível uma interação humana tão comum e utilizada no mundo nos negócios a milhares de anos nunca tenha tido um estudo aprofundado e dá dicas para um bom aperto de mão: 
  1. Use a mão direita,
  2. obtenha uma pegada completa e com leve firmeza,
  3. mãos na temperatura ambiente (nem frias nem quentes) e secas,
  4. não mais que três balanços,
  5. mantenha o contato visual e um sorriso agradável,
  6. tenha um discurso (leia-se cumprimento verbal) de acordo com a situação
  7. o aperto de mão não deve durar mais de três segundos.
Fonte: Você S/A

20100719

Contrate gente inteligente

O colunista de AMANHÃ Eloi Zanetti aponta "a turma de Steve Jobs" como exemplo de competitividade baseada na inteligência das pessoas: "Um inteligente atrai o outro"
Quando era diretor de comunicação do Bamerindus, vivia dizendo aos meus auxiliares: “É preciso mostrar que existe vida inteligente aqui na Rua Mauá, 33” – em alusão, é claro, ao endereço da agência. Era a minha maneira de estimular a equipe a pensar por conta própria e a não me trazer problemas que eles próprios deveriam resolver. Acredito que a fórmula deu certo. Os trabalhos realizados por aquela equipe repercutem até hoje e vejo muito dos meus antigos colaboradores em altos cargos empresariais. Mudei para O Boticário e carreguei o mesmo procedimento:“Precisamos provar que existe vida inteligente...”.

Esses dias, conversando com um empresário e sua diretora de RH, o assunto versou sobre recrutamento e seleção. Eles haviam chegado à seguinte conclusão: “Daqui para frente, só iremos contratar gente inteligente, do boy aos cargos de diretoria”. O presidente da empresa arrematou: “Não adianta o candidato chegar com muitos cursos, mestrado, pós-graduação e formação acadêmica no exterior. Se ele não for inteligente, não entra”. Lembrei que na mesma empresa, um ano antes, num exercício em workshop, percebi um funcionário se destacando dos demais pela sagacidade na proposição e resolução de problemas. Perguntei a esse mesmo empresário, quem era aquele? Ele me disse: “Um operário da linha de produção”. Rebati: “Fique de olho nele, esse cara é bom”.

Meses mais tarde, fiquei sabendo que esse funcionário havia criado coragem e solicitado uma conversa com o presidente. Trazia uma série de ideias para aumentar a eficiência do seu trabalho e setor e dizia não aguentar mais ficar ouvindo baboseira de projetos que não terminavam nunca, de retrabalhos e de sobreposição de tarefas. O presidente pacientemente ouviu as ideias. Gostou do que ouviu e mandou o funcionário colocá-las em execução – o que melhorou substancialmente o fluxograma da empresa, trazendo economia de tempo e dinheiro. Hoje, o operário ocupa um cargo melhor e desempenha bem o seu papel, apesar da sua carência de formação. Mas, como homem inteligente, já se matriculou em uma faculdade. A empresa está ajudando. Ele percebeu que a inteligência ou o trabalho, isolados, não são nada; mas que, somados, podem tudo.

O que muitas vezes acontece não é a falta de inteligência, mas a preguiça de pensar. O colaborador pode ser inteligente e criativo fora da empresa. Mas fica no débito na hora em que precisa trocar essa capacidade por um salário. Muitas vezes, a culpa é da própria empresa que só faz travar o processo criativo e o livre pensar dos seus funcionários. Qualquer ambiente em que só os diretores e gerentes podem pensar está condenado a ter poucas ou péssimas ideias.

Gente inteligente gosta de trabalhar com gente inteligente. É estimulante e desafiante fazer parte de uma equipe que sabe pensar. A turma pode ser altamente competitiva, mas vibra quando as boas ideias aparecem. É assim que se formam as grandes equipes criativas, aquelas que mudam o mundo. Um inteligente atrai o outro, que atrai o outro e em breve o ambiente está brilhando e carregado de boas energias. Quer melhor exemplo do que a turma do Steve Jobs? Faça como a Apple e como esse meu cliente: pense diferente – só contrate gente inteligente.

E já que estamos em tempos de futebol, o que um time precisa é de jogadores pensadores e não de carregadores de bola. Aproveite a Copa e observe os craques jogando: eles param por milésimos de segundo, pensam e só depois é que disparam seus passes ou chutam em direção ao gol. Craque é craque porque sabe pensar.
Fonte: Amanhã

20100630

Você sabe fazer networking?

“Não espere estar na pior para falar com seus contatos. Tenha interesse nas pessoas, o que não significa ser interesseiro”.

Por André Massaro 
 
Vamos começar imaginando uma cena que acontece com muita gente. Subitamente você recebe uma ligação de um amigo que há muitos anos não fala com você. A conversa começa com algo do tipo “Há quanto tempo! Você sumiuuuuuu...”. Bem, você “não” sumiu – seu endereço, seu telefone e seu e-mail continuam os mesmos. Você continua frequentando os mesmos lugares. Qualquer um que quisesse lhe encontrar, a qualquer momento, saberia onde e como.

Você dá “corda” para o amigo, e ele segue falando. Relembra eventos dos “velhos tempos”, pergunta se você ainda mantém contato com os colegas de antigamente. Quando chega o momento adequado, ele dá o “bote”. Conta que está com problemas, possivelmente desempregado, e está procurando ajuda. Quem sabe uma indicação para um novo emprego?

Bem, o que vimos aqui é um exemplo de como “não” fazer networking. Tenho certeza que muitas pessoas que estão lendo isso já se viram na situação descrita. Algumas outras podem ainda ter participado de uma cena parecida, na embaraçosa situação do “amigo” que só se lembra dos outros quando precisa de alguma coisa.

Fazer networking não é apenas conhecer pessoas e trocar cartões. Um networking vencedor deve ser cultivado de forma muito cuidadosa. Networking é sobre pessoas e relacionamentos, e é um grande equivoco tratar seu networking como aquela coleção de figurinhas da infância, que fica guardada em alguma caixa empoeirada que você só abre em momentos de “surto nostálgico”.

A rigor, não existem regras para se fazer um bom networking, mas se fosse para elencar uma “regra principal” do networking vencedor, diria algo como “faça antes de precisar”. Aproveite os momentos em que as coisas caminham bem e a maré está favorável para desenvolver relacionamentos e cultivá-los. Faça o que puder para conhecer pessoas novas e interessantes, que possam representar oportunidades futuras, mas se esforce ainda mais em cultivar o networking que já tem. Mantenha contato com essas pessoas, interesse-se por elas (no sentido de ser “interessado” e não “interesseiro”) e faça um grande favor a si mesmo: Jamais coloque-se na situação constrangedora de ser a pessoa que lembra dos “amigos” apenas quando está em dificuldades.

Uma boa dica para pessoas que querem fazer um networking vencedor é começar com um inventário dos contatos, amigos e colegas. Antes de procurar conhecer novas pessoas, é interessante tentar fazer algo com aquilo que já temos à mão. Há quanto tempo você não dá um “alô” para seus contatos? Ligar de vez em quando ou mandar um e-mail (um e-mail pessoal, por favor, nada de e-mails coletivos com mensagens “bonitinhas” ou as infames “correntes”) é uma medida muito salutar.

Geralmente as pessoas costumam gostar quando damos demonstrações de interesse. Melhor ainda quando não pedimos nada em troca ou insinuarmos alguma intenção oculta. Se dermos, periodicamente, uma demonstração de interesse para essas pessoas, certamente será muito mais fácil conseguir algo delas no futuro caso realmente precisemos. Pequenas atitudes como essas fazem com que estejamos presentes na memória de curto prazo das pessoas. Será muito mais fácil sermos lembrados quando elas ficarem sabendo de alguma oportunidade que não interessa para elas, mas elas sabem que seria a oportunidade “da sua vida”.

Não tem uma lista de contatos? Ou sua lista é muito pequena? Nesse caso é uma boa pedida investir um pouco de tempo e esforço em conhecer gente nova. Frequentar eventos de interesse de profissionais de sua área, cursos ou mesmo eventos sociais absolutamente despretenciosos. Vale tudo. Em qualquer lugar é sempre possível encontrar pessoas interessantes, mas sempre observando a regra de “fazer antes de precisar”.

Deixar para fazer sua rede de contatos quando se está “na pior” é contraproducente. Geralmente quem está na posição de querer algo e não poder contribuir com nada em troca acabará ingressando em redes sociais de baixo nível. Comece a fazer sua rede de contatos e, principalmente, a cultivá-la agora. Não espere o momento em que vai precisar dela. 
Fonte: HSM Online

E esse tal de equilíbrio... Como harmonizar pessoas e resultados nos negócios

Consultor em coaching afirma que o equilíbrio começa em encontrar seu talento, investir no mesmo e lapidar as fraquezas que estejam anulando as qualidades.

Por André Dametto 
 
Responda com franqueza: você está alcançando as metas propostas no seu trabalho? Além disso, você está satisfeito com o tempo dedicado ao trabalho? Pois bem, se uma destas respostas foi não, este artigo apareceu na hora certa. Todos sabemos que os negócios impactam os clientes, os acionistas, os colaboradores e a comunidade. Entretanto os modelos tradicionais de gestão ainda preconizam a satisfação de algum público específico, geralmente os donos do negócio. Precisamos evoluir a gestão atual deste modelo funcional para um modelo sistêmico que equilibre resultados e pessoas, incluindo você.

Muito romântico? Não para os acionistas das empresas. Está comprovado que investir neste equilíbrio gera retorno no longo prazo. Pesquisas mostram que investir em modelos de gestão com equilíbrio, como o preconizado pela Fundação Prêmio Nacional da Qualidade, impactam diretamente o faturamento das empresas. Outros fatores da contemporaneidade também revelam a importância e urgência do tema: as pessoas, especialmente os novos talentos da tão incensada Geração Y (nascidos após 1980), não vêem o equilíbrio como um luxo, mas como requisito para o ambiente de trabalho. A escassez de talentos também faz com que estes sejam tratados como joias, sendo o equilíbrio um fator fundamental, especialmente em trabalhos tipicamente intelectuais.

O crescimento da população de idosos e a questão do fator previdenciário farão com que as pessoas queiram e precisem se aposentar mais tarde, o que também demandará uma racionalização do trabalho entre jovens enérgicos e maduros experientes. Com a relevância do setor de serviços na nossa economia, anomalias como funcionários desequilibrados que afetam a experiência de compra do cliente não podem ser admitidas. Finalmente, destacam-se as novas configurações de família, como as de mães solteiras, casais de homossexuais e solteiros convictos, que demandarão novas regras de administração de pessoal.

Mas e você, por onde começar esse tal de equilíbrio na gestão? Primeiramente devemos entender que gestão é alcançar resultados. Para que haja equilíbrio, devem ser acordados resultados que satisfaçam as necessidades dos clientes, acionistas, colaboradores e a comunidade em geral. Percebem alguma semelhança com o antigo conceito de Qualidade Total? Como podemos perceber, desde os anos 80 já se falava do equilíbrio na gestão, mas até hoje vemos funcionários insatisfeitos. O próprio Brasil, conhecido como o país da alegria, samba e futebol, está em segundo lugar no ranking de países com mais casos de burnout, o estresse em estado extremo e prejudicial à saúde.

Buscar o equilíbrio é conviver com os desequilíbrios que caracterizam a Vida, e é preciso definir um foco, um vetor que direcione sua vida e seu negócio. Equilibrar-se não é se tornar um pato que anda, corre, nada e voa. Ou seja, parece equilibrado, mas, sendo mediano, se torna medíocre, sem fazer nada com excelência. O equilíbrio começa em encontrar seu talento, investir no mesmo e lapidar as fraquezas que estejam anulando as qualidades. Empresas e pessoas que se destacaram fizeram bem mais que a média, definiram um posicionamento claro e, a partir do mesmo, priorizaram seus resultados. Resultados estes que são alcançados através de competências, o conjunto de conhecimentos, atitudes e habilidades para realizar uma tarefa. E aí reside a principal causa do desequilíbrio: a falta de alinhamento entre os desafios propostos e as competências para alcançá-los.

Tão importante quanto alcançar o equilíbrio no seu sistema, seja pessoal ou empresarial, é harmonizar-se com o ambiente em que você está inserido. Sendo assim, analise qual é o vetor deste ambiente, ou seja, seus objetivos, valores, metas e processos. Depois, perceba o quanto você está alinhado com este ambiente, e se o mesmo estimula o uso, desenvolvimento e recompensa dos seus talentos. Se você se sentir desperdiçado, das duas uma: ou você não conhece o seu talento, ou este ambiente não é para você.

E agora, o que você vai fazer pelo seu equilíbrio?

Seduzindo Borboletas

Para ser bem-sucedido na carreira siga o conselho do escritor Mário Quintana: “O segredo é não correr atrás das borboletas. É cuidar do jardim para que elas venham até você”.

Por Sérgio Quintella
 
Ao entrarmos em uma livraria nos deparamos com uma série de livros sobre como administrar finanças pessoais. A maioria deles muito bem escritos, cumprindo o seu papel na educação financeira do brasileiro que, diga-se de passagem, quase nunca recebe esse tipo de informação na escola ou mesmo na faculdade. Em casa menos ainda. Tem educação financeira quem foi abençoado em ter pais que falam a respeito, quem é autodidata ou que aprendeu com experiências desastrosas em sua vida financeira.

Mesmo buscando na literatura técnica, são poucos os livros de finanças pessoais que contam o grande segredo de se fazer um belo “pé de meia” seja como empregado ou empresário. Por isso, por conta da importância dos assuntos que envolvem esse tema, é preciso fazem uma abordagem por partes. Neste caso, vou me ater aos benefícios de um patrimônio na carreira do investidor. Lógico que investir é saudável, apesar de alguns acharem perda de tempo, alegando que a vida é o agora e precisamos “curti-la” ao máximo. Já ouvi até dizerem que o mundo acabará em 2012! Crendices a parte, o que tem grande probabilidade de acontecer é a sua carreira ser alavancada por um bom “pé de meia”. 

Analise: na empresa em que trabalha, você já deve ter se deparado com aquele sujeito tão inteligente e tão estudado quanto você. Ambos estão no mesmo patamar. No entanto, ele está muito bem financeiramente, seja por causa da família ou porque soube investir. E não é que a carreira dele começa a subir mais que a sua?! E ainda mais: todos gostam dele por ser arrojado, saber se portar em todas as ocasiões e até investiu em uma consultoria de imagem!

Este sujeito quando estava insatisfeito na área em que trabalhava chegou a pedir para ser transferido e conseguiu! Expôs-se demais, mas hoje cuida daquela atividade interessante que você sempre sonhou fazer. Por que isso acontece? Ainda mais com alguém de família abastada ou que já tem tanto dinheiro? Essa vida não é justa! Realmente a empresa só ajuda os “riquinhos bem de vida” e o restante não tem oportunidade!
Será que é isso mesmo? Você está fadado ao insucesso e a injustiça? Deus não lhe sorriu quando você nasceu? Bem, claro que não é isso! Você está pronto para ouvir a verdade? Um dos grandes motivos de seu insucesso são suas finanças pessoais. Isso mesmo! 

Vejamos: você está financiando um ou dois carros, casa, reforma, pagando parcelas daqueles presentes de natal e dias das mães. Isso tudo sem contar que neste mês houve uma despesa extra, com o encanamento que estourou. Puxa, justamente agora! Para piorar, mês passado já teve gastos extras com o carro que sua esposa bateu. E desta vez, algo que não dá para abrir mão é daquela viagem para o exterior que você está se prometendo há tantos anos. Afinal, você merece, trabalha tanto!

Muito bem, somente uma pergunta: como alguém quer ser bem-sucedido na empresa que trabalha se todas estas contas não saem da cabeça? Caro leitor, se você está nesta situação se tornou uma pessoa extremamente dependente da empresa em que trabalha. Você precisa muito do salário para cobrir os gastos que possui e a conclusão sempre é: ganho pouco. E não: estou gastando mais do que deveria.

Deixando mais claro: você não ousa na empresa. Pode não admitir, mas está com muito medo de perder o emprego. Faz, inclusive, aquela atividade braçal que odeia tanto (e olha que você agora é pós-graduado). Você tem medo até de expor aquela ideia que parecia única, que poderia alavancar a sua carreira. “Será que não é arrojada demais” – você pensou e achou melhor engavetar com medo de expor para a Diretora. É... o medo de perder o emprego te assombra tanto que você nem mesmo conseguiu responder aquela tirada de sarro que seu chefe fez e te incomodou tanto. Você preferiu engolir seco.

Bem, agindo assim você está fazendo tudo que a administração moderna não quer. Sob a gestão de Jack Welch você provavelmente teria sido substituído. É preciso analisar que hoje as estruturas são mais planas, os funcionários contribuem e ousam com ideias criativas, pois sabemos que se fizermos um valuation, o capital humano estará sempre na frente. Uma empresa pode criar uma tecnologia fantástica, mas somente terá destaque se tiver grandes seres humanos nas áreas de marketing, logística, compras, finanças, RH, produção, entre outras. E para se manter em destaque é preciso estimular ideias criativas.

Espero que agora você comece a entender porque o “riquinho” está na área que deseja, com um cargo bacana e cada vez mais feliz. Vou deixar mais claro: ele mudou a relação de troca. De “eu preciso muito da empresa para pagar minhas contas”, para uma troca justa contratual entre empregado e empregador. Um contrato que existirá até um dos dois desistir. 

Esse seu colega, provavelmente possui um “pé de meia” que lhe dê segurança. Ele sabe que a empresa precisa muito dele também e usa isso bastante a seu favor. Mas, sabe que se um dia esta relação de troca bem estabelecida acabar, ele tem um belo “colchão financeiro” para ir atrás do que gosta.

Bem, feche um pouco os olhos e substitua o seu cenário caótico de dívidas por outro no qual você tem capacidade de se auto-sustentar por seis meses, um ano, cinco anos ou até ter a total independência financeira. Esta condição certamente alavancaria a sua carreira e traria a felicidade, pois você poderia se direcionar para fazer o que realmente gosta, contribuindo até mais com a empresa em que trabalha, já que a relação não seria de total necessidade e sim, de prazer e interesse pelo o que se está fazendo. Lembre-se: normalmente rendemos mais quando fazemos o que gostamos.

Lógico que para chegar neste patamar há sacrifícios a serem feitos. É necessário montar um plano para quitar dívidas, começar a investir (de preferência com ajuda profissional) e principalmente entender que ser bem-sucedido financeiramente é muito mais uma questão de quanto se gasta e não do que quanto se ganha.

Como disse uma vez o nosso grande escritor Mário Quintana: “O segredo é não correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim para que elas venham até você.”

Anime-se, vamos lá! É melhor escolher do que ser escolhido.

20100531

Redes sociais invadem seleções de empresas

Por Bruna Borges

A seleção de trainees passa por uma transformação. Grandes empresas apostam em redes sociais e portais voltados especificamente ao programa para encontrar profissionais que se identificam com seus valores. 

São ferramentas como Twitter, Facebook, LinkedIn e Orkut, mas desenvolvidas para a seleção, com material sobre a contratante. 

"Alguns programas atraem até 40 mil inscritos, mas só aprovam dez ou 15. O desafio [ao lançar plataformas próprias] é trazer para a etapa presencial pessoas com o perfil que a empresa quer", aponta Rosana Tavares, consultora da Across. 

Segundo a especialista, com essa interação, o profissional "perceberá sozinho o se é adequado [para compor o time de trainees]". 

A consultoria preparou uma plataforma diferenciada para a Natura no ano passado -um portal com atividades e "chats". "Ao conhecê-la, o candidato pode escolher se tem vontade de continuar ou não no processo, que fica menos seletivo e mais eletivo", esclarece Tavares. 

Dos 18 mil inscritos, 35 foram selecionados --entre eles Fabianna Bluhm, 23. 

"Estavam mais interessados em saber sobre minha vida para analisar meu perfil. Porque conhecimento técnico pode-se adquir com o tempo de trabalho", analisa. 

GRAVANDO
 
Na seleção de trainees de 2009, a Johnson & Johnson também apostou nas plataformas on-line. Pediu aos candidatos que elaborassem um vídeo que associasse sua história de vida dele aos valores da empresa. 

Valiam até os feitos com câmera de celular. 

"Qualidade do material não era critério. Queríamos verificar se o jovem conhecia a companhia à qual estava se propondo a trabalhar", explica Renata Damásio, consultora de RH da Cia de Talentos, consultoria responsável por essa mudança. 

Dos 20 mil inscritos, 28 foram escolhidos na seleção de 2009. Para este ano, o processo de escolha de trainees está sendo revisto --mas as alterações implementadas na seleção on-line permanecem. 
Fonte: Folha.com

Trabalho em casa: redução de custos e aumento de desempenho, as vantagens

Por Thaise Saether  

Esta é a tendência para os próximos anos. O caminho parece estar traçado, mas as mudanças são constantes. Evidencia disso é o fato de o universo online ter deixado de ser uma referência, unicamente, de entretenimento, para se tornar uma ferramenta de trabalho.

A flexibilidade ao desempenhar as atividades diárias de trabalho sem ter de enfrentar o trânsito e outros imprevistos desagradáveis, torna o computador uma opção de ambiente de trabalho em que se chega ao escritório sem sair de casa, com o trabalho sendo realizado remotamente. Antes uma situação apenas imaginária, agora ela se torna real.

Afinidades com o meio eletrônico à parte, a postura dinâmica de profissionais é exigência de mercado. Providencias desse tipo de exigência se refletem no comércio e na indústria, setores nos quais se pode encontrar sistemas eletrônicos que agregam funcionalidade em um só aparelho e podem auxiliar na organização da rotina. Os portáteis são a linha de frente das lojas de informática, até mesmo pelo fato de a oferta de produtos desta linha estar com preços mais acessíveis.

O empresário e produtor artístico da agência Infinnity, João Henrique Brito, de 26 anos, após experimentar a nova metodologia de negócios, aprovou. “No começo da carreira eu trabalhava em escritório, mas ao longo do tempo percebi que os gastos eram muito maiores do que se eu trabalhasse em casa. Fora a questão do estresse diário que se tem no ambiente de trabalho. Hoje, eu só preciso de um laptop, uma multifuncional, internet e um telefone, e tudo isso no conforto da minha casa.”.

Índices reais de um mundo virtual

De acordo com dados publicados pela Federação de Bens, Serviços e de Turismo do Espírito Santo (Fecomercio), a venda de produtos de informática para escritório cresceu 45,2% no mês de março deste ano, em relação ao mesmo período de 2009. O que indica aumento do consumo de produtos relacionados a tendência digital.

As últimas pesquisas realizadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), de 2008, no Estado, revelaram que 35,3 % da população capixaba com idade superior a dez anos, tem acesso à internet. Um aumento considerável em relação a 2005, em que este percentual foi de 23,7%. O estado, de acordo com as estatísticas, ocupou a 9ª posição no ranking de utilização no Brasil. Até o final do ano será divulgado novo censo. A expectativa é de um aumento relevante no número pessoas com acesso à internet.

Em um estudo realizado em escala global, na última semana, na Conferencia de Desenvolvimento da Tecnologia 2010 (WTDC-10), foi divulgada uma análise mundial do progresso da inclusão digital, quando se estabeleceu a meta de, até 2015, ter-se metade da população global com acesso à banda larga.

Profissionais independentes da tendência

Trata-se de uma realidade que tem se revelado requisito, mas que exige do profissional tanta disciplina quanto de quem se desloca aos centros comerciais para cumprir horários inflexíveis. Com tantos benefícios, é preciso se manter alerta às possíveis conseqüências desta fusão entre a residência e o escritório. A organização é essencial para não viver com a cabeça conectada ao trabalho nas 24 horas do dia.

Esse campo de atuação pode ser considerado a abertura do potencial comercial, dentro de um sistema sustentável de redução de custos. No entanto, as vantagens advindas da tecnologia devem funcionar em sinergia com a responsabilidade.

Cláudia Calil, psicóloga e consultora empresarial, diz ser imprescindível nesta perspectiva de formação de escritórios virtuais saber estabelecer limites e ter equilíbrio. “A aproximação entre casa e trabalho pode ser muito boa, desde que se tenha organização. Caso contrário, o trabalho se torna a vida da pessoa e acaba virando uma doença, em que se sente culpa por não viver outras coisas se não a vida profissional. É preciso dar limites para quando começa e termina a hora de trabalhar para se estar com a família.”
Fonte: SeculoDiario.com

20100408

Pessoas motivadas e felizes garantem maior resultado para as empresas

Veja como manter a motivação da equipe e garantir que 2010 seja, de fato, um ano rentável para a companhia

Por Eduardo Maróstica

Com a retomada da economia, 72% dos donos de empresas pesquisadas pelo Sebrae/SP acham que seu faturamento crescerá em 2010, e 71% planejam gastar, principalmente, com a compra de máquinas, equipamentos e reforma das instalações.

A pesquisa revela ainda que, a maioria dos entrevistados (51%) espera aumentar o número de empregados e 80% lançarão novos produtos e serviços no ano que vem. Isto não será diferente em outros Estados brasileiros. Podemos dizer que começamos o ano com o pé direito, certo? Com certeza, mas é necessário lembrar que uma empresa não funciona sem material humano motivado e valorizado.

Muito tem se falado em competitividade, porém pouco tem sem falado no papel das pessoas na busca da mesma. As empresas buscam sucesso, querem aumentar suas receitas e melhorar seu lucro, porém a minoria tem um olhar apurado para aquilo que realmente pode dar lucro para uma empresa, ou seja, “Gente”. Isso mesmo, gente, pessoas, ou como queiram chamar: Recursos Humanos.

Vejo a maioria dos empresários contratando consultores, investindo em tecnologia, comprando carros novos. Mas ainda são poucos aqueles que olham para aquilo que poderá trazer lucro para uma empresa “pessoas motivadas”. Porém, como uma pessoa pode estar motivada para desempenhar sua função, se ela é tratada como lixo, um mal necessário, um custo a mais para a empresa?

Nas minhas experiências como consultor, professor e, sobretudo como funcionário, ouço histórias e me deparo com situações que me causam tristeza. Os gestores acham que pelo simples fato de empregarem uma pessoa, se tornam donos dela (qualquer semelhança com escravidão é mera coincidência), e podem fazer com as pessoas o que quiserem, e utilizam de algumas expressões que nos causam calafrios, como: “Você não é pago para pensar.” “Se você não quer o emprego, tem um monte que quer.” “Você é um custo inviável para empresa.” “Funcionário meu que estuda não serve.”

Agora pergunto: Como alguém pode trabalhar motivado com este tipo de tratamento? A questão é simples de se responder: Impossível! Aquele que trabalha com pessoas deve entender que o principal trunfo de uma empresa são pessoas engajadas, motivadas, envolvidas e que defendem a empresa com unhas, dentes, e, sobretudo com muita inspiração e dedicação. E isso só pode ocorrer se estas pessoas forem respeitadas e tratadas como seres humanos.

Ouça seus colaboradores, peça opiniões, se interesse pelas histórias deles, valorize aqueles que se dedicam e vestem de fato a camisa da empresa, não só os “bajuladores”, mas sim aqueles que acreditam na sua empresa e lutam para que ela seja cada dia melhor.

Faça esta experiência. Pessoas devem ser compreendidas, ouvidas e sobretudo valorizadas, e se você construir estas pequenas redes (que não são difíceis), garanto que a sua empresa vai crescer, se desenvolver, ampliar seu faturamento, diminuir o grau de desperdício, dentre outros benefícios. Pessoas motivadas e felizes darão o resultado que você precisa sem maiores esforços. Elas sabem mais do que ninguém como fazer, quando fazer e para quem fazer, pois afinal, as pessoas são a empresa.
Fonte: HSM Online

O que a comunicação verbal pode fazer pela sua carreira?

Reinaldo Passadori fala sobre as capacidades pessoais baseadas em sete dimensões da comunicação verbal. Conheça-as e saiba como aplicá-las.

Não são apenas os estudiosos que alertam para a posição de destaque assumida pela comunicação nos últimos anos. Cada vez mais percebo essa percepção no próprio cidadão comum, o indivíduo que já sentiu a necessidade de se comunicar e de se familiarizar às pressas com as novas e velozes ferramentas da informação. Isso seja na hora de disputar uma vaga no mercado do trabalho ou quando a comunicação é indispensável para cultivar relacionamentos. Perceba o quanto usamos a comunicação na hora de realizar a manutenção da nossa vida social.

Mas, isso não é de hoje. Em toda a história humana, sempre tivemos a comunicação como mecanismo único e necessário para a nossa evolução – quando expressamos necessidades, quando compartilhamos experiências, quando é preciso transmitir informações para obter cooperação e organização. Sem a comunicação, jamais poderíamos ser melhores hoje do que fomos ontem, tampouco avançar amanhã com relação a onde estamos hoje. A comunicação, desde o início da história do Homem, faz avançar o estágio das coisas, da nossa vida e do retrato da sociedade em geral.

Se mergulharmos fundo no tema, vai ser fácil perceber que, no final das contas, estamos em busca de algo maior: descobrir a nossa essência e ampliar a nossa consciência. Porque a comunicação serve para isso mesmo: transmitir qualquer espécie de conhecimento e, ao mesmo tempo, suprir a maior necessidade humana, a busca pelo infinito, talvez o divino. É nesse caminho que estabelecemos laços de cultura e identidade.

Quero alertar para isso porque quando entendemos essa profundidade da comunicação, percebemos que ela necessita de amor e afeto para ser inteira, completa, integral. A comunicação, se respeitada e entendida como uma ferramenta a ser lapidada em cada um de nós, pode render bons frutos para o desenvolvimento pessoal e profissional. Principalmente em tempos de mudança, como este que experimentamos agora. Acredite: a mudança começa no ser humano, o protagonista das histórias que movem o mundo. E acho que todos preferem mudar para melhor.

Quem acha complicado lidar com o desenvolvimento da capacidade de se comunicar, muitas vezes aponta o crescente volume de informação corrente no mundo como o maior obstáculo. Mas, não adianta reclamar, esse volume não vai diminuir. A questão é outra: se a nossa forma de compreender o mundo e os meios de se relacionar com os outros está mudando na medida em que a comunicação se torna mais importante e mutante, precisamos buscar algo na essência. Precisamos perceber e desenvolver nossas capacidades de acordo com as novas ferramentas (afinal, ninguém quer correr o risco de ficar parado no tempo) e ir além. Isso significa se envolver com as dimensões da comunicação. Costumo apontar 7 dimensões na comunicação verbal. Confira abaixo.

A primeira é a intrapessoal, que tem a ver com a “ponte” que uma pessoa estabelece consigo mesma e até onde ela é capaz de trabalhar o seu comportamento e transformar a timidez em força para assumir confiança com entusiasmo.

A segunda dimensão é a interpessoal, que não é exatamente o oposto da primeira, mas engloba o diálogo, a importância do feedback, o elo com nosso interlocutor e a força da alteridade (a capacidade de se colocar no lugar do outro).

Outra dimensão é a vocal, que lida muito com o “como” dizer.

Para completar a lista, a quarta dimensão trata da comunicação corporal: até que ponto os nossos gestos e sinais são importantes para as mensagens sem palavras?

A dimensão técnica, por sua vez, tem a ver com os poderosos recursos para uma comunicação adequada aos ambientes e circunstâncias, mas, é na dimensão intelectual, que a produção dessa comunicação assume destaque quando somos capazes de planejar e preparar com propriedade as nossas apresentações.

Por último, e não menos importante, a dimensão espiritual se refere ao cultivo dos nossos valores para a busca de uma liderança pessoal e exclusiva neste estágio de “animal especial” alcançado pelo Homem, onde é concedida a cada um de nós a magnífica oportunidade de deixarmos a nossa marca no mundo.

Como você pode perceber, a comunicação nem é um bicho-de-sete-cabeças, nem é a coisa mais simples desse mundo. Por isso, ela tem que ser levada a sério, na sua profundidade. Hoje, somente com este mergulho que percorre as dimensões da comunicação poderemos aplicá-la à vida e ao trabalho. A comunicação desenvolvida tem poder suficiente para provocar mudanças positivas em nossas vidas. Mudanças movidas pela ética, pela dignidade e pelo amor.

Fonte: HSM Online

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Não perca a cabeça ao 'tuitar' no trabalho

Há pouco mais de uma semana, o meia-atacante Ryan Babel, do Liverpool, usou o Twitter para expressar insatisfação com o fato de ter ficado de fora de uma partida, por decisão do técnico do time. A direção do clube inglês aplicou uma multa ao atleta, equivalente a 173.000 reais, porque entendeu que ele tornou público um assunto que deveria ser resolvido internamente. O episódio ilustra um desafio crescente da vida de milhões de profissionais que utilizam o Twitter, em particular, e as redes sociais, em geral: como aproveitar os benefícios desses ambientes virtuais com prudência. Muita gente mistura vida pessoal com o trabalho e divulga informações que deveriam continuar sob sigilo corporativo. Acaba, assim, arriscando a carreira. Confira dicas do que se deve ou não postar, segundo especialistas.

Para a professora de ética Maria Cecília Coutinho de Arruda, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), as opiniões divulgadas no Twitter, blogs e outras redes não devem ultrapassar o "limite do bom senso". "Falar mal de algum colega de trabalho ou superior hierárquico e expor defeitos ou erros de terceiros são condutas antiéticas, que não devem ser seguidas por ninguém", afirma.

Um dos erros mais comuns, de acordo com a professora, é a divulgação de informações consideradas confidenciais. "Muitas vezes, um simples comentário na internet sobre uma negociação que está sendo encaminhada, a apuração de um processo que está sendo feito, ou mesmo sobre o lançamento de algum produto, pode prejudicar a empresa."



Outros "descuidos" são facilmente passíveis de punição. É o caso de textos em que há clara ofensa e até ameaça a chefes e colegas (veja reproduções reais retiradas do Twitter nesta página). As mensagens desse tipo podem trazer implicações trabalhista, civil e penal, explica o advogado Estevão Mallet, da Mallet Advogados Associados. "Se o conteúdo de posts ocorre no âmbito da relação de emprego e diz respeito a colega ou chefe de trabalho, é caso de demissão por justa causa", diz o advogado. Mallet lembra ainda que, se a mensagem contiver algum teor de calúnia, difamação ou injúria, o ofendido pode entrar na Justiça com pedido de indenização.

Para evitar conflitos, algumas empresas têm adotado códigos de ética que restringem o uso de blogs e redes sociais durante o expediente. Outra tática é orientar seus colaboradores. Em setembro do ano passado, postagens de atores, atrizes, diretores e jornalistas da TV Globo fizeram com que a emissora proibisse comentários acerca de temas e informações relacionados às atividades da empresa em blogs, Twitter e outras redes sociais. A alegação: a medida pretendia proteger os conteúdos do canal "da exploração indevida por terceiros, assim como preservar seus princípios e valores".

"É difícil monitorar o uso do Twitter e de outras redes sociais dentro da empresa porque atualmente boa parte do que é postado é feito a partir dos celulares pessoais”, diz Leyla Nascimento, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-Nacional). As empresas de grande porte são as mais preocupadas em orientar seus profissionais sobre o modo pelo qual se expressam.

"O Twitter não é uma agenda pessoal. É uma manifestação do ponto de vista das pessoas que compartilham com outras o seu expertise", defende Leyla. "Mas acabou virando o estado da arte de 'como estou' e, dependendo desse 'como estou', o funcionário pode colocar em vulnerabilidade o ambiente organizacional", conclui.

O conteúdo do que se posta nas redes sociais é tão importante que as empresas já estão de olho nele. Mais do que isso: elas levam em consideração o que candidatos a uma vaga colocam no ar antes de se decidir pelo profissional A ou B. "O profissional deve lembrar que está sempre assumindo a responsabilidade pelos seus atos quando posta algum comentário na rede e essa mesma postura pode ser julgada pela empresa que está contratando", diz Leyla.

Veja | Luiz De França