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20100922

O vírus do Twitter

Por Bruno Ferrari
NOTÍCIA FALSA
Mensagens que usavam o nome de artistas como Sabrina Sato e Pe Lanza, do Restart, ajudaram a propagar o vírus.

Nudez e tragédia são dois temas que atraem audiência na internet. Uma atriz que posou nua ou um acidente envolvendo um artista são constantes na lista de notícias mais lidas dos portais. Ao perceber essa curiosidade, um estudante de programação do Rio de Janeiro criou, na segunda-feira passada, um vírus que se espalhou rapidamente no Twitter, rede social de troca de mensagens curtas.

Para chamar a atenção dos internautas, o hacker postou a frase: “Pe Lanza da banda Restart sofre acidente trágico”. Ao lado, ele usou um dos recursos mais populares – e úteis – do Twitter: o “link encurtado”. Para que as mensagens caibam no exíguo espaço de 140 caracteres (tamanho máximo permitido pelo Twitter), quem publica endereços da web, no meio de seus textos, costuma usar versões desses links com menos caracteres. Elas são geradas automaticamente por sites conhecidos como encurtadores. O hacker usou um link fornecido pelo site bit.ly para mascarar o destino real do endereço. Ao clicar nele, o computador do curioso era contaminado por um vírus, que roubava sua senha do Twitter. Uma falha de programação permitia que a frase armadilha fosse repassada a todos aqueles que acompanhavam o microblog do internauta infectado, disseminando o vírus.

Três horas depois do início do ataque, o vírus já atingira mais de 150 mil contas. Veículos da imprensa e até órgãos públicos (como o Ministério da Saúde) clicaram no link e passaram a enviar a notícia falsa a seus leitores no Twitter. Quando a direção do Twitter solucionou a falha e excluiu o perfil do infrator, um novo ataque explodiu, desta vez usando a figura de Sabrina Sato, a voluptuosa apresentadora do programa Pânico na TV. A frase dizia: “Como Sabrina Sato tem coragem de sair pelada assim?”. Todo mundo caiu. A cantora Pitty, o rapper Marcelo D2 e o apresentador Marcos Mion ajudaram a espalhar o vírus. “Quem não vai clicar numa foto da Sabrina pelada? Nem sabia que existia vírus no Twitter!”, disse Mion.

O criador do vírus é um universitário de iniciais J.F., que não revela sua idade. Sua conta no Twitter foi bloqueada por “atividade ilegal”. “Fiz com intenção de mostrar para o Twitter”, escreveu. Ele afirma que avisou os técnicos do serviço de que havia uma falha de segurança, e eles não lhe deram atenção.

Acostumado a desconfiar de falsos e-mails e mensagens no MSN que propagam vírus, o internauta ainda se sente seguro no Twitter. Não deveria. Os encurtadores de endereço, principal meio de troca de links pelo serviço, já são tratados pelos especialistas como o próximo vilão da segurança na internet. Eles podem ser usados para transformar os computadores contaminados em zumbis, que atacam de forma coordenada computadores de empresas ou órgãos públicos.

O ataque da semana passada foi o primeiro em grande escala no Brasil. Fora do país, porém, o Twitter já foi alvo de atentados maiores. No ano passado, milhares de usuários (o número exato não foi divulgado) foram atacados pelo vírus Koobface (Facebook ao contrário). O vetor do ataque era um link encurtado. Em vez de chatear suas vítimas com notícias falsas, ele roubava dados bancários e senhas de cartões dos infectados. O Twitter foi obrigado a extinguir as contas dos usuários contaminados e encaminhou-lhes um e-mail explicando como se livrar da praga. Agora, o Twitter estuda encurtar ele mesmo os endereços. Enquanto isso, cuidado com os links.
Fonte: Revista Época

O grande erro das redes sociais

Por Ricardo Lacerda
Está na hora de as empresas monitorarem o que as pessoas comentam sobre marcas em redes sociais. É o que afirma o especialista em marketing digital e diretor da Agência Publiweb, Conrado Vaz, que nesta quarta-feira desembarca em Porto Alegre para ministrar um workshop sobre o assunto. “As redes podem atingir uma enorme quantidade de pessoas, mas as empresas não são capazes de detectar esses dados porque não se preocupam com eles”, alerta Vaz. Nesta entrevista, ele conta por que as marcas ainda têm tanta dificuldade para se adaptar às particularidades das redes sociais e garante: por enquanto, nenhuma marca utiliza plenamente o potencial do Twitter. Confira:

Recentemente, AMANHÃ publicou uma reportagem mostrando que as marcas estão “perdidas” no ciberespaço. Você concorda?
Vejo que não só as marcas, mas as próprias empresas estão perdidas. O modelo mudou do monólogo para diálogo. O discurso de colocar o consumidor no centro de toda a ação agora é uma exigência. O problema nesse aspecto é que as empresas, as faculdades e, principalmente, as agências não prepararam seus modelos de negócio para essa mudança. O consumidor quer interatividade, mas as agências ainda aconselham seus clientes a impor a comunicação onde o consumidor estiver – independente de ele querer isso ou não. Os consumidores querem se relacionar com suas marcas, só que elas não sabem como gerir esse relacionamento.

Quais são os erros que levam as empresas a manter esse descompasso com o comportamento do consumidor?
Um deles é achar que a mídia de massa gera o tipo de relacionamento que os consumidores querem. Quando o consumidor entra na internet, ele lê nos fóruns a opinião sobre cada marca e descobre aqueles problemas que não aparecem na propaganda – e aí o investimento de milhões vai por água abaixo. Não se pode mais achar que uma mentira contada dezenas de vezes no horário nobre se transforma em verdade. Era assim na época que o consumidor não tinha nenhuma opção. A TV era sua grande fonte de informação e, diante disso, tudo que era falado nela tinha credibilidade. Hoje, o consumidor quer se relacionar com as marcas, quer descobrir o que é bom e o que não serve, quer pesquisar preços, compartilhar informações com seus amigos e exercer sua atividade no mercado.

O que são as “redes submersas” de comunicação e por que as empresas devem prestar atenção nisso?
Quando você fala com um amigo seu pelo MSN sobre um produto, posta em um blog uma opinião negativa sobre uma empresa ou começa um movimento para assinar um projeto como o "Ficha Limpa" pela rede, existe um conteúdo informacional enorme que passa despercebido pelas empresas. Ele pode atingir uma enorme quantidade de pessoas, mas as empresas não são capazes de detectar esses dados. Mas são essas redes submersas – de dados, opiniões, críticas, sugestões de melhoria e outras informações cruciais – que estão fazendo cada vez mais a diferença na taxa de conversão de pessoas que “têm contato com a marca” para pessoas que “compram o produto”. Essas redes são detectáveis e representam uma fonte de dados preciosa para qualquer negócio. É a melhor pesquisa de opinião ou pesquisa de mercado que a empresa poderia ter. E é gratuita.

Hoje, é comum vermos campanhas claramente desenhadas para se tornarem “virais”. No entanto, muitas delas fracassam ou deixam a impressão de que estão “forçando a barra”. Existe alguma característica comum que diferencie o marketing viral bem-sucedido daquele que dá em nada?
As empresas acham que viral é lançar um vídeo engraçado na internet. É muito mais do que isso. As campanhas virais são aquelas que capturam o espírito da época, a necessidade do consumidor, aquilo que ele já queria ler ou fazer. O Obama é um excelente exemplo. Ele é um excelente produto. Após uma política que praticamente quebrou os EUA, surge alguém que representa o contrário daquilo que os americanos estavam acostumados nos seus últimos 500 anos: um negro democrata defendendo reformas. Praticamente um conto de fadas – algo muito semelhante como que aconteceu na campanha do Beatle, o nosso fusca, nos EUA na década em 1959, com o "Think Small". Tanto o Obama quanto o Think Small foram virais porque tinham excelentes histórias e representavam o que o público queria em termos de mudança. Viral é muito mais do que um vídeo engraçadinho: é capturar o espírito das massas, é ler o consumidor e entender o que ele quer.

Na sua visão, quais são as empresas que exploram plenamente o potencial do Twitter como meio de construção de marca?
Plenamente, nenhuma. A Zappos é um bom exemplo, mas ainda poderia melhorar. O Twitter não é uma ferramenta de propaganda, é uma tremenda ferramenta de relacionamento. A maioria das empresas não vê o correto papel do Twitter porque não entenderam direito nem o que era blog ou qual o princípio que a internet traz em si. Acham que o Twitter é apenas uma ferramenta, quando na verdade ele encerra um novo conceito que tem muito mais a ver com a nossa ansiedade de informação e de imediatismo na comunicação.
Fonte: Revista Amanhã

20100830

Uso excessivo de redes socais pode gerar conflitos de identidade

Acordar pela manhã, escovar os dentes, tomar um café rápido e sentar-se à frente do computador, que, naturalmente, já estava ligado desde a madrugada anterior. E-mail aberto, MSN e Gtalk em status “ocupado”, mostrando frases longas para declarar o novo dia. “O que você está fazendo?/O que está rolando?”, pergunta o Twitter, enquanto o upload daquela nova foto é finalizado no Orkut — e no Facebook. É assim até anoitecer, quando os “amigos” mais velhos estão chegando do trabalho para reclamar do trânsito, do chefe e da namorada que foi embora, para comentar as novas atualizações no perfil de uma personalidade qualquer ou para conferir os vídeos mais votados no YouTube.

Se a história é familiar, não fique assustado. A geração de usuários da internet nascida depois de 1990, década em que a rede mundial de computadores se tornou popular, está crescendo com uma necessidade cada vez maior de estar conectada e afirmar sua identidade de forma on-line. “Quanto mais uma pessoa tem informação, debates e conversas pela internet, mais ela precisa ter para se informar e mostrar ao mundo quem ela é”, explica o psicólogo e terapeuta do comportamento Gilberto Godoy.

O estudante de publicidade Filyppe Saraiva, 23 anos, conta que se sente mal quando passa mais de um dia sem entrar na internet. “Uma semana off-line? Acho que fico maluco. É muita coisa para ler e comentar.” Filyppe está conectado atualmente a 17 redes sociais e passa todo o tempo on-line em alguma delas, seja pelo computador ou pelo celular. “Preciso acompanhar as notícias que chegam ao meu e-mail por serviços de reader, comento em alguns blogs, respondo vários e-mails. Passo o dia acompanhando o Twitter pelo celular e sempre que tenho tempo livre posto em um dos meus três blogs — um sobre poesias e música, um site de conteúdo geek (direcionado apenas a coisas tecnológicas) e um blog onde comento temas do dia a dia.”

Exagero? Ele explica que já se sentiu sufocado pelo número de redes sociais que usa, mas que hoje consegue lidar bem com todas. “Chega uma hora em que você perde todo o tempo livre para ler todos os assuntos que te interessam, conversar com os seus amigos que estão no MSN ou adicionar todo mundo que aparece no Orkut. Precisei desistir de várias dessas redes para amenizar essa necessidade de acompanhar tudo. Algumas pessoas que conheci não souberam lidar com isso da mesma forma”, comenta.

A bancária Kate Saraiva, 22 anos, não tem os mesmos hábitos que o primo Filyppe. “Leio meus e-mails e tweets pelo celular. E só. Mal consigo manter conversas muito longas pela internet. Já tentei e cheguei a fazer amizades importantes pela web, mas nada substitui o contato que tenho com meus amigos, mesmo que por telefone, em cidades diferentes. De certa forma, viver nesse mundo cibernético nos mantém distantes, nada é muito real. Acho estranho quem consegue passar o dia na frente do computador. Não dá certo para mim”, explica Kate.

Esconderijo
Gilberto Godoy explica que essa necessidade de estar conectado deve ser observada com cuidado pelo internauta. Segundo ele, há pessoas que se tornam tão intimamente ligadas àquilo que postam e leem na web que passam a viver essa realidade em horário integral. “Os amigos são todos virtuais. Essa pessoa só se sente à vontade para se expressar pela internet. Aos poucos, ela não precisa se relacionar com alguém pessoalmente, já que é mais seguro se `esconder` atrás de um perfil.”

O psicólogo ainda chama atenção para a falta que os relacionamentos interpessoais podem causar. “O indivíduo se encontra em uma busca incessante por complementação. Ele quer se sentir aprovado, quer que gostem da imagem criada na web, se autoafirmar. Essas pessoas sofrem de alguma forma com seus autoconceitos”, explica Godoy. Autoconceito diz respeito à forma com que o indivíduo se percebe no mundo e como acredita que as outras pessoas a veem. “Quem passa o dia navegando na internet passa a formar seu autoconceito também a partir da aceitação que tem dos amigos virtuais. O que eles comentam sobre suas fotos, sobre seus gostos e sobre aquilo que é dito vai influenciar de alguma forma a maneira com que o indivíduo se aceita”, avalia.

Filyppe acredita que vários dos amigos virtuais que conheceu gostam de exaltar suas características principais, criando espécies de personagens, para que serem melhor aceitos. “Todo mundo tem aquele amigo no Orkut ou segue um perfil no Twitter que se apresenta como ‘a bonita’, ‘o nerd’, ‘o depressivo’ ou ‘o inconformado’. Conheci gente que passava o dia comentando coisas absurdas sobre a própria vida para ter um retorno. A qualquer momento do dia, eles estavam on-line, falando de tudo, o tempo todo. Isso é impossível para mim.”

Godoy afirma que o excesso de redes sociais e a dependência da conexão podem gerar conflitos de identidade. “Essa relação com a internet começa a ficar nociva quando o usuário passa a viver e precisar desse personagem que criou para si. Será que alguém é mais feliz porque tem mais seguidores, mais comentários, mais fotos publicadas? Algumas pessoas podem acreditar que sim”, explica.

Criatividade
Especialista em educação na web da Universidade de Brasília (UnB), o professor Luis Teles afirma que a internet e as múltiplas opções de sociabilidade que ela oferece podem ser usadas de forma positiva. “A identidade on-line deve ser usada a favor do internauta, como espaço para a exaltação da criatividade e das qualidades diversas que esse indivíduo tem. Não há nada mais gratificante do que a comunicação presencial. Por outro lado, a comunicação pela web vem para somar valor ao indivíduo, quando bem usada”, explica o especialista. Kate Saraiva exemplifica isso ao lembrar que muitas empresas recorrem à internet na hora de conhecer melhor seus colaboradores. “Eu sou aquilo que coloco na internet. Meu trabalho, minha identidade está ali. Muita gente consegue usar isso a favor.”

O blogueiro Daniel Carvalho, 23 anos, conseguiu aplicar o gosto pela internet ao criar um personagem completamente diferente dele. Desconhecido até 2008, o criador da personagem virtual Katylene e recém-contratado da MTV afirma que a internet nunca foi um problema. “Por conta do blog, preciso passar o dia conectado à internet. Recebo muitos e-mails e se passo um tempo maior sem postar, recebo mensagens dos leitores cobrando atualização”, conta. Mesmo com o trabalho pesado, Daniel se esforça para manter uma vida tranquila longe do computador. “Sempre gostei de estar on-line e adoro o meu trabalho. Isso, porém, não muda o fato de que preciso viver o mundo real também”, afirma.

O professor Luis Teles afirma que o segredo é não tratar a internet como a única opção na hora de se comunicar. “Qualquer pessoa tem necessidades fora da internet. Quando isso passa dos limites e atrapalha as relações interpessoais do indivíduo, talvez esteja na hora de desligar o computador.”
Fonte: Correio Braziliense

20100723

Eleições | Participe do 1º debate on-line presidenciáveis 2010 no dia 26 de Julho

Para quem não sabe somos um dos países mais avançados em termos de tecnologia para eleições. Mas isso não quer dizer que somos um dos mais democráticos e entendidos no assunto, pelo menos os eleitores não muito.

Aproveite essa revolução que a Internet e as mídias sociais estão criando e seja mais cidadão, mais patriota e participe do 1º debate on-line com os candidatos à presidência da república.

O 1º Debate On-line Presidenciáveis 2010 é uma iniciativa dos portais iG, MSN, Terra e Yahoo!, que funcionam 100% na Internet, ou seja, não têm ligação direta com nenhuma outra mídia.

A objetivo central do projeto é oferecer aos cidadãos brasileiros o acesso facilitado e direto às propostas dos atuais candidatos à Presidência da República. Este é o primeiro debate do período eleitoral de 2010 e também o primeiro confronto de ideias entre presidenciáveis realizado pela Internet brasileira.

Além disso, o projeto também explora um ambiente altamente interativo para aproximar a população das questões políticas e ressaltar a necessidade de participação popular.

O 1º Debate On-line Presidenciáveis 2010 também é feito pelo internauta, que pode enviar questões sobre qualquer tema de interesse. Para participar, existem três formas:

Auditório: Para participar, basta acompanhar as informações veiculadas nos sites iG, MSN, Terra e Yahoo!.

Perguntas: Durante as semanas que antecedem o debate, os internautas poderão enviar suas perguntas aos candidatos através dos portais participantes. Basta visitar os sites iG, MSN, Terra e Yahoo! e acessar as páginas especiais sobre o 1º Debate On-Line Presidenciáveis 2010.

Mídias Sociais

Facebook: Após curtir a página Debate On-line 2010, os internautas poderão confirmar sua presença no evento, assim como postar suas perguntas a partir da zero hora do dia 26 de julho, no próprio perfil.

Twitter: Além da atualização diária com assuntos relacionados à corrida eleitoral, os internautas poderão enviar suas perguntas via Twitter, a partir da zero hora do dia 26 de julho, para @debateonlinebr, com a hashtag #debateonline. Serão selecionadas perguntas a serem realizadas no bloco final do programa.

Participe do processo que promete mudar – para melhor – a cara da política nos meios on-line!
Fonte: Mídia Boom

20100721

NOVAS MÍDIAS - O fim dos jornais impressos?

O anúncio feito nesta semana sobre a migração do Jornal do Brasil para plataforma totalmente digital reacendeu as discussões sobre a substituição dos meios impressos de comunicação por conteúdos digitais. A partir de setembro, o periódico surgido em 1891, no Rio de Janeiro, e considerada uma das mais tradicionais publicações da imprensa nacional, estará disponível apenas através da internet, mediante pagamento de uma assinatura mensal. Uma das motivações da reformulação consiste na adequação do famoso JB ao iPad e similares.

Diante do fato, opiniões contrastantes surgiram: alguns afirmam que se trata de um caso isolado, decorrente de problemas organizacionais da empresa carioca. Outros, mais apocalípticos, acreditam ser este mais um sinal de que os jornais impressos, assim como livros e conteúdos culturais físicos, não continuarão existindo por muito tempo.

No início do ano, o semiologista e escritor Umberto Eco lançou um livro – em parceria com os franceses Jean Claude Carrière e Jean-Philippe de Tonac, roteirista de cinema e jornalista, respectivamente. Intitulada Não contem com o fim do livro, a obra tem distribuição no Brasil pela Editora Record e é traduzida por André Talles. Nela, os três autores dialogam e sugerem alguns argumentos para mostrar que o papel dificilmente será substituído de forma total por tecnologias digitais.

Rotina e intimidade

Ainda assim, deve-se destacar o surgimento de novos e-readers, que tentam deixar a leitura de formatos digitais mais intimistas e sem os tradicionais inconvenientes, possibilitando que jornais e livros consigam ser acompanhados com conforto no aparelho. O Kindle, da gigante de vendas online Amazon, por exemplo, chama a atenção por sua tela, que não cansa a vista – utiliza uma espécie de tinta que "corre" sobre o visor.

É fato que tentar traçar qualquer tipo de prognóstico sobre um tema cujas influências mudam a cada dia é praticamente impossível. O próprio Umberto Eco, apesar de não acreditar que essa extinção do uso do papel acontecerá tão brevemente, deixa claro sua incerteza: "Tudo pode acontecer. Amanhã, os livros podem vir a interessar apenas a um punhado de irredutíveis que irão saciar sua curiosidade nostálgica em museus e bibliotecas."

De qualquer forma, é interessante observar como no curso de toda a história humana documentada as novas mídias, na maioria dos casos, não substituíram as anteriores. Pode-se dizer que cada tipo de meio de comunicação envolve uma diferente experiência, tanto sensorial quanto social, e que se trata de um agregamento de novas formas de se obter informação e conhecimento. O cinema, por exemplo, não foi substituído pelo surgimento da televisão, dos videocassetes, DVDs e nem mesmo pelos downloads na internet. O ato de ir ao cinema não acontece puramente por questões de entretenimento, mas envolve toda a mística e o fetiche que envolvem uma sessão –o cheiro de pipoca e outras guloseimas, a companhia, a organização do espaço da sala e até o próprio fato de, por muitas vezes, ser um pretexto para sair de casa e esquecer, por algumas horas, os problemas da vida pós-moderna. O mesmo acontece com o jornal impresso e com os livros, que frequentemente extrapolam suas funções comunicativas para serem partes de uma certa rotina e intimidade, de efetivo contato físico. (Quem nunca tomou um café da manhã com um jornal aberto?)

Uma revista em formato de jornal

Essa perda de intimidade pode ser descrita a seguir:"O que ganharemos com esses novos livrinhos brancos e, principalmente, o que perderemos? Hábitos ancestrais, talvez. Certa sacralidade com que o livro foi aureolado no contexto de uma civilização que o instalara no altar. Uma intimidade especial entre o autor e seu leitor que a noção de hipertextualidade irá necessariamente constranger. A ideia de `cercado´ que o livro simbolizava e, justamente por isso, evidentemente, algumas partes de leitura", afirma Tonac, no prefácio de Não contem com o fim do livro.

É inegável que a internet, principalmente por seu caráter colaborativo, é talvez a forma mais rápida de se obter informações sobre fatos relevantes que estão acontecendo no momento da leitura. Também é impossível deixar de afirmar que essa talvez seja a maior revolução e democratização do conhecimento livre da história, se tornando uma ferramenta fantástica. Ainda que grande parte dos leitores dos periódicos tradicionais deixem de acompanhá-los, é possível manter uma base sólida de assinantes, dando ao jornalismo impresso um caráter mais reflexivo, opinativo, denso – com grandes reportagens (tendência que já vem acontecendo desde o surgimento da televisão e do rádio, mas que deve se fortalecer nos próximos anos).

Um bom exemplo é o semanário alemão Die Zeit (O tempo). Em um formato de papel grande para o que estamos acostumados no Brasil, mas comumente utilizado nos países nórdicos, a publicação resiste e mantém a média de 500 mil exemplares vendidos por edição. Talvez a sua vendagem não tenha sofrido quedas devido ao fato de a publicação contar com abordagens densas dos temas considerados mais relevantes na semana, por muitas vezes quase filosóficas, quando há o envolvimento de questões políticas, culturais e comportamentais; atingindo quase o status de uma revista, em formato de jornal. Se esse será o destino de boa parte da mídia impressa, nos resta aguardar.
Fonte: Observatório da Imprensa

20100720

Adolescentes perdem interesse no Facebook, revela estudo

Que o Facebook é um gigante ninguém contesta. Porém, o site que conta com milhares de usuários pelo mundo, vem perdendo adolescentes de sua base.

De acordo com um estudo feito pela OTX e o site Roiworld nos EUA, aproximadamente 1 em cada 5 adolescentes deixaram de usar ou cancelaram seu perfil na rede social em abril de 2010.

Não é só o Facebook que vem sofrendo com o abandono dos teens. O MySpace registrou em seus números 22%, enquanto o YouTube e Twitter 15%.

Quais são os motivos?
A pesquisa mostra que, no caso do Facebook, onde poderia se esperar uma reação devido às questões envolvendo segurança que surgiram esse ano, a razão principal é que eles consideram o site chato. Simples assim.

Manter esse público conectado e interessado é um grande desafio. Para uma rede poderosa como o Facebook mais ainda. A questão é: o que fazer pra manter esses jovens ávidos por novidades envolvidos em um site?

Eles amam jogos online
Jogos online podem ser uma boa saída e considerados uma alternativa barata para relaxar, se divertir e matar o tempo junto aos amigos.

De acordo com o estudo, 73% desse público joga na internet, com 81% dentro do Facebook. O tempo destinado à diversão é incrível, chega a 7h por semana.

Principais números da pesquisa
Razões para menor uso do Facebook em abril de 2010

Perda de interesse / é chato – 45%
Maior interesse em visitar outros sites – 28%
Muitas notificações – 27%
A maioria ou todos os amigos não usam o Facebook – 21%
Está cansado de tentar manter todas as atividades – 21%
Muitos anúncios – 20%
Teve problemas em encontrar pessoas conhecidas – 18%
A maior parte dos amigos está em outra rede social – 16%
Outras redes sociais são melhores – 16%
O Facebook não oferece as funções que querem – 16%
Os pais entraram da rede – 16%





























Fonte: Portal Voit

20100719

Redes sociais prejudicam as notas escolares? Parece que não

Há algum tempo um estudo da Universidade Estadual de Ohio apontou que a rede social Facebook era a grande culpada pelas notas baixas dos estudantes norte-americanos. De acordo com o estudo, os jovens que passavam tempo navegando pela rede social tinham menos disposição para estudar. No entanto, um novo estudo surgiu afirmando que a rede social não influencia nas notas escolares.

A conclusão foi de pesquisadores da Universidade Northwestern, com um estudo chamado "Preditores e consequências de diferentes práticas em sites de redes sociais". De acordo com eles, o uso sem medidas de redes sociais como Facebook e MySpace por estudantes não afeta as notas escolares. Outros pontos como etnia, sexo e nível educacional dos pais são mais decisivos nas notas.

Segundo o estudo, garotas tendem a ter notas melhores que garotos durante a idade escolar. Além disso, alunos cujos pais possuem diploma universitário apresentam melhor rendimento na escola.

Os pesquisadores também incluíram no estudo dados sobre o uso da internet em geral comparado ao uso de redes sociais, apontando que não há diferenças significativas no rendimento escolar.

Ainda de acordo com o estudo, o uso da internet e redes sociais melhora as habilidades dos estudantes e até auxilia no desempenho escolar. Além disso, os pesquisadores apontam que os estudantes são perfeitamente capazes de diferenciar o momento escolar do tempo livre dedicado à internet.
Fonte: Olhar Digital

20100618

Brasileiro é líder mundial no uso de redes sociais

Levantamento atribui liderança ao Orkut, que hoje tem cerca de 24 milhões de usuários ativos no país.
De acordo com um estudo divulgado nesta terça-feira, 15/06, pela empresa de pesquisas Nielsen, o Brasil liderou o número de visitas em redes sociais em abril deste ano.

O levantamento apontou que 86% dos usuários ativos de internet no País acessaram redes sociais. A Itália ocupou o segundo lugar no número de acessos (78%), seguida da Espanha (77%). Japão (75%), Estados Unidos (74%), Inglaterra (74%), França (73%), Austrália (72%), Alemanha (63%) e Suíça (59%) completam a lista.

Entre os dez primeiros, quem lidera o ranking em tempo de visitação, no entanto, é a Austrália, com 7h19min de conexão por mês. Já no Brasil, o tempo estimado é de  5h03min.

O levantamento atribui todo esse sucesso das redes sociais no Brasil ao Orkut, que veio para o País em 2004 e hoje tem cerca de 24 milhões de usuários ativos.

Já o Facebook é mais popular na Itália. No estudo do uso global da rede, o país aparece em primeiro lugar, com 66% de usuários ativos. Austrália (63%) e Estados Unidos (62%) surgem em seguida. O Brasil ocupa o 9.º lugar,  com cerca de 26% dos internautas visitando a rede social.

O número de visitas em redes sociais em todo o mundo aumentou 24% em comparação com o ano passado e os internautas gastam em média 66% mais tempo nesses sites do que há um ano.

No ranking de destinos online mais populares, o Google sai na frente, com 82% dos internautas visitando o buscador. Em seguida vêm o MSN/Windows Live/Bing (62%), Facebook (54%), Yahoo! (53%), Microsoft (48%) e YouTube (47%).
Fonte: Olhar Digital

20100310

Nova forma de perguntar - FormSpring vira mania na rede

Uma rede social baseada em perguntas e respostas virou mania na Internet, principalmente entre os adolescentes. É o FormSpring, um site americano lançado em novembro que chegou a 3,9 milhões de usuários únicos no Brasil em janeiro — o equivalente a 10,5% de todos os internautas no Pais naquele mês — segundo números do IBOPE Nielsen Online.

A quantidade de usuários do Formspring no Brasil triplicou entre dezembro e janeiro, desempenho só alcançado no Brasil pelo Orkut, que em 2004 também precisou de apenas três meses para alcançar audiência semelhante.

"Está uma febre, mais do que o Orkut. Eu nem entro mais no Orkut, mas todo dia vejo se tem alguma pergunta nova no FormSpring", conta May Linn Lao, 16 anos, estudante do segundo ano do ensino médio no Rio de Janeiro, que se cadastrou no site em dezembro seguindo a dica de uma amiga da escola.

Como toda ideia que faz sucesso rápido na Internet, o FormSpring é simples. O internauta preenche um cadastro e cria uma página pessoal onde receberá perguntas de outros internautas. "É como o caderno de perguntas de antigamente", explica May Linn. Para fazer perguntas não é preciso ser cadastrado nem se identificar já que o internauta pode mandar manter anonimato, o que torna a brincadeira mais interessante. "As vezes fico muito curiosa para saber quem perguntou, mas não tem como". O usuário do serviço sabe que pessoas ele segue mas não sabe quem o segue, o que permite o anonimato. O internauta não é obrigado a responder se não quiser. Ele pode apagar perguntas e bloquear pessoas.

A interação com outras redes ainda deixa a desejar. Pode se entrar no FormSpring e criar uma página com as credenciais (log e senha) do Facebook. No Facebook há um aplicativo para que as respostar do FormSpring apareçam no Facebook. Nos testes, as pesquisas no FormSpring, inclusive a busca por contatos no Facebook e no Tvitter, não funcionaram. Mas isso não atrapalha a formação das reles de contatos.
Mariah de Luna, 12 anos, estudante do oitavo ano do ensino fundamental em São João de Meriti, conta que conheceu o serviço pelo MSN de uma amiga que usou o endereço de sua página no FormSpring como assinatura. Para mostrar aos amigos sua página ela publica o endereço no MSN e no Orkut.

Se engana quem pensa que a mania é só para adolescentes. O administrador Anderson Zacarias, 31 anos, de São Paulo, conheceu a namorada pelo FormSpring. "Ela mandou a pergunta: casado, solteiro ou enrolado? Depois me adicionou no Orkut, puxou papo no MSN. Nos encontramos pessoalmente e depois começamos a namorar", conta.

De carona no Orkut

Das referências feitas ao FormSpring, 28,2% vêm do Orkut e 14, 1% do Twitter, diz o IBOPE Nielsen Online
Diversão com segurança

Por mais inocente e divertida que pareça a brincadeira, o FormSpring requer alguns cuidados. Rodrigo Nejm, diretor de prevenção da ONG SaferNet, lembra que é preciso ter em mente que a Internet é um espaço público, logo não é lugar para expor informações pessoais que podem ser acessadas por pessoas mal intencionadas.

Ele conta que em poucos minutos de pesquisa encontrou adolescentes revelando onde moram, estudam e até o número de telefone. Quem acredita que só os amigos vêm suas respostas está enganado. Dá para reunir informações sobre uma pessoa a partir de respostas dadas aos amigos. "Um pedófilo, um aliciador ou este lionatário pode juntar as peças", alerta.

A estudante May Linn tem um comportamento exemplar. "Nunca respondo perguntas muito pessoais e evito dar detalhes", diz. Além disso, ela conversa com os pais sobre sua vida online. "Os pais têm que deixar os filhos acessarem, mas com acompanhamento e orientação. E não deixar que as atividades na Intemet atrapalhem os estudos", diz a professora Liniana Liao, mãe de May Linn.

0 diretor da SaferNet concorda que não há como proibir os filhos de acessar o que quiserem. "É melhor que o adolescente acesse em casa e com orientação dos pais", explica.

Jornal O Dia, com citação a dados do IBOPE Nielsen Online

20100208

7 formas de potencializar a colaboração pelas redes sociais

Veja como as diversas plataformas da web 2.0 podem ajudar a envolver as equipes no seu negócio

As ferramentas de Web 2.0 invadiram o nosso mundo pessoal e também o corporativo. Saber como utilizar toda essa tecnologia a favor da empresa é a grande questão do momento para os gestores. Para ajudar as lideranças nesta dura tarefa, a reportagem da HSM Online conversou com Luis Augusto Lobão Mendes, professor de estratégia e desenvolvimento organizacional da Fundação Dom Cabral, que listou 7 dicas de como utilizar as ferramentas sociais à serviço dos negócios.

Para Mendes, cada vez mais, o modelo de criação de valor é chamado de peer production, ou peering – uma descrição do que acontece quando grupos de pessoas e empresas colaboram de forma aberta para impulsionar a inovação e o crescimento. “Hoje, as coisas estão mudando. O acesso crescente à tecnologia da informação coloca nas pontas dos dedos todas as ferramentas necessárias para colaborar, criar valor e competir. Isso libera pessoas para participarem da inovação e da criação de riqueza em cada setor da economia. MySpace, YouTube, Linux e Wikipédia”, explica.

O professor da Dom Cabral alerta que os exemplos atuais da colaboração em massa, são apenas o começo. Ele ressalta que novas infra-estruturas colaborativas de baixo custo permitem que milhares de indivíduos e pequenos produtores criem conjuntamente produtos, acessem mercados e encantem os clientes.
Além disso, dia após dia, a sociedade encontra novas aplicações para a rede, tornando-a acima de tudo um fenômeno social. “Poucas invenções influenciaram a humanidade com tal rapidez, forjando novos padrões de comportamento e, efetivamente alternada a forma como as pessoas executam tarefas diárias e vivem suas vidas. No entanto o potencial da rede é ainda muito pouco explorado pelas empresas. Apesar de praticamente todas as empresas terem seus sites e endereços eletrônicos, poucas demonstram compreender as possibilidades que a internet representa como ferramenta para o sucesso dos negócios”, diz.

Portanto, a chamada Web 2.0, permite que as empresas extraiam conhecimento de seus stakeholders, independente de sua localização, colaboração e participação. O que permite alcançar conhecimento e inteligência humana como nunca visto antes. Confira então as 7 formas para potencializar as ferramentas digitais na sua empresa.

- Atenda melhor e dê informações aos seus clientes: seja por meio de FAQs, Dicas, VoIP on-line ou Chat on-line não deixe seu cliente falando sozinho. Mantenha o diálogo.

– Aumente o ticket médio: mantenha os produtos relacionados à sua empresa conectados diretamente no site de venda on-line em formato de promoção de compra conjunta.

- Encante: desenvolva uma wish list, recomendações personalizadas ou infomercials em vídeo.
– Facilite: tenha um histórico de pedidos, comparativo de produtos, mais vendidos, classificação/busca/sugestão por atributos especiais, aviso de produto esgotado, aviso de produto disponível e onde encontrar.

– Crie em grupo: abra um canal de votação de idéias, sugestões e dicas. Crie testes em tempo real por meio de comunidades como Facebook, Flickr, Youtube, construindo-se um diário de bordo de cada um participante. Utilize o Linked In para Recrutamento e Seleção, disponibilizando um espaço no site para envio de curriculuns.

- Maior conveniência ao trabalho remoto: MSN, Webex, Telepresença e Skype

– Compartilhe o conhecimento: Crie Wikis, FAQs, Podcastin, Videocasting, Portal, Second Life, Linked In ou comunidades internas para a troca de conhecimento entre os colaboradores da empresa.

By HSM Online