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20110104

20 anos de celular no Brasil

Por Filipe Tavares Serrano

Há 20 anos, o celular chegou ao Brasil. Duas décadas que mudaram a forma como o brasileiro se comunica, e, hoje, com quase 200 milhões de linhas de celular ativas, somos o quinto país do mundo com maior número de acessos móveis. Todo esse milagre da multiplicação está ligado ao fato de que as redes de celular servem cada vez mais para trocar dados – isto é, acessar a internet.

Smartphones puxam a mudança. De janeiro a outubro do ano passado, as vendas desses aparelhos cresceram 148% no Brasil, segundo levantamento do instituto de pesquisa Nielsen, que audita os pontos de venda de celular. Além disso, o preço pago pelos smartphones caiu em média 30%. No mesmo período, as vendas de telefones móveis em geral cresceram 19% – e o preço dos aparelhos caiu 2%.
Em novembro, já eram mais de 13,5 milhões de celulares 3G no País. Acha muito? A consultoria Informa Telecoms & Media estima que eles serão 192 milhões em 2015, e os smartphones representarão quase 4 em cada 10 (37,5%) dos 268 milhões celulares em atividade no Brasil em quatro anos. A expectativa é que muitos comecem a usar a banda larga a partir das redes móveis, ao invés da fixa, que ainda é restrita no País.

Apesar do rápido crescimento no número de celulares e do otimismo, o Brasil ainda enfrenta obstáculos. O preço das tarifas de voz e dados estão entre os mais altos do mundo, e a velocidade dos modems 3G deixa a desejar. Quem sabe os próximos 20 anos serão diferentes.

Fonte: Estadão

20100720

Cresce o uso de mobile commerce

O uso de mobile commerce, ou m-commerce, vem aumentando a passos largos. Enquanto alguns ainda discutem se a tecnologia é sucessora legítima do e-commerce ou se ambos se complementam, mais e mais pessoas vêm experimentando as facilidades de incluir os aparelhos celulares em suas transações comerciais e criando novas oportunidades de negócios.

Pagamentos via telefonia móvel vêm sendo viabilizados com segurança. Tanto o sistema financeiro como as operadoras estão num estágio interessante de desenvolvimento em relação ao amplo uso da tecnologia. O dinheiro, que já foi de metal, papel e plástico, passará a ser virtual em curto espaço de tempo. Toda transação será realizada via dispositivo móvel. Não só isso, a partir do aparelho celular, será possível fazer todo tipo de transação: desde um financiamento bancário até a compra de tíquetes para o teatro. Nesse caso, bastaria aproximar o celular a uma célula de identificação instalada nas catracas.

Várias tecnologias disputam entre si para serem adotadas como padrão dos pagamentos físicos e virtuais. Afinal, o número de celulares em uso no Brasil é praticamente igual ao de sua população – quase 190 milhões. Com os dispositivos de segurança em fase de aperfeiçoamento, pagar uma conta fazendo uso do aparelho celular oferece um nível igual ou superior de segurança nas transações bancárias via internet.

Criptografados, os dados pessoais do usuário podem ser acessados somente se o cliente digitar sua senha – semelhante ao cartão de débito. Basta aproximar o celular a um leitor habilitado (POS), conectado a um terminal. As informações são transmitidas pelo telefone através de uma antena de curto alcance e a informação de pagamento é processada rápida e seguramente.

A popularização do mobile commerce dependerá das vantagens competitivas, principalmente em termos de custo e praticidade. Outro detalhe importante e que previne problemas é o estabelecimento de um teto para algumas transações comerciais em tempo real. Para compras acima do valor estipulado, a operação não seria mais semelhante ao débito automático, e sim ao cartão de crédito tradicional.

As redes 3G já são consideradas um divisor de águas. E as 4G devem chegar ao Brasil em 2012. Hoje, as 3G representam apenas 1% da base instalada. Trata-se de um grande passo da tecnologia móvel, com três modos opcionais: o W-CDMA (wireless code division multiple access), muito usado na Europa e em alguns países asiáticos; o CDMA (code division multiple access), adotado na América do Norte; e o TDD/CDMA (time division duplex/CDMA), utilizado na China.

No Brasil, ainda não há muitas definições sobre o modo a ser adotado como padrão. Muitos avanços vêm sendo realizados em termos de protocolos, padrões, infraestrutura e aceitação do conceito m-commerce. Mas são as limitações relacionadas a memória, bateria e segurança que ainda exigem mais atenção.
Fonte: Techlider

20100708

A polêmica da internet rápida

Por Andreas Müller

Lançado em maio pelo governo federal, o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) está apenas no começo – ainda longe, portanto, de alcançar os resultados almejados. Mesmo assim, já há quem veja problemas na iniciativa que visa a triplicar o acesso a banda larga no país até 2014 dos atuais 11,9 milhões para cerca de 40 milhões de domicílios. Uma das ressalvas diz respeito às ambições do plano, pequenas demais se comparadas à realidade dos países desenvolvidos.

Por exemplo: a meta do Ministério das Comunicações é levar conexões de pelo menos 1 Mbps a todos os municípios brasileiros. “Poderia ser mais. Hoje, todos os países estão buscando universalizar a banda larga de 100 Mbps. Mas nós estamos começando por apenas 1 Mbps”, compara Anderson André, diretor da área de “service providers” da Cisco Systems, uma das grandes fornecedores de equipamentos e soluções de telecomunicações do mundo.

Outra reclamação, esta mais polêmica, é quanto ao peso do setor público no PNBL. Ao todo, o plano prevê investimentos de R$ 12,8 bilhões em pesquisa e desenvolvimento de soluções tecnológicas e em desonerações fiscais para os prestadores de serviço de banda larga. Só a estatal Telebras, que atuará como gestora da iniciativa, deverá investir R$ 5,7 bilhões – sendo que, deste total, R$ 3,2 bilhões virão diretamente do Tesouro Nacional. “Estamos resgatando uma empresa estatal em dívida. Certamente, esse investimento poderia ser melhor aplicado a favor da população”, aponta André.

O BNDES também terá participação intensiva: sozinha, a instituição terá R$ 6,5 bilhões à disposição para financiar a aquisição de equipamentos de telecomunicações – com tecnologia nacional – e mais R$ 1 bilhão para dar giro a micro, pequenos e médios prestadores de serviços de telecomunicações e lan houses. Na prática, as grandes operadoras privadas de telecomunicações terão participação apenas indireta no plano. A ideia é que elas atuem de forma “complementar”, ajudando a difundir o serviço em regiões subatendidas, tais como o Norte e o Nordeste.

O presidente da Telebras, Rogério Santanna dos Santos, explica que o objetivo do plano é, justamente, forçar uma redução nos preços praticados pelas operadoras privadas. Hoje, diz ele, apenas cinco empresas – Oi, NET, Embratel, GVT, Telefonica e CTBC – controlam quase 95% do mercado brasileiro de banda larga. “A nossa banda larga é cara e lenta e se concentra nas regiões de grande concentração econômica e populacional, como o Sudeste e o Sul. O papel da Telebrás é atuar no mercado para forçar uma melhora nesse custo-benefício e universalizar o serviço para as demais regiões”, diz ele a AMANHÃ. Santos acredita que, com os novos parâmetros impostos pela Telebrás, será possível reduzir o preço da banda larga a um terço da média atual – que é de R$ 49 por mês para conexões de 256 Kbps.

Pelo menos em um ponto críticos e criticados concordam: mal ou bem, é hora de investir na universalização da banda larga. Hoje, menos de 6% da população brasileira desfruta de conexão rápida à internet. “O lado bom do PNBL é que finalmente o governo decidiu investir na difusão da banda larga. Esse tipo de serviço deveria ser considerado um fator básico de infraestrutura”, entende André, da Cisco Systems.
Fonte: Amanhã

3G: confira um estudo da qualidade do sinal no Brasil

Você sabe qual é a melhor operadora de telefonia móvel do país? Esta é uma pergunta difícil de ser respondida, já que a qualidade do sinal varia de cidade para cidade e até mesmo de bairro para bairro. Mas foi na tentativa de trazer mais informações pra os brasileiros que o carioca e técnico em informática Gabriel Subtil criou o Sinal3G, um site que utiliza a plataforma do Google Maps para que usuários de pacote de dados em todo o país possam relatar suas experiências com o serviço de forma rápida e gratuita.

Desde o início do ano, Gabriel está encorajando os visitantes do site a responder algumas perguntas como velocidade contratada, estabilidade do sinal e preço cobrado pelo serviço no local onde residem. O resultado foi um banco de dados com informações de mais de 1500 voluntários espalhados por todos os estados do Brasil.

Apesar de pequena, a amostra conseguiu levantar algumas informações bastante interessantes: 29% dos participantes consideram o sinal 3G ruim onde moram, contra 8% que consideram o sinal muito bom. Apenas 15% dos entrevistados usam o 3G para acessar a internet pelo celular. O restante usa o 3G para conexão no computador, o que pode indicar uma deficiência na rede de banda larga em cidades menores (52% dos participantes não moram nas capitais de seus respectivos estados).

Você pode conferir a pesquisa completa aqui e relatar suas próprias experiências com o sinal 3G aqui. Muito em breve, o Olhar Digital e o site Sinal 3G farão uma pesquisa ainda mais aprofundada, dando um panorama geral da qualidade da cobertura em todo o Brasil. Você também poderá participar. Fique de olho!
Fonte: Olhar Digital