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20110215

Internet 2010 em números


Na última quinta-feira, 13, a consultoria Royal Pingdom divulgou um relatório referente ao comportamento mundial na web durante 2010.

Os dados são divididos em categorias de vídeos, fotos, servidores, domínios, sites, e-mail, mídias sociais, entre outras. Segundo a consultoria, 107 trilhões de e-mails foram enviados em 2010, uma média de 294 bilhões por dia. Sendo que 89,1% eram spam.

São 2,9 bilhões de contas de e-mail, 25% delas são contas corporativas. O ano fechou com 255 milhões de sites. Somente nos últimos 12 meses, surgiram 21,4 milhões novos endereços.

As mídias sociais não fizeram feio. Foram ao longo do ano contabilizados 152 milhões de blogs, gerados 25 bilhões de tuites e a criação de 250 milhões de novos perfis no Facebook, que hoje conta com 600 milhões no total. No Facebook, rede social criada por Mark Zuckerberg, foram ainda compartilhados 30 bilhões de peças de conteúdo.

A Ásia, segundo o relatório, é o continente com maior população online, com 825 milhões de usuários. A Europa aparece na segunda posição, com 475 milhões. América do Norte (266 milhões), América Latina (204 milhões) e África (109 milhões), Oriente Médio e Oceania fecham a lista, com 63 milhões e 21 milhões, respectivamente.


Fonte: HSM



20101201

Obama ou Olama?


Nas próximas eleições esperamos melhor nível.

Por Marcelo Sant'Iago

Havia grande expectativa sobre qual o papel que a internet teria nas eleições deste ano. Todos os especialistas em marketing se perguntavam quem seria o novo Obama, que usou com inteligência os meios digitais em sua campanha, a ponto de ter sido eleito o anunciante do ano no festival de publicidade em Cannes.

O IAB, inclusive, em um evento reuniu os responsáveis pelas ações online dos principais candidatos a presidente, apenas para fomentar e entender esta discussão, que gerou um belo painel no evento de 15 anos da entidade.

Enfim, sendo o Brasil mundialmente reconhecido como o país onde as pessoas passam mais tempo online e o paraíso das redes sociais, este sentimento era natural.

Perdoem meu trocadilho, mas o uso da internet nesta eleição esteve muito mais para Olama do que Obama. Foi uma baixaria total.

Falo de minha própria experiência: Facebook, Orkut, Twitter, e-mail… bombardeios de todos os lados.

Reza a lenda que teve candidato que criou uma central de produção de factóides, que contou com centenas de pessoas, que eram prontamente desmentidos pela brigada de quem sofria os ataques.

Outro ponto curioso foi o papel do cidadão comum.

Alguns mais ativistas vestiram a camisa de verdade e cegos por uma paixão comparável apenas à futebolística, travaram debates intermináveis, muitas vezes com argumentos tacanhos e, claro, com muitas ofensas pessoas a quem ousava se opor a seu candidato e suas idéias.

Tive um debate desses no Twitter, quando falei que determinada hashtag (palavras antecedidas de # que é utilizado para indexação de assuntos quando você realiza uma busca) estava sendo usada artificialmente para inflar sua relevância, atingir os Trend Topics (os temas mais comentados no Twitter) e dessa forma mostrar a insatisfação das pessoas com determinado candidato.

Ora, o bom profissional de marketing sabe que há técnicas para se fazer isso. Por exemplo, diariamente o pessoal do Pânico em seu programa da hora do almoço solta uma tipo “vamos colocar a Sabrina nos TTs (apelido carinhoso dos Trend Topics)”. Aí vem uma avalanche de tweets com a hashtag que eles inventaram e… bum! Ta lá o assunto como mais comentado.

Voltando a meu debate: uma simpatizante de determinado candidato literalmente me interpelou e insistiu que isso é impossível; e foi além, chegou a me desafiar a criar um tema para ver se ele chegava ou não aos mais falados. Santa ingenuidade, Batman!

Enquanto isso, o YouTube cumpriu seu papel como repositório de vídeos impagáveis, no caso dos candidatos a cargos legislativos. Porém, acredito que foi pouco utilizado de forma eficiente e profissional, para realmente atrair a simpatia e interesse dos eleitores, como fazem grandes marcas com seus produtos em busca de potenciais consumidores.

Enfim, por mais interessante que tenha sido ver de repente todos os meus amigos no Facebook transformarem-se em analistas políticos, o fato é que muito pouco se inovou no lado dos candidatos.

A internet foi apenas mais um canal para transmitir os discursos vazios e retóricos que levaram os debates televisivos a índices pífios de audiência.

Sabemos que nossa legislação eleitoral tem limitações e é retrógada em muitos pontos, incompatíveis até com um mundo de comunicação global. Fica a esperança de que isso possa ser revertido e, em um próximo pleito, a classe política faça uma revisão de como se apresentar e atuar nos meios interativos.
E, principalmente, que os políticos continuem usando este canal para comunicação no dia-a-dia com os eleitores, coisa que já vemos cada vez menos, agora que a eleição passou.

Fonte: Webinsider

20101116

Facebook anuncia sistema para integrar e-mail, mensagens instantâneas e SMS

O presidente da rede social, Mark Zuckerberg, apresentou a novidade como a "evolução do e-mail"
MARK ZUCKERBERG
O presidente do Facebook apresentou o novo serviço, nesta segunda-feira (15), em São Francisco, nos Estados Unidos
O presidente do Facebook, Mark Zuckerberg, apresentou nesta segunda-feira (15) um novo sistema que integra e-mails, mensagens enviadas pela rede social, mensagens instantâneas e SMSs (torpedos por celular). Segundo Zuckerberg, a ideia não é “matar o e-mail”. “É uma evolução e complemento do e-mail.” Será possível utilizar o endereço com final @facebook.com.

Inicialmente, a novidade estará disponível apenas para alguns usuários, que poderão convidar outros internautas para experimentar os recursos na fase de testes.

Os e-mails poderão ser lidos diretamente no Facebook. Zuckerberg afirmou que muitos jovens consideram o “e-mail muito formal” e trocam mais mensagens pela rede social. Diariamente, 4 bilhões de mensagens são trocadas via Facebook.

Fonte: Revista Época

20100830

E-mails em demasia, irritação para a freguesia

Seja sincero consigo mesmo. Você lê todos os e-mails que chegam à sua caixa de entrada? Tenho certeza que a maioria das pessoas responderá que não, afinal, a quantidade de informação que recebemos diariamente pelos diversos tipos de canais de comunicação é assombrosa. São e-mails profissionais, pessoais, piadas, pedidos, correntes religiosas, protestos e uma infinidade de outros assuntos – nem sempre relevantes ao interlocutor.

Isso sem contar todas as outras formas possíveis de nos encontrar: telefones, sites de relacionamento (pessoal e profissional), celulares, bips etc. Mesmo assim, pelo que vejo diariamente acontecer com as pessoas à minha volta, me arrisco a dizer que o celular e o e-mail caminham lado a lado no ranking de ferramentas mais utilizadas para as pessoas nos contatarem.

No entanto, existe uma diferença muito grande entre os dois meios. No celular, normalmente as pessoas nos procuram quando realmente têm algo a dizer. Pode ser algo importante (ou nem tanto), mas o que tem para ser dito é dito e ponto final (não estou falando de namoricos por telefone, que se estendem horas a fio). Já por e-mail as pessoas tendem a ser mais prolixas. E pior, algumas usufruem tanto dessa ferramenta que enchem a caixa dos outros com textos e mais textos nem sempre pertinentes. Sem contar a chuva de spams que lotam nosso e-mail sem pudores.

Reparei nos últimos tempos uma grande dependência das pessoas em utilizar o e-mail para se expressar. Nas empresas, por exemplo, vejo pessoas que sentam lado a lado se comunicarem através de e-mails e, no final do dia, somarem quantidades exorbitantes de mensagens – umas lidas, outras não. Isso acontece por vários motivos.

Os mais preocupados, utilizam o e-mail como forma de documentar pedidos e avisos que, posteriormente, podem gerar algum tipo de problema. Os mais políticos acreditam que por e-mail conseguem manter uma proximidade maior com pessoas que não dão tanta abertura para um contato mais contíguo. Há quem utilize o e-mail por timidez. E outros, ainda, preferem o e-mail por acreditar que se expressam melhor pela via escrita.

Por conta disso, muitas informações realmente relevantes acabam se perdendo em meio a tanta baboseira. Pense comigo: se há uma pessoa que sempre envia mensagens supérfluas, chegará uma hora em que não darei mais atenção a suas mensagens. Mas quando ela me mandar algo realmente fundamental, pelo costume, vou ignorar a mensagens e não terei acesso àquele e-mail ou àquelas informações importantes.

É aí que chego ao ponto em que queria. É preciso ter uma maior consciência ao enviarmos e-mails para nossos contatos. As ferramentas de comunicação têm sido banalizadas por todos, fazendo com que informações importantes não cheguem ao destino corretamente. Veja bem: se você tem o costume de expedir muitos e-mails, sugiro que antes de enviar pense se é realmente necessário.

Existem casos em que você poderá optar por falar pessoalmente ou esperar até que haja uma oportunidade mais adequada. Se for realmente necessário, tente colocar todas as informações numa mensagem só. Assim, evitará que a pessoa retorne aquele e-mail com perguntas que você poderia ter respondido na primeira mensagem. Afinal, a falta de informação gera problemas sérios de entendimento para o interlocutor, assim como pode aumentar exponencialmente o troca troca de mensagens pelo mesmo assunto. A máxima na comunicação não muda: expresse-se de forma clara, concisa e precisa.
Fonte: Revista Amanhã