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20110104

Em marco inédito, Firefox ultrapassa Internet Explorer na Europa

O Firefox, navegador da Fundação Mozilla, ultrapassou o Internet Explorer, da Microsoft, como líder de browsers na Europa.

Trata-se da primeira vez que o navegador da Microsoft perde o primeiro lugar como líder do mercado europeu, segundo uma medição feita pela empresa de estatísticas StatCounter.
Firefox ultrapassou o Internet Explorer, da Microsoft,
como líder de browsers na Europa

Em dezembro, o navegador de código aberto Firefox deteve 38,1% do mercado europeu, enquanto o Internet Explorer ficou com 37,5%. Já o Google Chrome teve 14,6% do mercado (crescimento ante os 5,1% que detinha no mesmo período do ano passado).

"Aparentemente, isso ocorre porque o Chrome está roubando fatias [de mercado] do Internet Explorer, enquanto o Firefox está mantendo sua parte já existente", disse Aodhan Cullen, executivo-chefe da StatCounter, em comunicado.

"Nós estamos vendo o impacto do acordo de competição entre a Comissão Europeia e a Microsoft, a fim de oferecer aos usuários europeus uma escolha e menu de navegadores desde março do último ano", disse Cullen.

Para não pagar uma multa milionária, a Microsoft se viu obrigada pelo Executivo europeu a abrir para os consumidores europeus a opção entre vários navegadores, em vez de se verem obrigados a utilizar o Internet Explorer.

A decisão encerrou um processo de antitruste entre a companhia e o bloco europeu em dezembro de 2009. Desde o começo de março, a Microsoft oferece aos europeus a opção de escolher entre 12 navegadores em mais de 100 milhões de PCs novos e antigos que usam o sistema operacional Windows.

Globalmente, o Internet Explorer detém 46,9% do mercado em dezembro, enquanto o Firefox aparece 30,8% e o Google figura com 14,9%, segundo a StatCounter.

Fonte: Folha de São Paulo

20101223

Veja o que fazer se você for exposto no Google Street View

Especialistas duvidam que brasileiro se sinta muito ofendido por imagens constrangedoras


Lançado em 30 de novembro no Brasil, o Google Street View já gerou alguns flagras constrangedores logo no primeiro dia. O serviço chega aqui depois de causar polêmicas e enfrentar processos por causa do vazamento de dados e da invasão de privacidade em alguns países.

Na Europa, a empresa admitiu que o carro capturou informações de redes sem fio desprotegidas e já corrigiu a falha. França, Itália, Espanha e Portugal abriram investigações. A República Tcheca proibiu o serviço. E, na Alemanha, mais de 100 mil pessoas preocupadas com segurança solicitaram à empresa que apagasse suas casas antes mesmo de o Street View entrar no ar naquele país. Mesmo que o Google desfoque o rosto das pessoas e as placas dos veículos antes de as imagens serem publicadas, a empresa já foi acusada de fotografar muitos moradores em situações constrangedoras. Por isso, quem for flagrado pela câmera de 360º da empresa e se sentir prejudicado por alguma imagem embaraçosa não precisa se desesperar.

Segundo Raphael Loschiavo Cerdeira, especialista em direito digital e sócio do escritório Patricia Peck Pinheiro Advogados, caso alguém se sinta invadido, primeiro deve seguir os procedimentos do Google. Só se a empresa não retirar a imagem do ar é que a pessoa deve contratar um advogado para apelar à justiça.
"Se for publicada uma imagem que, comprovadamente, gerou dano emocional ao emprego ou ao relacionamento de alguém, ela merece reparação por danos. Mas acho pouco provável porque aqui não temos essa indústria de reparação. Como o brasileiro mostra tudo nas redes sociais, tende a contar para os amigos que saiu no Street View, em vez de reclamar".

O advogado explica que a indenização vai depender da interpretação de cada juiz ao julgar se a imagem realmente prejudicou a vida da pessoa flagrada. Como exemplo, ele lembra de um caso recente, no qual o ex-namorado de uma moça colocou fotos dela no Orkut. Ela reclamou das fotos, mas algum tempo depois já estava postando fotos em festas e na praia. "O juiz entendeu que ela continuou a vida dela sem grandes preocupações e não deu ganho de causa a ela".

Cerdeira acrescenta que, mesmo que alguém consiga reparação por danos, a imagem já poderá ter se espalhado em sites como o Google Street View Brasil ou em blogs, que têm uma alta proliferação viral. O advogado explica que a reparação e uma eventual indenização podem levar meses, até mais de um ano.

"A reparação por danos é proporcional à importância da pessoa exposta. Se for rica ou uma celebridade, ela tem mais chances de receber um valor grande. Mas se for uma pessoa comum deverá pedi-la em um juizado especial (antigo juizado de pequenas causas) e poderá receber no máximo R$ 10 mil".
Já para o advogado Renato Opice Blum, também especialista em direito digital, tudo depende das circunstâncias: se o ato foi em um lugar público e se a ação foi voluntária ou involuntária. Se, por exemplo, a pessoa escorregou em uma casca de banana (um ato involuntário) e gerou algum tipo de constrangimento ou a imagem pode ser usada comercialmente, a pessoa pode pedir a retirada. Mesmo se alguém botou o dedo no nariz (um ato para lá de voluntário), apesar de essa pessoa ter assumido um risco, se a foto ofender sua honra também é possível retirá-la da rede.
"Tudo depende de onde a imagem vai ser colocada. Se for em um site de ampla disseminação, como uma rede social, por exemplo, mesmo que tenha sido voluntário, a pessoa tem direito de pedir que a retirem do serviço".

Especialistas em direito digital ouvidos pelo R7 dizem que a publicação de cenas constrangedoras no Street View não deverá irritar muitos cidadãos do Brasil, ao contrário do que aconteceu em outros países. Para eles, o brasileiro já é famoso pela grande desinibição e pela pouca importância que dá à sua vida privada, já que não vê problema algum em exibir fotos de sua vida íntima em redes sociais, como o Orkut ou o Facebook.

Renato Opice Blum explica que "a legislação brasileira é escassa na questão da privacidade, embora haja bastante jurisprudência (conjunto das decisões e interpretações das leis feitas pelos tribunais superiores, adaptadas a situações de fato) para quem se sentir constrangido pedir a retirada de imagens à justiça".

"Às vezes, é muito subjetivo, mas em geral nossos juízes estão preparados para lidar com isso. Não temos leis detalhadas sobre o assunto porque a nossa legislação é muito simples. A melhor é a da União Europeia".
Alexandre Atheniense, advogado especializado em direito da tecnologia da informação, explica que a reparação por danos e a imediata retirada podem ser pedidas "com base no artigo 5º, inciso 5 da Constituição brasileira, que diz ser inviolável a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurando o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação". O advogado diz que o Google deverá se preparar para possíveis incidentes que violem a privacidade das pessoas, mas baseado em como lidou no passado com essa questão no Orkut, por exemplo, para ele a empresa poderá demorar a retirar as imagens.
"Se nos basearmos no perfil do Google em relação à sua lentidão para atender os cumprimentos das liminares judiciais, que obriguem a exclusão de conteúdos ilícitos na internet, principalmente nas redes sociais, não podemos afirmar que eles agirão com rapidez necessária para que danos maiores não aconteçam".
Quem se sentir ofendido por uma imagem, deve localizá-la no Street View, clicar em Report a Problem (no canto inferior esquerdo da foto), preencher o formulário e depois em Submit. O recurso permite enquadrar a parte da imagem que contém a cena constrangedora e oferece três opções: Preocupação com Privacidade, Conteúdo Inadequado ou Outros. A empresa promete resolver o problema o mais rápido possível.
Siga os posts da Campanhas e Ideias no Twitter: @CampanhasIdeias

Fonte: R7

20101222

Google é processado por mostrar imagens de roupas íntimas


Uma mulher japonesa está processando o Google por ter mostrado no Google Street View imagens de suas roupas íntimas penduradas no varal.

Apesar de a imagem ter sido retirada do site, a mulher ainda mantém a ação, no valor de aproximadamente US$ 7.000, contra o site.

"Eu poderia entender se fosse mostrada apenas a foto de fora do apartamento, mas mostrar as roupas de baixo de uma pessoa pendurada no varal é errado", disse a mulher.

Ela também afirma que sofre de transtorno obsessivo-compulsivo e que ver a foto agravou essa condição, pois ficou com medo de estar sendo observada a cada instante.

Fonte: Folha de São Paulo

20101207

Como inovar na web

É hora de dar adeus às interrupções chatas que todos enfrentam ao navegar na internet, defende Moysés Costa, diretor da Ondaweb, em artigo que fala das vantagens do conceito de "inbound marketing"
Por Moysés Costa
 

Ninguém duvida que o marketing tradicional usa e abusa de técnicas invasivas, que interrompem os consumidores numa busca incessante (e muitas vezes sem critérios) pela atenção. Os exemplos não são poucos, como a publicidade televisiva, as ações de telemarketing, os banners e os spams na internet. E por aí vai. No entanto, o avanço das tecnologias tem tornando essas estratégias menos eficazes e mais caras para quem as utiliza. Um dos casos clássicos de ferramenta “antichatice” são os filtros de spam dos servidores de e-mails. Outro exemplo de que o marketing na web está mudando é a recente subida – exorbitante, aliás – dos preços de clique cobrados pelo Google nos serviços de pesquisa patrocinada.

Por razões como estas, dia após dia fica mais evidente a relevância do que se convencionou chamar de inbound marketing – uma antítese do outbound marketing, aquele ao qual estamos acostumados. Uma das principais diretrizes desse novo conceito é evitar a interrupção da navegação dos internautas. Ou seja: não adianta espernear para chamar a atenção – a bola da vez tem de ser a criação de valor. Com o inbound marketing, o objetivo é desenvolver conteúdos atraentes e relevantes para um público adequado. A ferramenta funciona como uma espécie de ímã, atraindo quase sem ser percebida.

Mas como funciona uma estratégia de inbound marketing?

Antes de qualquer explicação mais detalhada, a dica é analisar uma estrutura que pode ser dividida em quatro componentes básicos:

1. Planejamento: é a força motivadora, a concepção do projeto. Nesse ponto, é preciso estipular diretrizes gerais, traçar metas e identificar os envolvidos no processo.


2. Conteúdo: é a energia de qualquer ação de inbound marketing. É o que realmente atrai os clientes para o seu site e os incentiva a realizar negócios.

3. SEO (Search Engine Optimization): são os famosos mecanismos de busca, onde as pessoas costumam iniciar o processo de compra. Envolve a prática de construção do site e estratégias traçadas para médio e longo prazos.
4. Social media: a mídia social amplia o impacto dos conteúdos. Quando ele é propagado e discutido, resulta em algo mais autêntico e diferenciado. A atração de clientes realmente qualificados se torna muito mais provável. Lembrando: o e-mail maketing também é uma valiosa ferramenta de social media.
Por que, hoje, o inbound marketing faz toda a diferença?
Basicamente, a diferença está relacionada ao seu retorno sobre investimentos, o famoso ROI (do inglês “Return On Investment”). Abaixo, alguns pontos que demonstram sua eficiência nesse sentido:

a) Foco no público-alvo
Infelizmente, as técnicas de campanhas tradicionais são, via de regra, mal orientadas. Você e seus conteúdos, suas mensagens, estão sendo dirigidos a pessoas que não formam um público-alvo. Isso, inclusive, gera um retorno negativo de imagem. Quando se faz o inbound marketing, você e sua mensagem conseguem se aproximar de quem está, de fato, interessado.




b) Investimento no lugar de despesa constante
Quando você compra publicidade em sites de busca ou faz uma campanha de outdoor, por exemplo, esse valor termina assim que o número de cliques ou o tempo de contratação acabam. Se essa verba for investida em um conteúdo relevante, com bons mecanismos de propagação, esse conteúdo irá continuar repercutindo e gerando audiência qualificada.

Mas onde está a inovação?

A inovação não está, necessariamente, em um site ou em alguma tecnologia muito avançada. Ela pode ser encontrada na integração de algumas técnicas usuais de internet e na maneira como serão abordadas marca e produto.

Se você (ou sua empresa) tem um bom produto ou serviço e dispõe das habilidades reais para se comunicar com seus clientes, é viável, sim, competir com os maiores orçamentos de publicidade. É aqui que mora a atitude inovadora:

- Ao usar um modo diferenciado de apresentar informações;

- Ao criar uma série de posts inter-relacionados;

- Ao desenvolver conteúdos inusitados e com alto valor agregado.

Não tem nada de plano mirabolante. É receita de bolo, mesmo. O tamanho do seu cérebro tem muito mais peso do que o tamanho da sua carteira. E isso sim é verdadeiramente motivador.

Fonte: Revista Amanhã